Quintal
Os abacates do meu quintal 🥑🥑🥑
Ó bendita terra fértil,
onde caroços e sementes germinam,
fazem-se árvores robustas🌳🌳🌳
sob o sol e a chuva☀️🌧
e me doam, com imensa generosidade,
sombra, frescor e frutos
que alimentam o meu corpo
e inspiram minha veia poética.✍
Agradeço à Natureza por tamanha bênção.
É um verdadeiro privilégio
compartilhar a existência
com a riqueza do simples
e do natural.
✍©️@MiriamDaCosta
Domingo Que Não Existiu
Era domingo, o sol caindo lento
sobre o quintal, sobre a tarde, sobre nós dois.
Ele ali, sem camisa, corpo em forma,
suor de churrasco brilhando na pele
como se o próprio verão tivesse escolhido
morar naquele corpo por um dia.
Eu, na espreguiçadeira, fingindo descanso,
mas os olhos — ah, os olhos não descansavam.
Percorriam cada linha, cada músculo,
os cabelos escuros e sedosos
que caíam levemente sobre a testa
quando ele se abaixava para virar a carne no fogo.
Ele falava sério sobre o ponto certo,
sobre o sal, o tempo, o fogo brando,
explicando com as mãos, gesticulando,
como se aquilo fosse ciência exata,
e eu não entendia nada do que ele dizia —
só entendia a sorte, enorme, insuportável,
de estar ali, sendo escolhida por alguém assim.
Porque não era só o corpo.
Era o copo de água que ele trazia sem eu pedir.
Era o casaco nos meus ombros quando a brisa mudava.
Era o jeito de perguntar "você está bem?"
com os olhos, antes mesmo da boca.
Nenhum homem antes dele tinha essa delicadeza
de cuidar de mim como quem cuida
de algo raro, que não se repete,
que não se substitui.
Eu pensava: como cheguei até aqui?
Que caminho estranho e generoso
me trouxe a este quintal, a este domingo,
a este homem que ri baixinho
enquanto verifica se o fogo está no ponto,
sem saber que eu, ali do lado,
estava me apaixonando de novo,
a cada dois minutos,
só de olhar.
E então —
"Ei. Acorda."
Uma voz. Não a dele.
Uma mão leve no meu ombro.
O cheiro não era mais churrasco,
era café requentado e ar-condicionado forte demais.
Abri os olhos.
Não havia sol. Havia fluorescente.
Não havia quintal. Havia minha mesa,
papéis empilhados, o mouse ainda piscando,
e minha amiga, rindo, com aquele olhar de
"você dormiu de novo no meio do expediente".
Levei um segundo para entender.
Outro segundo para sentir a queda —
não física, mas aquela queda funda,
de quem troca um domingo perfeito
por uma segunda-feira qualquer.
Sorri sem graça. Disse que foi só um cochilo.
Mas por dentro, uma parte de mim
ainda estava lá, na espreguiçadeira,
ainda olhando aquele homem sem camisa,
ainda ouvindo aquela explicação sem sentido
sobre o ponto certo da carne,
ainda sentindo, por um instante que já não existia,
a sorte mais bonita
que meu sonho já teve coragem de inventar.
Amor é sorte,
Mas ficar procurando no quintal
o trevo de quatro folhas,
Enquanto a felicidade bate na porta,
Não há sorte que ajude.
Tenho um quintal bonito, com um pé de jacarandá, tenho uma rede na varanda, e na mangueira um sabiá."
Tem gente que quer uma sombra no quintal, mas não tira uma folha da varanda. Tem preguiça até para olhar o sol.
Hoje a Lua brilha
Sobre o meu quintal.
A luz do Sol que trilha,
Mas não deixa rastro
Sobre a escuridão.
Eu penso nas noites passadas,
Penso sobre densos nevoeiros,
Flechas atravessadas
Quando os olhos pouco viam.
Do pouco que viram,
Traduziram pouco… ou quase nada.
Um cinzeiro sobre a mesa,
A luz da Light na calçada,
Tantas diferenças,
Tênues relevâncias.
A noite flutuante
Paira sobre a noite enluarada.
Madrugada avança sobre horas de sonhos,
Meu sono acanhado,
Meus olhares, cada vez mais poucos,
Traduzindo a cada noite
Muito mais do que enxergam —
Pouco ou quase nada.
O silêncio da noite
Chega a ser maior, mais denso
E mais abrangente que a própria noite.
Até que sobre pouco:
Muita luz, muita neblina, silêncio demais.
Paz por sobre a rua,
Luz do poste, que,
Goste ou não goste, não passa da esquina.
Meus olhares cansados também não.
Edson Ricardo Paiva
Na varanda do quintal
Igual a tantos ontens
Hoje escondo um olho à luz do Sol
E vejo um pouco mais aquém
E penso por um segundo
Que nunca olhei tão profundo
Enxergo em olhar marimbondo
Levando pra sob o telhado
A alguma coisa que Deus lhe deu
E concluo aqui comigo
Se esse voar fosse meu
Eu voava até o fim do mundo
Chegando o final do dia
Dizia pro meu amor
Por favor, se ainda não me esqueceu
Se eu fosse você, não esquecia.
Abelha a fazer mel na telha
Desde que sumiste
A chama da vela
Bailando tão triste
Madrugada que ainda clareia
Na areia das horas
Caminho de volta
Não há nada que eu faça
Ou que possa fazer
O monstro da Santa Agonia
É fumaça de vela a também ir embora
Aquilo a que tanto eu queria
Vou querer por mais outro dia.
Edson Ricardo Paiva.
444🙏🌹A terra é a nossa casa, o universo nosso quintal, somos todos um só destino, um só povo, fazemos parte da criação de Deus que nos direciona a irmandade divina, a paz é o caminho, não somos os únicos da existência, somos uma comunidade em aprendizado e evolução constante, cada qual de acordo com o seu brilho, e sua força espiritual vem conforme o seu despertar, a expansão da consciência é o nosso conhecimento, entre nessa frequência, nessa sintonia e gradativamente vem o equilíbrio, conforme a sua busca a luz divina que te eleva dia após dia ao centro da força interior, e a plenitude do saber, somos seres em constante evolução e a base de tudo é Deus o criador dos mundos existenciais, criador do universo, criador de todas às coisas, nosso Pai maior, o reino de Deus está no seu coração, n'alma, na sua consciência e é a verdade que nos livra da escravidão do homem, do sistema, o amor é a base de toda criação...🌹🙏BOM DIA FAMÍLIA. Ayache Vidal.
"Os artistas e os políticos, estão fazendo do mundo um quintal onde eles jogam todo os seus lixos e a grande massa vai lá e faz a coleta!"
☆ Haredita Angel
O Quintal do Realidade é um luxo!
Uma verdadeiro Quintal de bamba,é muito lindo ver essa confraternização entre amigos e músicos,pessoas que vão para exaltar verdadeiramente o Samba!
Sementes valiosíssimas são plantadas lá.
Salve o Samba cantando e exaltado pelo grupo Realidade!
Borracheiro é o Homem mais esquecido,
igual Pardal no Quintal,
mais alguns merecem!
Um outro respondeu: -Não quero fazer parte desse time.
