Texto em verso
Pré-amor
Olhos verdes
Cabelo ondulado
Quem sabe nós dois
Lado a lado.
Meu outro verso
Meu universo
Me faça um verso
E podemos morar no mesmo endereço.
Só te conheço do jeito que inventei
Mesmo de outro jeito te terei
Se não por bem ,mal não o farei
No máximo te amarrarei.
Avessos
Em cada verso dispo os avessos
Do espírito da emoção a uivar
Dos rastros dos seus processos
Num precioso momento impar
Que saem e onde expresso
E que não me deixam calar
Cada verso chorado, por vir
É a minha forma de rezar
Pois a convicção é para se sentir
E a alma quer se manifestar
Loucuras?
Fazem parte de o meu poetar
Ali me escondo, minhas venturas
Digo meus fados sem oprimir
Cato pareceria aos versos solitários
Assim as fantasias podem fluir
E eu ter o meu fértil relicário
Pois dele dependo, e ele de mim
Efeitos que decifram meu diário
Do meu complexo eu sem fim
Sim ou não, um novo itinerário
Que me faz ir além, e assim
Nos avessos o sentimento é o cenário
E o amor meu estopim.
Luciano Spagnol
Brasil em verso e Prosa
Presenciamos um momento diferente,
veio a guerra e a repressão,
e com ela o crescimento,
na sequencia a inflação,
que corroeu o pensamento,
de mais conforto e segurança,
e só durou por pouco tempo.
Veio a brisa que liberta,
A liberdade exacerbada,
E a censura que acerta
Ao leve riso a gargalhada?
Penso, existo, falo e voto,
Meu poder veio mudando,
Se dirigindo pro que gosto,
Onde o povão vem conquistando,
Eu vou lutando não me encosto.
A economia se acerta,
E renasce a esperança,
mas lá em casa o que liberta,
de “libertas tamem” encho a pança;
de moral me esvazio,
e não encho a criança.
Alegria e alvoroço,
Falo, logo penso, enquanto ainda moço,
Hoje em parte fraco ainda sou,
De certo e não não se enche o bolso,
Meu irmão vai pro comando,
Pra policia, pro governo, capital,
Desgastando, até quando, vou trocando,
Por revolta e por dinheiro a moral?
Compro morte, vendo cultos,
vou vivendo da desgraça,
faço frete, de tumultos,
arruaça em plena praça,
eu reclamo, dez centavos,
mas no fundo quem eu sou?
Se dissipa a fumaça
Minha face não disfarça,
Estou perdido de valor.
Vendo lixo e desgraça,
Traição em plena praça,
A ganância é de graça,
Se corrompe e não disfarça,
Logo cai toda esta farsa,
Pois o tempo ameaça,
Este tempo de pavor.
O dinheiro não será,
Liberdade não verás,
Dia e hora ultrapassar,
Os limites do amor.
"A arte existe porque a vida não basta"
verso citado como sendo de Ferreira Gullar e nunca o foi. Ele é que o dizia, sem falar o nome do autor que sou eu. Na forma original o verso é:
"não que a poesia seja arte:
é a vida que não basta".
Jamais o autor foi Ferreira Gullar; são versos finais de meu poema "Zeugma" . Primeiramente publicado à página 13 em "ANTO- Revista Semestgral de Cultura" nº 3, primavera, 1998, Amarante, Portugal. Revista subsidiada por Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Ministério da Cultura, Câmara Municipal de Amarante. Esse n} 3 da revista "ANTO" é uma antologia de poetas brasileiros, em que Ferreira Gullar está presente e eu também.
Peço, por favor, retirar essa indicação errônea de autoria. Será que terei de ajuizar ação para defender meus direitos autorais? Várias pessoas ouviram Gullar dizer esses versos, mas ele jamais os publicou e assinou, porque não são seus.
Não se trata de um poema, verso ou canção;
Falo apenas o que sinto, o que vem do coração...
É um sentimento intenso muito forte meio louco... posso te garantir que inexplicável e te garanto não é pouco...
As vezes tenho vergonha em falar, pois é muito complicado
Se não falo você não sabe, se eu falo pode achar quem sabe que apenas falo por falar...
Só quero que você saiba o que acho de verdade...
Acho você simplesmente linda e faço questão de te dizer...
Se for possível todo dia pra você não esquecer...
Meu Amor o quanto eu te amo e impossível descrever;
Queria falar muitas coisas
Mais o tempo não daria...
De Amor, saudade ou poesia...
Mais vou resumir pra você...
Quero que nunca esqueça o quanto és linda e faço questão que você sinta...
Amor...
Amo amar Você!
Último verso
Deixe as ilusões para os adormecidos,
Para os que se satisfazem com os rodapés da vida.
Suba em minhas costas e apague a luz da lua,
E então saboreie minha essência em um cálice, querida!
