Tag nuvens
Monólogo de um ser apaixonado
Não agüento ficar distante
De você,
É como estar faltando
Alguma coisa em mim.
Não sei o quê!...
Gostaria de traçá-la
Nas nuvens,
Mas mesmo assim
Triste!
Pois sei que elas se desmancham!
Não sei se suporto
A sua distancia
Mas queria
Morrer abraçado
Com você!
Como é lindo a pureza dos sentimentos de criança, que acredita em fadas e duendes, olha pra nuvens brancas e ver carneirinhos de algodão a desfilar na imensidão do céu e na suave doçura do seu olhar adora a Deus,que habita a intimidade mais pura do seu coração.
Nem todo o dia escuro e sombrio significa tristeza e amargura. Lembre-se, “Das mais escuras nuvens cai água clara e fertilizante”.
Não importa a cor do céu, quem faz o dia ficar bonito é você.
ME EQUILIBRANDO NO TEMPO
Lourdes Duarte
Vivo me equilibrando numa corda bamba
Ou flutuando nas nuvens ou no tempo,
Sonhando com o dia de te encontrar
E morar contigo em qualquer lugar.
Sou como um pássaro sem ninho
Longe de ti meu amado,
Me equilibro nos meus sonhos,
Caio na realidade, me contorço...
Mas a esperança de te encontrar
Me faz forte, e me sinto amada.
Longe de ti ando na corda bamba
Perto de ti nas nuvens me encontro
Sou pássaros sem asas, longe de ti
Sou garça, sou forte quando sou amada.
Viajo no tempo para que os dias passem
Num breve momento te encontrar
Como malas prontas, meu coração está
Pra te abraçar, te beijar e ser amada.
Nuvens de raça,
No alto cavalgam,
E soltam pancadas,
Descargas equinas,
Todas no céu relincham,
Éguas voadoras sem couraça,
Nuvens cavalas coiceiam,
NUVEM
Queria que as nuvens me abraçasse
Para amenizar o amargo sabor das lágrimas
Me misturar a ela, e ser desejada à quem sente o calor da vida doída
Que fosse desejada a quem busca o refrigério nas gotas da chuva
Me derramar em solos áridos, para que haja vida nas sementes plantadas
Ser carregado pelos ventos
Me dividir em muitos flocos
Ser admirado por olhos atentos às belezas que vai além do que os olhos enxergam.
Nuvens vivem em eternos ciclos, e quem não?
Sai das entranhas do chão, como névoa ao amanhecer, e sobe leve, mesmo carregando cores e cheiros de onde saiu, mas segue sua missão, subir, subir….
Lá no alto está ela, robusta… nem parece aquela frágil gotícula.
Agora ela tem força, mesmo com todo peso trazido de seu nascedouro, ela flutua, livre daquilo que a prendia.
E volta o ciclo!!!
Ela se derrama, se desfazendo em milhares de pequenas gotas, molhando e trazendo vida, saciando a sede, e enchendo de esperanças os plantadores de amor.
PRA SER
Olho pra janela
Paira o silêncio
A calma, as nuvens
Meu coração pulsa
Meus olhos se acalmam
Minha mente descansa
É onde quero estar
Pra ser
E voltar a ser
O melhor que posso
Dentro da imensidão
Da desgraça que sou
E das desgraças do mundo
Um abraço hoje solitário,
Amanhã seu.
Ela sentava-se na calçada e com olhar longínquo fitava o horizonte azul, tentando encontrar por trás da brancura das nuvens, qualquer vestígio de felicidade escondido nelas.
FORMATO DAS NUVENS...
Levantei meu olhar aos céus e vi, o mundo entrando em colapso e as três faces de Deus entristecida vendo a Criação perfeita destruída.
Sonho de Mulher
Nestes teus olhos grandes e serenos
às vezes dentro deles escondo-me do
mundo,e vejo como tu me vês, e
confesso como perto de ti, sou tão pequeno.
Será que serei eu o teu amor?
Dúvida, que as vezes a mim assola o peito
porque quero ser o teu amor maior,
aquele que não pode ter nenhum defeito.
Sombras, que por vezes se fazem presente,
em meio a um céu sem nuvens.
És tudo que um ser vivente quer,
anjo perfeito, sonho de mulher.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Melhor está embaixo, bebendo uma gelada, querendo estar lá em cima, do que estar lá em cima, em uma gelada, querendo descer !
Fim de domingo a tarde
Fim de domingo a tarde, a rua tá vazia só escuto o barulho das árvores,
lá no céu as nuvens estão passando correndo em ritmo de treino de academia,
a companhia mais agradável do mundo está ao meu lado me olhando eufórico louco pra sair na caminhada comigo, meu amigo peludo de olhos cor de mel é uma figura incrível,
cinco e quarenta e cinco, uns ventos bons chegam batendo palmas pedindo para participar do fim de tarde trazendo boas lembranças de dois domingos atrás e na velocidade da luz com a mesma magnitude dum presente recente pensamentos se misturam entre as nuvens e me fazem enxergar momentos mágicos vividos ao lado dela, a única que amei de verdade,
a noite chegou fechando as cortinas e repentinamente se abriram com a exposição de um lindo manto estrelado que tomou posse oferecendo esperanças, mais beleza e mais objetivos para o tempo presente.
Antes esperar por uma eternidade para poder degustar da intensidade do teu vinho, do que passar o restante dos meus tempestuosos dias vazios de solidão sempre buscando por abrigo sobre nuvens que são apenas passageiras, bebendo vinho ruim e barato.
