Tag abandono
Por que não me deixas ficar? Por que não se importa mais comigo?
É isso dói tanto porque eu sei que preciso de você, se eu fosse você não me deixaria ir.
A lucidez da loucura...
Onde se esconderam as cores?
Os olhos já não as veem e nem as têm
Evaporaram por algo errado ou certo
E algo insano não mais as permite por perto
Onde estão os amigos?
Vozes sem som, silêncio calado
Memórias de faces em finos rabiscos
Que se apagam no tempo dos segundos
Onde estão os irmãos?
Que mesmo distantes, ainda que pouco
Em prosas sadias, derramavam sorrisos
Até que o destino se cansou... e tudo parou
E a vida vem e faz novo e belo sentido
Na paixão de ter um amigo ou ser irmão
Por acaso, querência ou sem razão
Conta baixinho: amar nunca é em vão!
Pais amorosos não abandonam os seus filhos quando estão passando por dificuldades. Eles enfrentam a intempérie juntos. Se os pais soubessem quanto mal podem fazer a um filho com o abandono, pensavam bem antes de abandoná-lo.
Melhor sozinho do que ser abandonado por alguém que parte ou continua ao lado. Melhor ainda ter esperança, de um dia amar e ser amado.
E me vem surgindo você dentro de mim, forte, resistente em meu coração, em meio a todo o abandono que sua ausência física me traz
As pessoas te abandonam sem pensar no quanto pode sofrer, mas, ao perceber que você consegue viver sem elas, ficam furiosas.
Os desconhecidos nos assustam, os amigos nos abandonam, os familiares nos negam... enfim, em quem podemos confiar? Tenho medo das pessoas, tenho medo de mim mesmo, e medo do que eu venha fazer sozinho.
Alguns irmãos, são irmãos de ninguém...
Via ele, com e desejos de bem e alegria
Um arco-íris de mil cores atravessado no olhar
Dos irmãos que, naquele tempo, sabiam amar
Os pais, cuidavam de entregas e bem cuidar
Na dança dessa vivência, não cabiam verbos
Como abandonar, silenciar, machucar, desamar
Mas sim, doar, acolher, agasalhar, aprender, ensinar
Exemplos de escrúpulos, bravuras e bem semear
O tempo passante e implacável trouxe consigo
Decretos àquela numerosa família, que unida era
A opção de cada um construir seu território
E no umbral, talhado gravou: “Não entres. Virtudes ausentes!”
A ilusória sensação de abandono
Dentro de nós reside um ser abandonado. Que surgiu em vários momentos em que não nos sentimos vistos e validados pelo papai ou pela mamãe. Às vezes, por ambos. Este ser tem medo de ser abandonado novamente, e faz de tudo para ser visto, aceito, incluído. Usa diversas estratégias: desde ser o melhor, para impressionar e agradar o outro, até confrontar e manipular, obrigando o outro a amá-lo. Mas ele sabe que, no final, não conseguirá "se sentir pertencendo". Afinal, ele é "o abandonado".
Imerso nesta energia, nesta máscara moldada na dor da perda de atenção do pai ou da mãe, subornamos nossos amores, amigos, clientes... quanto maior a dor, maior a estorção: me vejam!!! Olhem pra mim!!!
Depois... cedo ou tarde, o abandonado se isola. Se retira. Acaba até abandonando. E a promessa está realizada. Fui abandonado!
A relação afetiva acaba. O emprego perde o sentido. A família é deixada. Grupos desfeitos. Amigos esquecidos. Até Deus é abandonado.
E então, começamos tudo novamente. A busca pela aprovação. Pela validação. Pela inclusão. Em novos grupos. Novas relações. Novos trabalhos. Novos caminhos espirituais. Queremos muito pertencer, mas não nos sentimos pertencentes...
Cabe urgentemente a necessidade de aprender a lidar com a sensação de abandono. Ela é uma imagem do passado. E todos os sentimentos agregados que o abandono traz: raiva. Medo. Auto comiseração. Competitividade. Sedução. Culpa. Sim, me senti abandonado e ninguém poderá mudar isso. Dói muito. E não há o que fazer.
