Quintal
𝙿𝙾𝙴𝙼𝙰: O Príncipe das Terras Altas.
Torço, em meu quintal,
para te ver no meu céu.
Fiel às nuvens, e a elas
afirmo contigo, pleno,
um eterno sonho real.
Meu povoado está cansado.
Eles me observam toda vez
com um olhar no meu encalço;
céticos, do dia até o entardecer.
Boatos afirmam sua boa pessoa,
isso eu já não tenho como saber.
Talvez você seja um príncipe Hamlet,
ou talvez um príncipe como Luís XIV.
Me torne sua mais nova aquisição
e eu me comprometo a te mostrar:
Vou ser o seu mais longo reinado,
não importa qual terra você pisar.
Seja no barco ou em avião
esteja a pé ou de bicicleta...
Você podia vir aqui me visitar, sabia?
Pra mim seria uma alegria completa.
É engraçado como as palavras aqui
se encaixam com mais facilidade agora.
Sinto que algo dentro de mim floresceu;
Por isso, venho me confessar:
Você se iguala a um sonho,
disso tenho que concordar.
Não tive o prazer de te conhecer,
nem mesmo acho que vou poder,
porém, isso já era de se esperar.
Nunca tive sorte no amor
e isso é tudo o que eu posso afirmar.
Escrito e idealizado por César Hioli.
27/03/2026.
Da forma como precisamos apara a grama de nosso quintal, também é uma necessidade estarmos com o nosso jardim interior aparado
Bom dia!
É domingo, vamos celebrar em família e amigos na praia, num bar ou no quintal de casa... quanta felicidade né!?❤️
Ery santanna
Bom dia @
Fé não é ausência de medo, mas sim a convicção que existe uma força maior operando a favor de quem crê no impossível de Deus.🌻
Ery santanna
Bom dia!
Um novo amanhecer, um novo dia uma esperança.
Fé força e confiança pra vencer. 🌻🌿
Ery santanna
Bom dia!
As coisas do ontem ficaram no ontem. Cada dia que se acorda Deus está pedindo bis; bis para a vida, para o amor, para o prosperar e para o próximo. Viver é isso!🌿🌻
Ery santanna
No Quintal da Infância a Ludicidade Enriquece
Num quintal de poucos detalhes, mas de muita riqueza: a infância que se encanta com a simplicidade e o adulto que, por alguns instantes, volta a ser criança — um lúdico de reciprocidade que nos enche de esperança.
"Podem me julgar pela grama do meu quintal ou pela simplicidade da minha mesa, mas ninguém pode tirar a paz de quem trabalha com honra e cuida dos seus pais com amor."
"Enquanto a vizinhança julga o mato no meu quintal, eu cultivo a paz no meu coração. O julgamento deles é o adubo para a minha humildade crescer e me tornar inabalável."
Meu Pouco
Demétrio Sena - Magé
Casa simples com rio no quintal;
uma rede na sombra da mangueira;
o varal estendido ante meus olhos,
como várias bandeiras que se unem...
E calangos, lagartos, gaviões
passeando no chão e no arvoredo,
aviões bem miúdos e distantes
não alcançam meu medo caipira...
Eu não quero dinheiro na cueca;
quando muito, a sueca na qual perco
pro vizinho que vem me visitar...
Não desejo a fortuna que traz fome
pra quem some no mapa da comida;
só queria pra todos, o meu pouco...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Aquela rosa que mora no meu quintal...
É como a flor que seguro enquanto vejo o vento passar pela minha mão...
É como a poesia que vejo em meus olhos enquanto enxergo o romantismo da situação...
É como a melodia que cresce em minha voz sem eu nem mesmo saber qual é a canção...
Ó rosa... Tu me faz tão feliz assim! Como consegues?
De que adianta?
De que adianta eu ter um dom e enterrá-lo no quintal de casa? De que adianta eu ter uma voz e não usá-la para o bem? De que adianta saber que minhas mãos receberam o dom de curar e, ainda assim, eu não tocar ninguém? De que adianta possuir o dom da palavra se eu escolho o silêncio quando eu poderia semear esperança?
Que tudo o que eu tenho, todos os meus dons e tudo o que sou, sejam colocados a serviço do bem que nasci para fazer!
