Textos de grandes Pensadores
Brilhantemente, e com um Q de Teologia, Arthur Schopenhauer diz que "nós", indivíduos, somos semelhantes a carneiros como a brincar na relva da Vida, sob o olhar de um açougueiro com seu cutelo na mão, sendo amolado, enquanto escolhe com gosto e satisfação, a presa que irá sacrificar. Pois esse açougueiro representa o Destino que escolhe os indivíduos que deverão ser submetidos às provações da Vida; não conseguindo evitar isso que lhes é imposto, por determinação!!!
Talvez Thomas Malthus tenha realmente razão, quando como com sua Filosofia Malthusianista, pensa que as tragédias cometidas neste Planeta, servem como uma espécie de controle Populacional. Talvez seja exatamente por isso que a Natureza permita tanta catástrofe e a ela parece um tanto indiferente ( Schopenhauer) e não faça nada para impedir isso. Parece mesmo que a tragédia é um instrumento de Deus ( ou da Natureza) para que haja um controle no Mundo.
Resta saber quem será o próximo carneirinho a ser "abatido" e de qual forma será eliminado.
Quanto a nós, que demos a "sorte" de ainda não sermos escolhidos por esse açougueiro, resta-nos desejarmos sermos ocultados de seus olhos o máximo possível.
Às 09h56 in 06.10.2023”
O que o brilhante Arthur Schopenhauer dissertou, chamando o impulso cego que move o mundo de VONTADE DA NATUREZA , é a mais pura verdadeira expressão empírica!
Tal VONTADE se dá mesmo pela força da Natureza de se procriar. Nada pára esse ímpeto Natural. É possível constatar isso por meio do crescimento populacional de certas espécies de animais e pela multiplicação [desenfreada] do próprio ser humano. Já é do conhecimento de todos que, no mundo, existem mais mulheres do que homens ( cerca de 7 para cada 1). Nascem mais mulheres no mundo. Isso não é outra coisa senão a própria representação da Natureza na VONTADE de se PROCRIAR.
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A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. Ela é o ópio do povo.
A supressão da religião enquanto felicidade ilusória do povo é a exigência da sua felicidade real.
Caminho
"Em nossa trajetória, conhecemos muitas pessoas. Pessoas que nos fizeram felizes, outras que nos deixaram muito tristes, ou simplesmente passaram. Mas todas contribuíram de alguma forma pelo resultado do que somos hoje. O importante é saber que todas participaram de nossa história, porém poucas merecem fazer parte de nossas vidas. Não é o que de bom ou mau que conta, mas o que de útil contribuiu."
Gravidade
“A lei da gravidade é absoluta.
Não adianta querer puxar quem quer descer,
Demanda grande esforço para evitar,
Ou levantar quem quer ficar deitado, sentado, estático,
Gigantesco esforço exigirá.
Só existe uma forma de contrapor essa lei,
É o esforço próprio de não contentar-se em permanecer no lugar.”
Estava a deriva quando ouvi a sereia cantar
Dela o canto
Mas não sabia se era canto
Ou pranto
Ou mero encanto
Ignorei os avisos e não fechei os ouvidos com cera
Pelo canto fui envolvido
Por aquele lamento
Que de ideia de choro me vi mergulhado
Meu barco furado e o coração inundado
Não sei se era canto
Ou pranto
Ou mero encanto
Talvez só meu tormento.
No mar me jogar?
Deixo que me leve sereia
Só tenho medo de não querer voltar
Dizem que elas seduzem os marinheiros de primeira viagem
E para o fundo do oceano os levam
Mas qual será seu encanto?
Para o fundo do mar me deixarei levar
Pois quem sabe seja lá que nos braços da sereia
Pelo seu canto que encanta
Que irei me encontrar
Leve-me, sereia, para o fundo do mar
Meu choro e lamento possam ficar
E que outros marinheiros em seu encanto se encante
Em seu choro lamente
E do fundo do mar nunca mais tentem voltar
Que eles do barco carregados
Possa nele toda tristeza deixar
É lá, no seu reino dourado
Seu mundo encantado
Que em seus braços irei me afogar
Leve-me sereia
Pois o barco já não é mais o meu lugar
O judeu se emancipou de maneira judaica, não apenas porque ele adquiriu poder financeiro, mas também porque, inclusive através dele, o dinheiro se tornou o poder do mundo e o espírto judeu prático se tornou o espírito prático das nações cristãs. Os judeus se emanciparam na mesma medida em que os cristãos se tornaram judeus.
(...)
Na análise final, a emancipação dos judeus é a emancipação da humanidade do judaísmo.
