Textos de Ausência
AUSÊNCIA E INCERTEZA
O distraído tropeçou
No lapso da consciência,
Sentiu a dor da ausência,
Perdendo a calma e a paciência,
Da total inexistência,
Aumenta o peso da carência,
Até mesmo a fé e a crença,
Viram fumaça e decadência.
A apartação do distanciamento
Fez na janela, o aparecimento.
Nesse desaparecimento privativo
Mora o tédio, a saudade e o medo.
Na carência do curativo
Surge o questionamento do motivo.
A exiguidade do tempo,
Desse seu alheamento,
Fez da vida esquecimento,
No apertado apartamento.
Nesse momento de apartação,
Unido na separação,
Traz no bojo, privação,
Desesperança e abstração.
No absentismo da carência
Foge do raio, a coerência.
Na exiguidade do tempo,
Força o indivíduo ao afrouxamento.
Na escassez do nada,
A soma do pouquinho constrói morada.
Faz o caminho da manada.
A esperança sai em busca do sagrado,
Mais uma vez aumenta o desespero do desesperado.
Élcio José Martins
Movimentos da fisioterapia…
Atrofiados pelo pouco uso…
Movimentos limitados,pela ausência de movimentos contínuos…
Pois nas adversidades, estamos sujeitos a comprometer nossos movimentos naturais…
Liberando o fluxo dos nervos que se encontravam tensos e em casos mais graves causando distençoēs ...
Assim muitos de nós, procuramos recursos a reequilibrar e ativar nossos movimentos…
Reavaliando nossos sentimentos…
Ativando e avaliando os movimentos contínuos de nossa prática…
Seguindo as recomendações de quem nos orienta com sua formação especializada…
Retirando a dor ...com água da vida em sua temperatura apropriada…
Eliminando o calor e a inflamação provocado pelas tensões…
Sabemos que com paciência e determinação,os movimentos naturais,podem se reestabelecer…e se fortalecerem...
E voltar a ter a naturalidade em seus movimentos…
Exercitando os músculos da:
- Tolerância… - Compreensão…
- Amizade... -Humildade...
-normalizando a circulação das extremidades.
Nos exercícios de Amor ao próximo…
Respirando ares de fraternidade e bondade.
Transformando a rigidez em flexibilidade com movimentos de amor e gratidão…
Levando mais oxigênio as sinapses das convivências,e elevando o nível de ligações e harmonia…
Transmitindo maior equilíbrio e naturalidade em seus movimentos,...
Restabelecendo o Ser....a caminhar...e seguir sua caminhada espiritual…
O caminho se faz ao caminhar…
Fisioterapia espiritual...
Dizeres
De tuas palavras ou da ausência delas n sei oq mais me contorce
Revivendo ações dispersas entorpecido em amargas e exageradas doses
Calma te; engulo as doses ácidas q caem em meu rosto
Orgulho não há, reluto me; engolindo com desgosto
Seu silêncio cauteloso receioso me enlouquece
Sugerindo motivos em minhas palavras rasas
Sendo mal interpretado, apontando me uma causa
Sentenciando me a morte, me fere
Calo me; pergunta me: "De onde hás o meu perdão?"
Não o nego; nem o peço de um júri indiferente
Esperasse demonstrar em minhas ações
E dizeres e mostrar oq há em mim em sua frente
Deverás haver mudança em mim
Já q contra ti; muito te feri
Dou a liberdade a ti; pois já não a mereço
Talvez um dia a veja de novo
Por enquanto um abraço; um beijo e fique com Deus.
"A essência do mal não está, exatamente, em um ato ruim, mas na ausência de um bom ato, quando praticá-lo está em nosso poder. Somos maus não apenas quando praticamos o mal, mas também e, principalmente, quando deixamos de praticar o bem que podíamos.
Devemos aprender que o mal não possui lugar próprio. O mal simplesmente ocupa o lugar do bem que se ausenta.
Saudades
É muita dor por dentro
É ter dores no centro
A ausência da pessoa querida
Gera por dentro, alta feridas
Amigos vão por uma causa
Vão distante e fazem falta
A dor é contínua sem pausa
Amigos somem e nos fazem falta
Já senti dor da saudade
Ela consome sem piedade
Esquecer é impossível
Coração aquece sem nível
Quando criança, pensava nunca passar
Agora adulto procuro aliviar
As lágrimas são peculiar
Separar-se é como perder
Por vezes desejamos morrer
Com a raiva alguns preferem se morder
Alguns acabam ofender
Todos preferimos deixar saudades
Ninguém gosta sentir saudades
Amigos viajem, mas não me esqueçam
vocês fazem diferença
No Quarto Escuro da tua Ausência -
No quarto escuro da tua Ausência
tranquei meu coração magoado,
fechei as janelas do cansaço
e adormeci na cama do silêncio
onde morro desde o dia em que
nasci!
Aqui a vida respira-te ...
Meu corpo navega-te por dentro ...
Há espadas afiadas e punhais
pontiagudos nos meus olhos ...
É inútil o desespero de esperar-te.
