Textos de Chuva
Oportunidade
Mesmo que eu estivesse numa boa,
Lembrando do andar naquela chuva,
Seriam reflexos de um tempo à toa,
Conflitando comigo em cada curva.
O tempo é muito cruel,
Não espera os mais lentos,
Colhe-se fel ou mel,
Dependerá se estaremos atentos.
Atentos aos movimentos,
Das mentes que passam em nossas vidas,
Retendo somente o conhecimento,
Combustível necessário para a subida.
Tudo é como um vapor,
Esvai-se como neblina,
Sólido é só o amor,
Que desperta a adrenalina.
Antídoto que impulsiona,
Que desperta pro novo tempo,
Um olhar que impressiona,
Apimentando os pensamentos.
Pensamentos daquela dia,
Onde o céu foi nosso limite,
O amor exalava e explodia,
Sentimento que resiste e insiste.
Insiste, por fazer parte de uma essência,
Capaz de curar toda a humanidade,
Sem o tal,surge a demência e a carência,
Trazendo solidão ,monotonia e futilidade.
Lourival Alves
Menina do coração gelado ( Rian )
Essa chuva caindo, esse frio batendo no corpo e essa vontade de te ter comigo...
De te ter comigo, mais... deixe eu ser seu cobertor no frio, deixe eu preencher o seu vazio...
Você é Tão linda, porém tão gelada, como uma manhã de inverno e ainda traz o frio do mundo com você...
Sinto falta daquele frio na barriga quando recebia mensagens de amor, vindas de você...
Esse frio todo é só o resultado do gelo que você me dá...
Porém eu gostaria de te levar comigo, nen que seje só em minha mente, te levar para outro lugar...
Para outro lugar, sem pessoas, somente a gente, para a gente se amar ou conversar, sla...
Você vai ver que o frio é maior quando eu não for mais o seu cobertor...
Aí já será tarde, e você não vai mais poder me chamar de "AMOR"....
Te trago nos olhos
No peito tua iris
No verbo amar
Faça chuva
Faça sol
No frio
No ar
Me acompanha no silêncio
No cantar
Tá no bico do passarinho
Na seresta
Nas manhãs de primavera
Em campinas
No verso do poeta
Tá na rua
Tá no vinho
Na videira
No verde das florestas
No riso
Na festa
Tá na tristeza do palhaço
Que chora escondido
Tá na letra de poemas
Em rimas
Poesias
Tá na lua
Tá no mar !
24/10/2019
Serenidade...
Exactamente onde estamos
O vento amainou
A chuva só atrapalha
Pergunto-me há quantos anos estarei aqui?
Quantos sonhos ficaram por sonhar?
Quantos?
Qual o dia que não vou vou aparecer mais entre vós
Qual o dia que vão todos sentir a minha falta
Tudo faz parte de um questionário
Tudo faz parte de um viver
Tudo e real
Aquela oportunidade
Passou..
Deixei fugir....
Apenas leio o meu pensamento
Serenamente
Assim o suficiente não é estimulante
Apenas uma historia que passou pela terra
Mas.....marquei a diferença.....Eu
(Adonis Silva)11-2019)
- Chuva de diamante
A chuva é o pão do céu caindo
Para molhar, regar a plantação
Cada gota de diamante no sertão
Ver cada nascente progredindo
As árvores frondosas cobrindo
As nascentes que brotam do chão
Cada olho d’água vai para o riachão
Rios serpenteiam as montanhas indo
Deus abraça a sua criação preciosa
Um paraíso para o homem Ele criou
Para dele tirarmos a sustentação
Deus em sua bondade majestosa
Tudo perfeito, grande, belo Ele pintou
Com sua paleta tão rica, fabulosa
ELEMENTO
Vento que sopra
chuva que acalenta
agua que escoe
brisa que esquenta
batida que padece
impulsiona meu intimo
a cada correnteza
que me leva ao ínfimo
a certeza do grão,
da existência, de um todo
inigualável da vida
não é cor, nem gênero
que vai dividir,
diferenciar a exatidão
do que somos
pensamentos perdidos
certezas obtidas
fomos feitos pra amar
e não nos magoar
seja reciproco olhe nos olhos
aceite, respeite, escute, veja
não há só você
temos que evoluir para prosseguir
a jornada é longa
nos elementos tudo se encontra
Chuva.... ok
Dia chuvoso, tudo cinza, Boa música, bom wisk, fecho os olhos e vejo um arco íris quando penso em você. Oh luz ...oh grandeza de sentimento que ilumina minha alma. Como viver sem ti, como deixar de ver esse sorriso que preenche o meu ser. Quando sinto teus lábios sem toca- los, a emoção invade o meu ser, me sinto plena. O sol nasce dentro de mim, Volto a viver.
