Poetas Modernos
Poetas são sinfonias, cujas almas em dueto com a brisa oferecem notas afinadas de todos os sentimentos que um coração possa ter.
Tinha o coração dos poetas, a mente dos surrealistas, a coragem dos samurais. Mas a imaginação dos prisioneiros.
As vezes, 90% não é suficiente.
Existem 3 tipos de poetas, e embora pareçam semelhantes, não se confunda.
O primeiro é o de café e cigarro, normalmente escreve sobre a beleza da vida em melancolia, o que há de sublime no ar sombrio da vida.
O outro seria o de bebida e cigarro. Esses costumam escrever através de suas visões realistas sobre as dificuldades, problemas, e mazelas que enfrentam, mas utilizando um tom cômico, o famoso "rir da própria desgraça".
E por último, os apaixonados. Ah, esses são um problema em particular. Normalmente só podem ser entendidos por aqueles que passam pela mesma situação, ou todas as palavras soam como melosas e desnecessárias.
"A alma da poesia só é captada por quem lê, quando o mesmo coloca - se no lugar de quem escreve."
No lar dos poetas da música, caía a chuva da angústia. Saudosa Lapa, de histórias incontáveis, a espreita, pronta pra escrever mais uma. Entre os pesares de Cartola e humor negro de Bezerra, uma à uma, tocavam os sambas que serviam como trilha sonora de sua vida. A cada gole de cerveja, ele pensava profundamente na inexpressiva forma da vida de agir para com ele. Até que entre "Não deixe o samba morrer" e outro gole profundo, ouviu uma chamada, quase que uma convocação: "tem samba que se dança juntinho. Tá afim?" Chegou a moça, certeira, sabia o que dizer e o que queria dele. A tão inexpressiva vida mudou seu tom, prometendo que o samba não morreria, assim como na música. Era samba pra gente sambar, juntos, por que não?
Existe vários tipos de poetas, os que escrevem por hobby, os que querem dinheiro, alguns atenção, e tem eu. Escrevo para expulsar a solidão que não possui gratidão. Escrevo oque sinto pois não sei demostrar como todos, já as palavras saem de mim como um perfeito refrão.
Chá com os Poetas e a Moça Bonita
Quando ainda não vinha a noite,
Camões adentrou sobressaltado.
Tinha visto na Caravela,
O mar inteiro lamuriar-se.
Deixavam, pois, como aferira,
restos de tudo a enturvar as águas.
Logo em frente estava Quintana,
vindo de longe no vagão de um trem,
a confabular com uma andorinha,
que em frase pausada silabava:
- No ar há tanta fumaça,
que nem se pode mais voar sozinha.
Enquanto se aguardava o Mia
a descrever Um Rio Chamado Tempo,
perceberam Shakespeare acomodar-se,
frente ao sol que já não se via,
proclamando sem muito assombro:
- Falta humano no divino, mais virtude no humano.
O saber não deve destruir a vida,
feito punhal a ferir o coração dos homens.
Escutaram-se ruídos vários, ao ouvir-se o abrir de portas.
Era Pessoa com Ricardo junto com os demais heterônimos.
Todos apóstolos frente ao pão, resolveram recitar Drummond,
que bem se diga, já havia previamente antecipado:
- Saí cedo de Itabira, vou embora para Pasárgada.
Quem sabe acho Bandeira, coberto num trono de palavras.
Neste instante chegou Vinícius e sua elegante diplomacia.
Asseverou solenemente. Trouxe-lhes taças e o vinho.
Não lhes privei do chá inglês, mas devem considerar com atenção.
Melhor é sorver o sentir com um espumante entre as mãos.
Já não se sabia mais as horas. O ar estava em cantoria.
A moça junto à janela que as primeiras letras fazia,
das palavras guardava afeto para se doar em cada livro.
Foi dela a sugestão que cada um deixasse de si, apenas um verso transcrito.
Eu, mero assistente, por obra de atrevimento, também fiz provocação.
Por que não escrever os poemas em simples folhas de pipas.
Soltaríamos as Pandorgas em cada um dos cantos do mundo.
E poderiam as mesmas se irem a procurar um novo dia.
Prontamente Camões assinalou:
"...Da alma e de quanto tiver,
quero que me despojeis,
contanto que me deixeis,
os olhos para vos ver.."