(Ensaio: Sobre a Questão Judaica, 1843)
A crítica arrancou as flores imaginárias da corrente não para que o homem
viva acorrentado sem fantasias ou consolo, mas para que ele quebre a corrente e colha a flor viva. A crítica da religião desilude o homem, a fim de fazê-lo pensar e
agir e moldar a sua realidade como alguém que, sem ilusões, voltou à razão: agora
ele gira em torno de si mesmo, o seu sol verdadeiro. A religião é nada mais que o
sol ilusório que gira em torno do homem, na medida em que ele não gira em torno
de si mesmo.
Não quero a ideia sem pranto
Lamento sem encanto
Não quero a fera ferida
A presa abatida
Quero choro e canto
Quero o tesouro da traça
A ferrugem da lata
Quero da vida a farpa
É dessa ideia que vivo
É esse o encanto
Agora o que me resta
Senão o coração sofregado
Com sua partida
O peito ferido
A vida do bandido
Quero aquela que foi da fera da fera
Que largou essa lápide
Enterrada no meu peito
Sem dó, a torto e direito
A bela mais bela
Leve embora, ao menos, o que deixou
Se é que um dia me amou
Já que se vai como o vento
deixando a folha caída
roubando o perfume, a brisa
Leve as folhas mortas sortidas
Leve a fera ferida
Leve a presa abatida
Leve resto que restou"
Apague, ao menos, o rastro que ficou
"Até mesmo as concepções nebulosas que existem nos cérebros dos homens são
necessariamente sublimadas do seu processo de vida, que é material, empiricamente
observável e determinado por premissas materiais. A produção de ideias, de
conceitos, da consciência, está desde as suas origens diretamente entrelaçada com a
atividade material e as relações materiais dos homens, que são a linguagem da vida
real. A produção das ideias dos homens, o pensamento, as suas relações espirituais
aparecem, sob este ângulo, como uma emanação de sua condição material. A mesma
coisa se pode dizer da produção espiritual de um povo, representada pela linguagem
da política, das leis, da moral, da religião,
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da metafísica. Os homens são os produtores
de suas concepções."
"É o homem que faz a religião; a religião não
faz o homem."
É o fogo que faz fumaça; a fumaça não faz
o fogo.
Existem duas formas de se andar no caminho que traçamos. Uma é olhar para baixo, onde se pisa, ver os desníveis e pedras que pisamos e, assim, tentar evitá-los. Outra é olhar para frente, caminhar olhando o horizonte, ver que ele continua. Nesse cairemos mais.
No primeiro enxergamos e andamos preocupados com as dificuldades e obstáculos, o próximo sempre será nossa preocupação. No outro, sabemos que as predras existem e que farão parte do percurso, contudo o que nos guia é olhar para frente e entender que as pedras são parte dos passos, estarão presente enquanto andarmos, mas o que vai nos mover é ver que lá na linha do horizonte, mesmo que pareça distante, esse mesmo caminho toca no céu.
Desafio da Sinceridade Conosco Mesmos
(Não precisa responder, apenas refletir)
Estamos plantando hoje a nossa velhice. Parece que está longe, mas logo chegará. Que tipo de idosos queremos ser? Temos tratado bem aqueles que terão a função de nos apoiar na velhice?
E a nossa carcaça? Estamos sendo gentis com ela? O tempo é impiedoso ao cobrar a conta.
É fundamental pensarmos na nossa saúde física e mental como um investimento. Nossa "carcaça" é o veículo que nos levará pela vida, e a forma como a tratamos hoje determinará a qualidade dos nossos dias na velhice.
Preta Marx
A noite está fria e a escuridão me amedronta.
Tem cinzas onde antes era meu paraíso e dor onde antes era riso.
Tenho medo, me salva.
Tenho pesadelos, me acorda.
Tenho dor, me cure.
Você tem todas as respostas, você tem todas as curas.
Por quê não vem? Por quê não me solta? Por quê não volta?
Estou me afogando, minha boca procura a sua para um último fôlego de vida.
Estou desfalecendo, meu corpo procura seus braços, dentro deles não há perigo. Dentro deles toda dor parece pequena, toda lágrima parece inútil, toda tristeza é passageira.
Não precisa ficar, mas esteja. Não precisa ficar, mas venha.
Olhar seu sorriso, sentir seu cheiro, tocar sua pele, é tudo o que eu preciso no momento, apenas isto me basta.
Se precisa ir, que vá. Mas volte. Recarregue minhas forças, vá, mas volte.
Sonhei com uma casinha branca de portas e janelas azuis. Sonhei com cachorros, flores, filhos e pássaros. Sonhei com o cheiro de café invadindo a casa e o beijo de meu amor ao amanhecer.