A certeza do amor está no saber...
Quanto mais te conheço a cada dia,
Cada dia sei mais do que no dia anterior,
O quanto de amo
Obrigada por existir.
Folhagem
Cai a folha seca depois da chuva,
mancha o chão de sua dor,
não mais serve a folha,
somente forra o tempo da vida.
Cai a folha seca da estação,
parece que seca a vida.
Morre o tempo de florir,
perde-se o fio da esperança.
Mas nessa imensa vida,
é luz o seu olhar
que, no meu tempo,
é vida sem fim.
Não morre jamais a folha do amor,
das folhas, os frutos...
Onde vive a vida, vive o amor,
o amor sem fim.
Chuva.
Simplesmente chuva.
Tão linda e tão fria.
Gosto da chuva. É divertido corre na chuva. Mas é ruim ficar doente.
Ela é assim tem dois lados. Um bom. Outro ruim.
Eu e ela somos iguais.
Somos boas sendo legais com quem é com a gente.
Mas somos perfeitas sendo ruim com quem deslizar com a gente.
A Chuva
As gotas que caem geralmente se chocam em algo... há claro a incerteza desse algo... e diante da certeza de haver certa incerteza, prosseguimos mesmo diante o medo, caindo e escorrendo... até voltar ao grandioso comum que há em cada oceano dentro de nós.
Não sabemos em que a gente vai “chocar” mas sempre chocamos em algo nas quedas da vida, o importante é saber que o fluxo do percurso não termina no fim de cada queda e sim em um oceano de experiências que nos faz um ser cada vez mais evoluído.
Muitas vezes somos uma intensidade. Mas a intensidade, ou nos cega como um sol ou nos faz cair como uma tempestade... No entanto, quem não se aventura nunca irá saber a cor da luz e nem o gosto da chuva!
CHUVA DE FRAGAS🌸
A chuva cai intensamente
O rio transborda nas margens
Lameiros cheios de água donde
A ponte velha de fragas vai submergir
As lágrimas descem na saudade
A solidão perdeu o ar e não se consegue ver
A alma chora o que é inevitável
O coração sofre como a chuva que cai
Onde o rio transborda de dor
Num mundo de ilusão, sem sentimentos
Um temporal de emoções , voz amarga
Gasta de esquecimento, ferida no horizonte
A chuva cai o rio vai transbordar na ponte
Das lágrimas perdidas
Na dor, com um sinal de esperança
A angústia que falo que o amor às vezes
Faz sofrer demais ausência de alguém
Aquela que por ti sofre na solidão
Angústia tão grande deixa-me tão vazia
Faz parar no tempo tira-me a alegria
Faz-me ter medo lindo segredo
Jamais esquecerei jamais o terei
Sei que nada sei sinto o que falei
A dominar o olhar que descobriu não ouviu
Poderá me tirar a angústia de que falo
Que sinto, que vejo sou a tempestade que passa
O tempo que foge a flor de um jardim
O aroma do café um perfume forte
Uma carta rasgada as dores de alegria
As lágrimas de esperança na chuva de fragas
É PRECISO
Hoje a chuva choveu
Para lavar os meus olhos
Não uma chuva qualquer
Era chuva de águas do mar.
Às vezes é preciso lavar
O rosto do desgosto
E retirar as marcas das falsas mãos
E dos beijos sem paixão.
Sem pensar em nenhum paraíso
É preciso limpar o rosto
E prosseguir... É preciso.
Inverno
Como as gotas no vidro,
como as gotas de chuva
numa tarde sonolenta,
exatamente iguais,
superficiais,
ávidas todas,
breves,
se ferem e se fundem,
tão, tão breves
que não poderiam acomodar(acolher) o medo,
que o espanto não deveria fazer marca
em nós.
