Ruas
Certa noite me sentir só, em uma triste solidão...
Andando pelas vagas ruas e querendo apenas um belo e simples coração.
Me sentei na calçada e me peguei olhando para o céu. Pensei comigo... As estrelas são lindas, vivem sozinhas, com milhares de Km de distância uma das outras. Mas elas são belas vivem só, mas nem por isso deixam de mostrar seu brilho.
Claro, sofrer faz parte da vida, mas nunca deixe que seu sofrimento ofusque o seu brilho.
Seja sempre a estrela mais brilhante e a mais linda, pois assim, estará rodeado de pessoas que te ama.
Eu acredito em você. Agora vá fazer o seu trabalho que é ILUMINAR O MUNDO.
Encontro
Ando pelas ruas
Ando pelas praças
Ando pelas florestas
Ando pelo caminho
Encontro-me com o infortúnio
Com a decepção
Com a bela ilusão
Com a dor
Com o pranto
Um encontro vero
Deveras... Tino... Macabra...
E agora?
Sou eu o quadro da ilusão.
O que é lutar pela sustentabilidade? Sair nas ruas em passeatas de bicicleta sem roupa ou trajando se de comida? Francamente não acho que ideias que afrontam os princípios morais vão resolver alguma coisa.
“Revivendo a pureza primitiva da Boa Nova, o Espiritismo traz Jesus de volta às praças e ruas movimentadas do mundo, a fim de conviver com os padecimentos ultrizes que vergastam as multidões atônitas da atualidade.”
O LADO DO VELHO MENDIGO
Eu ando pelas ruas sem saber como vim parar aqui.Sou um velho, sou negro, sou pobre, sou como todos os que vêem por ai, com a vida desgraçada. Acabei de acordar de um longo sono, de uma vida inteira. Sento-me encostado na parede, com a cabeça entre as pernas, murmurando coisas que nem eu mesmo entendo. Dentre os murmuros, pensamentos ficam claros.
- Eu jurei nunca me arrepender - Murmurei.
Um homem apareceu na minha frente e me disse:
- O que você fez de tão grave para se arrepender ? -
- Me arrependo do que não fiz. Não do que fiz. -Sussurro.
O homem me perguntou com certa ironia: - O que não fez? -
- Eu não sei, eu não lembro! Pare! -
E então me levanto, e empurro o homem que tanto me faz perguntas. Continuo andando pela cidade de São Paulo e respondendo a tantas dúvidas, conversando, desabafando.
As pessoas passavam pela calçada e me olham de uma forma tão estranha, mas eu não quero entender a razão.
Afinal, o que eu fiz para que a sociedade me encare de tal forma? Eu só estou conversando com a unica voz sincera que resta. Seria eu um maluco ?
O LADO DO CIDADÃO.
Um mendigo negro andando pela rua , encosta em uma parede suja, e senta ali mesmo , no chão. Coloca a cabeça entre as pernas e se levanta rapidamente como se alguém estivesse falando com ele. Ele começa a conversar sozinho, a desabafar, a pedir para algo ou alguém parar de fazer uma coisa.
Ele continua andando e conversando com o vento.
- Eu acho que vou atravessar a rua, seria ele um maluco? -
deprê
vejo as ruas escuras
e na pele, vento gelado
me faz temer amanhã.
sombras e passos
marcam esse momento
nostálgico.
Hoje parece ser ontem,
ontem parece ser distante,
não chego e entristeço.
no túnel interior,vejo futuro,
sinto medo,fujo de tudo
e não me acho!
Entre as ruas que costumávamos passar, os lugares que gostávamos de frequentar, as musicas que vivíamos a escutar e as risadas que pareciam não cessar, cedem ao silencio assustador da solidão. Talvez amor seja um lance de sorte, um pênalti decisivo onde se sente uma explosão de sentimentos, medo, euforia, tristeza, alegria, vontade de gritar e de chorar. Ele respira fundo, se prepara, olha e chuta. - Na trave ! Mas foi por tão pouco, o atacante merecia o gol, o goleiro e a torcida adversaria vibram com toda intensidade. Atras de todo fracasso, sempre existe multidões em êxtase. A felicidade de um e a tristeza do outro, é inevitável, não há como negar. Seja no futebol ou no amor, só entre pro jogo se tiver disposto a suar a camisa, a não desistir, a virar placares, a calar a torcida adversaria.
Uma cidade em total abandono e sem lei... ruas esburacadas, lixo em todo lado, sistema de saúde falido, comercio mal educado, pessoas arrogantes que se postam de donos de tudo...uma cidade voltada para o turismo de loucos que como nós também estão perdidos em meio a tanta sujeira e corrupção....
nene policia
Suas ruas são tão limpas
Belas são as suas avenidas,
Exemplo para todo Brasil.