Toque levemente a taça
Com a qual te sirvo meu vinho,
Saboreie minha essência como um mapa
Que contornas em meu corpo, com carinho.
Saibas que cada luz desta cidade
É uma vela que ascendo pra ti,
E a cada vez que alguma delas piscar,
O fogo revelará o que és em mim...
Estarei em cada falta,
Em cada brinde, em cada valsa.
Pois nossos corpos são à prova da idade,
E nossas almas, a causa da eternidade.
Pois precisava ser criado o infinito,
Algo tão belo e indeciso,
Para que todos os mistérios da vida
Pudessem caber no teu sorriso...
SONETO DO DESENCANTO
Meu verso hoje é de saudade
É lembrança amarga dorida,
É pétala doce ferida
É dos lábios o gosto acre.
Meu verso é ferida d’alma
É cântico de sofrimento,
É do amor o desalento
Do poeta que inda chora.
E nesses versos de solidão
De dor e desencanto
No peito um coração,
Se rasga em pranto
Recordando a desilusão
Por ter se apaixonado.
SONETO DO MEU POETAR
Basta-me apenas um verso
Onde seu gesto fale de amor
E comigo venhas sem dor
E nele eu me torne imerso
Pra sempre, sem nenhum pudor
Sem palavras caídas do universo
Do dissabor, e que seja inverso
A trovas desbotadas e sem cor
É só ter um deslize no disperso
Pra que ele fale o que é perverso
Em linhas omissas e sem frescor
E nem por isto deixo de ser diverso
Num poetar que gosta de ter odor
Aos olhos do doce amoroso leitor
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho de 2016
Cerrado goiano
POEMA EM SILÊNCIO (soneto)
Meu verso está amordaçado
As palavras dentro da vidraça
Represadas e tão sem graça
Estou calado, o poetar calado
Inspiração diluída na fumaça
O vazio estridente e arestado
Ácido em um limo agargalado
Inebriando tal qual cachaça
Meu pensamento está suado
Ofertado como fel numa taça
E na solidão, então, enjaulado
O poema em silêncio, bagaça
Oh! Túrgido sossego enfado
Diz nada, só tira a mordaça...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
APENAS UM VERSO (soneto)
Enquanto o dia no cerrado embotava
Em mim cavava o emotivo submerso
Dos porões dos medos que eu meço
Nas incertezas, que dá sorte brotava
Na aridez da saudade, ali disperso
No soluço d'alma a sofrência rolava
E na linha da recordação eu deitava
Aí, o sertão se tornava meu universo
Neste vazio a solidão por mim urrava
O destino rimava quimeras no averso
Então o coração amortecido chorava
Assim, eu com um olhar transverso
Devaneava sonhos, e lacrimejava
Pedaços de mim, forjando o verso!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Verbo.
Vida!
O dia que aguarda a noite,
Uma livro, verso, uma frase,
A rosa com pétalas ao sol,
Um olhar a mais, dedicado a ela,
Uma rotação do sentir,
Um diamante, dantes pó e sem valor.
Força!
O sorrir da humildade,
É o que tenho de ti sem legar,
Semente que vagueia aos quatro ventos,
Não morre e não se finda,
Vence a tempestade e suas dores.
Perdão!
Acalma a lágrima das noites,
Faz sorrir o amanhecer,
Não é cor nem coração,
Nem destino ou ilusão,
Não é alma, nem do corpo é teu sabor,
É mais e muito mais que tu e eu,
Mais que o sal é do suor e este é da terra.
Sou, prosternado pecador.
Divino és !
Vence a morte e qualquer dor,
Sendo tu...
Verdadeiro Amor!
José Henrique
COMPOR E CANTAROLAR
Cada verso traz consigo um infinito de possibilidades
O papel, o computador, o celular ou até mesmo o tablet
Magicamente servem como instrumentos
Para transpor o sentimento, a sintonia, a sorte e a melodia
O tempo anda depressa e aquela dúvida sempre regressa
Rima ou não rima?
Entre as notas musicais
Caminham os artistas
Amantes, apaixonados, traídos, decepcionados que
Naquela bela composição
Tentam encontrar paz, reconciliação
Amor ou até mesmo paixão
Revirados em meio a tantos sentidos
Olvidam as tragédias mundanas e o sofrimento contido
Libertam seus sufocados corações
Abandonando contradições, quebrando correntes e
Reinando suavemente no campo de quimeras aspirações
De verso em verso
Vai falecendo
Que triste pensamento
Outrora tão vivaz
Agora nem se faz
De mente moribunda
E alma impura
Com um dos maiores pecados desejando adotar
Com o fio de sua vida
Desejando acabar
Mas quem pode julga-la?
Em sua mente torturada
Ninguém se encaixa
E por estas e outras
Ela se vai
No fim, não chorem
Pois vai em paz
Seu tormento diário
Não existe mais
Chega de tantos desejos não saciados!
Chega de esperanças desesperadas e tristes.
