Poesias sobre rosas
Na dança sutil dos corações,
O eco do desdém se desfaz em sutileza,
Como pétalas de rosa, delicadas e efêmeras,
A falta de consideração, um manto que se desata,
Em distância, em silêncio, em amor-próprio, se traduz.
Não envie mensagens ao vazio,
Pois lá, apenas o eco da solidão responde,
Em vez disso, reserve suas palavras,
Para aqueles que sabem ouvir a canção da alma.
Não desperdice sua vida em lamentos vazios,
Em amores que não sabem reconhecer seu brilho,
Aprenda a dar-se ausência,
Para aqueles que não sabem apreciar sua presença.
Não tema a perda das pessoas,
Mas sim a diluição de sua própria essência,
Ao tentar agradar a todos,
Perdendo-se em um mar de expectativas alheias.
Exclua, em silêncio, aqueles que não merecem,
Pois suas almas sabem exatamente o que fizeram,
Às vezes, cortar os laços é uma necessidade,
Uma libertação, um renascimento, uma verdadeira proeza.
Dizem que toda pessoa é a certa,
Mas alguns vêm para amar,
Enquanto outros, com suas lições árduas,
Nos ensinam a arte do próprio amor.
Que estranha coincidência é o amor,
Uma sinfonia que às vezes se cala,
Mas que ressurge, vibrante e etérea,
Quando encontramos a harmonia dentro de nós mesmos.
Assim, estabeleçamos limites saudáveis,
Afastemo-nos daqueles que não nos valorizam,
Pois priorizar nosso próprio bem-estar emocional,
É o caminho para encontrar a verdadeira felicidade.
A Parábola da Rosa e do Jardim
Havia um homem que caminhava por um campo florido e, certo dia, viu uma rosa selvagem desabrochando com toda a sua beleza. Era livre, viva, e exalava um perfume que não se encontrava em nenhum outro lugar. Ele se encantou profundamente.
Quis então levá-la para casa, para que fosse só sua. Arrancou-a com as próprias mãos, cortando suas raízes, e a colocou num vaso bonito. Mas, com o tempo, a rosa começou a murchar. Sem a terra que a nutria, sem o vento que a acariciava, sem o sol que a despertava, ela perdeu sua cor, sua força, sua essência.
O homem, frustrado, dizia:
— Por que você não floresce mais? Eu te rego, te cuido, te mantenho protegida.
Mas a rosa, se pudesse falar, teria respondido:
— Você me amava ou amava a ideia de me possuir? Eu nasci para o campo, para o risco da chuva e a liberdade da manhã. Você confundiu o encantamento com controle, o amor com captura.
Moral da história:
Algumas pessoas não querem se conectar, querem capturar. Confundem sentimentos com posse, cuidado com domínio. Mas o verdadeiro amor não arranca a flor do jardim — ele aprende a visitá-la, a respeitar o seu tempo e o seu espaço, mesmo que nunca a leve para casa.
O preto simboliza tristeza
O branco simboliza harmonia
O rosa simboliza felicidade
E você simboliza minha alegria
A rosa é linda...mas também machuca!!! Nem todo dia a gente tá bem... respeitem as quedas, os tombos, os fundos do poço, respeitem os processos !!!
Mais vale uma rosa cheia de espinhos na mão. .
do que um jardim inteiro fora do alcance dos olhos...
Existe menina que gosta de rosa...
E existe eu... que ja nasci retro..
Sou toda trabalhada em preto e branco..
Adoro.....
Bruna, Poderia te dar uma rosa vermelha, com uma carta em branco , sem o meu nome, sem dizer que seria especialmente para você.
Nada haveria escrito, mas sobre o branco da folha existiria a dúvida que carreguei.
Sem os versos, haveria um pouco de você;
sem a carta, haveria a rosa vermelha;
sem a rosa, sobraria você;
e sem você, restaria eu ...
Aquele que amou um pequeno gesto seu...
Seu sorriso.
Desculpe pelos meus erros."
“ O amor é a resposta.
E na amplidão cor-de-rosa
surgem ainda inquisições pragmáticas.
E algo mais forte, sublime e cortês
que afaga e sussurra.
Do amor, quero a clarividência
para enxergar o que meus olhos não alcançam.”
Vi o dia nascer.
O moleque correr por nada, à toa ou ao encontro de dias melhores.
Vi a rosa dançar, equilibrada na haste ainda verde de uma roseira velha.
Vi a árvore alimentar o homem.
O pássaro alçar o primeiro voo.
Vi a casa cair, a nova vida surgir, a esperança no olhar de quem acredita.
Vi o amor crescer, a criança brincar, o dia morrer, o sol nascer dentro do meu olhar e meu sorriso refletido na água parada do poço.
Eu vi a vida acontecer.
Eu vi.
Una rosa para sus pensamientos,
la distancia del alma es abismal
a pesar de que
Presentamos aquí, no hay
... El cuerpo sin el espíritu ... sin el dulce
sin la sal.
Entonces me gustaría tener flores a mi seputamento? ¿No sería begonias u orquídeas. Para mí sería suficiente con que usted me toma adiós.
Para el poeta reír como llorar
y el poeta hace caso omiso de la muerte
abraza la desgracia como
si abrazas a un hermano.
Oh, efêmera existência humana!