Suas ruas são tão limpas,
Capital modelo de limpeza viu!
Esse local de gente bonita,
Encanta pelos cartões postais.
Do Ipê amarelo, campos e colinas...
Curitiba, ornamento vivo nos Natais!
Seu ar gelado em pleno verão,
Não disfarça seu estilo europeu.
Manhãs acanhadas sem emoção,
Fascina quem visita o seu apogeu!
Suas mulheres encantam ao desfilar,
Vestidas com véus amarelos naturais...
Cabelos que o Brasil quer imitar,
Nas pretas, índias e castanhas, são artificiais!
Ruas, becos, vielas
É grandiosa ela, gigantesca!
Suas cores que vibram, seu céu...
que céu.
Azul com cinza, colorido das casas
e vermelho. O vermelho que não gosto.
Vermelho dela, que volta e meia lava ela e que motiva a queda daquela pesada, gelada e salgada lágrima.
Corpo estirado no chão!
Mais um menino morreu, cena alterada, o porco de farda atirou e falou "É bandido!"
Prova implantada e enquanto agoniza — Essa arma não é minha, senhor...
Era tarde!
Pobre menino, sua voz ecoa na consciência do gambé, bradando "sou estudante, senhor!"
Ele sabe... A mãe que chorou, a favela que acordou, a vida que ele tirou, os fantasmas que para si levou.
Para eles suplico em prece encarecida:
Não o deixe dormir, não! Ele tem que pagar!
Farda macabra, mãos eternamente manchadas. — Lamentamos o caso... Disse o Governador.
Genocídio, violação, desrespeito...
Ainda sim, adoro as cores dela e imagino um futuro de igualdade pro povo que vem de lá.
Paz é utopia, eu quero é respeito para ela
Respeito pra favela!
Jovem Princesa que de sua janela obervava;
O moço plebeu, pelas ruas a cantar
Seu pai aproximou desta e gritou
"com este daí, tu não podes amar nem casar!"
Olhou para o Rei e logo lhe disse;
Disfarçando vossas expressões
"Olhe para mim, meu pai!
Para vós prometo que nunca cumprirei tais ações."
A moça desolada foi para seu quarto
E após jogar-se na cama,
Pôs a mão em seu peito e falou baixinho
Que ele era a única pessoa que ela ama.
Tentar diagnosticar problemas alheios é entrar em ruas sem saída, procurar resolvê-los é ingressar num labirinto.
Ruas do passado
As ruas do meu passado
Não tinham sequer asfalto
No máximo pedras com piche
E a constante falta d'água
Nelas as brincadeiras não paravam
Do pique bandeira a roda gigante
Nas calçadas de barro o tal triângulo
Intensos jogos de bola de gude
Tempo dos cachorros vira-latas
A troca de figurinhas uma rotina
Todos os cantos campeonatos de várzea
Época que ficou cravada na história
Estação das flores
A primavera chega com seu colorido
As ruas estão repletas de flores
Não sei quais as que mais se admira
Fico extasiado em meio aos colores
Após a cor cinza das nuvens carregadas
Vejo os lindos jardins com pudores
Mesmos sendo eles os protagonistas
Humildes são canteiros e bastidores
Estação que mais embeleza a cidade
Aquece os corações das lindas moças
Haja buquet de flores em toda parte
Dom Ruam da vida se assanha todo
Essa linda estação é muito confortante
Um preparo para as paixões ardentes
O verão espreita para unir essas gentes
Mas só é possível com a primavera quente
O caminho
Caminhando pelas ruas sem muita alegria
Sabendo de todas as possíveis limitações
O princípio pode ser sinal de um cruel final
Nos tombos da vida com prováveis variações
Remove e contorce provocando o pobre ser
As veredas da vida inútil anuncia a maldição
Restauração e destruição sem fim deixam duvidas
Recôndito futuro o assombra com contradições
Terra movediça sem a firmeza esperada
Absorve toda essa louca vida na calada
Tremula no escuro da incerteza está à vida
Desprendendo com intensidade a triste alma
Os seus ossos ainda confiam e seguem firmes
Eles o mantêm de pé nesta dura e árdua labuta
O alicerce mais sólido provoca o epílogo do filme
Para assim poder dar a volta por cima nesta vida
As obras de salvação de Jesus eram realizadas nas ruas e Seus ensinos nas sinagogas: assim deve ser a vida daqueles que querem imitar o Mestre em Seu ministério.