Aqui as mãos são de sangue!
Abre-se em frente a mim um mundo
oculto de espanto e é palpável
o inefável de sê-lo.
Aqui os olhos são de água!
Desnuda-te e lava-te nas minhas
lágrimas ...
Realidade não,Fantasia
Viver em um mundo onde, sua ausência é a minha realidade,
É mergulhar nas sombras, na tristeza que não tem piedade.
Cada dia é um vazio profundo, sem seu toque ou olhar,
Uma ferida aberta, difícil de cicatrizar e suportar.
Nas ruas da solidão, perco-me em pensamentos sombrios,
O eco do silêncio me sufoca, como correntes em meus desafios.
E a cada passo que dou, sinto a falta do seu calor,
A saudade se torna minha companheira, meu único valor.
Viver sem você é como um inverno eterno, sem primavera,
A esperança desvanecendo, levando embora a quimera.
Seu sorriso, outrora meu refúgio, agora é apenas uma lembrança,
Um eco distante de felicidade, que se esvai na bonança.
Em um mundo de ausência, as lágrimas se tornam meu rio,
Minha alma se contorce em tristeza, como um dolorido fio.
E na escuridão da noite, sua presença é minha fantasia,
A única luz que me guia, nesta jornada de agonia.
Tua ausência é saudade que aperta o peito e faz-me ansiar tua presença.
Tua voz ressoa constante na minha cabeça como minha melodia favorita.
Teus toques me fazem entender que eu nunca fui tão de alguém, como sou sua.
Sua, completamente sua.
Perco-me todos os dias na vastidão infindável do teu olhar estelar,
E me encontro logo em seguida nos únicos lábios que almejo beijar.
Na ausência tua, o coração chora,
Caminhos que a saudade explora.
Mas das lembranças, sorrisos a tecer,
Passado vivo, em cada amanhecer.
Do passado, a saudade traz a dor,
Vazio que parece crescer, sem pudor.
Mas olhando adiante, um novo começo,
A saudade é a ponte, não um retrocesso.
Leia de baixo para cima*
A dor da ausência é como um pequeno espinho na sola do pé.
As lembranças diárias, as lágrimas noturnas, o sofrimento velado, o sofrimento lembrado. Não há como esquecer, não há como não sofrer.
Ou retira o espinho por completo ou convive com a dor.
E insistimos na dor acreditando que, um dia, o espinho se torne parte de nós.
No mundo,
No meu espaço,
No meu tempo
Só permanece
minha ausência.
Na minha própria companhia,
No meu afeto, apenas me resta a fantasia.
Sou puro encanto que desmorona há dias.
Sou o suspiro isolado no próprio teto.
Ser sem ânimo de viver,
ser que se entrega a nostalgia,
aos rumores futuros.
Mas há propósito de reconstrução
para abater o medo e a descrença,
para navegar na expectativa do triunfo.
Ficaria acordada esperando por você.
Esperaria seu amor,
não conto os minutos de sua ausência.
Eu receberia você com um um sorriso no rosto.
Você nem imagina o que passa em minha mente,
é tamanho o desejo que sinto.
Eu quero você!
Sentir seu abraço apertado
O cheiro da sua pele
Eu quero tanto você,
mas está perdido por aí
Não imagina o meu sentir
Se afastou assim
Uma desculpa, sem se desculpar
Seguiu seu caminho sem mim
Estou sem você aqui,
mas te desejo tanto
A noite está mais escura
Falta seu carinho,
sua voz próximo a mim
Não há mais estrelas no céu
O universo não está conspirando
Quero ouvir você me chamar
Dizer meu nome
Sussurrar que sou eu que te faz feliz
Estou só nesse momento, mas
Você está em meu coração
Não consigo cortar o laço que
Me prende a você
Está cravado em meu coração.
Poesia de Islene Souza
A AUSÊNCIA É RELATIVA E ESTRANHA
A ausência ora é escondida
Como que erosão da rocha
Ora plena janela do tempo
Marcando a face da vida.
A vida é livro em branco
Na dicotomia da ausência
Precisa-se de escrevê-lo
De peito aberto e franco.
Pois aquilo se deixa fica
A história não vai contar
É guardado internamente
Lá onde, ninguém explica.
Ás vezes é separação
Partes da dor que se sente
Mas, pode ser também.
Reflexo de desatenção.
Só por Deus tudo é controlado
Seja presença, seja ausência
Seja coisas do universo,
Seja profano ou sagrado.
Como a ausência é estranha
Seu visual é simbólico.
Não se vê sua imagem
No seu cenário da manhã.
Não o questiono meu Senhor, longe de mim tal heresia. Mas em meio a ausência de crer em possibilidades me permito apenas à perguntas eufóricas.
Por que?
Faça-me crer que é possível, já que nem estas frases e crases avulsas me restam mais, não diminuem a dor, apenas transportam o mínimo dela neste papel já ensopado de lágrimas.
Quem sou eu?
Não sou de viver de ausência
Amor e alegria é minha ciência
Meu lema? "Ousadia e Coragem"
Meu limite? O impossível (...)