Que tudo o que eu toque se multiplique, inclusive, eu mesma. Que tudo o que eu toque prospere. Que, em todos os lugares por onde eu passe, eu espalhe o amor. Talvez assim, eu tenha feito a vontade daquele que é superior.
Nildinha Freitas
Enchente do Quintal
Em março chega a água, vem calma, na manha.
Em abril molha do tornozelo ao joelho, banhado de lama.
Em maio sobe ligeiro, cobre da cocha até o seio, quente desanda.
Em junho mergulha inteiro, submerso até o fio do cabelo, remadas e passeios.
Em julho corre depressa, peixes, pulos e banzeiros.
Em agosto some da noite pro dia, enchente seca sem despedida.
Rio vira grama, alma reclama, seis meses inteiros a esperar quem me banha.
“Cultivar frutas e/ou vegetais no quintal da casa é saudável em todos os sentidos, inclusive como terapia. Assim parafraseando o velho adágio popular digo “Quem planta seus males espanta”
Ney Batista
Eu amo o tipo de cansaço
que sinto depois de horas
cuidando das plantas no quintal...
pele suada pelo mormaço,
corpo aquecido pelo sol,
mãos com perfume de terra,
cabelos com vestígios de galhos,
flores e folhas,
pulmões cheios de ar fresco
e o coração pulsando versos...
✍©️@MiriamDaCosta
Os abacates do meu quintal 🥑🥑🥑
Ó bendita terra fértil,
onde caroços e sementes germinam,
fazem-se árvores robustas🌳🌳🌳
sob o sol e a chuva☀️🌧
e me doam, com imensa generosidade,
sombra, frescor e frutos
que alimentam o meu corpo
e inspiram minha veia poética.✍
Agradeço à Natureza por tamanha bênção.
É um verdadeiro privilégio
compartilhar a existência
com a riqueza do simples
e do natural.
✍©️@MiriamDaCosta
Eu descobri que cultivar plantas no quintal é uma forma sofisticada de enlouquecer com elegância. Porque veja bem, enquanto tem gente colecionando problemas, eu coleciono folhas, raízes, frutos e uma esperança diária de que a vida, pelo menos ali, obedeça algum tipo de lógica. E obedece. Planta não mente. Ou ela cresce, ou ela morre. Simples, direto, quase ofensivo de tão honesto.
No meu quintal tem de quase tudo, e eu falo isso com o peito estufado de quem virou praticamente uma fazendeira de um metro quadrado. Tem fruta que eu mesma já nem lembro quem plantou, se fui eu num surto de motivação ou se foi o vento sendo mais competente que muita gente. Tem erva pra chá, e a minha querida cidreira que, diferente de certas pessoas, me acalma de verdade. Basta eu chegar perto, amassar uma folhinha e pronto, já sinto como se o mundo tivesse pedido desculpa por existir.
E o mais curioso é que cuidar dessas plantas me ensinou mais sobre a vida do que muita conversa profunda por aí. Planta não cresce no grito, não responde à pressa, não floresce porque você está ansiosa. Ela cresce no tempo dela, no silêncio dela, na teimosia dela. E eu ali, regando, observando, aprendendo a esperar, coisa que a gente detesta, mas precisa.
Tem dias que eu converso com elas, confesso. Não por achar que vão responder, mas porque, de certa forma, já respondem. Quando brota uma folha nova, quando dá fruto, quando resiste a um sol de rachar ou a uma chuva sem aviso, é como se elas dissessem bem baixinho: continua. E eu continuo.
No meio desse mundo barulhento, onde todo mundo quer tudo pra ontem e ninguém sabe direito o que está fazendo, eu vou lá pro meu quintal, sujo a mão de terra e lembro que a vida de verdade não acontece na pressa. Ela acontece ali, quietinha, crescendo sem alarde.
E no fim das contas, talvez eu nem esteja cultivando só plantas. Talvez eu esteja cultivando paciência, presença, e um tipo de felicidade que não faz barulho, mas preenche tudo.
"Os artistas e os políticos, estão fazendo do mundo um quintal onde eles jogam todo os seus lixos e a grande massa vai lá e faz a coleta!"
