Coleção pessoal de FabricioHundou

1 - 20 do total de 166 pensamentos na coleção de FabricioHundou

PERPENDICULAR À ENCRUZILHADA

prospero pela travessia
perpendicular à encruzilhada
onde se agradece pelos rumos
ebó às léguas -
tantas tantas estradas

aonde
faço-me

agente/causador/recepetor
artista manifesto
apaixonado por homem
assobiador de lembrança
macramê nas entranhas

caminho largo (laroyá)
asé y fé em deus

sinto que amor de cada dia
é o meu

Fabrício Hundou

AZUL-MUJER

homem que escreve bonito
um céu azul-mujer está limpo
pra tu passar
levar cores na água dum riso
mandar cartão postal
um logradouro dos
teus segredos

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Tags: azul logradouro

EPA!

silêncio não é paz à beça
anjo da guarda tira asa
trabalho (doze) - relógio que pesa
vento que abre a porta
tiro que não se ouve
conversa-trem que descarrila
saudade que sempre urge
ligação que não se completa
Mercúrio: dono dos sopros

Oxalá retrógrado

meu afeto não tem
pressa

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Sou o poeta que mais fala sobre beijo. E, disso sei, porquê minha boca esboça falta.

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DECISO

vôte
se não lhe faltasse a verdade
nem todos precisassem
saber de ti - ora, só sentir
já é grande sabedoria
filosofias dum redemoinho emocional
dor de siso nascendo pra morder
a língua que se cala
ao beijar
teus
dedos

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SARAVÁ!

cadeira com encosto
arruda em um dos bolsos
garapa y maracujina
sopro na minha venta
desculpa de maré alcalina
tiros de saco bolha
ou alguma vírgula
pr'eu
respirar

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Tags: saravá vírgula

CEGA

tenho da harmonia
um trilho
aresta
percurso as cegas
cílios que caem (outono)
sotaque da gente que me cerca
peixe elétrico: desfibriladores
crase dando ar à pedra
las dores de un ninho
que sabe fazer casa na distância
y braço de sofá
em todo um colo
que
rejeita

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BRANCO CAPITAL

"Brasília é da cor do concreto cru; brancos geométricos sob o céu azul. Tem mais satélites do que próprio sistema solar e, porventura, sol não falta. Eis o que torna um solo de gente fria, que se cruza todos os dias e se perde no silêncio das tesourinhas - cujas só cortam nossos juízos."

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CAPRICA

Capricórnio
De córnea hígida y
Pupilas dilatadas

Nos córneos
A bússola
Aponta sem perder
Foco
Hora

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QUE PENA

Uma pena só: que pena!
Fragmento de liberdade
Fruto maduro da asa branca que
Por falta d'água
bateu em nuvens carregadas
y fez
Lufadas pra
Minha saudade
Voar

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ASÉ FÉ

Laroyê bará
Abra caminho tranquilo pr'eu passar
Sopra vento, Oyá
Levai-me corpo y alma
Eparrey: Queira qu'eu
Esteja onde puder estar
Kaô Kabecilê
Justiça y martelo firme
Em dias de se padecer

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FOSSE LIGEIRO

Tu
Presente duma vida
Que vive há dias em
Nublados que me quaram
Embrião de cambaxirras
Eco alto que se ouve em futuro
Passado ligeiro
Passou, por mim, engomado
Vestido em minha roupa
Façamos tranças
De nossos pêlos eriçados
Contato com contato
Envaidecidos (ego sem dolo)
Em leões lunares:
Pois há beleza nesse
nosso
(a)temporalizar

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FRUTOS DA IMAGINAÇÃO

sem fome de algo
sacio-me y
digiro boquiaberto
o que provei no pomar
dos frutos da tua
imaginação

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Tags: frutos imaginação

HORÁRIO DE PAIXÃO

Dou-lhe beijos
demorados - assíduos
em atrasos até que
as línguas percam as
horas em paixões
sem con(fusos)
horários

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Tags: horário paixão

CARROCÉU

Vela que amarela (o verbo)
Rejunta cores em meus ventos
Alecrim alfineta - Oyá qu'exala:
É na gira qu'eu acho o
Meu
centro

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Tags: alecrim amarela

LIBRA LIBRE

Lua calibrosa
Rosa tua
Brasil nosso
Mudanças y danças
Em um Ego
Que (não sei)

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ECLIPSE SAGITÁRIO

Onírico: eis minha força motriz
em cada palmo de crina
só em beleza me embalo
Cavalgo céu a dentro
e sendo arqueiro - de impulso adestrado -
atiço eclipse
sol y lua
em
Sagitário

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MARÉ ALCALINA

Calma
Calmaria
Teu cangote: camomila

Com a alma
Calefação, ar rarefeito
Maracujá cuja calma


Levezas de Maria (calmaria)
Cafunés de minha mãe
Cachoeira em meu dorso
Água, chá, abraço ou sopro

Y na fobia - ou roer de unhas
Qu'eu me embrase
Na azia de baleias

A maré alcalina
Toca meu barco -
Odoyá, em teu mar
me
receba

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O JANE-IRO-

Teus dedos

dedos de figo, topázio y malagueña
verão,
carnaval em jardins

O Corcovado em teu dorso
o arqueiro cavalga na Lapa
- arcos de íris -

circunflexos, vossos gemidos são preces
Epa babá! quara (o sol) em tuas asas

voltei outro,
toquei harpa em teus fios
tenho fiapos das mangas
da tua flora-blusa de chita

só Guanabara já sabia
meu nado contigo: sincroniza o sismo

podem mar y rio
ser simbióticos
quando dançam
com
liberdades

de

rimar

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Tags: rimar liberdades

ALGUM CANTO

ainda que longe
planalto de Todos Los Santos
hei de me anelar
na tua griz juba
ser sol, sal y chuva
tatear a tua beleza
piano em teu riso
tu-eu (o banzo)
eu-tu (encantos)
afetados
n'algum
canto

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