Poeta
Ao poeta e político Benedicto Monteiro
A força das águas inunda de beleza a Amazônia. A Terra Molhada, caída, traz a lembrança dos que partiram, mas deixa também o cheiro da saudade, a saudade cristã, aquela saudade que vem com Deus, provedor da natureza, do Alenquer, das barrancas, da poesia e da rede dos pescadores no Tocantins.
A força da amazônia traz a voz dos cantores perdidos, traz o grito da esperança, traz a alegria dos filhos paridos à beira do rio... filhos tantos de Botos que se perdem na correnteza! Filhos que crescem na fantasia dos curupiras e vão amadurecendo indo embora no Carro dos Milagres!
A Amazônia é a força e todos os filhos molhados e tingidos pelo seu verde, no coração da mata, são tingidos também pela alma dos poetas inusitados, dos diplomatas e dos heróis não combatidos, dos políticos honrados guardados no chão de Belém, um horizonte sem fim.
O mundo esta cheio de frases,mas lembre-se que o grande poeta que as disse,estava se referindo a propria vida ,(não a sua),se algo te faz pensar reveja sua vida
"Tão sentimental o poeta! Tão inspirado em amor, viveu toda sua felicidade em cada simples letra e espaço."
O poeta é inimigo da vida tranquila
Ele não consegue parar num único lugar
Num único sofá
num único peito
O poeta é inimigo dele mesmo
Ele não consegue viver sem seus vícios
e acaba se matando todo dia
de pouco em pouco - como todo o mundo
O poeta é inimigo do silêncio
Ele não dorme bem
porque a boca fecha
mas a mente grita
os olhos colam
mas enxergam o que ele não queria
O poeta é dor
Ele simplesmente dói
sem precisar
E quando precisa
dói o dobro, o triplo...
O poeta é tristeza
porque qualquer pequena alegria
se torna gigante
O poeta é simplicidade
Ele não pode querer ser rico
ele sabe que a riqueza material nunca vem pela poesia
Seria mais fácil vender laranja na feira
Mas o poeta é sonho
e principalmente alma livre
É alma livre porque todo papel
E dia
E hora
E minuto
E momento
E gole
E cigarro
E amor
É inédito.
Cabeça de poeta
Quando “navegar é preciso” pela vida a qual se apessoa ao indivíduo, tal qual a “saudade da infância querida, debaixo dos laranjais em tardes fagueiras”, daqueles dias felizes que os anos não trazem mais”. Ser poeta incherido é querer ser abduzido pela musa, sob o cultivo da paz. Pensar ligeiro e abrir bem os ouvidos, retirando dos olhos o antigo argueiro. Sonhar sobre um bom travesseiro recheado de amor alvissareiro. Sonhar com Alves alvejado por seus “Navios Negreiros” ao escravizar estrangeiros. Imundos e vis foram nossos pais. Corja jactanciosa demais. Bom mesmo é tirar essas pedras do meio do caminho antes que furem o fundo do nosso escaninho. Porém, com muito carinho, quiçá, poeta, “seja eterno, enquanto, dure”, e pela verve que ferve se apure sua vida inteira, livrando-o dessa ilusória liteira, pois, não irá “coche pela vida” sem eira nem beira, amargando seus ais. Na lida de rara beleza terá realeza advinda da grande riqueza do bom Pai. Quiçá, seja amigo do rei nas terras de “Pasárgada” a qual fica muito além de Taprobana, e que seja um poeta bacana. Sairá sempre adiante, seguirá radiante e saberá livrar-se do “Inferno de Dante”. Será bom viandante e um fiel amante ao palmilhar o caminho da paz.
É isso aí meu velho poeta, rapariga ou rapaz.
jbcampos
RIO DOCE
Sou um poeta que ama
Os rios, toda a natureza;
E quando ela reclama
E sofre perdendo a beleza,
Eu também me emociono
Ao ver o estrago da lama.
Ao rio fizeram algo insano
Restando a muitos o drama
De ter a vida atingida,
Trazendo sofrimento e dor,
Com peixes e gente afligida:
Índio, cidadão, pescador.
E agora não tem mais curimba
Cascudo, mandi ou dourado.
Cavar um poço, cacimba,
O estrago será demorado.
