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Buracos no Silêncio


(Homenagem a Tanaru — o Índio do Buraco


Verso 1
No ventre da selva, onde o vento é rei
Um homem caminha sem ninguém na lei
Tem buracos na terra e um sol na mão
E um povo perdido na escuridão


Verso 2
Ele fala com as folhas, conversa com o chão
O rio responde na mesma canção
Cada passo que dá é um livro fechado
Cada noite que vem é um sonho enterrado


Refrão
Oh, Tanaru, ninguém te viu partir
Mas a floresta ainda sabe ouvir
O som do arco, a sombra no mato
O tempo passando num passo exato


Verso 3
As estrelas vigiam, mas não dizem por quê
A lua lhe mostra o que o mundo não vê
E a terra é o templo, e o templo é você
Guardando segredos que não vão morrer


Ponte
Um dia os homens virão, sem saber do lugar
Vão pisar no silêncio sem se perguntar
Quem era o último a dançar com o vento
E a deixar seu nome no esquecimento


Refrão final
Oh, Tanaru, teu rastro ficou
Na veia da selva que nunca secou
E enquanto houver folha caindo no chão
Teu canto ressoa na mesma canção

Título: Amor clichê

Verso 1: Amar é encontrar no outro o seu lar
É sentir o coração bater mais forte só de olhar
É viver um sonho, um conto de fadas
É saber que juntos, não há nada que nos separe

Refrão: Amar é acreditar no impossível
É ser feliz só por estar ao seu lado
É viver cada dia como se fosse o último
Amar é tudo, é o nosso destino traçado

Verso 2: Amar é caminhar de mãos dadas na chuva
É sorrir sem motivo, só por te ter aqui
É enfrentar o mundo, sem medo, sem dúvida
É saber que o amor é a força que nos guia

Amar é mais que palavras podem dizer
É um sentimento que não se pode esconder
É a luz que brilha em nossos corações
Amar é viver, é a mais linda das canções

Refrão: Amar é acreditar no impossível
É ser feliz só por estar ao seu lado
É viver cada dia como se fosse o último
Amar é tudo, é o nosso destino traçado

Final: Amar é você e eu, juntos para sempre
É um amor eterno, que nunca vai acabar
Amar é o que nos faz completos
É a razão de tudo, é o nosso amar

Roberval Pedro Culpi

⁠[Verso]
Se eu falasse baixinho no seu ouvido
Você ouviria o meu coração partido
Sem medo sem dúvida sem hesitar
Aceitaria então me amar

[Verso 2]
Ao ver o meu pranto sincero escorrendo
Você choraria comigo sofrendo
Seguraria a minha mão sem soltar
Aceitaria me acompanhar

[Refrão]
Quero ser seu só se permitir
Aceitaria amar sem pressa de ir
Rir e chorar juntos na longa estrada
Me salvar quando a noite é calada

[Verso 3]
Essas perguntas ecoam no vento
Busco respostas em cada momento
Se eu te pedisse sem olhar para trás
Aceitaria pra sempre em paz

[Verso 4]
No caminho escuro sem direção
Você acenderia a luz no coração
Seguiria comigo sem esperar
Aceitaria o risco de amar

[Ponte]
Nos dias cinzas e nas noites claras
Aceitaria dançar sem parar
Faria da vida uma bela canção
Aceitaria render-se à paixão

SONETO AO SERVIDOR PÚBLICO




Sei que não trago o verso ainda perfeito

A quem faz da rotina diferente

Mas quero agradecer sim do meu jeito

Quem com dedicação atende a gente




Ser que merece muito mais respeito

Pois o servidor é sim quem mais sente

Por não fazer além do que tem feito

Posto entraves que surgem de repente




E tantas vezes é mal rotulado

Por situações que lhe afetam também

É guerreiro passando maus bocados




O servidor que busca ser só alguém

A caminhar conosco lado a lado

Imbuído na missão de servir bem

AO POETA


Que se senta na grama
Descreve a beleza do amor
Que rouba um verso
Nas asas de um beija-flor.


