Texto em verso

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Chega de tantos desejos não saciados!
Chega de esperanças desesperadas e tristes.
Chega de versos perdidos ao vento de minha saudade.
Chega de saudade.
Quero a felicidade como companheira.
Preciso de música e de versos meus.
Versos que me abracem e me dêm o alento de que necessito.
Quero ser mister do meu poema preferido.
Me encontrar, nele, de corpo inteiro.
Sentir que é de mim que fala e para mim foi composto, com todos seus encantos e verdades.
Verdadeiras verdades que só eu conheço.
Quero espaços prenchidos em minha história de amor.
Chega de esperar o inesperado e de viver olhando a vitrine, inatingível, de meus sonhos.
Chega de ti.
Chega de mim.
Preciso de nós.

Verso triste.

Quando enfim acordei.
Percebi que era um sonho.
Abri os olhos, chorei.
Tudo em mim era tristonho.
Olhei as horas pensando.
Em sair pra refletir.
Mas minhas pernas cansadas.
Faziam me desistir.
E eu na casa andando.
De um canto para outro.
Olhos vermelhos, chorando.
Definhando pouco a pouco.
Sem você junto de mim.
Não existe paz nem vida.
E por isso estou assim.
Por causa da despedida.
Agora resta o sofrer.
E essa dor que não cessa.
Esta morrendo meu ser.
Só morrer é que me resta.

Amigo...

Se...ouço-te recitando..., cantando..,
cada verso, cada música...,
soam-me como um convite à sonhar e a dançar...
e..sonhando...dançando.....

eu posso perceber o quão poético e sonóro,
podemos ser na vida.


Se...ouço-te conversando... ensinando...,
Cada tema, cada aprendizado...,
chegam-me como um convite à reflexão e
ao conhecimento...
e...refletindo...aprendendo....
eu posso perceber o quão profundo e diversificado,
podemos ser na vida.


Se...ouço-te reclamando..., pedindo...,
Cada reprovação, cada cobrança...
desperta-me como um convite à revisão e à solicitude
e..revendo...solicitando...
eu posso perceber o quão insatisfeito e servível,
podemos ser com a vida.


Se...vejo-te brincando..., feliz...,
Cada travessura, cada festa...
contagia-me de sua felicidade
e...animando e animado,

sei -te leve e livre
em sintonia com a vida.


Se... vejo-te carregando...,realizando...,
Cada dependente, cada obra...,
certifíco-me da sua responsabilidade...
e...levando e construindo,

sei-te zeloso e capaz
em sintonia com a vida.

Se...sinto-te acarinhando..., beijando...,
Cada carinho, cada contato...,
percebo um ser afável...
e...de um gosto incomum...

mas... meigo e delicioso,
em harmonia com a vida.

Se... Sei-te longe...
e..sonhando com você,
posso perceber o quão
de beleza tem a vida.

Beijos...!!!! Abraços...!!! Um Cheiro...HHHUUUMMM...!!!!

IN-VERSO
Como criança que brinca de amar
Finjo me apaixonar por você todos os dias
Mesmo como forma de suprir essa realidade que tento não enxergar.
Como um carrossel giro, indo do nada para o nada
Mas sorrio fingindo acreditar ter platéia.
Mas a vida é mesmo uma quimera
Um sonho infantil de primavera
Com ou sem rima a vida opera
E feito milagre as pessoas mudam
O mundo gira, e não será mesmo um carrossel.
Onde o público que eu mesmo criei
Aplaude de pé as peças tolas que já os fizeram rir outrora
A vida é mesmo um desalinho
Onde o choro faz parte do sorriso
Onde te vejo verde e branco, e rosa e vermelho
Num redemoinho de palavras que deveriam fazer sentido.

A flor da noite

recai sobre o verso
a pele da poesia
ou quem sabe do amor
do que já passou
sob os lábios de desassossego
nasce a pequena flor
na oração do tempo
a poesia desnuda o olhar
expande seu corpo
sob o chão, sob o céu, sob o mar
no coração da terra
poesia, arte, música

(Vida em prece)

SONETO IN SAUDADE

Sou um verso inacabado
Um pouso sem céu
Um poço sem fundo
Um vazio alado .


Meus instantes soam ventania
Meu ar anda vestido de solidão
O pensamento vaga na ilusão
Numa inquieta e infinda agonia .


Vivo escorregando no tempo
Num poema rasgado e ansiando alento
Sob um pano de fundo se perdendo de mim .


O outrora sempre me persegue
Inda que no presente o vento me negue
Mas sem pedir a saudade sempre pousa por aqui.

É talvez meus escritos não façam mesmo sucesso...
Nesse mundo ao inverso,
Onde no verso,
É bonito ser triste,
E nisso se insiste!
Nos meus versos levo amor,
Fujo da dor,
Ao invés de solidão,
Prego solução,
Troco o tropé,
Por fé,
Gritos vazios não aliviam sofrimento
São levados pelo vento,
Por isso escolho a fé,
E isso que me põe de pé!

