Coleção pessoal de Superjujar

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⁠Para homenagear Rolando Boldrin
"MENESTREL CELESTE"

Eu quis rever os meus amigos de seresta
Fui chegando de mansinho, levando o meu violão
Bati na porta e ouvi com atenção
Do outro lado São Pedro me perguntou:
– O queres tu aqui, quem és tu, ó pecador?
Eu respondi que sou poeta e menestrel
E que estava ali, pedindo, querendo adentrar ao Céu!
Então ouvi: – O que é que tu cantavas?
Me diga logo, com toda sinceridade!
Eu respondi: – Cantei juras de amor,
Cantei rios e cascatas, cantei hinos de louvor
E fiz muitas serenatas!
Ele ordenou: – Provarás isso que dizes!
Cantarás para eu ouvir, entre primas e bordões,
Lindos choros, sambas valsas e canções!
Empunhei o violão e com todo o sentimento
Cantei sambas do Cartola e também do Adoniran
Do Lupicínio e da Dolores Duran.
Do Noel Rosa e do Vinicius de Morais
Cantei sambas do passado, todos bem sentimentais
Que aprendi quando criança e não esqueci jamais!
Quando cantei, de Catulo da Paixão,
Esse hino brasileiro que é “Luar do Sertão”
São Pedro então me disse, tomado pela emoção:
– Chega! Já podes parar, és de fato um menestrel
Não precisa mais provar
Pois, conquistaste o direito de aqui no Céu entrar!

Autoria: João Bosco dos Santos / Santo André SP
Postado por Juares de Marcos Jardim - Santo André SP

⁠"Sem palavras"
Fui ao mercado comprar palavras, vi umas bem baratinhas, promoção leva três paga duas. Encontrei algumas bem sofisticadas, em estado de dicionário, entre as latas de adjetivos, comprei só duas, estavam caras. Pedi ao moço que me cortasse uma frase ao meio, antes da conjunção adversativa, não estou para conflitos. Enquanto a menina embalava uns paradigmas frescos, que tinham acabado de chegar, encetei diálogos lacônicos com o seguinte da fila. Ele também sem palavras, afinal ainda não tínhamos passado pelo caixa, concordou com umas poucas interjeições que lhe restavam. No caminho, entre as gôndolas, vi umas umas palavrinhas espremidas entre verbos no imperativo, não resisti, comprei-as também e sem saber quando e se poderia ainda utilizá-las. Já perto do caixa lembrei-me que precisava muito de uns clichês, mas a prateleira estava vazia. Peguei umas catacreses meio murchas e vim embora.

"Não conheço o autor, foi postado nas redes por João Bosco dos Santos e
Ado Galvão)

⁠No meu caminho encontrei um jardim, com coloridas e poéticas flores, ali pairei qual beija-flor, me emocionei ao relembrar meu primeiro grande amor. E assim, a cada novo jardim, outras lembranças afloram, outros amores inesquecíveis. Minha vida tem sido assim, muitos jardins...

(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo SP)

OS PRIMATAS DA SERRA
Há muito tempo... Antes da chegada do ser humano civilizado, uma densa mata era habitada por macacos.
Eles eram muito felizes e faziam casas próximas a montanhas de uma região serrana.
Uma vez caiu uma tempestade muito forte e acabou em desabamento destruindo as habitações dos símios.
Em meio ao temporal, o macaco chefe reuniu os demais e garantiu em um bom gerundismo: “Assim que passar a tempestade, estarei providenciando a solução deste problema!”. (e não era promessa de campanha).
Um jovem macaquinho ouvia tudo atentamente.
Dias depois, o sol voltava a brilhar na região. As águas haviam baixado.
Percebendo que nada acontecia e ninguém se mexia, o macaquinho enxerido corre atrás do macacão chefe e puxa a fralda da camisa dele, insistentemente.
Ao virar-se para saber quem o interpelava, o chefe exclamou:
– Que deseja, meu filho?
– Só queria lembrar ao senhor da sua promessa na noite da enxurrada...
– O que foi mesmo que eu prometi?
– Vossa Excelência prometeu resolver o problema das inundações!
– Ora, meu jovem... Para que gastar o erário agora? Já não chove mais!
O macaquinho então se afastou e permaneceu aguardando a próxima calamidade.