☆ Haredita Angel
*O FOGUETE QUE FICOU NO QUINTAL*
O sábado amanheceu com aquele sol que parece ter preferência pelos sábados.
Durante a semana ele se esconde atrás de nuvens, prédios, compromissos e caras fechadas. No sábado, resolve aparecer. Como se também tivesse direito a descansar.
Eu estava na varanda quando ouvi o primeiro grito.
Depois outro.
Depois uma discussão sobre quem tinha pegado o brinquedo de quem.
As crianças tinham chegado.
Meus filhos, meus netos, suas vozes, suas provocações e aquela capacidade irritante de transformar qualquer cinco minutos de silêncio em uma guerra civil de pequenas proporções.
A casa ficou diferente.
O gato também percebeu.
Era talvez sua primeira experiência com crianças. No começo ficou parado, olhando para aqueles pequenos seres correndo pela sala como quem observa uma espécie desconhecida. Depois descobriram o gato.
Em menos de dez minutos ele já estava sendo disputado.
Um queria pegar.
Outro queria fazer carinho.
Outro dizia que era dele.
O gato olhava para mim com uma expressão que parecia perguntar por que eu tinha permitido aquela invasão.
Não fiz nada.
Algumas coisas precisam ser vividas até o fim.
Inclusive a paciência de um gato.
Na cozinha, as crianças descobriram a torta.
Uma delas desapareceu.
Depois outra parte.
Quando percebi, havia apenas algumas migalhas e uma espécie de silêncio constrangido entre os pratos.
Teria que encomendar mais duas.
Talvez três.
Na sala, atacaram a estante.
Mexeram nos livros.
Puxaram alguns.
Empilharam outros.
Os livros que ainda estavam nas caixas abertas foram parar no chão.
Fizeram castelos.
Muralhas.
Fortalezas.
Durante alguns minutos, aquela pilha de livros que eu passei anos tentando conservar em ordem parecia ter encontrado uma função muito mais honesta.
Servia para brincar.
No pátio, havia três balanços presos às duas árvores.
Nunca tinham parecido um playground.
Naquele sábado, pareciam.
Havia caixas de madeira, pedaços de tábua, coisas esquecidas na garagem.
Então meu neto olhou para um tambor velho e decidiu que aquilo era um foguete.
Um foguete.
Fiquei olhando para ele.
Ele não precisava de tecnologia.
Não precisava de combustível.
Não precisava de autorização da NASA.
Precisava apenas de um tambor velho, algumas tábuas e uma noite estrelada.
E então me lembrei de uma coisa que eu havia esquecido.
Eu também já quis ir para o espaço.
Houve um tempo em que eu acreditava que pisaria num foguete.
Não porque entendesse de ciência.
Porque toda criança precisa inventar um céu onde a vida pareça valer a pena.
O foguete nunca foi um veículo.
Era uma mentira bonita.
Daquelas que a gente conta para si mesmo antes de descobrir que o mundo costuma distribuir mais boletos do que milagres.
Depois vieram os quarenta.
A idade em que o espelho deixa de fazer gentilezas.
Foi quando percebi que nenhum foguete pisou no quintal daquela casa.
O que chegou foram contas.
Responsabilidades.
Cansaço.
Algumas mulheres que passaram como chuva de verão.
Amigos que aprenderam a sorrir para fotografias enquanto enterravam silenciosamente a própria fome de existir.
Eu ainda procurava alguma coisa.
Não sabia exatamente o quê.
Chamava de sentido porque qualquer palavra menor pareceria covardia.
Aos quarenta ainda existe uma certa arrogância.
A gente acredita que está atrasado, mas que ainda dá tempo.
Aos sessenta e dois, a conta fica diferente.
Não dói apenas o corpo.
Doem também as expectativas que sobreviveram tempo demais.
Os dias começam a parecer copos vazios esperando uma bebida que ninguém serve.
Não é exatamente tristeza.
É um cansaço antigo.
Uma coisa que dorme no peito e acorda antes da gente.
Às vezes olho para uma folha caindo de uma árvore e tenho vontade de colocá-la de volta no galho.
É um impulso ridículo.
Mas compreensível.
Porque a gente passa boa parte da vida tentando devolver as coisas ao lugar.