E tudo isso pela ganância:
A exploração do minério.
À vida não dão importância,
Não levaram o Rio a sério.
E quando estouraram barragens
Contendo rejeitos de ferro
A seca acabou com as forragens
A natureza dando berro
Gritando, pedindo socorro
E tudo isso deixa tristeza
“Me ajude, ou se não eu morro!”
A fauna e a flora em fraqueza.
Quando será que veremos
A vida em nosso Rio Doce?
E de su’água beberemos?
Achamos que piorar não fosse.
E agora temos que chorar
No velório de nosso rio
E a lama também vai ao mar
Só de pensar dá calafrio.
Agora é viver com os transtornos
Até que tudo isso acabe
Preservar dos rios os entornos
E que mais lama não desabe.
Beto Costa, Baixo Guandu-ES – 19/11/2015 (17h42 e 20h14)
O poeta é como uma pétala de rosa. Frágil em suas linhas, delicado em suas estrofes, e sem limites em seu caminho. Ele é o entendedor mais perfeito da arte de fazer amor.
O poeta faz amor com as palavras.
Ode
Ode. Originalmente é uma canção de louvor e exultação, mas não sou piolho de cabeça de poeta, por isso, meu ode é na contramão, meio sutaque de tiririca-ai que Odie !!!!
Odie, ser-estar obrigado a fazer o que não gosto,
Odie, procurar o que não se encontra,
Odie, pensar o que não entendo,
Odie, ir a onde não desejo,
Odie, comer o que não saboreio,
Odie, vestir o que me ditam,
Odie, expressar verdade quando as veras o me importa é a mentira.
Odie, aceitar do outro o que não me interessa nem um pouco
Odie, dizer entendeu? se o caminho mais curto é sim, eu aceito. Afinal para que entender se aceitar dói menos! Ai que Ode!
Odie, escrever o final desse atrevimento se meu ode aqui não cabe.
Odie, Odie, se discordas desses odes tenho mais um Odie.
O amor e o poeta:
"Vejo-me só com meus poemas
E em quantos deles o amor desprezei
Mesmo assim é ainda sobre ele que escrevo
Que insistência esse amor tem!"
Sua melhor versão era aquela em que se travestia de poeta e inundava o mundo inteiro com seus versos.
Proseador...
Proseador e narrador confesso
Poeta não sou.
Cascateiro e amante das letras sim
Eterno admirador das guerreiras poetisas,
Talentosas e majestosas escrevinhadoras,
Encantadoras, me cativam sem querer,
Dia e noite acarinhando, escravizando.
Belas, somam vassalos mil,
Eternos garotos
Ardorosos amantes platônicos,
Tímidos transamazônicos.
Antes inseguros astronautas,
Agora arrojados internautas
Agitam reluzentes espadas digitais
Elogios sempre em lautas pautas...
(JM Jardim - Santo André - São Paulo)
Esse sou eu e ninguém copia
sou poeta e escrevo poesia
crio rimas, falo, canto
digo verdades, desperto encanto
vivo da rima
respiro emoção
cada palavra
bombeia meu coração
meus olhos enxergam
poesia e beleza
no cotidiano em pessoas
na linda natureza
tudo que escrevo
eu vivo todo dia
pois poesia e vida
e minha vida é poesia
Poeta de varias vidas
Poeta de agua salgada
Poeta de tudo e nada
Poeta de poucas palavras
Poeta de uma vida
Poeta de poucas amigas
Poeta de idas e vindas
Poeta de vida moderna
Poeta, poet, poe, po, p...
Pergunta ao poeta.
Porque o poeta não me contou
Que a cada frase montada
Um coração sente dor
Seja pela saudade
Ou proximidade falsa de um amor
Porque o poeta não me contou
Que não adianta tentar desvendar
Numa rima desconexa
A causa de amargo sabor
Mas, que é fruto da lembrança dos carinhos
Do aconchego do ninho
Que não cansa de esperar
Porque o poeta não me contou
Que até em um sopro de passarinho
Se possa sentir o clamor
De um corpo cuja sina
É buscar o teu calor.
POETRIX
POETA
ONDE
ESTÁ
SUA
INFINITA
ARTE?
"Eu não espero, e nem
sou provisório,
apenas me espanto.......
