Coleção pessoal de LUCIOCAIXETA

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NA GAVETA

Meu olhar estremece
Meu caminhar enlouquece
Seu jeito me adormece
Seu perfil perfila
Andar ou voar?
Pousar em voo?
Pare, pouse quero te olhar.
Houve gavetas onde te guardaram?
Tiraram o puxador
Ficaste lá sem que abrissem.
Ainda bem que era de vidro transparente
Cansei de observar agora quero tocar.
Quem sabe beijar?!

Lúcio Ernesto Caixeta
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SERÁ MORTE?

A janela se abriu e o susto se foi
a constatação imediata do previsível se assume
A porta bateu deixando de fora o novo
o verossímil o inevitável momento de alegria
Nas cadeiras somente o balançar lento
da imagem de quem ali se sentou
Os tapetes sumiram embaixo de poeiras
onde não há mais rastos
As mesas de canto de castigo
sem o peso das rosas que perfumavam a saudade.
Nem ela a saudade quis ficar...
deu adeus sem balançar as mãos
balançou a cabeça acenando um não.
A incompreensão virou dono da dor
e se voltou contra a mão que afaga.

Lúcio Ernesto caixeta
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Tags: alegria castigo

Sentado a beira do penhasco
olho o horizonte como se fosse um sorriso seu...
O brilho avermelhado do sol no poente
é igual ao sopro quente saído dos seus lábios...
Sinto como tempero o suor que emana de seus poros
sim seu hálito um agridoce singelo de um manjar
Quando se vira ao repente e num gesto simples
se torna presente sua imagem sempre gravada em mim!
Você, minha amada é o sonho encantado
o conto de fadas onde os sinos dizem amem!

Lúcio Erensto Caixeta
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SAUDADE DE TI

Se a doçura do seu perfume
pudesse viajar superar a distância
colocaria em meus lençois
Em uma toalha enxugaria a água
que escorre em seu corpo
do banho de rosas que lhe daria
Em seus pés daria beijos carinhosos
como um sudito a reverenciar sua belza eterna
No espelho deixaria uma imagem de surpresa
que meus olhos expressam ao ver sua beleza
Nas pedras de uma montanha escrevi com lágrimas
com letras pequenas saudade que sinto...
Apaguei do céu as núvens que rabisquei
tentando seu rosto lembrar
Na areia meus passos foram apagados pela água
que eternezaram seu caminhar leve e forte
como uma onda de prazer
No lugar de minhas pegadas a lembrança que não some de seu ressonar depois de me amar

Lucio Ernesto Caixeta
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Tags: perfume surpresa

SEUS ENCANTOS!

Seus cabelos sorriem para mim
Com um brilho sedutor
Seu caminhar inspira em mim desejos famintos
Sua voz suave é como canção de ninar
O olhar que espero ver você tem
O calor que preciso encontro em ti
Sonho em me perder em seus cabelos sedutores
Mate minha fome de você
A mistura mística de seu suor na minha pele
Causa delírios devaneios
Perco o chão me acho em seus braços
O céu a lua o sol o vento as flores
Tudo parece se curvar aos seus encantos.

Lúcio Ernesto Caixeta
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ESCONDE-ESCONDE

Tempos idos,
tempos de pés no chão e bolinha de gude...
Oh saudade de ser criança!
Mas a criança em mim não morreu
só se escondeu dentro de mim.
Quando eu tento acha-la procuro em meu coração
onde guardo lembranças de um menino
levado sapeca e muito curioso.
Agora sendo homem feito não canso de procurar
em mim essa tal criança e sua ingenuidade.
Quando a acho sinto-me feliz
porque foram tempos bons tempos
onde essa criança corria riscos incalculáveis,
mas essa criança vingou e virou homem.
No final brinco de esconde-esconde com essa criança
e finjo que não sei onde ela se esconde!

Lúcio Ernesto Caixeta
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Tags: criança coração

Solidão x esperança

Na solidão da noite eu chamo a esperança
para me acompanhar até meu leito
e eu possa repousar em seus braços,
pois só tu ó esperança me consolas,
em você deposito meus pensamentos,
minha energia se renova
quando me encho de sua companhia.
Queria mesmo é não precisar de ti, ó esperança,
o que preciso mesmo é de outro tipo de companhia
a companhia da certeza,
mas tenho convicção de que aprendi
a buscar a força
e ela agora não me abandona
virou minha companheira.
Mas a tal solidão não dá trégua
insiste em me acompanhar
insiste em me fazer triste.
Por isso, ó esperança
durma comigo toda noite
para que a certeza não tarde a chegar
e a força nunca me abandonar.

Lúcio Ernesto Caixeta
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Tags: solidão esperança

ASTRO REI

Que a luz do astro rei
possa em seus olhos chegar
e causar uma explosão
de sensações maravilhosas,
que possa despertar em você
um desejo grandioso
de viver novas vidas
novos prazeres
novos mundos.
Que quando ele em sua pele tocar
possa trazer um arrepio
de vontade de ir embora,
mas não sem rumo ao contrário,
que ao aquecê-la dê a ânimo
para traçar caminhos de liberdade
de sonhos possíveis de serem realizados.
E quando ele for embora,
iluminar outras terras,
não deixe seu calor ir com ele
e deixar esmorecer a esperança
de dias de bonança.

