Textos de grandes Pensadores
Apressaram-se tanto em levar ao cúmulo a medida de minha miséria que todo o poder humano, auxiliado por todas as astúcias do inferno, não teria mais nada a acrescentar. A própria dor física, em vez de aumentar meu sofrimento, me distrairia; ao arrancar-me gritos, talvez me poupasse das lamúrias, e os dilaceramentos de meu corpo suspendessem os de meu coração.
O hábito de refletir sobre mim mesmo finalmente me fez perder o sentimento e quase a recordação de meus males; descobri, assim, por minha própria experiência, que a fonte da verdadeira felicidade está em nós e que não depende dos homens tornar realmente miserável aquele que sabe querer ser feliz.
Quando "ameaçamos" fazer mudanças, todo um aparato emocional entra em alerta para evitá-la e assim manter tudo como está. Quanto maior a mudança, maior a resistência e como afirmou Kant, o indivíduo só é realmente livre se faz aquilo que é preciso e que fatalmente NÃO é o que quer.
Faltou a Nietzsche ter lido Dostoievski; se o tivesse feito, não teria falado em ubermensch, pois compreenderia o misticismo que há entre o homem e seu remorso. Destrinchem Dostoievski e percebam a Verdade: Não há amoralidade. A moral humana não é um contrato social. Está aí e esta aqui, cá dentro. É impossível ignorá-la sem que se definhe como um louco, tal como o autor de O Anticristo.
Assim como disseram Heráclito, Nietzsche também consideram que tudo é devir. não há ser nem essência permanentes, nem Deus, nem Satanás. a única realidade objectiva é o mundo material e sensível, e o cerne dessa realidade é o devir perpétuo, o eterno retorno, a embriaguez dionisíaca, a vontade de poder.
Nietzsche intuiu o que a clínica confirma: a individuação tem custo de isolamento. Separar-se das expectativas parentais, dos modelos introjetados, das identificações que nunca foram escolhidas — esse processo não é conquista tranquila, é ruptura que muitas vezes produz culpa antes de produzir liberdade. O sujeito que ousa pertencer a si atravessa o julgamento alheio sem o abrigo da aprovação, e isso exige suportar o desamparo que precede a autonomia. Perder o mundo pode ser suportável; perder a si é a única forma de dano que o psiquismo não consegue inteiramente elaborar.
Friedrich Nietzsche já insinuava o descompasso: quanto mais se acumula inteligência, mais rara se torna a sabedoria. A primeira coleciona dados e resolve mecanismos; a segunda interroga o sentido — pergunta se aquilo que se pode fazer realmente deve ser feito. A inteligência constrói meios; a sabedoria examina fins. E assim surge o paradoxo moderno: engenhos capazes de alcançar outros planetas coexistem com vínculos incapazes de atravessar o tempo. Não por falta de capacidade, mas por ausência de direção — porque saber muito não é o mesmo que compreender o essencial.
Como disse Nietzsche: "Deus está morto!". Entretanto, creio que ele tenha esquecido de mencionar: morto para os que não creem, morto para os que em função de suas próprias irresponsabilidades não têm a quem culpar, morto para aqueles que são individualistas, morto para os egoístas, morto para os irados, morto para os levianos, morto para os receosos, morto para os ignorantes, morto para os luxuriosos, morto para os soberbos. Para esses, de verdade, Deus não está morto, mas à espera que enxerguem a Sua Luz.
A sim como Nietzsche, bombardeou com toda tua genialidade o cristianismo. Concluo eu que o cristianismo só é uma praga tão podre e doentia quanto a sociedade. Quando dele não provem o amor de Deus, mas sim o fanatismo e do fanatismo provem o próprio preconceito religioso. De falsos seguidores de Cristo. E nesse caso o cristianismo é uma praga tão doentia quanto a própria sociedade.
No século XIX Nietzsche diagnosticou a morte de Deus, mas as armas utilizadas no deicídio (a ciência e a razão) se tornaram objeto de culto. É preciso usar o martelo mais uma vez para destroçar o altar no qual se encontra e depois dar uma marretada na própria cabeça para tirar de si a ideia de crença surgida na mente humana há mais de 12 mil anos.
"Os seguidores de Nietzsche e Foucault estão apaixonadamente persuadidos de que a verdade é mero artifício retórico empregado a serviço da opressão, e dizem isso por extenso. Qual é, então, a condição de eles dizerem tal coisa? Devemos dar-lhes a escolha. É falso? Ou está a serviço da opressão?"