Em seguida chegou-se Mia a sentenciar num repente:
"... Deixo a paciência dos rios,
mas não levo,
mapa nem bússola,
porque andei sempre,
sobre meus pés,
e doeu-me às vezes viver.
Hei de inventar,
um verso que vos faça justiça".
Quintana com seu sotaque ergueu-se com voz doce e macia, a reverberar clarividente:
" ... Porque o tempo é uma invenção da morte:
Não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia,
para nos dar a eternidade inteira..."
Vinicius após servir o vinho, pediu um aparte.
Moça com perfume de flor, por favor, escreva para mim:
"... A coisa mais bonita,
que há no mundo,
é viver cada segundo,
como se não fosse o fim..."
Alberto, ao lado de Pessoa, também se pronunciou:
"...Mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena,
sei que a vida vale a pena,
quando a alma não é pequena.."
Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam.
Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia.
Então clamei a ela, antes que também se retirasse:
Agora que a lua cheia chegou,
como teus olhos em ternura,
borda-me entre o céu e a tua boca,
numa indelével tecitura.
A moça nada me disse, repousou na minha face.
Por ali ficamos embebidos de poetamento,
como se por um breve instante,
tivéssemos tocado o infinito.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas Para Crianças Crescidas
Regida pela lua, me deixo iluminar pelos raios do sol. Mas é a lua cheia dos poetas que chega ao brilho máximo influenciando a criação, o plantio, as águas e a beleza. Tenho fases e faces como a lua, nasci no dia 13 que é o ciclo perfeito lunar. A Deusa Mãe Lua Vermelha reside dentro de mim.
Matamos Poetas
É a era das trevas
Onde quem não tem o dom
Quer matar poetas
Como se...
Fossemos nós culpados
Pelos seus fracassos, sua falta de palavras e argumentação,
Pelos seus disturbios e falta de ética.
Mas nunca se esqueça
A poesia é que escreve a vida
Ja dizia a poetisa
Morre o poeta fica a poesia.
Thibor
Implacáveis, os filósofos são “duros”, como os poetas, como todos aqueles que têm algo a dizer.
Onde se esconde a inspiração dos poetas? Será que é entre as nuvens do céu azul, ou no brilho das estrelas? Eu não sei, pois poeta não sou, mais em seus olhos me perco em sonhos de amor
Não só de amor se escreve poemas, nem tão pouco de sonhos vive os poetas; mas as vezes é preciso de poemas, para despertar sonhos vivo de amor no coração do poeta
Inspiração para os que amam
Musa dos poetas
Das marés a regente
Da terra o natural satélite
lindo enfeite
Para os que sabem apreciar
Encanto e eterno deleite
( Poetas somos todos nós)
Sou poeta, da dificuldade, da periferia.
Enrolo versos pra te trazer amor, alegria.
Sou poeta marginal,
Poeta coisa e tal
Poeta sem grana,
Poeta sem fama
Poeta pra dar encanto a algum coração...
Meu legado, ilusão
Minha herança, um quiz.
Mas não sou um poeta triste
do meu jeito sou feliz
Pra te ver sorrir, quem sabe sonhar.
Irei até onde a sina me levar
Sou poeta.... Poeta de versos simples
Mas de paixão, poeta das madrugadas,
De muita fé e solidão
Rimo sonho com componho
E mão com coração
Só não rimo minha sorte
Por que essa não tem um norte
Que me tire a emoção..
“” Admiro os malucos
São poetas camuflados
Sujeitos alienados
Em sua própria loucura
Neles há uma procura
Por um belo contido na alma
E quem o encontra
É mais louco que o outro
Pois por pouco
O completo se revela
E vai para o asilo
Contar poemas
Pra lua que vê da janela.. “”
“” Não é porque faço poesia que não leio outros poetas,. Aliás, ler os amigos, também ajudar a melhorar e ajustar meus versos.””
Conheci poetas...
Que não precisam escrever todos os dias. Basta um autorretrato para que todos possam, através do brilho dos seus olhos, ler a mais bela e brilhante das poesias.
Eu conheci...
E me encantei
" Poetas, seres imprevisíveis
que andam por ai jogando pétalas
na vida
e como se não bastasse
ainda chamam a ironia
de poesia
poetas que seria o mundo
sem as flores que vocês plantam
sem os risos que arrancam
sem a dor que dela debocham
poetas por favor insistam
coloquem magia nas vidas
criem fantasias
não desistam...
