Textos sobre Dor
Dia sem brilho
Hoje o dia amanheceu cinzento,
Onde o sol nasce e sem brilho,
Com gotas d'água da chuva passada,
Como lágrimas de um coração sofrido.
Hoje abro meus olhos tristonhos,
Desejando que o tempo realmente voltasse,
Pois sinto falta de uma metade,
Que no decorrer do dia me amasse.
Sinto um espaço escuro e vazio,
Que era preenchido por um lindo sorriso,
Mas que agora se encontra distante,
Mostrando que esse mundo se encontra partido.
Já não imagino o que o futuro reserva,
Mas espero que as promessas se cumpram,
Amor, respeito e verdades,
Não palavras,
Mas sim compromissos.
Não se desespere, não pense que você é menos que ninguém, e nem pense apenas no seu próprio umbigo. Não se engane, não existe vida sem problema... Nós não sabemos escolher, nós não sabemos decidir, lembram? Pois é, e a vida que eu e você levamos hoje, nada mais é do que fruto das nossas próprias escolhas e decisões.
Mas eu não sei qual é a tua fé. Não sei em que você crê. Mas eu creio em um Deus que tem prazer no impossível. Não é mais possível pra você? Esse Deus é Jesus e nesse Nome há Poder. Se você crer nEele, o impossível é possível pra você. Não desista, porque Deus faz caminhos onde não há.
Eu só queria poder deitar e ter aquele sono
tranqüilo novamente, e queria acordar já ter superado tudo.
Eu só queria ter a minha vida de antes, antes
de ti conhecer.
Tudo era tão fácil, mas aí você me apareceu e foi embora
e ficou tudo tão difícil, se não era pra ser não foi.
Mas com você eu aprendi o valor do amor, porém comigo
ficou a dor.
Você já superou talvez não era amor, talvez você se confundiu dizendo-me " eu te amo" sendo que era " eu gosto de você ".
Antes de você dizer eu te amo para alguém, jamais mais jamais mesmo, diga isso sem amar... Pois esse estrago já aconteceu comigo, eu sei o tamanho da dor, é forte, mas temos que ser maior que ela, temos que erguer a cabeça e superar mesmo ela sendo forte, a dor passa, lembranças ão de ficar no esquecimento.. E novamente teremos àquela vida de antigamente.
“Sou dessas que não se importa muito com nada” – ela disse.
Quantas vezes ela enfatizou que pouco se importa com o que dizem, ou pensam, ou fazem.
Por quantas e quantas vezes ela repetiu que tinham que a aceitar à sua maneira.
Inúmeras vezes abriu a boca pra dizer que só se importava com o que ela achava dela mesma.
Poucos sabiam que ela se fazia de cega pra não enxergar cicatrizes que já existiam ali dentro.
Ninguém sabia, na verdade, que ao dizer que não tava nem aí pra nada, engolia um final que ela jamais dissera – “um dia me importei e fingiram que eu não estava aqui.”
"Cansei de abrir portas que não levam a nenhum lugar
e janelas sem vida.
Cansei de escalar escadas sem fim e degraus de barro.
Cansei de sorrisos fúteis e lágrimas indispensáveis.
Cansei de promessas livres ao vento e palavras vazias.
Cansei de sóis opacos e luas sangrentas.
Cansei de mágoas eternas e feridas que não cicatrizam.
Já desejei chegar ao fim poço, hoje desejo apenas a escuridão.
Já desejei o grito do silêncio, hoje desejo apenas o nada
A noite
E cada noite que não durmo
É mais uma filosofia
Em meio a fumaça fria
De um neblinar noturno
É mais um poema duro
É mais uma dura dor
Poemas de cor de couro
De preto e branco sem cor
Rasgou-me o couro
E a carne não curou
E não o coração parou
Perante punhal que o perfurou
A dor tão dura
E incessante como corte cego
Mais forte que a armadura
Do forte guerreiro grego
Mas juro que não me apego
E se contestado, nego
E a noite que se arrasta
Num tempo que só se perde
Na dor que não se afasta
Do peito que sempre arde
A noite ainda é meia
Mergulho na dor inteira
Não há sono que me venha
Tirar dessa noite dura
E eu ajo sem bravura
Não choro, mas não infrento
A dor, que não busco a cura
Sem cura eu me contento
Atento a vida dura
Que de tempo é duradoura
E de sorriso tão rara
E rara de coisa sincera
E a noite já é mais que meia
Perdida pra quem tem pouco
Criança pra quem tem tempo
É dura pra quem pranteia
Capas de deixar o louco
Criança pra quem tem tempo.
