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"Que os melhores e iluminados pensamentos, sentimentos e a espiritualidade nos acompanhem e inspirem a vivermos os dias como uma prece constante de gratidão, alegria e amor na busca da construção de um mundo melhor, mais feliz, justo, acolhedor, inclusivo, pacificado e fraterno."
"A eternidade vive no presente. Somos espíritos eternos embarcados em um veículo de expressão tendo como condutor o "Amor", e o "Livre Arbítrio" como passageiro."
VAMOS ENTENDER O QUE É FRATERNIDADE
Marcial Salaverry
Possivelmente uma das palavras que mais escutamos falar atualmente, é a tal da "FRATERNIDADE", e assim sendo, vamos tentar entender o que seja a real Fraternidade, pois agora que está começando a época das festas de fim de ano, e como sempre nessa época do ano, essa palavrinha é muito lembrada, principalmente porque recebemos o tão esperado e cobiçado 13º salário, e todos desejam nos ajudar a gastar esse dinheirinho...
Por todo canto, só se fala em fraternidade, que devemos nos ajudar uns aos outros, que devemos pensar nos menos favorecidos, que isso e que aquilo.
Mas, e no resto do ano? Aí é que o carro pega. Por acaso é só em época de festas que devemos pensar e nos ocupar com os outros? Que devemos ser solidários e ajudar? Isso quer dizer então que aqueles que precisam de ajuda fazem uma poupança ajudatória, para não precisar de mais nada nos outros 11 meses?
É fato que, dentro do possível, podemos e devemos ajudar quem realmente precisa e merece. E é aí que mora o perigo. Saber quem REALMENTE é merecedor dessa ajuda.
O grande problema é que existe muita picaretagem nisso. Existem centenas de entidades fantasmas que pegam uma lista telefônica e vão ligando para todos, pedindo ajuda para a entidade tal, que cuida de menores aidéticos (infelizmente, é o golpe da moda), para a entidade tal, que cuida dos traficantes necessitados, e vai por aí afora. Isso tudo sem falar da AAPC (Associação de Amparo aos Políticos Cassados), e assim, usam e abusam do espirito de fraternidade que ataca mais nesta época do ano.
Quase todos estão propensos a colaborar,principalmente porque são sempre vozes simpáticas e amistosas que fazem as solicitações. E o drama é esse: A QUEM AJUDAR? É muito frustrante colaborar com uma instituição, verificando depois tratar-se de uma instituição "fria", e que fomos iludidos naquilo que temos de melhor que é a boa fé, e o espírito de solidariedade...
Portanto, quando tais solicitantes telefonarem, e se realmente for possível ajudar, é importante pedirmos o endereço, o telefone, nome, CIC e RG para averiguações. E, antes de dar qualquer colaboração, termos o trabalho de verificar se a instituição realmente é séria, e até mesmo se existe de fato.
Fraternidade, sim, mas com justiça e para quem realmente precisa e merece. Infelizmente existe muita vigarice feita em nome da fraternidade, usando e abusando da boa fé e do espírito natalino.
Fraternidade sim, mas não só no Natal, e sim durante todo o ano. Seja com ajuda pecuniária, seja com ajuda moral, visitando asilos, orfanatos, levando um pouco de calor humano aos que realmente necessitam, e esses na realidade, necessitam durante todo o ano, e não apenas nas festas.
Pensando em bem aplicar nosso espírito de solidariedade e fraternidade de uma maneira adequada, certamente poderemos ter e proporcionar a cada dia, sempre UM LINDO DIA, repetindo-o se possível a cada dia de nossa vida...
"Sigamos fortes, o ódio pode estar na moda. Mas não temam, nem se impressionem com estas pessoas posando de valentões. O tempo deles vai passar e a verdadeira mensagem de Jesus, um marceneiro que foi perseguido pelos vendilhões do templo, pelos soldados e pelos promotores dos poderosos, vai continuar a ecoar em cada natal uma mensagem de amor, fraternidade e esperança.