Lhe vendi meus sonhos, a realidade nunca foi igual, mas chegou a ser linda um dia.
Amei, chorei, sorri, vivi. Me enganei, me realizei, me surpreendi, vi, revi, desiludi.
A casa azul nunca existiu, o ninho de pássaros você destruiu, e as flores nunca consegui cultivar.
Mas me sobrou uma filha e um cachorro.
É tudo o que me resta dos sonhos que você destruiu.
AMOR PLATÔNICO
Me ame, me queira, me aceite.
Me ame pela verdade do que sou e não pela ilusão que procura.
Me queira com meus cabelos despenteados, meu mal humor matutino, minhas torradas queimadas e minhas incoerências.
Me aceite da maneira que eu sou, pelo que sou, como estou.
Porque te amo, te quero, te aceito.
Eu te amo de qualquer maneira, à sua maneira.
Te quero como tu és, pelo que és e como queiras.
Te admiro com seus erros e acertos.
Te aceito com seus defeitos e virtudes.
Te amo pelo que és por dentro e por fora.
Não me importo com o seu linguajar e seu falso gingado.
Não me importo com seu gosto musical duvidoso e seu estilo antiquado.
Não me importo com suas manias e tolices. Acho graça.
Te amo, te amo e você não percebe.
Te amo, mas você me vê e não me enxerga.
Te amo tanto, tanto, tanto que dói, e você nem sabe.
Me queira. Mas se não me quiser, ainda assim, não me deixe.
Fique, mas não me diga que não, não mate minha esperança com suas palavras.
Apenas me deixe esperar, deixe me esperançar.
Não lance seu olhar de pena, apenas fique mesmo que seja sem estar.
Mesmo que não possa tocar sua pele, sentir o seu perfume me faz sentir viva.
Ouvir sua voz me acalenta. Sentir sua presença me acalma.
Eu te aceito, te aceito sem estar aqui.
Te aceito sem ser meu.
Te aceito mesmo que não me queira.
Te aceito à sua maneira.
A pessoa que me colocou no mundo foi incapaz de ser uma mãe para mim. Isto é triste, mas é a realidade. Por outro lado, Deus, o Universo, a Vida ou o Destino, seja lá o que for em que você acredite, te colocou na minha vida no momento em que eu mais precisei de mãe. Por um momento, por um acontecimento, por um período, ou até mesmo ainda hoje. Não importa por quanto tempo, através de você me senti suprida, amparada, cuidada e amada.
Custódia, Jacira, Rosana, Nice e Madalena vocês tem minha eterna gratidão por tamanha generosidade. Que Deus abençoe cada uma de vocês e que recompense pelo que fizeram por mim. Não pude esperar o dia das mães para dizer....
Gratidão, sempre!!!
Liberte meu coração, por favor eu imploro, você acorrentou ele ao seu. Condenado à prisão perpétua. Não vê mais a luz da lua, o calor do sol. Grita e ninguém escuta. Está machucado e ninguém o cura.
Por favor liberte meu coração. Senão por mim, pelo que é mais sagrado, por favor liberte o meu coração. Ele está sangrando e a dor me mata um pouco a cada dia.
Por favor liberte meu coração. Tenha clemência e dê a ele um indulto humanitário. Não vou suportar mais esta dor.
Por favor liberte meu coração, senão puder então me condene a pena de morte. Morrer deve ser mais libertador que viver presa a você.
Toda arte, toda filosofia pode ser vista como remédio e socorro da vida em crescimento ou em declínio: elas pressupõem sempre sofrimento e sofredores. Mas existem dois tipos de sofredores, os que sofrem de superabundância de vida, que querem uma arte dionisíaca, e desse modo uma perspectiva trágica da vida – e depois os que sofrem de empobrecimento de vida, que requerem da arte e da filosofia silêncio, quietude, mar liso, ou embriaguez entorpecimento, convulsão. Vingança sobre a vida mesma – a mais voluptuosa espécie de embriaguez para aqueles assim empobrecidos!
*- No meu sentir, quando René Descartes disse "cogito, ergo sum", a lógica racional (ou carteziana) da frase nos leva a contextualizar o pensamento sobre uma palavra apenas: "coerência". De tal modo, nada é justo ou injusto, certo ou errado, bom ou mal, sem ela. Decididamente é essa a minha visão. A "coerencia", pura e simples, refere a consecução da busca universal da mente humana, legitimada pelos mistérios paradoxais e irrespondíveis da vida e da tese da criação. Tudo o é e sempre será, por "coerencia"!*
(Vitor de Oliveira Antunes Neto)