Um casamento ao começo.
Uma amizade ao primeiro abraço.
Um pai à juventude.
Um amor ao instante anterior à despedida.
Só existe um problema.
Folhas não voltam.
Pessoas também não.
E o tempo é o sujeito mais mal-educado que conheço.
Ele não pede licença.
Não negocia.
Não aceita pagamento parcelado.
Enquanto isso, o mundo continua vendendo a mesma velha mentira.
Todo mundo merece um dia melhor.
É bonito dizer isso.
O problema é que ninguém ensina o caminho.
Ensinaram-me a trabalhar.
A competir.
A produzir.
A acumular.
A parecer bem.
Ninguém ensinou a existir.
Talvez por isso tanta gente tenha aprendido a construir uma vida que parece ótima por fora e não serve para morar por dentro.
Basta abrir qualquer tela.
Casas perfeitas.
Viagens perfeitas.
Corpos perfeitos.
Casamentos perfeitos.
Famílias sorrindo diante de uma paisagem que provavelmente alguém levou vinte minutos para escolher.
A vida virou vitrine.
E ninguém quer aparecer com a mercadoria quebrada.
Eu olho para antigos amigos.
Alguns parecem ter vencido.
Casas maiores.
Carros melhores.
Viagens.
Fotografias.
Sorrisos impecáveis.
Mas já não acredito muito nessa luz.
Existe um sol artificial iluminando a terra da normalização.
É uma luz forte.
Só não aquece.
Ali, o verbo ser foi lentamente assassinado pelo verbo ter.
As pessoas compram identidades em prestações.
Vendem a própria autenticidade em troca de aprovação.
Sorriem como quem cumpre expediente.
Abraçam como quem assina contrato.
A empatia virou artigo de luxo.
A delicadeza passou a parecer fraqueza.
A verdade tornou-se inconveniente.
E talvez seja por isso que eu viva dentro de uma espécie de bolha.
De um lado, o mundo do faz de conta.
Do outro, o mundo real que quase ninguém parece querer habitar.
Eu ainda acredito em coisas que parecem ter ficado velhas.
Palavra.
Lealdade.
Silêncio.
Afeto.
Presença.
Acredito que uma pessoa pode sentar ao lado da outra sem precisar fotografar o momento.
Acredito que carinho não precisa de testemunhas.
Acredito que uma amizade não deveria depender de utilidade.
Talvez eu esteja errado.
Aos sessenta e dois, já aprendi que estar errado é uma das poucas coisas que ainda podemos fazer de graça.
Durante muitos anos procurei minha rainha da beleza.
Não a mulher das revistas.
Essa desaparece quando a maquiagem encontra a primeira lágrima.
Eu procurava outra coisa.
Uma beleza sentimental.
Uma mulher cuja inteligência soubesse abraçar sem tocar.
Que pudesse permanecer em silêncio sem transformar o silêncio em distância.
Alguém cuja alma não estivesse à venda por curtidas, status ou conveniências.
Ainda procuro.
Talvez ela também esteja perdida em algum balcão de bar.
Talvez esteja cansada.
Talvez tenha desistido.
Talvez tenha encontrado alguém.
A vida não costuma prestar contas.
Naquela tarde, porém, havia outras coisas acontecendo.
Meu neto continuava construindo o foguete.
Pegou uma caixa.
Depois uma tábua.
Depois o tambor.
Pediu ajuda para amarrar uma coisa na outra.
Disse que precisava ficar pronto antes da noite.
Queria olhar as estrelas de dentro dele.
Eu ajudei.
Não porque acreditasse que aquilo fosse realmente um foguete.
Mas porque, naquele momento, percebi que talvez eu tivesse passado tempo demais tentando provar que os foguetes não existiam.
Talvez essa seja uma das doenças da idade.
A gente descobre como o mundo funciona e começa a desprezar quem ainda acredita que ele pode funcionar de outra maneira.
Olhei para aquelas crianças correndo pelo pátio.
O gato fugindo de um lado para outro.
Os livros espalhados.
As migalhas da torta.
As caixas.
As tábuas.
O tambor.
A casa completamente fora do lugar.
E, pela primeira vez em muito tempo, aquilo não me incomodou.