A luta por um mundo melhor continua. Feliz Natal! (Carta aos companheirxs da Vigília Lula Livre, em dez 2018)
O quão bom e tão suave é que vivam em união, o homem e a sua mulher (Em parceria com David, rei de Israel).
Eu acredito em fadas, gnomos e duendes;
em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Fada dos dentes.
O que seria de mim sem essa magia
Se, o que de mim irradia, e só alegria?
Acredito até na humanidade e em dias de mais igualdade.
Acredito em fé e em esperança e acredito que após a tempestade sempre vem a bonança.
Acredito em acreditar e acredito no meu jeito de amar!
Somos capazes de criar caminhos, quando eles não existem.
Somos capazes de recolorir a vida, quando as cores tendem a se apagar.
Mas não fazemos isso sozinhos. Existe uma força movida pelo AMOR e pela FRATERNIDADE que mantém a chama da ESPERANÇA acesa. Que no entrelaçar das mãos, realiza o que é preciso.
"Amo amar a Vida...daqui desse plano só se leva o bem que fizermos e o amor que praticarmos..."
Afonso Pucci
"Bem aventurados os que adentram nos portais da Felicidade, Fraternidade e Paz permitindo que a vida possa manifestar-se com um lindo e doce sorriso, e revelar-se com graciosidade os seus encantos e mistérios."
Afonso Pucci
"A única riqueza que devemos acumular são de princípios e valores morais, espirituais e os frutos semeados e colhidos com as sementes do amor."
Afonso Pucci
"Durante a nossa jornada a única riqueza que devemos acumular são de princípios e valores morais, espirituais e os frutos semeados e colhidos com as sementes do amor nas plurais e horizontais relações e ambientes com a Vida e seus portais."
Afonso Pucci
Falam em fraternidade, tudo se faz em segredo, enquanto a liberdade, por não se ouvir de verdade, passa o tempo com medo
Fraternidade, compreensão, amor, paz e união são elementos essenciais para a harmonia de uma família.
Ser razoável na vida, inclusive em questões políticas, é essencial para que não se possa criar apoteose ou, por outro lado, ser extremo, ao passo de garantir ampla igualdade e não ter uma eficiência coletiva ou garantir ampla liberdade fazendo com que o Estado seja ineficiente, possibilitando o privilégio de poucos.
Seja menos partidário e mais a favor do país!
Enfim, confesso, movo me a cada movimento muito mais pelos sonhos pois diante da triste realidade, cada vez mais me paraliso perplexo.
Vladimir Herzog
Olá Vlado!
Estou buscando inspiração na tarde sonolenta de janeiro.
Choveu o dia quase todo.
Agora o sol tenta romper a neblina
Que insiste em ficar na atmosfera
Carregando-a de lágrimas.
Não dei conta de suportar a nostalgia
Que a impotência causou-me.
Pensei em ti e chorei.
Depois de tanto tempo?
Como pude?
Nem eu mesma soube explicar.
Só sei que precisava desabafar
O nó preso na garganta
De um tempo negro demais
Que não pode voltar
A não ser nas lembranças
Para rejeitarmos esses moldes
E nunca mais vê-los novamente implantados
Nos nossos portais humanos.
Não vamos falar a versão deles Vlado.
Sejamos diretos e simples tanto quanto o tamanho
Do ardil vil
E obscuro construído
Nas salas do DOI-CODI.
Covardemente mataram você.
Como o fizeram com muitos.
Alguns ficaram vivos,
Mas saíram “mortos” de medo.
Pela dor causada por torturas físicas e psicológicas.
Ainda hoje são devorados nas entranhas
Por tais monstros.
Como voltar atrás e não atender ao chamado do algoz?
Melhor fugir para o exílio e voltar
Quando as amarras caírem
E a perversidade for extirpada do ventre da nossa Pátria.
