Textos de Lua
No firmamento brilha uma estrela tão bela,
E a lua, testemunha, sua história singela.
Ela é como um raio de luz, radiante e rara,
Brilhando em cada passo, em cada esfera.
Com sua luz, ela encanta e ilumina o caminho,
Sua presença, um presente, um verdadeiro carinho.
E a lua, em seu manto de prata, sorri,
Porque esta estrela, minha amiga, merece ser feliz.
Que neste dia especial, a estrela mais brilhante,
Receba todo o amor, alegria e encantante.
Que a lua continue a testemunhar sua jornada,
Enquanto a estrela, radiante, segue sua estrada.
Minha amiga estrela-lua, você é um presente,
E neste dia, celebramos sua luz reluzente.
Na calada da noite, quando a lua espreita,
A criatividade desperta, como uma faísca que incendeia.
Na solidão das horas silenciosas, a mente vagueia,
E as ideias fluem livremente, como uma sinfonia que ecoa e permeia.
É na madrugada que os pensamentos mais ousados surgem à tona,
E as inspirações mais profundas ganham forma, de forma entrelaçada e entona.
Entre o silêncio das ruas e o murmúrio do vento,
A criatividade floresce, sem qualquer lamento.
Assim, na penumbra da noite, sob as estrelas a brilhar,
A mente criativa encontra seu espaço, pronto para inovar.
Noite que se aprofunda em escuridão,
ferida pela lua que a abandonou,
traz nas vísceras, escondidos gritos de aflição
que ecoam sombras na paisagem que pintou
Aquieta a alma, cumpre seu destino,
acarinha o coração do que ama ou amou,
vozes serenas em noturno canto,
espantam saudades de algo que ficou
Noite que se perfuma com a brisa
e que eternamente por ela é amada,
é um cofre que no âmago traz segredos
de almas insones - perdidas na madrugada
Vejo a lua,
pequena e branca
pálida em sonhos
divagando em luzes
que esmaecem na madrugada fria
percebo essa lua,
assim em fascínio,
como mulher
frente ao sentimento puro
do amor e ao da ternura,
és mulher, ó lua!
entendes do coração
e pela noite leva sonhos
aos que prestam em ti
toda atenção.
Assim como a lua conheço meu rumo,
não desvio e vou em frente,
sou luz, às vezes sou um vazio,
mas também sou crescente
Sigo a amplidão e espio
a paisagem toda, quase morta
em calor ou em arrepio
e isso quase nem importa
Como sentinela obedeço
os passos em uma missão
à qual sempre agradeço
e faço tudo com bom coração
Uma noite , talvez lua minguante,
só um pouco de mim restará,
estarei no céu, bem distante,
mas um pouco de minha luz ainda verá
É noite plena, misteriosa, envolvida em sombras,
a lua sem dono, vaga lentamente, distante,
imponente, nos leva a ter alguns sonhos,
Já é a hora do descanso do corpo
e da mente que precisa um certo abandono
entre lençóis, envolvendo-se docemente
Lá na amplidão tudo é silêncio profundo,
há um vazio e promessas de infinito,
ao dormir nada somos, apenas pausa da vida
numa canção que nem percebemos, tocamos...
em notas de amor afinado ou de saudade, um grito...
Lua sem luar
Muitas noites sou como a lua,
viajo o universo todo,
enigmática e fria
já não buscando o sol,
ele pertence ao dia
Tenho uma face
que se esconde
cheia de caretas que assustariam,
por isso nessa fase,
não sou cheia, nem minguante,
muito menos crescente ou nova,
sou uma lua vazia !
Em noites de lua cheia
faço de mim pedaços de luar,
esparramando-os por todas as trilhas
para enfeitar caminhos de sua alma,
nada e nem ninguém impedirá
que eu trace sonhos em arabescos de luz,
tudo loucamente desenhado,
como se lua fôsse na amplidão,
na insana espera de que por ali
você caminhe seus passos,
vindo em minha direção...
MINHA LUA ABSTRATA:
À Mamãe.
Se você estivesse aqui, agora e comigo,
Certamente seria agraciada com a graciosidade
Dessa lua nua... E libidinosamente convidativa.
Naturalmente moldurada pelas estrelas a me ofuscar o brilho.
Ora! Ora! E se você não estar!
De certo abstrata é a sua existência.
Ah! mamãe, me dê essa lua!...
E eu te darei o céu, seus astros, todo o universo!