Autoria: ⁠Dilson Nunes - Santo André SP

⁠Sacy Pererê saiu pra zoar, pra dar uns rolês. Moleque atrevido, consegue embaçar para-brisa em noite de lua cheia, travar câmbio de Kombi, contratar Uber e 99 e pagar com "cantadas", escapar da fiscalização nas blitz Teste do Bafômetro, e até frequentar Bares e Restaurantes Temáticos, saindo ileso sem apresentar a Comanda: tudo numa boa. Mas certo dia, no meio da noite, se deparou com um personagem mítico, mitológico: Zé Pelintra. Putz. Em plena madrugada, lua cheia esplendorosa, grilos mil ecoando, o silêncio era tal que dava pra ouvir o rastejar das serpentes, o passo lento das tartarugas, o lamento dos sapos na lagoa, a água fluindo no córrego. Sacy Pererê estancou, pela primeira vez sentiu um calafrio, o arrepio de nuca, estremeceu. (...)
Publicarei o segundo capítulo amanhã...

(Juares de Marcos Jardim - Santo André - São Paulo-SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)

⁠E ela partiu mesmo!
Foi assim tão de repente,
quando me dei conta já estava ausente.
Quedei mudo, carente, sem ação.
Inerte fiquei na Estação de Trem
vendo ao longe os vagões
sumirem no horizonte.
Um pássaro ao meu lado pousou
No meu ouvido sussurrou
"Bem te vi, bem te avisei,
você aprontou,
agora, nem eu nem ti".
Cabisbaixo, concordei,
naquele dia eu vacilei
Pela luxúria me entreguei
em alcovas com outras me deitei
aos prazeres me deleitei.
Confesso que gostei,
me esbaldei, esbanjei.
E agora?
Um Beija-flor veio e cochichou:
"Agora, aguenta coração!"

(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
Direitos Reservados

⁠"Ter Cristo no coração é a maior felicidade."
Robson Miguel - Músico, líder indígena.

⁠"Somos meros navegantes
Sobreviventes itinerantes
Artistas diletantes.
Poetas amantes
Dançarinos errantes.
Humoristas falantes
Românticos namoradores
Amigos constantes
Pares fascinantes
Artistas deslumbrantes
Paixões embriagantes
Saudades constantes."
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
Direitos reservados.

⁠Fraternal, Polivalente:
Opondo-me a fúria dos rivais
Arrisco-me exercer a cidadania
A ter voz e vez, com democracia
Ajudando prover direitos sociais.
Exorar por deveres fundamentais
Havendo saúde pública universal
A sociedade sendo plena e plural
Ávida por ações socioambientais.
A comunidade lutando consciente
Sendo digna, solidária e preparada
Jamais omissa, nem indiferente.
A empatia social seja alcançada
O amor ao próximo seja evidente
Sendo humano fraternal polivalente.
(por Virgílio Alcides de Farias
Advogado ambientalista
28 de abril de 2021)

⁠Escrevo por compulsão. Sempre foi assim.
Por isso, agradeço muito, quem tem a paciência de ler.
Literalmente, eu não seria nada sem vocês, meus amigos/leitores.
Gratidão.
(Soninha Varuzza - Santo André - SP)

⁠Escrever é Compartilhar saberes...
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)

⁠Tem gente que critica e credita ao próximo os próprios defeitos.