A você que traz no olhar
A verdadeira magia
Olhando o pôr-do-Sol
Constrói uma poesia.


Ao poeta que abre caminhos
Que usa a sua criatividade
Um elo, entre sonho e realidade.


Aquele que tem a ousadia
De transformar a desamor
Num canteiro de amor.


Parabéns a todos os poetas pelo nosso dia.


Irá Rodrigues.

"Entre linhas e linhas
Espaço e espaço
Pontos e pontos
Para onde foste o verso dessa estrofe??
Para onde foste o próximo capítulo??
Para onde foste essa história??
Totalmente perdida as perguntas vazias
Inteiramente em branco para serem preenchida
Uma ideia de cada vez
Um passo de cada vez
Uma ação de cada vez
Até que em algum momento escrevemos
Entre linhas e linhas
Espaço e espaço
Pontos e pontos
E para onde foste os versos dessa estrofe??
Ainda está sendo escrito..."

*Verso que versa e reversa*
Juvenil Gonçalves


No terreiro do pensamento,
planto palavra e colho som,
se o vento venta sentimento,
a rima vira meu batom.


Na roça do verso lavrado,
cada som vira semente,
se o povo pensa calado,
o poeta fala diferente.


Quem ama arma alegria,
quem teme treme no chão,
quem sonha semeia poesia,
quem canta encanta o sertão.


O tempo tenta o repente,
mas o repente inventa o dia,
no peito do som fervente,
o verbo vira melodia.


O verso conversa e dispersa,
reversa e se reverte em flor,
na fala que fere e confessa,
a rima é remédio e é dor.


O poeta planta palavra,
palavra que lavra e lavra,
da lavra brota uma lavra,
que lavra o peito e não lavra.


O som assoma no monte,
a fonte afronta o luar,
quem mente sente na fronte
o peso leve de amar.


Se a lua é lume e alumia,
no lume o homem se alinha,
e a língua, límpida e fria,
lambe o lume e se aninha.


No fim, o fim é começo,
o avesso é verso e razão,
quem fala faz do tropeço
matéria bruta do chão.


Pois palavra é viva, é vento,
é semente, é instrumento,
quando o verso versa o tempo,
o tempo inversa o pensamento.

Me perco toda vez que te vejo,
como o rio que esquece o caminho do mar.
Sem você, não há verso nem desejo,
a canção não aprende a rimar.


Teus olhos — castanhos, calmos, inteiros —
guardam o outono em pleno verão.
Neles, o tempo adormece primeiro,
e o amor desperta em contramão.


Você é o sopro que o tempo espera,
a brisa que volta só pra tocar.
Inspira meus sonhos, tempera a quimera,
ensina a saudade a dançar.


Há um azul escondido no brilho moreno,
um silêncio que sabe cantar.
Mergulho nele, pequeno e pleno,
só pra esquecer de voltar.


E se amar for mesmo um risco incerto,
que o vento leve o que for razão.
Prefiro seguir de peito aberto,
com você no centro da canção.


Se o mundo apagar a retina,
ficarei nos teus olhos — castanha e sina.

O AVESSO DO POEMA
*JUVENIL GONÇALVES *


O avesso do poema

é o que sobra quando o verso cai,
quando a rima escapa,
e a palavra — nua —
fica olhando o poeta de frente.


É o silêncio que não coube no poema,
a rascunhada dor que não virou metáfora,
o eco do que não se disse
mas insiste em arder na ponta do lápis.


O avesso da poesia
é o poema quando termina —
ou quando nunca começou.