Tão breve é a vida tão plena de dor
Ela é frágil como uma rosa que murcha
Que fenece antes do seu esplendor
Nós somos como a areia da praia
Que vai e vem com as ondas do mar
Pois a nossa existência é passageira
E o tempo é o nosso algoz a ceifar
Mas, ainda assim, seguimos adiante
Construímos nossos sonhos com afinco
Regamos com suor cada planta, cada cante
E vamos em frente, sem desanimar
Porque sabemos que somos uma centelha
Na Vida maior, que nunca vai cessar.
DEVANEIOS
Quem me dera
Da rosa o verso.
Do verso a trova.
De trova em trova
Uma boa prosa.
Quem me dera poeta, escritor, trovador.
Quem me dera
Da prosa a canção.
Canção de rosa toda prosa
Em verso e trova.
Poesia transbordando, arte em ebulição.
Quem me dera a inspiração.
Valéria R. F. Leão
Rosa beija e reza.
Rasa, benze, arrasa
e me salva.
Maldita, me dobra,
me cobra, me mata!
Que cobra!
Ela é rosa, é riso,
mas chata.
Me agita, no meio do dia ...
É santa e repetitiva
no meio do nada!
E vem Rosa, na entrelinha, fazendo pirraça.
Rosa, minha rainha, minha desgraça.
Rosa, no canteiro,
Ouve um chamado...
Arrepios, no corpo inteiro,
Enquanto Cravo, canta!
E Rosa levanta,
Rodopia, se assanha...
Cravo acredita!!!!
Ela aceita e não barganha.
Rosa se agita!!
Cravo, seu amor,
De outra vida, ressuscita!
O amor é como uma rosa
pode se ver a beleza,o encanto
sentir o perfume,mas também a dor dos espinhos.
Uma vida sem amor,
é como uma rosa sem espinhos,
e mesmo que machuque, vale a pena dar uma rosa do amor para alguém.
O que seria da rosa sem espinhos?
O que seria da vida sem amor ?
Um machuca corações...O amor,
a outra machuca os dedos...
mas como viver sem amor?
E a rosa perfumada ? como existir sem os espinhos ?
Às vezes rosa
Às vezes chumbo
Às vezes mar
Às vezes mundo
Todo dia vida
Às vezes prosa
Às vezes verso
Às vezes má
Outras o inverso
Sempre vida
Às vezes isso
Às vezes disso
Às vezes esse
Às vezes desse
Eis a vida
Às vezes queima
Às vezes arde
Às vezes longe
Às vezes tarde
Sempre, todo dia
Vida mesmo
Só de vez em quando
Edson Ricardo Paiva.
A ROSA QUE NASCE NO INTERIOR DO AFETO.
Do Livro: Primavera De Solidão. Ano: 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há um instante em que o coração compreende o que a razão sempre hesitou em admitir: ninguém se inclina a decifrar outro ser se não houver, dentro de si, uma chama que o mova. Conhecer alguém não é um gesto automático; é um desvelo que exige paciência, vigília, escuta, quase uma peregrinação íntima. E quando alguém percorre esse caminho para dentro de você, não o faz por curiosidade, mas por ternura silenciosa.
É por isso que a rosa única tem força maior do que todas as demais. Há muitas espalhadas pelo mundo, mas apenas aquela que recebeu nossas mãos, nossas dúvidas, nossos cuidados e nossas noites insones adquire sentido verdadeiro. Ela não é rara por natureza, mas torna-se insubstituível pela intensidade com que a amamos.
Assim também acontece com as pessoas: o mundo está cheio delas, porém só uma toca a alma naquela profundidade em que o tempo perde peso e a memória se converte em abrigo. São essas almas que nos aprendem, que nos escutam por dentro, que se detêm em nossos medos e tentam compreendê-los como se fossem seus.
No fim, amar é escolher uma só rosa num jardim infinito, e conhecê-la até que o perfume que dela brota passe a perfumar também o que somos. É essa escolha que transforma o ordinário em destino e o encontro em promessa de permanência.
A ROSA ESCURA DA DOR.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano, 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Todos temos dores que não pedem cura, apenas permanência.
Elas florescem no interior como uma rosa que se alimenta do próprio sangue do sentir.
Não gritam. Não suplicam. Apenas se abrem, pétala por pétala, no silêncio mais denso da consciência.
A dor que aqui habita não deseja redenção.
Ela existe como rito, como escolha íntima de quem compreendeu que certos sofrimentos não são falhas, mas revelações.
Há uma voluptuosidade secreta no padecer que se reconhece, uma dignidade austera em suportar a própria sombra sem implorar por luz.
O espírito inclina-se diante de si mesmo, não em derrota, mas em reverência.
Cada pensamento torna-se um espinho necessário, cada memória um perfume escuro que embriaga e ensina.
A alma aprende que nem toda ferida quer ser fechada, algumas precisam permanecer abertas para que a verdade respire.
Há uma doçura austera no ato de suportar-se.
Uma forma de amor que não consola, mas sustenta.
A consciência, exausta de fugir, ajoelha-se diante da própria dor e a reconhece como mestra silenciosa.
Assim floresce a rosa escura.
Não para ser admirada, mas para ser compreendida.
Não para enfeitar a vida, mas para dar-lhe gravidade.
Pois somente quem aceita sangrar em silêncio conhece a profundidade do que é existir.