Amo o pensamento de Friedrich Nietzsche quanto sua opinião sobre a existência. O filósofo (dizem ser bipolar) não acreditava que éramos alguma coisa, mas que estávamos em constante transformação. O verbo ser então não cabia para designar a existência, não somos bonitos ou feios, tristes ou felizes, doentes ou saudáveis, apenas estamos de algum jeito em relação a um determinado momento.
Quando Nietzsche escreveu a frase "transvaloração de todos os valores" pela primeira vez, o movimento espiritual dos séculos em que estamos vivendo encontrou, afinal, a sua fórmula. Transvaloração de todos os valores é a característica mais fundamental de cada civilização, pois é o início de uma civilização que remolda as formas da Cultura que a precederam, entende-as à sua maneira, pratica-as de outro modo.
"Minha cabeça é como a de Nietzsche, igualzinha, no seguinte: entendo o mundo como ele é. Mas não consigo traduzir para as pessoas como o enxergo. Eu quis dizer, entendo conceitos, definições, lógicas, a realidade. Porém, ainda que eu escreva para tentar explicar, fica complexo, ambíguo às vezes. Não importa se dou a melhor definição de algo, para mim, está ainda faltando alguma coisa, mesmo que eu saiba o que quer dizer com precisão o significado de uma palavra por exemplo, na minha mente não cheguei no limite do que a palavra poderia significar. Talvez Nietzsche tenha ficado literalmente louco por não consegui fazer as pessoas entenderem como ele enxergava a realidade, eu, me contento com o desentendimento das pessoas sobre como vejo a realidade muitas vezes e creio que Deus seja real, Ele consegue sem esforço algum entender tudo que penso mesmo antes de eu no tempo ter pensado."
Werther, o primeiro herói romântico, mostra-se mais humano que o super-homem de Nietzsche. Goethe trouxe à luz muitas verdades da condição humana em seu livro "Os sofrimentos do jovem Werther" baseado em suas próprias experiências. Nietzsche construiu uma filosofia de ilusões inspirada em si projetando no seu conceito algo que ele nunca foi. Encontramos mais honestidade num escritor sentimental do que num filósofo fantasioso que não viveu o que ensinou.
Friedrich Nietzsche (1844-1900), filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano. Assim, para este, os ideais arquetípicos são a vontade de verdade, a vontade do escravo, do ressentido. No entanto, quem de nós pode ser plenamente livre desses ideias? A ideia de além-homem, super homem, é também um ideal arquetípico, uma utopia de uma mente desesperada. Não tem como, não há como fugir realmente: ou cremos que há uma transcendência ou vivemos na ilusão arquetípica do nosso próprio desespero.
“Como disse o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, ‘o que não me mata, me fortalece’. Essa frase resume bem a ideia de que as dificuldades e os obstáculos da vida podem servir como estímulos para o crescimento pessoal e profissional. Pessoas que continuam existindo mesmo diante de tantos nãos ou afastamentos. Isso serve para a amizade, o relacionamento pessoal e o profissional. São pessoas determinadas que não desistem facilmente. Agora, pessoas que desistem fácil provavelmente não conseguem chegar a lugar nenhum. Continuam na mesma zona de conforto.”
Nietzsche, no livro “Humano, Demasiado Humano”, incorreu em uma falácia de equívoco ao afirmar que “a vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez” porque bem sabemos que na realidade ter péssima memória pode ser uma desvantagem que ocasiona várias vezes um sofrimento com as mesmas coisas ruins como se fosse a primeira vez.
O nascimento na verdade é a primeira morte interna pois recebemos a lapidação externa, sofremos assim uma cirurgia de natureza psicológica de certa forma "dantesca"...
Acredito que ninguém é livre até jogar fora o veneno da endoculturação...
Nas palavras de Nietzsche deixo-te um conselho: "Torna-te quem tu és"....
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No fundo do poço a minha unica companhia é o chão e frio que sinto congelar do fundo da alma até a ponta dos dedos.
Esse frio é a unica chama gélida que me faz lembra que eu ainda estou vivo mesma chama que me faz viver o próximo segundo.
Tudo que importa é queimar até o fim , provando que eu conquistei o meu melhor mesmo vindo do fundo do poço.
Como um velho disse a muito tempo para conhecer o céu primeiro viva o inferno , nesse inferno gélido eu queimo eternamente vendo a luz do céu iluminar os demônios com asas.Vivo nessa sombra que mata a cada dia, não reclamo tudo isso tem uma recompensa a minha compreensão vai alem da do velho anti cristo, percebo que o céu e o inferno são lugares e com isso não passam de idealizações que nunca se tornam reais então vivo nessa eterna observação de anjos e demônios que não significam absolutamente nada.
