Poetas Modernos
Eu não sei escrever
poesia bonita
Como as fazem os poetas
Mas a minha é sincera
Tão fingida
e mais mentirosa
Que as deles
Do jeito que se espera
Quando se lê poesia
Um pouco de versos
Um dedo de prosa
E inverdades
Das quais lanço mão
No formato de poesia
Deixo-as aqui
Pra não usá-las
no meu dia-a-dia
Diferente dessa gente
Que traz na ponta
da língua comprida
E não tem paz na vida
Se não conta.
Edson Ricardo Paiva.
Os poetas vieram à terra com a missão de, através de suas poesias, sensibilizar o homem inibindo o total embrutecimento.
Uns, apenas enxergam. Outros, tudo sentem. Estes? São poetas. Aqueles? São sentidos pelos poetas que os transformam em versos.
O poeta sabe que na arte da inspiração há uma ação que pira, mas não é ira. É apenas uma expiação.
Muitos gostam de levar suas almas para a eternidade. Os poetas gostam de deixá-las através de seus poemas.
Devemos ser doces como o mel da seiva das flores silvestres e poetas quando falamos com a dor que nos sussurra o coração.
Caxias Maranhão, Cidade dos Poetas e de uma gente bonita, forte e valente.
Terra de Antônio Gonçalves Dias e de Raimundo Teixeira Mendes.
Ah!
Se todas as andreias fossem deia
Se todas as poetas fossem musa
Se todas as prosas fossem poesia
O que é a poesia?
Ai de nós poetas,
Se não houvesse a poesia,
Ela nos permite falar,
Das coisas boas e ruins da vida,
Fala de amor,
De paz,
De guerra,
Alegria e sofrimento,
Viajamos na verve,
Levando o leitor, o autor,
A uma inexplicabilidade,
Simples, formal, matuta,
Fala a língua dos povos,
Ah como é bom ser poeta,
Podemos versejar,
Encantar, dar prazer,
Até em momentos enriquecer,
Enlouquecer para muitos,
A poesia nos faz,
Fortes no sofrimento,
Pelo poder de dizer,
Sem medo e com voz firme,
Voz de poeta que usa a poesia,
Não a seu favor,
Mas com louvor,
Para mostrar ao mundo,
O valor da cultura,
Demonstrar que para ser poeta,
Fazer poesia,
Não precisa frequentar,
Escola, faculdade,
É só possuir o dom e a verve,
Que corre nas veias,
E para mim que sou poeta,
Pode faltar tudo,
Mas com Deus e poesia,
Me farto de tanta vida,
Aí para mim é "o que é a poesia?"...
Poeta matuto Júnior Bom Sucesso...
Salvador BA 06.02.2018
Poesia Dos Poetas
Então não me restava mais nada, apenas uma caneta, uma folha e um sentimento verdadeiro com uma vontade de escrever e indiretamente me descrever
Minha idéia é como uma rede tentando capturar as melhores palavras que passam pela minha mente,uma estrofe sempre vem quente
Uma pilha de papéis amassados se forma do lado da criação,como é difícil colocar tudo em ação
Quanto tempo se leva para chegar até o final para dizer fim? Depois de muito esforço enfim,misturo tudo razão e emoção em um verso feito de coração
Tantos anos expressando minha emoção através da arte, hoje em dia percebo que errar faz parte
Você tem que ser sábio nesse caminho não se engane, mas se estiver errado não entre em pane
Você agora entendeu como pensamos e criamos, talvez não seja um talento
Só pensamos diferente você pode entender facilmente ou se perder se estiver com o raciocínio lento
Quero ser poeta e vou ser mesmo não pensando em você, quero minhas letras em todos os lugares pode crê
Isso tudo me serve de inspiração palavras escritas com emoção que acelera seu coração
Eu só tenho eu mesma, ,uma bagagem excessiva de livros e uma ânsia de amor que só os poetas mais loucos poderiam entender e eu te ofereço minha prosa e poesia, que você pode achar pouco , mas que na verdade corresponde a 90% de mim
Os poetas e as poetisas são artistas que "brincam" com as palavras e suas rimas viram as melhores canções.
A caneta dos poetas
escreve coração e o áudio dos batimentos vêm junto,
na tinta azul de uma caneta BIC
um arco-íris com suas sete cores deixa de ser uma palavra, um poema é uma experiência da vida...
e se um passarinho entra na cena, sua liberdade é o encanto...
na íris dos olhos a câmera mais moderna;
usar a função zoom das palavras
é uma tecnologia dos poetas...
A caneta dos poetas é semelhante a grande veleiro com ela é possível desbravar o ainda não pensado, frases içadas no papel trazidas pela força das ideias vencendo as ondas do branco que não perde a chance de assustar o capitão do veleiro... segue o pensamento levando movimento a palavra ainda não desbravada nesse contexto... a tripulação de versos assuntam o poema que descobrirão quando pisarem no ponto final, o capitão do veleiro sonha acordado nas imagens que a poesia conquista no texto...
a imaginação em alto pensamento segue a ideia do ainda não pensado... fincada a bandeira da autoria em frases que
acende a ideia da data de mil e quinhentos.
Parafraseando Olavo Martins Bilac, o príncipe dos poetas brasileiros e meu grande patrono sobre amor cívico das estrelas da cultura do Brasil, exercido ininterrupto pela Liga da Defesa Nacional, desde 1918, o poeta diz em seu soneto - Ora (direis) ouvir estrelas, o soneto de número XIII da coletânea de sonetos Via Láctea. " E eu vos direi: Amai para entendê-las!Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas." Assim também vos digo " Amai para entendê-la. Pois só quem ama pode ter ouvido e olhos, capazes de ouvir e de entender a Amazônia. Ela existirá para sempre, bem mais que um grande punhado de verde, distante de tudo que dizem os teóricos da grande floresta.
E pensar que patriota Olavo M. Bilac, nosso príncipe dos poetas dos séculos XIX e inicio do XX, avança em teu sonho para o Brasil unido no Contemporâneo. Hoje novamente, o Brasil inteiro, renova seus votos de amor a pátria, em defesa contra as bandeiras vermelhas, cada qual por civismo, diz um basta em pleno exercício de amor por toda nação. Salve a Liga da Defesa Nacional.
O coração fica quente
quando a alma recebe um afago
como aquele que os poetas sentem quando ficam intensamente inspirados.
Fui, por tempos,
o mais ingênuo dos poetas.
Traduzi minha alma em escritos,
ofertados a rostos que jamais souberam ler;
justamente por esconderem-se atrás de máscaras.
As palavras — essas que julguei importantes —,
definhavam-se à medida do correr do tempo.
Então, tornaram-se meras lembranças do que poderiam ser:
pontes de transformação,
não muros de adorno.
Foi à escuridão do meu quarto —
a única leal que me restou —
que compreendi:
não era a beleza que faltava aos versos,
mas o merecimento dos olhos.
Toda poesia é imperfeita,
como todo homem;
e é essa a essência da natureza.
Os dissimulados, na vã procura do eterno,
hão de pasmar-se aos espasmos da tênue verdade.
Agora, ao ausentar-me,
deixo um rastro de luz contida —
mínima, talvez,
mas real.
Aqueles que um dia lerem,
não mais embuçados
— com a alma aberta —,
sentirão o brilho de minha partícula viva,
explodindo no silêncio cósmico.
“Não fui lido,
mas fui real.”