Diga ao seu "ser abandonado": preciso validar você, dentro de mim, que sofre. Eu, pelo menos, não irei abandoná-lo.
Mas também não irei seguir suas estratégias, que me levarão, cedo ou tarde, ao isolamento. Eu e você não precisamos sofrer mais do que já sofremos. Pra que agradar todo mundo? Pra que manipular? Amarrar a família, os amores, os amigos, os parceiros? Confrontar o mundo? Isso de nada adiantará.
Faz-se necessário aprender a lidar com a impermanência das relações. Todas elas, um dia, acabarão. Alguém sempre será deixado. Nem por isso, devemos apressar o andar da carruagem. O abandonado é somente o ponto de vista infantil de alguém que não aceitou a dor da partida. O sábio, dentro de nós, não olha para quem vai. Nem para quem chega. O sábio está presente. E sorri quando alguém vem. Se enternece quando alguém vai. Sabe lidar com os sentimentos - agradáveis ou não, e não os vincula às pessoas. Pessoas despertam nossos sentimentos. Os sentimentos são sempre "nossos". Independem do outro.
Lidar de forma madura com eles - os sentimentos, despersonalizando-os, é a maior lição. E se não damos conta de lidar com o nosso "abandonado", nem com as dores provocadas pelos inúmeros abandonos que vivemos, e outros que patrocinamos, há que se ter a força hercúlea de pedir para que Algo Maior nos ajude. Pelo menos uma vez na vida, o "abandonado" precisará ceder e deixar o seu maior defeito de lado: o orgulho. E então pedir ajuda. E abrir-se para receber a ajuda. Na forma que ela vier. De quem ela vier.
Ela virá.
As pessoas sempre dirão que estão com você em todos os momentos. Mas, se queres mesmo alguém que estará com você nos momentos mais difíceis, lembra de levar um espelho junto a você, porque é nele que verás em quem deve confiança.
"O que se passa na cabeça do ser humano?! Saber que suas origens são ausentes,querer saber de onde veio,quem é de verdade,o porque da causa de abandono... Mas você mesmo se acalenta,seu choro acalma,sua alma sossega e mesmo assim,precisa ser forte. O corpo se esculpiu a armadura de aço impenetrável,não se demonstra sentimentos,nem ternura,mas o mais vulnerável é o coração,é o mais ferido,o mais maltratado. Cravado com as respostas da vida,não há nada que cure. Será Deus que falo blasfêmias sobre a oportunidade que tu me destes para viver?! Eu era feliz e não sabia?! Ah! Era sim,mas fui morto em palavras,de quem eu estendia a mão sem medo algum,por aquela que seu momento de raiva,por sua própria boca,soube matar aos poucos sua "cria primogênita".
- Crônicas de Um Adotado
Quando abandono é sinônimo de ingratidão.
Até pais, avós, etc., mesmo sendo mais novos que alguém bastante idoso, podem vir a ser abandonados, esquecidos, por aqueles que um dia, por uma vida inteira, cuidaram deles. Isso se chama ingratidão e falta de compaixão.
Ou seja, não precisa ser muito velho para vir a ser abandonado; há muitos interesses mesquinhos que levam pessoas a abandonar outras, e isso nada tem a ver com idade, necessariamente, mas com dignidade, caráter e senso de humanidade.
Quando as coisas começam a dar errado, as pessoas somem e já não temos a quem recorrer. Mas Deus é o único que sempre estará ao nosso lado, mesmo quando só nos restam lágrimas para oferecer.
— Jucelya McAllister
Ser abandonado que não vê
crê ou prevê sua jornada
Já o ser feliz e envolvido
quer soprar o amor
Deixar-se aparecer
reverter o temer
A corrupção humana é a consequência natural da rebelião do ser humano contra o seu Criador.
A confecção e adoração de imagens são formas das mais gritantes de corrupção da fé humana para com Deus. Implicam em infidelidade, desvio e abandono do verdadeiro Deus.
VOLTA
Minha andorinha,
Voando sozinha,
Fugindo assim;
E porque fugir,
Sair do teu sossego,
Do teu aconchego,
Segui outro rumo?
Voas sem pensar,
A qualquer direção,
Expõe-se ao perigo,
Sem saber se um dia,
Poderás voltar.