Chega de versos perdidos ao vento de minha saudade.
Chega de saudade.
Quero a felicidade como companheira.
Preciso de música e de versos meus.
Versos que me abracem e me dêm o alento de que necessito.
Quero ser mister do meu poema preferido.
Me encontrar, nele, de corpo inteiro.
Sentir que é de mim que fala e para mim foi composto, com todos seus encantos e verdades.
Verdadeiras verdades que só eu conheço.
Quero espaços prenchidos em minha história de amor.
Chega de esperar o inesperado e de viver olhando a vitrine, inatingível, de meus sonhos.
Chega de ti.
Chega de mim.
Preciso de nós.
Verso triste.
Quando enfim acordei.
Percebi que era um sonho.
Abri os olhos, chorei.
Tudo em mim era tristonho.
Olhei as horas pensando.
Em sair pra refletir.
Mas minhas pernas cansadas.
Faziam me desistir.
E eu na casa andando.
De um canto para outro.
Olhos vermelhos, chorando.
Definhando pouco a pouco.
Sem você junto de mim.
Não existe paz nem vida.
E por isso estou assim.
Por causa da despedida.
Agora resta o sofrer.
E essa dor que não cessa.
Esta morrendo meu ser.
Só morrer é que me resta.
Amigo...
Se...ouço-te recitando..., cantando..,
cada verso, cada música...,
soam-me como um convite à sonhar e a dançar...
e..sonhando...dançando.....
eu posso perceber o quão poético e sonóro,
podemos ser na vida.
Se...ouço-te conversando... ensinando...,
Cada tema, cada aprendizado...,
chegam-me como um convite à reflexão e
ao conhecimento...
e...refletindo...aprendendo....
eu posso perceber o quão profundo e diversificado,
podemos ser na vida.
Se...ouço-te reclamando..., pedindo...,
Cada reprovação, cada cobrança...
desperta-me como um convite à revisão e à solicitude
e..revendo...solicitando...
eu posso perceber o quão insatisfeito e servível,
podemos ser com a vida.
Se...vejo-te brincando..., feliz...,
Cada travessura, cada festa...
contagia-me de sua felicidade
e...animando e animado,
sei -te leve e livre
em sintonia com a vida.
Se... vejo-te carregando...,realizando...,
Cada dependente, cada obra...,
certifíco-me da sua responsabilidade...
e...levando e construindo,
sei-te zeloso e capaz
em sintonia com a vida.
Se...sinto-te acarinhando..., beijando...,
Cada carinho, cada contato...,
percebo um ser afável...
e...de um gosto incomum...
mas... meigo e delicioso,
em harmonia com a vida.
Se... Sei-te longe...
e..sonhando com você,
posso perceber o quão
de beleza tem a vida.
Beijos...!!!! Abraços...!!! Um Cheiro...HHHUUUMMM...!!!!
IN-VERSO
Como criança que brinca de amar
Finjo me apaixonar por você todos os dias
Mesmo como forma de suprir essa realidade que tento não enxergar.
Como um carrossel giro, indo do nada para o nada
Mas sorrio fingindo acreditar ter platéia.
Mas a vida é mesmo uma quimera
Um sonho infantil de primavera
Com ou sem rima a vida opera
E feito milagre as pessoas mudam
O mundo gira, e não será mesmo um carrossel.
Onde o público que eu mesmo criei
Aplaude de pé as peças tolas que já os fizeram rir outrora
A vida é mesmo um desalinho
Onde o choro faz parte do sorriso
Onde te vejo verde e branco, e rosa e vermelho
Num redemoinho de palavras que deveriam fazer sentido.
A flor da noite
recai sobre o verso
a pele da poesia
ou quem sabe do amor
do que já passou
sob os lábios de desassossego
nasce a pequena flor
na oração do tempo
a poesia desnuda o olhar
expande seu corpo
sob o chão, sob o céu, sob o mar
no coração da terra
poesia, arte, música
(Vida em prece)
SONETO IN SAUDADE
Sou um verso inacabado
Um pouso sem céu
Um poço sem fundo
Um vazio alado .
Meus instantes soam ventania
Meu ar anda vestido de solidão
O pensamento vaga na ilusão
Numa inquieta e infinda agonia .
Vivo escorregando no tempo
Num poema rasgado e ansiando alento
Sob um pano de fundo se perdendo de mim .
O outrora sempre me persegue
Inda que no presente o vento me negue
Mas sem pedir a saudade sempre pousa por aqui.
É talvez meus escritos não façam mesmo sucesso...
Nesse mundo ao inverso,
Onde no verso,
É bonito ser triste,
E nisso se insiste!
Nos meus versos levo amor,
Fujo da dor,
Ao invés de solidão,
Prego solução,
Troco o tropé,
Por fé,
Gritos vazios não aliviam sofrimento
São levados pelo vento,
Por isso escolho a fé,
E isso que me põe de pé!
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