Simplesmente, rosa

Rosa vermelha, branca e amarela
A rosa simplesmente rosa
Cantada em verso e em prosa
A rosa que enfeita e que alegra.

Pelos campos, igrejas e nas festas
Entre todas as flores escolhida
Sempre formosa e mais bela.

É lembrada nos dias de festas
Sua pureza e beleza sem fim
Para as mães é oferta singela
Onde a procuram pelo jardim

Quanta ternura demonstra a rosa!
Quanta beleza nos vem invejar1
Sua presença é paz e carinho
Que a todos se deixa encantar.

Seu perfume puro e adocicado
Numa manhã cheia de orvalho e cor
Não só encanta a natureza viva
Como dá vida à tristeza e à dor.
(Rosa Ângela) março/97

O caminho do teu coração…
(Nilo Ribeiro)

Faço verso,
escrevo poesia,
mas confesso,
não tenho alegria

quero te amar,
te dar muito carinho,
mas não consigo encontrar,
indique-me o caminho

consultei cartomante,
não sei o que faço,
continuo errante,
não encontro teu rastro

quero te abraçar,
é assim que me acostumo,
me ajude a te encontrar,
me mostre qual o rumo

frequentei a Umbanda,
procurando minha dona,
girei em uma ciranda,
mas nada me direciona

estou sem norte,
estou sem direção,
assim prefiro a morte,
se não encontrar o caminho do teu coração…

Cada verso que escrevo!
É apenas incompreensão! Ou quem sabe desvaneios? Ou apenas intenção!
De um coração até que puro!
Quase sempre inseguro!
Tentando se mostrar forte!
As vezes até por sorte! Traz a luz inspiração!
E rabisco um poema!
Compreendido, ou não!
Será sempre um dilema!
para quem não vê, com coração!

Sou um verso
em construção
na poesia de Deus!
A sílaba que completa
a palavra mais bonita;
a que não rima,
mas não destoa do todo;
a que aguarda,
com paciência, a inspiração
do Poeta!
Sou um verso que vive,
toda sua imperfeição,
acreditando
fazer parte dos planos
perfeitos no poema
do Criador!

28/10/2015

"Verso do tempo"

⁠Fascinado com o olhar
tentado a imaginar
soberbo.
Bêbado entre a façanha da imaginação
lembro do quanto em vão as coisas são
gastar gestos com versos gelidos
passar o tempo com o violão na mão
não tão proibido então julgo
sobrevoar o vento a menos que brisa vasta
vinda da vida gasta de linhas perdidas
escrever a paixão valha
que o sentido em si não tem perdão
e o sentimento gasta a trepidação
do coração
atrapalha
ao contrário do rabisco
o final do verso que não rasgaste
contém a verdade
da parte que falaste:
amigo do segundo
o gosto do mundo
a mais que tu queiras
nada receias dizer.
A menos que tenhas paixão
ameno gagejas solidão
no menor empenho
o amor
está nas suas mãos.

⁠S’ERRA

S’erra meu soneto, em rimar-vos tanto
Em verso tenso e saudoso, em vos ver
S’erra a poética inquieta, em não haver
E te ter ao lado, faz-lhe ceder ao pranto

S’erra o poeta, na lira dar-te em canto
Pra vós, e na inspiração mais escrever
S’erra cada verso, em assim te conter
É vazio, solidão, a prosa sem encanto

S’erra compor o longevo, sem apesar
De tantas vezes no engano, enganado
Faz desta ilusão sentimentos divididos

S’erra o lhano verso ao amor versejar
Que das promessas são votos cridos
Nestes erros, errar! qual o culpado? ...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2021, setembro, 11, 10’01” – Araguari, MG
Ferreirando

⁠Diante

Diante do verso, imerso, que expresso universo discreto, imenso e esperto. Sorriso feminino, de um instinto em domínio. Borboletas que param cometas. Terra de guerra, antes singela, agora aquarela. Luz tênue que esconde o que geme. Admirável se torna afável. Escopo em desgosto, de um rosto no poço. Silêncio sem vento de um simples momento. Diante do verso desperto. Desprezo o incerto, e sigo o universo.

⁠Um verso nunca é o mesmo

Nem para o poeta
Nem para quem tá lendo
Para um é o remédio
Para outro a doença

Um esvazia a alma
Outro a preenche
Um enfeita as profundezas
Outro enfrenta as incertezas

Um vive como louco
Outro louco para viver
Dois elos em versos
Fazem tudo para florescer

Não sei se é destino
Sina ou poesia, vai saber
Só sei que na mesma estrofe
Deus uniu eu e você
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 30/03/2021 às 15:00 hrs

Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues

⁠Verso teimoso



Eu não preciso escrever.