E se pudesse voltar para trás
e se pudesse evitar que fosses naquele destino que te levou para os céus
E se pudesse estar contigo, bem daí do alto,
Olhando com os nossos corpos moribundos
o jogo da vida como espectadores;
A dor me consome em cada dia que lembro que exististes,
A dor me consome em cada dia que olho o mundo e não te vejo
A dor me sufoca, grita sem voz, sangra sem sangue.
Os outros falam, especulam, dão palpitem na minha vida no livro da ignorância.
Cegos, que se conhecessem a mágua que cada um carrega no peito teriam vergonham.
Meus olhos não têm lágrimas meu anjo andante que me fizeste sentir a vida.
Meus olhos querem fechar-se de vez.
Meus olhos ficaram baços, sem brilho.
Meus olhos só valem para quem os vê como deve ser.
Vários demônios estão dentro de mim
Meu ódio é apenas um detalhe
sem fundamentos, quebro tudo...
dou risada de seus deuses fracos...
que existência fútil...
baba hóstia, até que parece isso muda...
algo na tua vida inútil sem sentido...
apenas um animal que se reproduz e morre...
que futilidade humana soa bestialidade
pouco assumem o real do ser,
vivem na bestialidade de um sonho.
Se o Coração Soubesse
Se o coração soubesse...
Ah!Se o coração soubesse...
Se ele soubesse se blindaria
Se soubesse não apaixonaria
Não iria acelerar
Se o coração soubesse...
Se o coração soubesse?
Se soubesse não sentiria
Se controlaria,
Não chegaria a se entregar
Se o coração soubesse!
Quando ele souber,
Não mais será enganado
Não será partido e despedaçado
Não sentirá a dor
Mas também não sentirá o amor
E essa...é a maior das dores!
É normal querer chorar e não conseguir?
Fiz o que me mandaram, tentei ser eu mesma, tentei proteger quem amo, tentei não ser rude. Fiz o que me indicaram… Coloquei-me em frente da fera, tentei proteger a pobre presa, mas a fera atravessou-me como se meu corpo fosse ar.
Falhei miseravelmente e agora a presa sou eu.
É normal querer fugir e não conseguir?
Fiz o que o coração me martelou para fazer, tentei parar, tentei começar, tentei continuar.
Fiz o que minha mente achou certo e agora o sangue que escorre é meu também, novamente meu… Sempre o meu. Desta vez misturado, mas meu.
É normal querer gritar e não conseguir?
Fugiu-me tudo por entre os dedos, os que amei, os que me amaram, os que amo e os que me amam, novamente o meu corpo entre a presa e a fera, de novo e de novo meu suor, minhas palavras, meu sangue… Meu coração.
Eu ainda tinha jurado que não passaria mais por isso
Mas mais uma vez me traí e não foi vontade minha
Agora estou me afogando em um lago interior
Respectivo às minhas lágrimas
A dor é incomparável
Nunca cessa
Mas você não tem culpa, eu que senti
Eu sou a culpa
Apenas me dói ver tudo em silêncio
Um silêncio agudo que afeta as batidas do meu coração
Pois eu estou vazio e todos os meus sentidos fogem
Porque eu tenho medo
O destino é injusto, a vida é injusta
Mas com todas as forças eu luto
1% de chance é muito para não deixar cair em esquecimento
O destino não pode vencer de novo
Levando você pra longe
Longe de ser feliz comigo
Oh, baby
Eu estou aqui
Me tenha
O destino não pode te levar pra longe
Sua segurança está ao meu lado
E tudo que você pode fazer é acreditar no seu sentir
Você sente, então faz sentido
Mas o que tenho medo é de você ir embora de novo
Sem ao menos olhar nos meus olhos
E dar tchau em silêncio
MUNDO DIVIDIDO
Minhas lágrimas quentes cicatrizavam tuas feridas,
Quando choravas por mim, brotava em teus olhos meu sangue.
