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A UMA SAUDADE
Entre as custosas saudades, pobrezinha
Que eu velo, no sentimento, uma existi
Que dói, corrói, inquieta, deveras triste
Que suspira quando a solidão avizinha
E nesta sorte da sensação tão sozinha
Uma carência na poética ainda insiste
Que no trovejar um desalento persiste
De tu, paixão, que não mais convinha
Sabe a lembrança velha abandonada
Que espanca, que não mais acontece
E ainda atucana na emoção acordada
E assim para, a olhar com nostalgia
Faminta de saudade, tal se quisesse
Tê-la vivente na ruminada poesia!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/12/2020, 15’17” – Triângulo Mineiro
FASE
Cisma a dor n’alma descrente e fria
De uma emoção solitária e calada
Em sua fronte tristonha e chorada
Pesadas rugas duma sorte sombria
A luz da paixão, vazia de alegria
Carrega a saudade amargurada
Suspira sofrência na madrugada
A solidão, companheira da agonia
Ao pé da lua prateada. Pendente
A boa dita, o bem amigo da gente
Parece que dos céus nada realiza
Geme a brisa no cerrado, agrado
Qualquer, só o penar imaculado
É ventura, fase, o tolerar divisa!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/12/2020. 08’22” – Triângulo Mineiro
Musica Esperando um pelo outro
Compositor Poeta Adailton
Sem que eu saiba a verdade
Eu não posso te acusar
Sem que você não tenha certeza
Não quer me deixar
Refrão
Esperamos um pelo
Mas nenhum de nos dois quer falar
E só um de nos dois sair por aquela porta
Para alguém entrar
Sei que você tem outro que te quer bem
Você sabe que eu tenho outra também
Nos falamos no confidencial
Trocamos mensagens também
Refrão
Esperamos um pelo
Mas nenhum de nos dois quer falar
E só um de nos dois sair por aquela porta
Para alguém entrar
Somos inquilinos do mesmo lar
Não dividimos o mesmo colchão
Sofremos do mesmo mal
Somos reféns da mesma situação
Refrão
Esperamos um pelo
Mas nenhum de nos dois quer falar
E só um de nos dois sair por aquela porta
Para alguém entrar.
PRIMAVERA SEQUIOSA
Ó como a primavera caducou
Olha o cerrado, de letarga vida
- Ó chuvada, Vê! a triste ferida
No sertão, que a sorte faltou...
Tudo dorme, a ilusão perdida
Chora em derredor, chorou
A dor doída, que não rematou
E a forração que se fez abatida
Sequioso, que desdém o teu
Ó tempo, sem encanto seu
Sem canto, cor, sem graças
Quão desbotada a primavera
Sem hora, ó chuva em espera!
Ela que floresce quando passas...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
Nós chamam de animal
Que somos ignorante
Farofeiro e migrante
Analfabeto e anormal
O idiota informal
Nos chamam comunista
Esfameado e bolsista
Cabeça chata limitados
Querem Levar no murro
Dizem que somos burro
Como eles são tapados.
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Nós oferecem capim
Nós acusam de burrice
Com um discurso tolice
São igualmente cupim
São bomba sem estopim
Chia mas não explode
Berra grita se sacode
Se exalta com euforia
Se orgulha do seu nome
Com ele morre de fome
Com ele nada Faria
Respira fundo , cabeça erguida, problemas todo mundo tem...
Só não pode esquecer a Vida de ninguém e nem a sua...
A verdade nua e crua é que a Vida continua....
Nem sempre chegamos onde nos tornamos Rei,
Mas um Dom bem importante é ser grato por tudo,
Sem pesos no coração, o Mundo nunca te faz mudo.
Agora sim eu to tranquilo,
Agora esqueci do Mundo...
Pode falar o que quiser,
Da mente sã de um vagabundo.
A realidade que se quer não é a realidade que se vive,
Para poder fazer o bem , apenas hoje, só consiste em dar amor,
E receber da Vida o que doou.
Os obstáculos são o combustível do sucesso, sem eles não haveria necessidade de sonhar tão pouco, a busca por transpor dificuldades.
Uma conversa de uma hora sobre literatura entre duas mentes ardentes com uma devoção comum a um poeta negligenciado é um caminho milagroso para a intimidade.
SONETO PARADOXAL
Como quisesse poeta ser, deixando
O estro romântico, espaço em fora
O amor, ao reconhecer sem demora
A seleta face, abriu o ser venerando
Encontros e desencontros, cortando
Caminhos e trilhas, percorri: e agora
Que nasce a poesia, o poema chora
E chora, a rima passada, recordando
Ó, estranha sensação despropositada
Tão saudosa como se fosse “In Glória”
Invade o poetar sem ter um comando
Assim por larga zanga aqui pousada
Me vejo perdido, triste nesta oratória
Quando poderia êxito estar versando
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04 de dezembro de 2019 – Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O INIMIGO
Música O INIMIGO
Compositor Poeta Adailton
De repente o inimigo te leva para o abismo.
Dificilmente você consegue sair .
É preciso muita fé em Deus.
As coisas ruins vão acontecendo e você lutando contra essa "força negativa"-o inimigo.
O inimigo fechou as portas você está em um labirinto.É uma passagem escura na qual você não ver uma luz.
É preciso muita fé em Deus.
As coisas ruins vão acontecendo e você lutando contra essa "força negativa"-o inimigo.
É como você está sozinho no meio da multidão.
Aquela pessoa que quer o seu bem, você não ver e nem escuta o que ela diz.As coisas ruins vão acontecendo e você lutando contra essa "força negativa"-o inimigo.
É preciso muita fé em Deus.
Nosso inimigo verdadeiro é o diabo. Muitas pessoas podem se opor a nós mas elas estão sendo enganadas pelo diabo. Pessoas não são nossos inimigos verdadeiros.
É preciso muita fé em Deus.
Devemos resistir ao diabo e deixar a vingança nas mãos de Deus. Deus nos protege de nossos inimigos e luta por nós.
É preciso muita fé em Deus.
Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.
Poeta Adailton Ferreira
poeta Adailton
Enviado por poeta Adailton em 05/12/2019
Código do texto: T6811387
Classificação de conteúdo: seguro
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RONDA SILENCIOSA
Solidão cerrada, aquietada, escura
Afora a janela, o cerrado tão calado
Na imensidade do céu não fulgura
Um só brado, um ermo imaculado
Cá dentro, a mudez flébil murmura
E a melancolia no vento é fustigado
Escoriando a alma, áspera candura
Em um rasgar do silêncio denodado
Ecoa surdamente sôfrega bofetada
De escora frouxa, completamente
Aflando ali a apertura tão abafada
E, a letargia, assim, vorazmente
Faz tácitos claustros de morada
Em ronda silenciosa, lentamente
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
Cerrado goiano, 5 de dezembro, 2019
Olavobilaquiando
Compor infinidades de laudas...
É um desabrochar de almas para almas.
Basta ler para sentir!
E se encontrar em algumas páginas.
