Coleção pessoal de Leonardojjms
Não se taca uma pedra num enxame de abelhas, pela mesma razão, não se insulta um pensador com um
assunto que na baca dele
vira mel...
(Leonardo Mesquita)
Passei a primeira mão de letras
Quando voltei com a segunda
Vi a cor das palavras tal igual
Na imaginação!E versos na blusa...
Na mente digitamos a busca |
Play na emoção...
(Leonardo Mesquita)
Para quem busca a sabedoria: o silêncio é um oásis onde se encontra respostas e perguntas certas a se fazer à sombra de um momento oportuno! Para quem escolhe sem entender o processo a reflexão é uma miragem que evapora...
sem deixar efeitos na memória...
(Leonardo Mesquita)
Nesse pleito de 2026:
A direita sentia o gostinho de ganhar...
E a esquerda o gostinho de "perder"...
Faltou luz no cinema!
Ambos os filmes tiveram
suas estreias adiadas para o pleito de 2030.
(Leonardo Mesquita)
Assim: como o Cury entra na favela porque os cria leem os livros dele, e são transformados por uma leitura de cair em si... o Lula, hoje, sente nas costelas os chutes que um "'pastor"' abduzido por uma boa conta bancária desferiu na imagem de Nossa Senhora Aparecida — a umas páginas atrás, destas terras
a onde, hoje, canta às fake news
daqueles que engaiolararam
sabidamente gente inocente...
soltando o ódio do "bem" que voa
livre... prezado por uma mídia
que solta sua língua legalizando
o erro seletivo (se era pra impedir que o consórcio de imprensa emagrecesse pela falta de verba governamental por quatro anos) pode condenar o pipoqueiro... e a mulher do batom...
enquanto isso nessa mesma terra
"'um banqueiro nada honesto"'
limpava-se das festas proibidas para raparigas de língua brasileira — na toga de um ministro cuja sua peixão pela democracia é de acha-se cabelo
em ovo e cabeça no cria que leu Cury, mas não troca bala por flores... como verdade nos bravejos do Lula, a uma semana do primeiro turno comendo poeira nas pesquisas, preocupado com o lugar da Mãe de Jesus no coração dos brasileiros.
(Leonardo Mesquita)
A esquerda tem o dedo podre para escolher ídolos: quebre esses versos na cachola, coloque a data de hoje 15/09/2026 a gosto...
(Leonardo Mesquita)
A leitura tartaruga e a mente coelho
habitam o mesmo texto... disputam
o mesmo arbusto de sentido...
que brota singularmente (volta o coelho pra pressa da tartaruga e a tartaruga pega o atraso do coelho), então a
fofura do coelho se escora na carapuça
que serve de morada pra tartaruga promover o contexto... sem pressa
se mastiga um texto agridoce,
deferente — o aspecto de ideias
opostas: lento e rápido no mesmo terreno permitindo passar
a página e voltar pra tá
na cena de chegar...
chegar por jeito
ou no jeito...
(Leonardo Mesquita)
Letra após letra fica o rastro de um poema besta, se bole uma formiga
existindo de forma besta/ criativitura circulando na mente...
a linguagem geme esmagada com
o descarte de palavras que não
plantam imaginação; ostentam
o corpo e o ganho e degradam o pensamento da nação (versos surdos de inteligência nas esquinas/no máximo... e a ida e vinda do cidadão no paredão da impunidade e o político faltando um dedo e sobrando no mais mais velho do próprio discurso fala pra surdos na televisão — com voz de homem de verde e amarelo...; apaga-se a luz do palanque e, o senta senta da esquina é interrompido pelo zombido: tá tá tá tá... e o artista saca a ideia pra escrever só pelo lado canhoto da cabeça...) — o pensamento sente — o esquecimento global, derrete o acesso a boa literatura que são os pulmões da imaginação e os poetas de cada tempo — nascentes que escrevem procurando gente para desarnar... para/ a preservação da beleza do intelecto, vote, replantando a palavra no seu sentido e parando o desmonte do contexto para a romantização do uso desleixado das palavras... para o usufruto do "mal normal"! Ou os poetas salvam a linguagem do desleixo da esquerda ou a IA cerca o terreno que não é dela...