Juvenil Gonçalves

Se eu pudesse transformar o tempo em poesia, cada mês seria um verso dedicado a você. Vou parcelar o meu amor, não por falta de entrega, mas para ter sempre um motivo bonito de cruzar o seu caminho, de sentir sua presença, de renovar em prestações suaves a eternidade que mora em nós.
A cada encontro, pago com sorrisos, juros de saudade e dividendos de ternura. E mesmo que o calendário tente nos separar em dias e semanas, eu insisto em fazer da rotina um ritual sagrado: o de te ver, te ouvir, te sentir.
Você é o crédito infinito da minha alma, a fatura que nunca pesa, o investimento que sempre rende felicidade. E se o amor é dívida, que seja eterna, porque não quero quitá-la jamais.
Assim, mês após mês, parcela após parcela, vou te entregando pedaços de mim — até que um dia perceba que já não há parcelas, porque o amor inteiro já se fez morada em você.

MULHER
Mulher é mistura de poema, verso e melodia
As veses uma canção de amor
Ou uma paisagem que a alma amplia.
Se fosse um anjo toda mulher teria três asas
Duas para voar livremente
Outra para n'amor abanar as brasas.
Mas graças A Deus que Deus a fez mulher
No íntimo crianca e gigante Valente
Nas horas difíceis, usa a arma da fé
E quem consegue explicar esse ser excelente?

⁠🎶O Samba do Neologismo!🎶
I
Neologismo é verso — inefável sopro do inédito,
semente de som que ninguém plantou.
É a língua em festa, num passo notável e frenético,
cunhando sentidos no que não se falou.
II
É verbo que veste bravura estampada,
substantivo com timbre inventado.
Na boca do povo, na escrita ousada,
surge um vocábulo — doce e empoderado.
III
É o grão de futuro, sem rédeas, audaz no receio,
que rompe as normas com charme e destreza.
Palavra criança — ressignifica o anseio,
brinca no texto com leveza e beleza.
IV
Neologismo é chama — semiótica, centelha que embriaga,
é sopro "criante" num mundo verbal.
É vida que nasce onde a fala divaga,
poesia em pele eloquente e vital.
Fim!
Essência do poema:
"A língua é um ser vivo: cresce, dança, inventa-se. E o neologismo é o sopro criativo que transforma silêncio em verbo e ousadia em poesia!"
Que nosso querido —— Deus —— abençoe você ricamente, um forte abraço!
P.S. Nota do Autor: Estes versos e devaneios, banhados de sol e memória, nasceram da pena sensível de João Carreira — o poeta do Tempo e da Ternura. Cada palavra é sua, cada silêncio, um eco da alma que escreve com o coração.
Todos os Direitos Autorais Preservados.
#JoaoCarreiraPoeta. —— 25/07/2025. —— 6h45min —— 0750 ——.

MANDACARU NO MEU PEITO


Teu nome mora em mim como verso antigo em livro novo, em poesia que pulsa entre o início e o agora.


No teu Nordeste, o mandacaru vigia a seca, feito espada verde erguida contra o impossível.
Em mim, teu amor se faz guardião que resiste ao deserto das longas esperas.


E quando floresce...ah meu bem!
É feito a flor branca da noite sertaneja que se entrega ao infinito estrelado.
Na hora em que o silêncio é mais profundo, e a alma aprende a ficar sem falar.


Teu amor em flor do Sertão, nasce onde poucos acreditam.
Cresce sem pedir licença, rompendo barreiras com raiz teimosa e beleza que não se explica, apenas se sente.


Flor do mandacaru tão rara e breve, que se entrega inteira sem medo do fim, porque sabe que o amor verdadeiro tão somente permanece entre estações.


E eu, que te leio com o corpo e com os olhos, sei que teu coração floresce na mesma coragem branca, pura, luminosa e resistente.
Pois tu és fortaleza de afeto que abriga permanentemente.


Se o amor em meu peito tivesse forma! Seria mandacaru.
Firme, persistente e verde esperança do dia.
Amor que se revela em beleza delicada para a noite.


E se tivesse morada, seria o espaço exato entre o teu peito e o meu.

Arte


Faço verso em qualquer canto
Que a vida me deixar
Porque a poesia cabe
Sempre em qualquer lugar


Minhas palavras são simples
Não têm sofisticação
Mas são ditas com a alma
Com todo meu coração


Há arte em tudo o que vejo
Teatro, música, pintura
Tudo está entrelaçado
Pelos laços da cultura.