Mudança? Meu maior desafio
Mudar? Sempre!
Um exemplo: um rio
Prefiro a overdose à abstinência
Louco Eu? Quem sabe...
Quem sou eu? (...)
Sou silêncio, palavras e atitudes
Sou mais eu
Viver? É o maior presente!
Carrego comigo sempre um sorriso
Vivo contente!
Em meu olhar estão meus maiores segredos
Inclusive, meus medos
Um sonho? Voar feito pássaro
Livre, leve e solto
Quem sou eu?
Sou, vou, estou...
Estou cansado de esperar por dias melhores
Vou fazer acontecer...
E aproveitar o que há de bom nos piores!
By Lucas Stos
Raiva, tristezas, alegrias, respeito, bondade, a ausência do respeito, talvez ate o caráter, tudo se resume a um só momento, uma série de estímulos esternos influenciam você a se tornar o que você é neste exato momento, você nunca será exatamente o mesmo no próximo momento.
Amor, paixão ou simplesmente gostar, são a mesma coisa, as pessoas tem o costume de diferenciar os sentimentos pelo tempo que eles duram, mas na verdade, o que determina quanto tempo dura o sentimento, é a quantidade e a intensidade de estímulos que você emite ao universo e absorve do universo, ou seja, gostar, se apaixonar e amar, são fases de um mesmo sentimento inexplicável.
Ausência
Esta noite
Sob o luar pálido
E o burburinho de vozes distantes
Tenho medo de mim!
Registraram-se tantas coisas
Falei de paz
Falei de compreensão
Discuti
Critiquei
Ouvi
Fiquei com raiva
Tive surpresas e alegrias
Te amei
E o medo continuou em mim!
Medo de falar em ti
De viver sem tua presença!
Medo
De fazer de minha vida
O infinito marcado
Pela tua ausência!!!
É a ausência presente
Que nos mata:
De saudade por querer
Aquilo que, de tão distante,
É praticamente impossível
De obter.
É a presença da ausência
Que nos consome:
Faz do presentea ânsia pelo passado
A dor dilacerante, que machuca,
Por algo que nos foi tirado.
É o ausente
Que vive em três dimensões:
No passado, quando deprime;
No futuro, quando preocupa; e
No presente, ao ser ausente.
A ausência é o sal da vida, sua essência. A saudade é a expectativa do doce, quando ao paladar se apresenta o amargo. Ausência e saudade são faltas, que o ser humano suporta com resignação, de uma esperança que resultou inútil.
O tempo que não passa é uma fruta que não amadurece. É simbologia da estagnação, que leva à apatia e ao desespero. Todos os tempos fluem com a ação. A inação é a quebra da força vital.
Silêncio do cansaço é quando a retina se gasta com imagens que se repetem. O silêncio da contemplação é quando o silêncio pele um pouco de calma, para apreciar suas criações.
A memória é uma pulga que salta até quarenta vezes o seu tamanho. A memória é aquilo que ficou daquilo que passou. É um baú de lembranças que ao mesmo tempo alegra o coração ou o faz sangrar.
Lento é um nome poético para o vento, pois o vento é fluido e se vai de um canto a outro sem pressa. O vento calmo. Mas o vento pode ser potência destruidora, quando se embravece e brinca de arrancar casas e telhados.
Meu nome é solidão. Brinco com corações humanos, bombardeando-os de um silêncio absurdamente desconcertante. Meu objetivo é ver o homem se bastar.
O destino tem a cor dos meus olhos castanhos. Tem o amendoado dos meus olhos e me convida a rir ou chorar, no baile da sociedade ferida.
Se o amor fosse um labirinto seria o labirinto do Minotauro. O Minotauro encontraria-se em estado de paixão e seria incapaz de ferir até que a paixão passasse. Seguiria-se a realidade nua e bruta.
Ela nasceu nas fontes de água e morreu no deserto sem árvores. Ela era a antítese entre a abundância e a escassez. Renasceu como uma criança desconfiada, com a alegria do muito e o medo do nada.
Entre o céu e a terra havia um abismo que uma estrela cadente deveria atravessar, para o seu nascimento terreno. Era uma estrela em estado de epifania e nada podia temer. Era seu destino implacável.
A calma é a arte de esperar sem se desfazer.
Ela não é ausência de barulho, nem a negação da dor.
É um estado em que a pessoa encontra um tipo de silêncio interior, mesmo quando tudo ao redor parece ruído.
A calma ajuda a ver com mais clareza, a responder em vez de reagir.
É o terreno onde a sabedoria cresce, onde a raiva perde força e a serenidade floresce.
Na vida de alguém, calma pode significar equilíbrio:
agir com consciência, mesmo quando pressionado.
Falar com firmeza, sem elevar o tom.
Aceitar que há coisas fora do nosso controle, e mesmo assim, continuar.
Calma não é conformismo.
É discernimento.
É saber quando é hora de agir…
e quando é hora de esperar.
No fundo, é como uma âncora:
não impede a tempestade, mas impede que a gente seja arrastado por ela.