Hoje minhas feridas são incuráveis e tuas lágrimas secaram...
Hoje não habitas meu mundo, és lembrança do passado!
Sua dor não mais me importa, não lhe comove o que sinto;
Aos poucos fomos disjungindo
Sem sentir a dor do parto...
Nosso elo foi quebrado e nosso mundo dividido!
É interessante perceber minha ânsia por alguém,
alguem que me interesse a ponto de eu querer estar a par de sua vida, sua historia, seus anseios...e ir até onde ele me permitir.
Quero saber os gostos, agradar e dar de tudo melhor que eu puder, mas ainda assim ser eu em essência.
Atenção, carinho e amor.
Esse meu coração sempre aberto me causa tanta dor.
Devia colocar senha, ou mesmo ter regras para que não fosse qualquer um ,toda hora e outro que ocupasse pensamentos e assim meu tão sincero coração.
Mas se houverem listas de sim e não, aí penso eu não seria sublime.
Seria uma rede que prenderia as pessoas por apenas interesses egoistas.
Já que já existe uma seleção tão natural do que atrai ou nao.
Mas olha, que doi, doi esse meu coração.
Ate que te encontre.
Voce!
Voce quem vem e fica, que adora tudo que tenho e sou, e desejava isso com muita vontade, sem saber.
Voce que me ama com defeitos porque eu lhe faço o mesmo.
É nessa esperança que nao crio regras e listas, voce pode ter o defeito que mais odeio ou a ideia mais controversa a minha.
Meu coração esta sofrendo e aberto, até que voce chegue e eu passe a sofrer por só te amar.
Sofrimento é algo inerente ao amor eu já sei.
Mas parece que ele recebe outro significado quando tambem é amado.
"GUERRA ABERTA"
A carne é fraca, a guerra é constante
Quando o espírito deixa e não é forte
Desejo maldito, bendito, profano, covarde.
Boca que a língua invade, no corpo, na carne
Do sangue que é alarme, onde a brasa inflama.
Na luta onde o sangue que se exalta, pecado capital.
Dor, amor salgado que a vida nos dá muitas vezes
Navalha que corta a fraca carne do nosso pecado
Guerra constante, constantemente sem vencedores
Besuntados estão os corpos estendidos
Na lama antiga no chão do nosso instinto
Com a mesma intensidade num labirinto
Rugem as carnes sem sangue já apodrecidas
Memórias de um tempo de batalhas de glórias
Palavras ditas talvez corrompidas na noite
Flor de um jardim bela ardente e misteriosa
Religião com o terço na mão de quem ama
Vertigem no passo longo de um precipício
Boca que ruge na selvajaria do instante
Gemido do homem que ama já feito amante
Muralha com a bandeira mais bela do mundo
A fé de uma sombra num templo perdido
Insanidade de todos os descrentes e ferozes
O vento que guia-nos no céu com o seu rastro.
A carne é fraca, a guerra é tantas vezes constante
Como é constantemente vencida sem vencedores
Quando o espírito é fraco, na luta do sangue
Sombra da navalha, gemido do homem descrente.
Lembranças tristes
Dias de sol sem calor e cor
Assim eu vou
Segurando nas mãos da Fé
Remando contra a maré
Cheia de tristeza
Coração partido
Infinita dor
Saudade do meu grande amor
Minha menina, passarinho, sorriso
Minha flor, minha vida
Pequena menina
Grande mulher
Minha mãezinha, doce e serena
Preciso te deixar ir
Não suporto essa dor, essa tristeza de tê-la visto inerte
Caixa branca, perfume das rosas misturando-se ao teu
Ternura, mamãe querida
Saudade da minha vida quando aqui você existia
Não sei se choro
Nem se suspiro de alívio
Minhas lágrimas serão valorizadas
Ou invisíveis como o sopro
se dissiparam por entre trívio?