Talvez porque o caos deles tivesse alguma coisa que o meu mundo organizado perdeu.
Vida.
Não a vida vendida nas fotografias.
A outra.
A que grita.
Que suja.
Que derruba.
Que quebra.
Que pergunta.
Que inventa foguetes com um tambor velho.
Fiquei pensando que talvez envelhecer seja descobrir que o mundo nunca prometeu salvação.
O foguete não veio.
Aos quarenta, eu descobri.
Aos sessenta e dois, aceitei.
Mas naquele sábado alguma coisa mudou.
Porque o foguete não precisava mais ser meu.
Ele estava ali.
No quintal.
Construído pelas mãos pequenas de quem ainda não sabia que o mundo cobra caro pelos sonhos.
E talvez seja isso que eu queira para eles.
Que demorem muito para descobrir.
Que tenham coragem de olhar para as estrelas sem perguntar quanto custa.
Que não confundam sucesso com felicidade.
Que não entreguem a própria autenticidade em troca de aplausos.
Que saibam amar sem transformar o amor em vitrine.
Que tenham amigos capazes de permanecer quando não houver fotografia.
Que aprendam a sentir a dor sem fazer dela uma identidade.
Que não tenham vergonha da delicadeza.
Que não deixem ninguém convencer que possuir é mais importante do que ser.
E, principalmente, que vivam.
De verdade.
Porque talvez a grande tragédia não seja envelhecer.
Talvez seja chegar aos sessenta e dois, olhar para trás e perceber que passamos a vida inteira tentando parecer vivos.
Naquela noite, meu neto entrou no tambor.
Olhou para o céu.
Perguntou se eu achava que dava para chegar até as estrelas.
Eu olhei para ele.
Depois olhei para o foguete improvisado.
E disse que sim. Olhe bem para o infinito, feche os olhos e demore um pouco. Abra, feche e demore. Isso irá fotografar o céu. Depois, ligue a inguinação e voe.
Ele sorriu.
Foi um sorriso verdadeiro.
Sem câmera.
Sem postagem.
Sem filtro.
E foi provavelmente a coisa mais verdadeira que vi naquele sábado.
Fiquei na varanda enquanto as crianças brincavam.
O sol já tinha ido embora.
As estrelas começaram a aparecer.
E, por alguns minutos, eu não pensei nos quarenta.
Nem nos sessenta e dois.
Nem nas coisas que não voltam.
Nem nos amigos que se perderam.
Nem nas mulheres que foram embora.
Nem nos boletos.
Nem nesse mundo que aprendeu a vender felicidade em prestações.
Fiquei apenas ali.
Ouvindo meus netos.
E percebi uma coisa que talvez eu tenha levado sessenta e dois anos para entender:
alguns foguetes não foram feitos para sair do chão.
Foram feitos para nos lembrar de olhar para cima.
E talvez seja isso que importa.
Não chegar às estrelas.
Mas não perder a capacidade de procurá-las.
Girassol do meu quintal
Girassol ,meu girassol
girassol do meu jardim
girassol antes tão delicado
Anda um pouco destratado
tanta chuva o deixou prejudicado
girassol gosta de água
não suporta solo seco
mas também tanto aguaceiro
deixou o solo encharcado
Finalmente volta o sol
a beijar pétalas caídas
girassol, pobre coitado
leva tempo a ficar recuperado
Outros botões se abrem
Um pouco fragilizados
mas vem agradecer ao sol
O presente tão esperado !
No quintal volta a alegria
borboletas e abelhinhas
no canteiro vem e vão
pousando de flor em flor
fazendo polinização
by Edite / Junho 2016
Pássaros na Natureza
Passarinho, passarinho
que canta no meu quintal
Todo dia bem cedinho
pula na minha janela
Fica ali a me saudar
Passarinho, passarinho
todo dia no terreiro
traz um canto alvissareiro
Canto doce, canto meigo
de notas melodiosas
enriquecendo a manhã
antes tão silenciosa
Passarinho, passarinho
tão delicado,tão sensível
Vou te contar um segredo
Minha manhã
que antes era tristonha
Transformou-se em algo incrível
Deixou de ser enfadonha
Passou a ser mais risonha
editelima 60/ 2022/julho