Teu corpo é poesia
escrita no silêncio dos gestos,
onde cada curva guarda um verso
e cada pausa revela sentido.
É poema que não se lê com pressa,
mas se sente —
na leve inclinação do sorriso,
na cadência do teu respirar,
no mistério que a pele sugere
sem jamais se entregar por inteiro.
Teu corpo fala uma língua antiga,
feita de harmonia e instinto,
onde o belo não pede explicação
e o desejo nasce da contemplação.
Há em ti uma métrica viva,
um ritmo que desacelera o mundo
e ensina que o amor,
antes de tocar,
aprende a admirar.
Teu corpo é poesia.

Verso 1
A beleza não veste máscaras,
não precisa de aplausos vazios.
O exibicionista grita alto,
mas sem plateia é só silêncio frio.

Refrão
Força é essência, não aparência,
verdade que arde sem vaidade.
Quem vive de reflexo se perde,
quem é raiz não teme a tempestade.

Ofereço-lhe meus sentimentos como justificativa de meus crimes românticos á seu coração.
Meus versos verdadeiros transpuseram os ciúmes envolventes em um coração que se fez carente e solitário á um caminho profundo e intenso.
Minhas intensidades desataram o escuro do mundo certificando-me á esperança de está ao seu lado.

Quando escrevi esse verso estava me sentindo só, sentia a falta de alguma coisa importante algo que não compreendia nem entendia.
Estava incompleto faltava-me um pedaço que me desse á felicidade e fizesse-me gritar aos quatros continentes “eu amo”.
Meu coração transbordava em lagrimas e meus sentimentos insistiam procurar o quê nem eu mesmo sabia.
As imperfeições se completam e sem lógica aprisionam meu coração e me dão a tua imagem em meu pensamento.

Eu de poeta não tenho nem o nome
Eu de poeta não tenho nada!
Por que não é meu
este verso que nasce
involuntário
do meu peito!
E hoje está cada vez mais presente
feito a humidade de um rio caudaloso!
De poeta eu não tenho nada
nao bebo vinho
não grito na calçada
nem me escondo em grupos
ou concursos literários!
Sou egoísta e reservado
Pensem o que quiserem
Eu apenas vivo o meu verso
feito o trovão no final da tarde!


William Marques de Oliveira

[Verso 1]
Hoje eu vivo só pensando
Em cada minuto que não te toquei
Que não te beijei
Que eu desperdicei
Como se o tempo risse de mim

Essa distância que surgiu entre nós
Corta mais fundo do que eu confesso
Meu peito grita o que eu não digo
E eu me escondo atrás de um sorriso qualquer

[Refrão]
Minuto que não te toquei
Vira um peso dentro de mim
Toda hora que eu não te beijei
Parece um mundo sem jardim
Meu coração não suporta
Essa fronteira entre eu e você
Os dias já não são os mesmos
E eu só sei
Amar e pensar em você

[Verso 2]
Me consolo em músicas antigas
Cada palavra me lembra de nós
A melodia me abraça por trás
Mas às vezes cai pesado demais

Às vezes triste
Fica meu coração
Rodando em círculos
Feito oração
Repito teu nome baixinho
Como se fosse trazer você de volta

[Refrão]
Minuto que não te toquei
Vira um peso dentro de mim
Toda hora que eu não te beijei
Parece um mundo sem jardim
Meu coração não suporta
Essa fronteira entre eu e você
Os dias já não são os mesmos
E eu só sei
Amar e pensar em você

[Ponte]
Será que aí do outro lado
Você também sente esse vazio?
Ou aprendeu a andar sozinha(o)
Por caminhos onde eu não sigo?

Se um dia o mundo for gentil
E te trouxer de volta aqui
Eu vou guardar cada segundo
Pra nunca mais deixar fugir

[Refrão]