Para encontrar minha criança e assim te reencontrar
Perdoa-me o “borrado” da escrita! Perdoa!
Foi o sal de tua vida que corre ao meu rosto. Perdoa!
Ó lua musa inspiradora.
Ilumina-me a estrada que busca minha criança!
Ó minha estrela, conduz-me ao alto de tua divindade!
Para que eu possa vislumbra-la
E encontrar minha estrela guia
Que não a vejo deveras.
O UNIVERSO NÃO TEM PRESSA
Para que tanta pressa?!
Nem o sol, nem a lua.
Esse mal não lhes convém
Giram lentamente o tempo todo!
Por estarem acima
Refletem os mares e lagos
Aquele a quem pressa lhe faz bem
Seus passos serão sedentos.
Ah! Pra que tanta pressa?
Se o tempo que ainda resta
São sonhos que não veem.
Que fosse assim, mas sem destruir,
Por mais que errei, sei, reconheço,
Dia sem sol, noite sem lua, sombrio.
Torturem-me, comiserem-me, dó.
Moribundo, inebriado com o cálice
Dos estroinianos, casualidade, quiçá.
Se um dia quiseres voltar, esqueças
Da razão que um dia não foi em vão.
Rosa, anjo de lume, airosa, minha ébano.
Sempre indulgente, que se inspira, branda.
Opulenta de bondade, generosidade.
E por egoísmo, martirizo-te sem perceber,
sem entender, por amor, amor fugaz, célere.
Bálsamo! Acalenta-me, finda a minha excitação.
Ela é fogo, ele é gelo.
Curtia seus dias dançando sob a lua, no anoitecer e nas madrugadas. Sempre que possível, festas faziam parte de sua tabela de planejamentos. Enquanto ele pouco saía. Gostava de seus livros, da sua própria bagunça e pensamentos escritos em bolas de papel na lixeira. Certa vez, ele foi até um barzinho que tocava Raúl, Paralamas e outras músicas que gostava. Levantou - se até a máquina e escolheu um música.
"Eu amo Engenheiros do Havaii", a voz dela por trás de suas costas, segurando uma moeda (imagino que para utilizar a máquina também) . Sem muita reação, ele confirmou o mesmo.
Após horas de conversa leve e noções sobre o gosto musical, o rapaz que vivia em sua caverna e a moça das baladas e luzes de neon, dançaram juntos.
Fogo e gelo, provaram que os opostos se atraem, de fato.
Quem disse que seria fácil? Mas quem falou também para você que seria impossível? Já pisaram na lua, então, nada te impede de conquistar o sol. Construíram uma máquina metálica capaz de voar, portanto, seja dono do seu próprio voo.
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Sonhe alto, desde que você caia em si quando perceber que é preciso mais do que sonhar, é preciso correr atrás, lutar, passar por dias sofridos, noites sem dormir, e, acima de tudo, continuar enquanto muitos vão desistindo no meio do caminho.
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É difícil, sim, acordar enquanto muitos dormem. Continuar quando o corpo pede por descanso. Dar mais seis passos à frente, quando duas passadas atrás você disse que seus pés não davam mais nenhum passo. Ir à luta sabendo que você poderia optar pela paz. Mas você sabe que precisa batalhar, onde o seu mais forte adversário é a sua limitação.
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Sonhar, muitos sonham, mas agir, sair da zona de conforto, buscar e realizar o que se quer, isso é para poucos. E você é desses poucos, porque só os seus olhos sabem o que você passa para alcançar seus objetivos, de todas as vezes que o tempo passou devagar, onde muitos conselhos te mandaram parar e você não optou em se tornar mais um dos muitos.
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É inevitável não sofrer, não sentir angustia, medo, frio na barriga, uma ansiedade que tira até a fome. E por mais que sua boca tente expor o que se passa contigo, jamais será descrito da forma que a sua voz interna escreve tão bem o que permanece consigo. Infelizmente, muitas vezes, terás que saber ser silêncio mesmo com tanta vontade de gritar.
⠀ ⠀
Almejar sonhos pode significar perder amores, amigos, empregos, cursos, e até a cabeça. Isso pode significar exaustão, rejeição, piadas e até solidão. Talvez, você sinta um vazio, uma sensação de estar ficando louco... Mas saiba que, apenas os loucos contam até três e vão até o fim, enquanto outros, ficam apenas a contar histórias que não saíram do início.
