Tag chão
VOU PARAR DE FALAR DE AMOR
Vou parar de falar de amor
Vou guardar no peito as palavras
Talvez elas nunca devessem ser ditas
E nem ao menos escritas
Mas o que fazer quando elas transbordarem
Irei em um lugar deserto
E gritarei forte , até me cansar
Cairei no chão exausto com dificuldade de respirar
Mas me levantarei
Com o peito vazio novamente
Não sei se em um mês, um ano talvez
Voltará a transbordar
Porque o tempo não para
E esse amor não vai acabar!
"Hoje somos árvores, frondosas e verdejantes. Amanhã seremos lenha seca a queimar, e folhas secas pelo chão."
Faço das nuvens o meu châo,
Nelas eu flutuo,
Em busca do "mundo" ainda não explorado,
A caminhada é cansativa,
Mas se flutuo...!
Então deixo de lado a exaustâo,
Sei que chegarei,
E nele eu verei,
O quê olhos ainda não viram,
Dentro de mim,
Viajo sem parar,
Sinto ventos,
E a brisa me tocar,
A procura do "infinito,"
Nessas viagens,
Minha alma vagueia ao norte,
É nele que sinto o delirar,
O infinito está bem além,
Mas continuarei nesse trem,
Perfurando nesse vago,
E derepente me acho,
No canto me ponho a chorar,
A procura desse fim,
Quê um dia encontarei,
Se eu ainda existir em mim.
Autor :José Ricardo
Se hoje consegui me desprender do bando, voar meu próprio voo, me tornando um líder que consegue conectar pessoas e inspirar nelas o desejo de voar mais alto, é porque um dia estive preso ao chão, sentindo o peso das asas que não conseguiam bater por conta própria.
Valente chão que me dizes
novidades da descrença,
nesse teu campo grisalho;
falas de seres infelizes,
sem confiança nem crença,
pedindo pão e trabalho.
Valente chão que me fazes
ser como o chão que tu és:
trigueiro, ermo e enxuto;
falas dos tais capatazes,
dos capitães das ralés,
com muitas falas de luto.
Valente chão que carregas
fardos de tais desertores,
cumulas culpas e faltas;
és contentor das bodegas
desses tão pobres-feitores
dessas patentes mais altas.
Valente chão sem emenda,
sem pegadas de mudança,
sem justiça e sem apuro;
pede a um deus que te atenda
com a tocha da esperança
para os pobres do futuro.
Não Chores Lamentos
Quando tudo se for e eu de ti me esquecer
Não chores lamentos... Tão pouco, sinta raiva!
Deste esquecimento, colhes o que plantava:
Teu feixe de luz, dentro de mim, enfraquecer.
Porém, quando sem mais nada tiveres de mim,
E sentires sem o chão para caminhar,
Não olvides que disso tu foste o estopim
Que brilha discórdia, que fez tudo terminar.
E sem lembranças de ti, entrega-se a dor,
Segues vazio pelas vontades que se foram
De dar-te as estrelas, despir-me do amor,
E assim, do amor que não se dá mais flor,
Tece as vigas do destino que se criaram,
Num solitário gosto amargo... Desamor.
Não tente cortar as asas do amor. O seu céu é indomável e o chão, seu melhor impulso para o infinito.
Seja chão para quem não o tem. Não para que o pisem, mas para que tu sejas o apoio para um novo levantar.
Coração de pedra
Foi neste trapo de chão
Que plantei minha quimera
Agora é só recordação
E dele nada mais se espera
Foram tempos de dedicação
De sol a sol como pudera
Calos perfeitos em cada mão
E a esperança, urrava como fera.
Terreno que dantes fora fértil
Hoje não há o que carpir
Um solo vencido e inútil
Desfeito por magoas do existir
Coração rancoroso e fútil
Pobre terra só noite dela pode sair.
Enide Santos 11.01.17
Rastros de mim ficaram no chão...
Lembranças de um sentimento puro, que passou pelo fogo... e resistiu.
Hoje depois de tantos tombos, aprendi que ainda não caí o suficiente. Acho que vai ser necessário mais um tempo. Pois enfim quando eu me equilibrar, nada e ninguém me jogará outra vez no chão!
Eu aprendi a voar sem sair do chão,
Aprendi ficar em silêncio em meio a multidão,
Aprendi a sonhar de olhos abertos,
Aprendi a destruir meus caminhos incertos.
Vida que se esvaia pelos ventos,
Toma forma pelos caminhos dos desatentos,
De olhos fitos na estrada turbulenta
Seguindo atenta,
Ao inverso do verso da poesia desse mundo falido,
Cansado e sofrido,
Que rema contra a maré Do que É é só Ele que É.
É boca com boca é mão com mão,
É a gente com a gente, roupa no chão.
É mente com mente, nós no coxão.
É aquilo com aquilo e muita paixão!
O que não teme, e saboreia toda queda, mais racionaliza na hora de escolher o chão em que se apoiar.