Meu sol
Sol que a minha vida aquesce.
Mesmo entre as nuvens, o teu
olhar em mim, sinto.
Dias seguidos, com a claridade
do teu amor, e a brisa mansa
que ele deixa, calor de vida
que fica em meu coração.
À noite te escondes, mas deixas
o sopro quente que o vento traz.
E ainda pedes a lua que espalhe
sobre mim o seu reflexo.
Vivo sabendo que teu amor é meu.
Sempre o terei por perto.
Esse querer virá por entre as
nuvens, na direção do meu coração
dentro do meu peito.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras. R.J
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Escalando nuvens...
Exausto de tudo e longe de todos, resolvi enfrentar as correntes super quentes da tempestade de areias do deserto,
abri os olhos novamente e vi a minha frente uma tempestade de raios, apoiada por uma fumaça quilométrica proveniente de um vulcão, do seu núcleo uma grandiosa explosão de cores veio a tona fazendo o chão tremer e o horizonte sumir,
passando de fases e ganhando experiências novas, trilhei um caminho e fui atravessando cada obstáculo, desde as ondas gigantes, as travessias entre corredores de enormes montanhas na corda bamba sobre a sombra de abismos,
com muita concentração e vontade de vencer driblei o frio com a força do pensar, para fugir do calor escaldante e das chuvas torrenciais usei o silêncio como sombra e os sentimentos como guarda-chuva,
estou me sentindo cada vez mais forte e preparado, uma brisa saudável bate no meu rosto exausto e ao mesmo tempo na minha alma realizada,
faltam mais dois metros para eu terminar de escalar esta nuvem e poder tocar o céu,
Acordei!
Contemplo um lindo céu,no fim da tarde,
Formoso céu vermelho como o fogo,que arde.
Em meu coração bate saudade,de tempos que passei antes da tempestade,
Estive no deserto da minha realidade,mas tu vieste como meu oasis.
E assim tornaste minha verdade, por isso sempre contemplarei o céu vermelho no fim da tarde.
O melhor sorriso é aquele que vem da alma e faz brilhar os olhos. É este que te faz sentir nas nuvens e que contagia o mundo a sua volta.
EM TEMPO DE NUVENS ARTIFICIAIS, BREVE PASSEIO
PELO PLANO EXISTENCIAL FÍSICO
Cá, os pés despidos atritam nas areias lavadas das praias ribeirinhas.
A pele se entrega à brisa e harmonia dos rios, lagos, lagoas, cachoeiras.
Os ouvidos estão na frequência sonora de bichos, aves, folhas e ventania.
Nas manhãs e tardes, o sol triunfa; à noite, lua e estrelas expõem fulgor.
Noutro plano, google meet, zoom, youtube, falas digitais, nuvens virtuais.
Telas de notebook, celulares, vídeos, imagens, incursões cibernéticas.
Inteligências artificiais, internet, skype, teams, conexões informáticas.
Senhas, hiperlinks, sinais, e-mails, canais, sites, redes sociais.
Breve pausa na incursão internauta e em suas Comunidades e Grupos.
O interagir presencial rende-se aos notívagos e a sinfonia da fauna e flora.
Há um céu, com suas diversas moradas, e o olhar se esvai no infinito.
Um corpo se recompõe e o cérebro vai se despindo de conteúdos clichês.
No pacote da era da comunicação não disponibilizaram o antídoto,
Para vigiar e desopilar o acúmulo de referenciais desnudos de essência.
Não acautelaram sobre o ópio viciante na busca do tudo e do nada.
Há raros médicos e auxiliares no plantão, eles também estão conectados.
Derrogaram a minha intimidade sob a evasiva do moderno inadiável.
Acondicionaram, sem vênia, todos os meus dados pessoais na nuvem.
Ela não é passageira, mas virtual, invisível e com atuação à espreita.
Os downloads trarão de volta crimes, mas também os sigilos da profissão.
Penitencio, não deter a velocidade de softwares e práticas informáticas.
Urge descer, antes de se perder o fôlego e do eixo da terra se alinhar.
Renuncio às tsunamis de fake news, nudes, escritos inoportunos.
O que se busca é o afeto de pessoas antes de cumprimentos robotizados.
Situo na retaguarda constante dos humanos no estandarte da automação.
Confidencio, que o chip na pele, resguardando a segurança por satélites,
É o mesmo que suprime a minha garantia de liberdade ou de privacidade.
Todavia, ainda é menos invasivo que o celular nosso de cada dia,
Com bons dias autômatos no Instagram ou WhatsApp no afã de feedback.
Aversão, sim, à neofobia, amiúde contra o avanço científico, ético e moral.
A internet é a maior biblioteca, não tão fiel quanto aquela da Alexandria.
Aqui, segue o mesmo navegante vanguardista das conexões presenciais.
Incauto inclusionista da espécie humana antes dos computadores,
Cônscio, de que as máquinas vieram para servir antes de dominar ou excluir.
Andais sem vós?
Ou andas escondido entre nuvens mentais?
Fala, eu te escuto!
Saiba que o único juiz que nos condena é por ventura nossa mente intuitiva.
Namastê
Tempo fechado
Nuvens carregadas
E do céu dos meus olhos estava para cair muita chuva
Mas eu preferi rimar
dos amores
que vão água abaixo
que dirão as altas nuvens?
Enquanto repousava
sobre o gramado,
meus olhos vidrados
se entretiam com algumas nuvens
que em pareidolia
me contavam estórias.
O corpo aterrizado
e a cabeça voando
em prazerosas memórias.