Um Poeta e Sua Rosa
Certamente nem a lua,
Nem mesmo o sol poderá
O amor que sinto pela minha
Pequena rosa separar.
Certamente nunca me vi
Tão fissurado por algo.
Como minha querida rosa
Me faz bem.
Certamente seria eu
Um poeta triste se meu amor
Não fosse seu? Se meu coração
Não pertencesse a você?
Certamente tão certo
Como a lua vive e
Como o sol brilha
Nem poeta eu mesmo seria.
Não à como explicar,
Simplesmente sinto
Que você es oque
Tanto sonhei.
Como uma rosa
Te guardarei, te protegerei,
E em meus braços estará
com um sincero abraço te guardarei,
E ninguém irá machuca-la.
Protegerei a minha rosa,
E nossos dias bem como
Nossas noites
Serão eternas.
Meu amor a ti pertence
E digo que es algo real
Ao teu lado tristeza?
Minha tristeza ira voar.
E você levará de mim
A minha solidão
Trocando ela pelo seu
Coração.
E a tristeza irei deixar
Pelo brilho em teu
Olhar.
Sem rumo...
A lua paira sobre as nuvens de algodão.
E o pobre menino de rua, sozinho, na noite crua faz das nuvens seu edredom.
E sua cama é uma caixa de papelão aberta.
Rotina certa para a transgressão,
Quando a fome bate no estômago e reflete na mente.
E passa a roubar por nada receber como pedinte para saciar a fome que o consome.
E aquele menino que a sociedade poderia ajudar a se tornar um homem.
Vaga pelas ruas sem nome ou sobrenome.
Adotou um vulgo pra sobreviver.
Parece fato comum na cidade grande.
Onde todos passam e fingem não o vê.
Esse menino poderia ser eu, ser você.
E a sociedade nem tá aí pra tal situação.
Mudam-se os atores políticos mas o texto será sempre o mesmo.
Enquanto muitos perambulam pelo mundo a esmo.
Sem ter quem lhes tenha compaixão.
Como se tornar um cidadão,
Sem uma mão que os levante?
E o mundo preocupado com o elo perdido.
De onde vimos? Quem são nossos ancestrais?
E minha preocupação maior sempre será
Pra onde estamos indo
Nesse mundo infindo onde há um excesso de GLAMOUR e excassez de GLACÊ.
E eu aqui, pensando assim, penso em você, penso em mim...
by Elmo Writter Oliver I
27.03.2022
19:04hs
.*.
#byelmowritteroliveri
🙇🕊️✊🌍🌎🌏✊🕊️🙇
Noite Silenciosa
Na curva suave da noite escura,
A lua dança, envolta em névoa pura.
Brilha tímida entre nuvens calmas,
Como um suspiro acendendo as almas.
Lá no alto, um véu de estrelas se cala,
Enquanto a cidade, serena, não fala.
Janelas acesas em prédios distantes
Guardam histórias de sonhos vibrantes.
A árvore solitária em pé vigia,
O tempo que passa, a melancolia.
E sob o céu de um silêncio profundo,
O mistério da noite abraça o mundo.
Luz e sombra se tornam irmãs,
Tecendo segredos com mãos tão humanas.
E quem contempla esse instante, sem pressa,
Descobre que a paz, às vezes, começa…
“O Guardião da Lua”
Sob folhas de sangue e silêncio encantado,
Ergue-se o guerreiro de olhar velado.
A lâmina rubra dorme em sua mão,
Mas seu espírito vibra como um trovão.
Vestes escuras, sombras no chão,
Carrega no peito a sua missão.
Entre pétalas soltas ao vento lunar,
Ele aguarda o momento de se revelar.
O céu é um véu de nuvens e lua,
A noite é um campo onde a alma flutua.
Montanhas vermelhas, memórias em brasa,
Ecoam os passos de quem nunca atrasa.
Não há grito, nem glória, nem dor,
Somente o silêncio — seu fiel mentor.
Pois o caminho do sábio, ainda que frio,
É forjado em honra, é moldado no vazio.
Entre a Lua e o Silêncio
Te vejo de longe,
como um brilho escondido na noite.
Tento te alcançar em palavras,
mas elas nunca chegam até você.
Escrevo cartas que nunca envio,
falo de amor para o vento,
e a Lua, que sempre me escuta,
sabe que o silêncio é minha resposta.