Uma conversa gélida
sem aparente sentimento
identidade desconhecida, irreconhecível
ininterruptas mentiras céticas
sem vergonha, com o próprio consentimento.
Preocupava-se com o galanteio
não quisera perder o charme
havia sedução em sua lábia
o que importava era o cortejo
depois rejeitava com adarme.
Eu, tão romântica e solitária
que orava por um amor
encontrei em meu caminho
uma pessoa mercenária
empenhado em causar-me somente a dor.
Que o passado não volte
que as lembranças se queimem
só espero que num grupo de malfeitores
ainda tenha um ou dois de sorte
que dê o amor para os que necessitem.
Em meio a teus braços,
Me fiz mais humana.
Tornei-me veloz
Um agora feito de nós,
Epidemia profana
Coberto de luz,
Num suplico de dor
Teu brilho reluz
Por tal infiel amor
Me arrasto a teus laços
Na paz de perigos escassos
Desprenda-se do pudor
Desvanecida mergulho sem o menor rancor
Um lapso de memória,
Fadados ao fracasso
Tormenta notória
Total embaraço.
De vidas passadas,
Carrego tal história
Paixões transmutadas
Imensidão irrisória.
Pecado vendado
Te fiz de morfina
Dormindo a teu lado
Completo minha sina.
Percorrendo a estrada entre a vodka e a cafeína.
Dança, não é divertimento.
Dança, é compromisso
É suor, é energia
É corpo em movimento
É trabalho
É dificuldade
É humilhação e exaltação
É muitas vezes desânimo e reanimo
É vontade de morrer e viver em cada passo.
Somente quem vive a dança, entende minhas palavras, e muitos poderiam acrescentar até mais. Porém, quem não entende, faz um favor, não banaliza a profissão.
Quem pensa a dança como "diversão" deveria fazer uma aula e ver a realidade dos Bailarinos de verdade.
Força estranha...
Sozinha com meus pensamentos sombrios, meu coração foi escurecendo pouco a pouco, até enegrecer como numa tarde de tempestade.
Perdida em meio a minha dor, sufocada pela angústia, lentamente desci ao fundo do poço.
Quando pensei que já estava no fundo, dolorosamente descobri que podia cavar mais.
Cheguei ao inferno e caminhei com pés descalços sobre a dor e o desespero, pisei em cinzas e brasas.
Tateei em vão em meio as trevas, tentando encontrar uma saída na escuridão. Nada!
Me perdi num labirinto de lamentos, muita dor e cheiro de morte.
Meu peito queimava, ardia, meus olhos estavam cegos, um grito seco estava preso em minha garganta. Tive medo!
Pensei que não iria suportar, exausta quis desistir. Era o fim! Silenciosamente fui me entregando, sem lutar ou resistir. Sentia que tudo estava perdido. Mas, de repente, ao olhar um instante para dentro de mim, eu pude enxergar, ver a luz. E, então me veio á memória tudo o que me trazia esperança.
Me lembrei que ao chegar ao fundo do poço, existiam apenas duas opções possíveis: me entregar e esperar a morte certa ou enfrentar o grande desafio de começar a subida.
A primeira é opçāo tentadora, não nego, mas escolhi a segunda. Então, com o ânimo renovado, num esforço sobre-humano, reuni as poucas forças que me restavam e comecei lentamente a subir.
Apesar da dor, da solidão e do sofrimento, estou conseguindo me reconstruir pouco a pouco.
O processo é lento e doloroso, mas vou me refazer, não para ser como antes, mas para ser melhor. Na ânsia dessa procura por mim, sei que vou me reencontrar, me aceitar e, assim, finalmente estarei em paz e poderei tentar ser feliz!
Elis Pinheiro
E assim é a vida... Você se dedica, muda, se esforça, cuida.
E a pessoa vai embora, menospreza seu sentimento, age friamente, te quebra inteiro(a). E depois você fica a mercê do tempo, e enquanto não vem a cura, você fica por aí... juntando os cacos que sobraram de você, tentando se refazer! (Memórias)
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