Lúcio Ernesto Caixeta

NÃO SEI O QUE SINTO...
Eu amo sem dó de amar
Eu choro sem dor
E graça acho onde ninguém sorri
Corro na multidão como se não houvesse ninguém
Eu me agarro no invisível
Caio num buraco que cavado para cima é
Eu nem sei o que que sinto
quando estou amando você!

Lúcio Ernesto Caixeta
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Amar é..

Amar é quando deitados lembramo-nos de quem queremos por toda a vida e sentimos como se voássemos.
Amar é comer um puro feijão com arroz
e desejar repartir com quem queremos por toda a vida.
Amar é andar descalço em espinhos sabendo que
o que mais doe não são as perfurações nos pés
e sim a dor da distância.

Lúcio Ernesto Caixeta
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Na beira do caus há uma esperança,
depois de uma bonança há uma grande falta,
na ausência ficamos esperando o surgimento,
a calmaria vem depois de um vendaval
e o amor surge das intemperes!

Lúcio Ernesto Caixeta
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Tags: esperança amor

RAZÃO DA PAIXÃO

A paixão é algo sem razão?

Se ter razão é ficar só não sei,

o que sei é que é sublime estar apaixonado!

Talvez não haja razão para se apaixonar!

Apaixone, ferva e viva não há mesmo razão!

Lúcio Ernesto Caixeta
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AMOR

Espalhei no quintal meu amor!
Nem pensei em ajunta-lo!
Só sei que ele me achou!
Quando ele voltou, nem tristeza trouxe.
Esparramado no quintal, brincou brincou,
mas depois voltou..
maior do quando eu o espalhei!

Lúcio Ernesto Caixeta
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REVOAR

Nas tardes, antes do por do sol,
os pássaros se satisfazem em algazarra pura.
É o anúncio da noite fim do voar,
para alguns, voo sem sentido!
O melhor mesmo é fazer como os pássaros
dormir cedo!

Lúcio Ernesto Caixeta
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DIALOGO DE DOIS CORAÇÕES

Quem és tu? Que chegou sem pedir permissão
e levou meu coração?
Achas por ser o dono dos olhos de esmeralda, lindos,
pode roubar meu coração?
Pois te ligo: roubastes... não me devolva,
agora terás como pena pelo seu crime cuidar dele para sempre!
Não há crime em roubar um coração,
talvez um pequeno delito,
delito em favor da felicidade é acima de tudo,
não recriminar o amor!
Sim, o seu nunca mais será seu,
e agora batendo ao lado do meu
não será devolvido!

Lúcio Ernesto Caixeta
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PODIA SER MEU

Quero o mundo todo para mim!
Sei disso: não tenho força para aguentar tanta maldade.
Quero o mundo todo para mim!
Sei disso: não tenho força para dizer aos que não querem escutar!
Quero o mundo todo para mim!
Nele, o mundo não será de sonhos.
Quero o mundo todo para mim!
Sei disso: nem tudo que queremos teremos.
Mas quero o mundo todo para mim.
Talvez sendo meu o amor que sinto por ele
possa ser distribuído.

Lúcio Ernesto Caixeta
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PULSAR DE UMA EMOÇÃO

Coração não só pulsa...
O coração é onde colocamos nossas esperanças...
o coração músculo involuntário,
mas parece que de tanto ter vontade própria
quer parar de bater...
talvez por bater sem razão,
talvez porque bate por bater...
aí quando ele pulsa
ele não quer mais bater por bate
ele só quer sentir o amor!

Lúcio Ernesto Caixeta
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Ó BELÍSSIMA
se já vais dormir não sonhe...
...Se sonhares não mais acordarás!
Estarei lá,
sonhando contigo,
embalando seu sono.

Lúcio Ernesto Caixeta
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A VOZ DO SOL

A voz do sol, em minha pele,
arde como fogo que não quer se apagaram...
A leitura que minha pele faz do calor é como água em fogo
e sua ausência arde em mim feito o sol de verão.
Sei que tu és minha, meu sol...meu tudo,
fogo que arde, fogo que com água se torna prazer...
Como é bom te ter...

Lúcio Ernesto Caixeta
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MINHA FLOR

Cheguei a compreender o que o amor nos faz!
Apesar do tempo, a lembrança palpita em meu coração
E não deixarei a flor murchar, você minha flor!
Como vento que vai e vem não deixarei ir
Fique aqui comigo
Sua resplandecência me ilumina, me acalma!
Ó flor do meu jardim
Se você se for.. a terra tornará árida
A tristeza reinará!
Ó Flor do meu jardim
Fique aqui comigo!

Lúcio Ernesto Caixeta
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