Quem se importaria com meus escritos?

Penso então, que talvez seria até bom não escrever.

Mas o verso é teimoso.

O verso é insistente.

Invade feito tisunami as páginas em branco

Trazendo consigo avassaladoras palavras salgadas.

Penso então, que talvez até seria bom não escrever.

Quem sabe não haveria aflição e devaneios ?

Eu não seria incauta ao fantasiar

Meus versos viajando no tempo e no espaço

Cruzando fronteiras

Quem sabe se não escrevesse, a inquietude não existiria ?

Eu olharia da varanda o entardecer de domingo,

Veria tão-somente o entardecer de domingo...

E não um pedaço de tempo passando

Um pedaço a menos de vida.

De nostalgia e solidão não vestiria o momento bucólico da varanda

Esperando, com nostalgia e solidão, a visita da noite

Viver com pesar a morte de mais um dia

Teimosa, mais que o verso,

Então eu escrevo.

Tita Lyra

⁠“Corteggio”

Num farto verso de grato sentimento
Sensações no canto eu encontrava
E, assim, para ti meu amor cantava
Que domava todo meu pensamento
Toda à parte, um montão, eu invento
Momento para falar-te o que passava
No meu coração e, ali o amor estava
Tão tomado e, se não, eu acrescento

Inquietado... (diz-me então) a ternura:
Do prosar que tenho, qual te agrada
Pois na sedução os concedo, procura
E versejando com a alma enamorada
Assim, pra ti, cada verso com doçura
Escrevo o soneto com rima cortejada.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 janeiro, 2024, 11'02" – Araguari, MG

⁠"Antes de tudo se sentir um homem,
daqueles que fazem da fala um punhal,
do verso o memorial,
sem hesitar em morrer por um ideal.

Sem fraquejar por ser leal
ou até pelo que se diz,
sem esvair-se a hombridade,
vê-la evaporar bem abaixo do nariz"

- Trecho do poema "Modéstia", do livro "Ruas & Rosas".

TAO TE KING - VERSO 7 - DESPRENDIMENTO (INTERPRETAÇÃO)


Neste verso Lao Tsé fala do desprendimento quando inicia dizendo da pouca duração daquilo que é auto-sustentado. Fala da duração do céu e da terra e diz ser decorrente de uma base de sustentação fora deles mesmos.

"O céu e a terra perduram por não serem egoístas, mas por existirem para o bem de toda a criação".

Perdura tudo aquilo que é desapegado, conforme disse Jesus " Quem quiser salvar a sua vida ( ego) perde-la-á, mas quem perder a sua vida ( ego) por amor a mim ( Eu ) este a salvará" - Rhoden.

O Mestre que entende isto procura não ser egoísta, dar tudo de si sem esperar exaltações como retorno.

O mestre deve reprimir o egocentrismo servindo aos seus discípulos de uma forma desprendida, colocando o bem estar deles acima do seu próprio. Assim ele estará indiretamente realçando a sua pessoa.

A força do Mestre está naquilo que ensina e não em si mesmo, assim não deve tomar como base de sustentação a si mesmo e sim aquilo que ensina. Isto é o não ser egoísta, valorizar o Eu em detrimento do ego.

O Mestre é mais reconhecido e o seu nome perdura por mais tempo quando coloca o bem-estar dos discípulos acima da sua própria pessoa. Sendo desprendido ele dá realça a própria pessoa.

"O verdadeiro artista é aquele para quem a obra não tem importância pessoal".

É assim que atua a natureza, é por isso o céu e o mar perduram; por não serem egoístas e estarem desde sempre ao serviço da criação.

O mestre será muito mais eficiente se estiver consciente como a Lei Natural atua.

Ensinar é ser desprendido...é esquecer-se de si próprio em benefício de todos.

O mestre ao esquecer-se de si, será mais lembrado pelos discípulos. Reprimindo o ego-centrismo o Mestre torna-se cada vez mais eficiente.

Não há uma combinação de palavras que eu poderia por no verso de um cartão postal
E nenhuma música que eu poderia cantar, mas eu posso tentar pelo seu coração
E nossos sonhos, e eles são feitos de coisas reais
Como uma caixa de sapatos com adoráveis fotos em sépia
O amor é a resposta ao menos para maioria das perguntas no meu coração
Como por que estamos aqui? E aonde nós vamos? E por que é tão difícil?
Nem sempre é fácil e às vezes a vida pode ser decepcionante.
Vou te dizer uma coisa, é sempre melhor quando estamos juntos.
Mas não há tempo o suficiente
E não há nenhuma música que eu poderia cantar
E não há uma combinação de palavras que eu poderia dizer
Mas eu ainda vou te falar uma coisa
Somos melhores juntos.