Coleção pessoal de CristinaMoita

Encontrados 14 pensamentos na coleção de CristinaMoita

Tudo se consegue,não de ânimo leve,normalmente com muito trabalho, paletas de cores, andaimes e muita perseverança.

Cristina Pinheiro Moita

Ah facebook danado
Por vezes ficas tão corado
Com os teus vírus sexuais.
És uma estirpe engraçada,
Por cada um és usado
Da forma que lhe agrada mais.
Já viram o que era da gente
Se andássemos todos doentes
E fossemos todos iguais?

Cristina Pinheiro Moita

Sou apenas num segundo, um impulso solto numa imensidão.

Cristina Pinheiro Moita

Tenho noites que pouco durmo
Outras que pouco pego no sono,
Procuro na noite o calor mudo
Que guarda a lágrima do sonho.

Cristina Pinheiro Moita

O mundo avança num passinho de dança a cada passo de uma criança.

Cristina Pinheiro Moita

Não nego
Também não minto
Por aqui ando
Com o que sinto
Por aqui vou,
Sou labirinto
Desculpe-me:
A rosa
O cravo
O tinto
Sou nabo
Sou cor
Sou absinto

Cristina Pinheiro Moita

Chego nesse teu mar feito de tela, que abraça o céu, por onde as nuvens se dispersam na paisagem, onde o azul se mistura em tons de véu e, os teus olhos são duas auroras límpidas em miragem.

Cristina Pinheiro Moita

Horizonte poético
Os poemas encontram-se para lá do horizonte num lugar muito longínquo, onde só alguns poetas lá chegam.

Cristina Pinheiro Moita

Asas
Anda um pássaro sem asas
Vagueando neste rio,
São os medos da idade
Brigando ao desafio.

Se for pomba que ela nasça,
Com o olhar preso no céu.
Talvez por mim se renasça
A alegria que morreu.

Adormeço no mistério
Do milhafre que poisou,
Quero acordar o remédio
Para voar nisto que sou.

E nas algas deste rio,
Nestas pontes onde estou,
Mergulho-me neste fastio
Num sorriso que toldou.

Desculpem-me este momento
Enfadonho do que sou,
Porque o pássaro partiu
Ganhou asas e sonhou.

Cristina Pinheiro Moita

As paisagens mais belas não estão à vista de todos, somos um mundo desconhecido.

Cristina Pinheiro Moita

Quando é dado com amor até um sorriso é mais farto que uma gargalhada.

Cristina Pinheiro Moita

Fomos programados para pensar,por isso é que de vez em quando pensamos demais aquilo que os outros nem sequer pensaram.

Cristina Pinheiro Moita

Guardo poemas nos bolsos
Outros tantos nas algibeiras,
Só que neles não tenho trocos
Para dar a algumas cegueiras.

Cristina Pinheiro Moita

Um trabalhador desfalecido

É um trabalhador quase morto
que está vivo,
Que não respondeu
mas tinha que responder,
Que tem uma dor
Mas não tinha que ter
Que teve um acidente
Mas ainda tinha que se mexer.

Um trabalhador desfalecido
é outro engrandecido
a dar graxa para se envaidecer.

Cristina Pinheiro Moita