⁠Podemos ajudar aos próximos e orar pelos distantes
Abraçar as pessoas com a alma
Apoiar, acolher, ter compaixão
Diante do caos manter a calma
Estender se preciso as mãos
Não custa disseminar boas intenções
Priorizar a paz, a compreensão
Reagir sem violência a provocações
Deixar fluir sinceras emoções
Devemos olhar ao derredor com os olhos do coração.
Juares de Marcos Jardim - Santo André - São Paulo-SP
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)

⁠SENHORAS: MUITA ATENÇÃO DURANTE A PANDEMIA!!!
Minha vizinha foi ao supermercado com o marido. Ela é muito resoluta, entra primeiro no elevador, prefere dirigir o carro do casal, até o carrinho de compras ele faz questão de conduzir, assim como escolher as mercadorias e fazer o pagamento.
Ocorre que somente ao chegar em casa e retirar a máscara (já estava quase tirando o vestido) percebeu que trouxera o marido errado!!!

⁠GENTE!!!!
Meu shampoo acabou, o cabelo grisalhou
Minha barba branqueou, a dívida cresceu
A preguiça se instalou
A barriga aumentou
A Aposentaria desvalorizou
A despesa cresceu
A geladeira, antes farta, está quase vazia
No armário pouca lataria sobrou
Antes, frutas e verduras, carnes, laticínios
Agora, quando muito, arroz, feijão e ovo
E então, meu povo?
Será que iremos comemorar o Ano Novo
Em 2022?
Juares de Marcos Jardim - Santo André - São Paulo-SP
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)

ALMAS GÊMEAS
Interessante. A gente nunca se viu, mas desde sempre nos amamos. Nossos caminhos nunca se cruzaram (nesta jornada terrena), mas quando nos conhecemos em algum momento (escola, trabalho, eventos) ou no Facebook foi como se fôssemos amigos de infância, namorados na juventude, quem sabe amantes na fase adulta, em outras épocas (outras vidas).
Você pode até não ter se dado conta, mas sempre que nos Curtimos, Comentamos, teclamos, estamos sintonizados na mesma frequência. Todos os dias, ao trocarmos as Saudações Matinais ou noturnas, sorrimos felizes ao retribuir. Certa vez alguém me enviou pelo Messenger, esta frase: "Quando você sorri ao relembrar de alguém, é porque valeu a pena tê-lo conhecido." O amor é transcendental, é infinito, é incondicional. Façam um teste: Respirando profundamente seguidas vezes, repitam mentalmente várias vezes "Eu amo e sou amado. Eu respeito e sou respeitado. Eu ajudo e sou ajudado." Em poucos segundos uma agradável sensação de bem estar invadirá teu corpo, teu coração baterá mais forte, tua alma vibrará. Eu acredito.
⁠(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Juares de Marcos Jardim - Santo André - São Paulo-SP

⁠Você e o mar, a brisa, o sol, sempre a me inspirar. Venha nos meus delírios nadar, se recostar, afagar, se deliciar. Venha se bronzear, comigo cantar e dançar, se entregar ao doce balanço das ondas do mar aberto."
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)

⁠Amanhã começa hoje. Ontem inspirou hoje. O passado é a fonte do presente e o alicerce do futuro. Duvidam? Façam uma retrospectiva histórica pessoal. Analisem as próprias opções e ações no passado. Estas determinaram petreamente o futuro. Cada um está onde merece estar, salvo muitas exceções. Inquestionável: O presente é uma dádiva. Viva plenamente cada minuto.
(D. Juan de Marco, filósofo espanhol, Séc. XVIII, psicografado por Juares Sasso Jardim – Santo André / São Paulo – SP)

⁠A vida flui igual a correnteza dos rios e as chuvas: águas que vão e não voltam jamais.
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)

⁠Borboletando...
As mariposas se deslumbram com a luminosidade de qualquer lâmpada. Porém, as multicoloridas borboletas buscam algo mais, buscam a liberdade, o sabor da brisa, a luminosidade radiante do sol, o aromático e natural perfume das flores....
Juares de Marcos Jardim - O Sacy Pererê do Grande ABC paulista.