Tão Soberana!
Que mergulha por querer numa dolorosa
Repressão aos contrários do militarismo.
A palavra liberdade
Parecia estar em desuso,
Principalmente nas frias salas de interrogatórios,
Onde se lavavam com sangue
As memórias daqueles que ficaram
Enjaulados
E acuados diante de tanto horror.
Talvez porque o alto comissariado
Não compreendesse o mais profundo significado
Da dignidade humana
E que ele não se estampa naquilo
Que a pessoa faz ou diz,
Mas simplesmente no fato
De ser pessoa humana, devendo,
Por direito, ser tratada como tal.
Instrumentalizaram as pessoas
Em vista dos seus sórdidos interesses.
Feriram-nas.
Torturaram-nas até mais não suportarem
A agonia de ser gente.
E renitentes assenhorearam-se das idéias
E ideais de liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
Que tão bem a velha França gritou.
Espernearam aqui os seguidores deste lema.
Defenderam com suor
E muita luta o Brasil das garras
Dos poderosos parasitas podres,
Que infestavam as esferas governamentais
De um país mergulhado no choro.
Choramos lá
E agora ao recordar só queremos suplicar
Plagiando Dom Paulo. Brasil: Nunca Mais.
Sei Vlado que ficaste como divisor
De águas do hediondo tempo ditatorial.
Após tua partida,
Intelectuais e meios de comunicação
Denunciaram anunciando o fim do terror.
Levantaram-se as bandeiras
Dos filhos destemidos
Da Grande Mãe Pátria para todos.
E calados locupletaram a Catedral da Sé
Num ato heroico de repúdio ao regime ditatorial.
E de lá para cá
Temos colocado no poder
A nossa alma carregada de esperança.
Elegemos nossos governantes
De acordo com a vontade popular.
Oxalá que acertemos um dia
O melhor caminho para a glória de toda a nação.
Estamos carentes de um Grande Estadista.
Alguém capaz de dirimir as exclusões
Que o perverso sistema capitalista cria
Que plante visando as futuras gerações.
Políticas públicas robusta que recriem
A humanidade que tanto sonhaste.
E contigo tantos se não mortos,
Torturados pela ditadura.
Queremos a democracia de fato.
Direito sagrado nosso.
Está lá, na nossa Carta Magna
Por que continuam nos negando?
Até quando?
Fingiremos que tudo está bem?
A ESCADA DE GENTE
Nove homens frente a um muro intransponível.
Entre olhares perplexos se encaram e ao muro.
Olham o céu e o chão como em prese por ajuda.
O muro não se mexe, o céu se mexeu,
mas não em sua direção.
As nuvens continuam passando lentas,
seguindo os seus caminhos de vento.
Um dos homens propõe um intento.
Uma escada de gente.
Quatro homens se apoiam na rocha dura.
Um sobre o ombro do outro.
Serão o apoio de todos para o lado seguro
o outro lado do muro.
Assim foi feito e concretizando o intento.
Um a um foram subindo
alcançando o ponto mais alto
e de lá ajudavam
quem a suas costas iam vindo.
O último porem estava muito distante.
Os braços não o alcançavam a o pé do muro.
Foi quando os homens se despiram
Usaram as próprias vestes para içar o companheiro
E todos ficaram em um lugar seguro.
Fraternos.
Pobre o homem
que acha que só será forte e independente.
Pobre do homem
que abandona os seus
para se fazer de grande e forte.
Mesmo que obtenha sucesso no seu intento.
Lá no alto estará só
e com o tempo a força irá
a grandeza sucumbirá.
Terá na morte a dissolução
de todos os seus sonhos vãos,
mas não verá as sobras da sua grandeza
partilhada em uma discussão de direitos
entre urubus e lobos no tempo.
Dante Locateli
http://naquelesegundo.blogspot.com.br/2015/11/a-escada-de-gente.html