Depois, já mortos, rodaremos,
redondos e esquecidos.
Chuva
Beleza de um dia de chuva, que cai, lava e limpa. Chuva que dá esperança e trabalho ao homem do campo.
Chuva que traz a vida e faz florescer.
Chuva mansa, branda na calada da noite, ou chuva densa e pesada ao entardecer, antecipando o anoitecer. Porém necessária para o nosso viver.
Chuva pingada no corpo do atleta.
Chuva fria na pele quente.
Chuva quente na lápide fria, lavando sonhos inacabados.
A chuva é um bem natural , mais quando em excesso torna-se uma enchente destruidora, animais minúsculos em exesso viram pragas assustadoras, afeto em excesso torna-se um dia ! saudade ! , dinheiro em excesso, uma bomba ambulante da avareza ! e do perigo!, alimentação em exesso, restrições a saúde, umas lógicas do mundo nem sempre aceitáveis mais reais , o ser humano, e a sua aliança com o excesso , parece que não há limite em ter ! , ter um! o dois vive a bater na porta e assim sucessivamente a numerologia do mais ! Deus nosso criador, o padronista, da Vida em abundância, abundância não é excesso, pois ter abundância é uma dádiva, o excesso uma anomalia , e anomalia tende à colapsar, são estatísticas básicas, de um ambicioso projeto anômolo, que pende-se á decadência, Deus revela essa tal anomalia do querer mais do que se pode suportar só por meio do excesso degenerado , contenha-se, vivas bem , o exagero do dinheiro da fama , traz um colapso pra nós!, e o nosso bem estar, oração, fé, amor , esses são ingredientes que podem ser, usados em múltipla quantidade, mais análise a muitos dos quais estraga o apetite do viver bem .
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CHOVI CHUVA AQUI NA ROÇA
Chovi chuva aqui na roça,
Chovi sem cessá,
Vai dizê pra minha flô,
Que é tudo dela o meu amô.
Chovi chuva aqui na roça,
Chovi sem pará,
Aqui na roça tá sequim pra daná,
Si ocê num vié logu, a cumida vai fartá.
Chovi chuva,
Choví pras pranta moíá.
Aqui na roça nois qué ficá,
Si ocê num vié logu, as veis nois tem qui mudá.
Chovi chuva no arrozá,
Chovi divagá pras pranta num istragá,
Nois tem que alimentá a humanidadi,
Num chuvi só aqui, moía tamém o arrozá do cumpadi..
Chovi chuva,
Chovi aqui e tamém da banda di lá,
Num dechi a secura duminá,
Pra ajudá inté já coloquei umas vela pra quemá.
Já pidi pra Santa Barba,
Qui nois qué qui se vem logu.
Nois crê muito na santinha,
Achu qui loguim se vai moía nossa prantinha.
Brigadu Santinha!
Vem logu, chuvinha.
Nois agradeci bastanti si ocê vié.
Si num tivé coeita nois num vai arrumá muié.
Élcio José Martins
O SOL, A CHUVA E A ÁRVORE
É chegado o momento.
O sol dá lugar à chuva,
A abençoada chuva,
A água benta da vida.
A temperatura se ameniza,
A natureza se organiza,
O porvir traz esperança
Como no cântico de ninar criança.
A chuva molha a terra para o plantio,
Ameniza o calor até com um pouco de frio.
Fomenta a sede do rio,
Tira o vazio e faz navegar o navio.
A chuva traz o cheiro gostoso da terra molhada,
O barulhinho poético da goteira na calçada.
Vem com ela a orquestra sinfônica das aves, na alvorada.
É o crepúsculo matutino fazendo morada.
Eis que surge o verde,
O verde da árvore da vida,
O verde do sorriso,
O verde da alegria.
Eis que surge o verde.
Deixando os pássaros mais românticos,
À relva molhada um beijo amante,
É o perfume que se faz brilhante.
O verde rejubila nas folhas livres, irradiante.
Um momento esplêndido, marcante.
É o céu que desceu na terra,
É criador e criatura que esta obra descerra.