Minha menina ,
Dengosa, teimosa,
Tentas apagar,
Lembranças de mim,
E da sua agenda ,
Deleta meu nome,
À se distanciar,
Através do tempo,
E seguindo ao vento,
Sem ter a certeza,
Onde irá pousar,
Nessa insegurança,
Não encontra abrigo,
Menina teimosa...
Volta minha vida,
Minha pombinha,
Vem de regresso,
Ao teu lugar certo,
Que em nosso ninho,
É o teu lugar.
Eu vivo a chorar
Essa sua ausência
Que me joga ao léu
Sou o teu menino
Que chora teu Abraço
Que sem teu calor
Não me resta vida
É só você mesma
Que me dá sossego.
Meu bem meu amor
Volta minha vida
Minha andorinha
Voa pra meus braços
Não se exponha ao vento
Seja em movimento
Seja contra o vento
Estou te esperando
Pois aqui é teu lugar.
Ave Maria
Quando tu vai,
a saudade chega e aperta,
mais do que aperta em saber que tu tá longe.
Quando tu vai,
meu coração se fecha
Até que chamo,
Mas ele nem responde.
E pra abrandar teu sumiço,
Rezo pro meu padrinho padre Ciço,
Pra afastar essa tua falta.
E quando tu chega,
faço dos teus braços, meus,
Do teu abraço,
o meu deus,
A ele entrego minha devoção.
Nessa vida de nordestina bruta,
Nem Maria Bonita atura,
Tem dias em que sou o cão.
E ainda assim tu me aguenta,
Foguenta.
Aproveita e fermenta essa nossa paixão.
Porque no teu carinho me vejo inteira,
Da tua vida eu sou prisioneira,
A quem interessar digo,
Não me alforrei não!
E se for castigo,
Tu têm sido meu pecado e minha perdição.
Mas me prenda em teus braços
Que eu digo ao delegado,
Seu doutor,
Não quero libertação!
Thaylla Ferreira Cavalcante
Abandone-me,
Mas faça com jeitinho.
Distancie-se,
Por favor, que faça-o devagar.
Pois a dor será grande,
O baque será forte,
Infelizmente,
Sei que vou me machucar.
Abandone-me se o for.
Mas que seja rápido,
Para ser mais indolor.
Ignore-me posterior,
Pois antes,
Além da raiva,
Causa dor.
Desculpe-me meu amor.
Se te incomodo.
Te distraio.
Desculpe-me pelo que for.
Só há felicidade onde houver amor e tudo começa com o amor próprio. Quando houver dentro de você um desejo de viver forte o suficiente, a felicidade brotará como raios de sol em uma manhã sem nuvens. Acredite você pode ser feliz.
Seu jardim permanecerá à medida que você cuida dele.
Ninguém espera colher flores de um jardim que abandonou.🥀
Mãe e Deus estão em um só quarto, guardados por seus filhos. Quando há algum problema sem solução, aparentemente, a porta é aberta para que a mãe ou Deus resolva. Quando tudo está bem sem problemas, novamente a porta é fechada para ser aberta até o proximo desastre sem data ou horário. Mãe e Deus estão a seu dispor diariamente, vinte e quatro horas sem descanso ou férias.
Um ano depois
Sentimentos sombrios
Transpassados de um humor sórdido
Lembanças embebedadas no mais elevado teor alcoólico
E o cheiro a contrastar com estes meus lençóis frios
Aqui da janela, tudo parece uma pintura
Verniz escorrendo no acabamento mal feito
Feio como o conhecido pacto desfeito
Bem-vindo à famosa ausência de compostura
O sangue escorre por meu braço
Lágrimas orvalham meu rosto
No espelho só me vem desgosto
O importante é que rompi o laço.
Cortei as linhas que nos ligavam
Sequei todo sentimento
E por um feliz momento
Desejei poder não dar ouvidos a tudo que falavam.
Por vezes precisei me entorpecer para não sentir
Do meu cigarro favorito foram sete maços
Nas paredes do meu quarto vários traços
A lua me mostrava ser melhor deixar partir.
Thaylla Ferreira Cavalcante