Você vive nos meus pensamentos,
nos dias que passam devagar,
nas mensagens que apago,
no que poderia ter sido e não foi.
Entre a Lua e o silêncio,
te guardo como um segredo,
meu desejo se perde no tempo,
e você nunca percebe.
E assim eu sigo,
girando ao seu redor,
como um cometa solitário,
que brilha, mas nunca toca o Sol.
Tempo passa devagar
A lua ainda está aqui
Pra alumiar o rosto
Na escuridão da noite
E acalentar o coração
Na neblina que vem
Do céu estrelado
Tempo passa devagar
Pra deixar o corpo
Pedir abraço
No frio da noite
Tempo, tempo
Passa devagar
Enlouqueço
De amor
Por você
Na noite que
Clareia a minha alma
E o meu ser
Tempo passa devagar
Quero ti ter
Bem perto
Do meu abraço quente
E fazer você mergulhar
Nos meus beijos
Na noite de lua cheia
Tempo, tempo
Passa devagar
O friozinho
Só quero passar com você
A Dança da Lua e do Lobo
1. A Mulher que Teceu o Mundo
Era uma vez uma mulher que vivia no alto de uma montanha, onde o vento cantava histórias antigas e as estrelas pareciam tão próximas que ela podia quase tocá-las. Ela era conhecida como a Tecelã, pois passava seus dias criando tapetes tão intrincados que pareciam capturar o próprio universo em seus fios. Cada linha, cada nó, era cuidadosamente planejado. Ela acreditava que, se pudesse controlar cada detalhe, nada daria errado.
Mas, nas noites de lua cheia, um uivo ecoava pelo vale. Era o Lobo, uma criatura selvagem e indomável, que parecia rir de seus tapetes perfeitos. "Por que você não desce da montanha e dança comigo?", ele perguntava, sua voz ecoando como um desafio. A Tecelã ignorava o chamado, apertando os nós com ainda mais força.
2. A Tempestade
Um dia, uma tempestade furiosa varreu a montanha. O vento arrancou os tapetes das paredes, desfazendo os fios que ela havia tecido com tanto cuidado. A Tecelã correu para salvá-los, mas quanto mais tentava consertar, mais os fios escapavam de suas mãos. Desesperada, ela olhou para o céu e gritou: "Por que isso está acontecendo? Eu fiz tudo certo!"
Foi então que o Lobo apareceu, sua pelagem prateada brilhando sob a luz da lua. "Você não controla a tempestade", ele disse, seus olhos dourados fixos nela. "Mas pode dançar com ela."
3. A Dança
Relutante, a Tecelã deixou o Lobo guiá-la para uma clareira. A tempestade ainda rugia, mas ele começou a dançar, movendo-se com uma graça selvagem que parecia desafiar o caos. "Solta-se", ele sussurrou. "A vida não é um tapete que você pode tecer. É uma dança que você precisa sentir."
Aos poucos, ela começou a seguir seus movimentos. Primeiro com hesitação, depois com uma risada que brotou de algum lugar profundo dentro dela. A chuva molhou seu rosto, o vento bagunçou seus cabelos, e pela primeira vez em anos, ela se sentiu viva.
4. O Novo Tapete
Quando a tempestade passou, a Tecelã voltou para sua cabana. Os tapetes estavam desfeitos, mas ela não se apressou em consertá-los. Em vez disso, começou um novo, desta vez deixando espaços entre os fios, como se convidasse o vento e a luz da lua a fazerem parte da obra.
O Lobo aparecia todas as noites de lua cheia, e juntos dançavam na clareira. Ela aprendeu que a vida não precisa ser controlada para ser bela às vezes, é no caos que encontramos nossa verdadeira força.
Epílogo: A Tecelã Selvagem
Anos depois, os viajantes que passavam pela montanha contavam histórias de uma mulher que tecia tapetes como ninguém. Diziam que suas obras eram vivas, cheias de movimento e luz. E, se você olhasse de perto, podia ver os rastros de patas de lobo entre os fios, como uma lembrança de que a beleza nasce quando soltamos o controle e abraçamos a dança da vida.
Nota do Conto:
A Tecelã representa a mulher que tenta controlar tudo, enquanto o Lobo simboliza a força instintiva que nos convida a confiar no fluxo da vida. A mensagem é clara: o controle excessivo pode nos proteger do caos, mas também nos impede de viver plenamente. Às vezes, é preciso dançar com a incerteza para encontrar nossa verdadeira liberdade.
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