Élcio José Martins
A
A chuva caindo numa manhã de primavera fria
Acordo com o alarido dos pássaros.
Depois de uma noite nada dormida, ainda remoendo o sonho que tive com você.
Ainda aturdido pelo seu fantasma, preparo me para a vida que me espera fora de meus sonhos. Ponho te em um féretro para que eu, agora livre do sonho, possa enterrar de vez a sua imagem.
Na vitrola, saem sons melancólicos de gymnopedie n°1.
A cada martelar nas cordas, uma nota profunda me abraça.
No café da manhã, deparo me com a dualidade do amargor do café, com o doce açúcar, em que juntos formam um belo casal.
Para contrastar com o negro amor, com o cinza do céu chuvoso, vejo a beleza radiante de uma única flor solitária no quintal.
Não à plantei, não reguei… a natureza e seu esplendor; sempre mostrando que, mesmo só, cercado por muros altos, sem outras plantas como amiga, ela ainda tem a si próprio, com sua majestade em cor… o amarelo da flor, da pequena flor, lutou e venceu bravamente os muros e o céu cinza.!
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CHUVA...
Chuva, chuva como é bom te ver
tanto pelas plantas que crescem com o teu chover
como pelo teu sussurro cantando na janela
uma cantiga de alívio e de amor, tão bela
que suavemente parece falar,
que tuas purificadas águas vem mostrar
que é tempo do esperado recomeço
mas que o tentar de novo é o preço!
Chuva, chuva, o teu chover não é pranto
É sim, um inverso acalanto
a despertar os sonhos adormecidos,
e aquele projeto, já tão esquecido
pois o ciclo da vida continua
e a decisão para que dela eu usufrua
tem de partir de mim
pois com chuva, sol, estio ou intempéries
o caminho jamais terá um fim,
e um capitulo de uma infindável série
é cada momento vivido,
e que por mim foi escolhido!
odair flores
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Antes da tempestade
Chuva amanhã, mas hoje à noite o céu está claro, as estrelas brilham.
Ainda assim, a chuva está chegando,
talvez o bastante para submergir as sementes.
Tem um vento do mar empurrando as nuvens;
antes que você as veja, você sente o vento.
Melhor dar uma olhada nos campos,
ver como eles são antes que alaguem.
Uma lua cheia. Ontem, uma ovelha fugiu para a floresta,
e não uma ovelha qualquer – o reprodutor, todo o futuro.
Se nós voltarmos a vê-lo, veremos seus ossos.
O capim se agita de leve; talvez o vento tenha passado por ele.
E as novas folhas das oliveiras se agitam da mesma maneira.
Camundongos nos campos. Onde as raposas caçam,
amanhã haverá sangue no capim.
Mas a tempestade – a tempestade lavará tudo.
Em uma das janelas está um menino, sentado.
Mandaram-no para a cama – cedo demais,
em sua opinião. Então ele se senta na janela –
Está tudo em ordem agora.
Onde você está agora é onde você irá dormir, onde acordará de manhã.
As montanhas firmes como um farol, para lembrar a noite de que a Terra existe,
que ela não deve ser esquecida.
Sobre o mar, as nuvens se formam conforme o vento aperta,
dispersando-as, dando a elas um propósito.
Amanhã a aurora não virá.
O céu não voltará a ser o céu de hoje; ele prosseguirá como a noite,
exceto pelas estrelas que vão se dissolver e sumir quando a tempestade chegar,
durando quem sabe umas dez horas.
Mas o mundo como ele era não vai voltar.
Uma a uma, as luzes das casas da cidade se apagam
e as montanhas brilham na escuridão refletindo luz. Nenhum som. Apenas gatos se enroscando na entrada.
Nenhum som. Apenas gatos se enroscando na entrada.
Eles farejam o vento: tempo de fazer mais gatos.
Mais tarde, eles vagarão pelas ruas, mas o cheiro do vento os espreita.
É o mesmo nos campos, atrapalhados pelo cheiro de sangue,
ainda que por ora apenas o vento desperte; estrelas deixam o campo prateado.
Estamos longe do mar e mesmo assim reconhecemos os sinais.
A noite é um livro aberto.
Mas o mundo para além da noite permanece um mistério.