(Leonardo Mesquita)
O poeta acha uma resposta, que ele tava procurando, ele a pega com o valor que ela tem, enquanto nem a pergunta passa na cabeça de quem não se importa,
o poeta com a jóia ambiciosa na ponta da língua se apronta pra chamar a atenção, aí, ele responde a quem não
pergunta — como isso fará efeito na
cuca que não malha pra levantar
uma questão que pesa cara
e coração... o poeta acha respostas
como encontra perguntas
numa cabeça oca...
caisa rara...
(Leonardo Mesquita)
Palavras voam em bando e terminam em versos,
elas vêm e passam sobre do que se tratam e vão....
o caçador calcula o ponto do pouso...
ele quer palavras pra poucos...
quando ele tem uma na mira
só atira se ela cai bem
no verso...
(Leonardo Mesquita)
A palavra é uma moeda
Que na mão do poeta tem um valor a mais
Se tirar cara ou coroa — da
Poesia; no bolso
Ele bota outra...
Há mais
(Leonardo Mesquita)
A letra com pressa botou o verso,
calçou a palavra, passou pergunta,
vestiu o sentido, penteou a ideia,
olhou no contexto e saiu pro universo...
nesse pulinho longe do pé letra
tamo nessa...
(Leonardo Mesquita)
Fuja com as palavras pro papel,
se a ditadura do escrevo depois
te pega com o, que era mesmo?
já te tomou o direito de mostrar:
olha o que escrevi...
(Leonardo Mesquita)
Para fazer poesia é preciso:
um pacote de alfabeto, meio drama,
dois copos de criatividade e fedepoeta...
acrescentado todos os ingredientes...
bata palmas pra você, acrescente
mais alfabeto... leve à imaginação
por quantas batidas do coração!
e leia bobo os seus próprios versos...
Quem cozinha e quem escreve
sabe a mão que tem...
Expressamente proibido de ser lido às pressas; esse poema quer ser percebido com o franzido da testa!, quando a voz do córtex pré-frontal se levanta no calor da leitura e pede licença pra voz da fala, para entender se isso ou aquilo...
(Leonardo Mesquita)
A|
A letra, a, sozinha num verso
...É assim o interior desse poema
Bastante espaço no quarto verso...
Curiosidade pra casa toda
Porta pro universo; a letra a range
dobradiças de possibilidades...
Janela pra pensar com a própria cuca
E banho de ideias
Em dias frio e quente...
Esse poema foi pensado
Pra pegar o luar de boa |
O poeta é um vendendor de momentos
agradáveis |
— E em espécie
Esses versos tá na mão.
| Pagando com curiosidade
Poesia gera juro/
Invista uma letra
Saque a tenção
Contando palavras...
Abra imaginação
A máquina da linguagem
pede biometria desde os áureos tempos de Camões...
(Leonardo Mesquita)
O poeta sai com a palavra no trânsito do pensamento e logo de cara um engarrafamento, a inspiração fecha,
e muitas palavras à frente o tempo desconversa... ai, pouco a pouco se escoa a parede de outras pressas...
foco aberto um desafogo para a mente rodar a experiência de um momento assim de uma ida e de uma volta...
aproveitando um trecho mais longo...
e entrar num verso de mão única,
tirando o pé e baixando a atenção
para dar oi "a voz da parede":
ferida da nação... 《pá pá pá pá》
Olha: é ano de eleição
(Leonardo Mesquita)
Se eu te fisgar com um verso
Venha calmo ao contrário do literal
Penso ter nas minhas linhas força suficiente
Pra ti puxar pro meu literário pretexto
Tenho o sal pra palavras
E não é ser grosso
É que, pro peixe certo
Ler assim faz crescer o olho
Pro jeito certo
É ver na água... peixe grande...
E lançar o próprio esboço
Pra pegar versos de bom valor
Grandes e espertos
Esses pedem linha
E não perdê-la...
Em água rala
Tubarão de poema devora tédio
literalmente!
(Leonardo Mesquita)
Vou te enrolar com versos
mas nessa tu vai ganhar
é só ler esperto, e ganhar vocabular
não é palavra nova ou velha — difícil,
daquelas que não ajuda a pensar
em vez de correr pro dicionário,
desenrola o teu jeito de falar
cá olhando os versos descendo
os degraus com um valor
difícil de largar — não é verbo
para conjugar: olha só
vou te pagar; pega esse poema
ele vale quantas palavras?
eu não sei — põe ele na conta
se essa tu pode sacar!
(Leonardo Mesquita)
