Poesia sobre a Seca

Cerca de 1041 poesia sobre a Seca

Vem chuva.

O sertanejo só pensa
em receber a primavera
porque a seca em desavença
no verão vira uma fera
e a dor se torna imensa
mas existe uma recompensa
nos braços de quem lhe espera.

Inserida por GVM

Tristeza
A árvore seca
Pelo orgulho ignorante da minúscula mulher.
Como um ser "feminino " pode ter coragem de envenenar uma árvore tão mulher?

Que ser abominável é esse?
E procria...

Não é gente.
Não é gente.
Não é gente.

Nem bicho. Porque bicho come e vagando replanta.

Como será que dorme o estrume do inferno? Não dorme. Fede.

Por DEUS,
Invoco todas as Entidades das matas e das florestas , entidades protetoras de todas as árvores , recupera, recupera? recupera.
Da Jaqueira , da Amendoeira e da Jurema invoco as forças e o Poder de Deus que lhes habite,
Faz arder está consciência. Faz entender que a essência que vivifica -lhe o corpo é E mesma essência que vivifica o corpo das árvores, das flores, das pedras e dos animais.
Jesus Cristo, o teu nome Eu Invoco. Tua dignidade e paz de Espirito.
Amem

Inserida por NiravaGulaboBeth

''E que toda seca não seja de amor ,paz ou gratidão.
E que todo peito traga felicidade no coração.
Que nenhuma marca seja capaz de nos trazer decepção.
E que a percepção de vida seja suficiente para nos manter com os pés no chão.
Que nunca falte poesia,com uma pitada de harmonia e lição.
Que sejamos retratos de boas-vindas e não de adeus sem compaixão.

Inserida por eridianefernandes

Terra forte.

Da terra que me sustenta
da flor da palma a flor de lis
da seca que me arrebenta
da chuva que me faz feliz
da raiz que me alimenta
o meu nordeste representa
a parte forte deste país.

Inserida por GVM

Flor do sertão

Na terra seca
pouco profunda
No solo árido
sufocante
Onde tudo parece estar perdido
Acabado, destruído
Ela brota sua exuberância
Em tom de vermelho
Enfeita o chão sem cor
A flor do sertão
Brota pra gritar
com sua beleza singular
Que nós podemos
Assim como ela
Brotar
mesmo quando tudo
estiver morto
Nós podemos ser vida
Linda, ávida, colorida
Desprendida
linda vida.

Inserida por ThiffanyMacedo

RIO DO DESTINO

Pedaços de árvore seca
Tombada no sertão quente
No período da seca,
Arrastam-se, lentamente,

Nessas águas tão escuras
Do velho e cansado rio,
Que eu, repleto de amarguras,
Da sua margem espio!

Àquela árvore igual
Há muita gente, afinal,
À beira do desatino!

Pois se arrastam tantas vidas
Nessas águas poluídas
De um tal rio do destino!...

Inserida por RMCardoso

Infância pobre, mas... rica.

Não vivi em área nobre
mal tinha água na bica
mesmo que a seca dobre
a esperança multiplica
e na saudade se descobre
que aquela infância pobre
na verdade foi tão rica.

Inserida por GVM

De onde eu vim.

Eu vim do Nordeste da peste,
da sêca, abandono do preconceito e solidão,
Terra de mulher rendeira, mulher guerreira.
mulher macho , sim senhor.
Terra que no mapa tem forma de coração,
e que seu lamento virou canção.
Terra de cabra da peste, cabra valente
e forte, que foi entregue a propria sorte
e sua arma é a enxada na mão.
Terra das noites enluaradas,
luar que não há outro igual , o luar
do meu lugar, da minha terra, o luar do
meu Sertão.

Sandra Lima
(Dedicado a Malu Alves)

Inserida por sl44

De volta pra casa.

A seca doía na vista
não tinha nada pra plantar
coloquei meu pé na pista
fui viver em outro lugar
tentei a sorte como artista
e a minha maior conquista
foi a passagem pra voltar.

Inserida por GVM

O Nordeste é castigado
pela seca está ferido
com o chão todo rachado
o nosso povo tem sofrido
é por muitos desprezado
mas por nós é protegido.

Inserida por GVM

Bom Dia

Mais que uma mão seca

Refletindo sobre essa parábola, senti no meu interior que a mão ressecada era mais do que uma doença física, e sim, uma coisa sem vida entregue, viver na tristeza, como eu vivia no meu velho modo de vida. Não me alimentava mais das sábias palavras de Deus. Quando nos afastamos de Deus deixamos de nos alimentar da fonte que nos faz permanecer de pé, percebendo isso Jesus diz ao nosso coração fique de pé volte a vida, e ressuscite.

Inserida por Alevillela

Esperança.

É assim a nossa vida
como viver numa balança
num dia a seca é contida
no outro a seca avança
mas o que falta de comida
está sobrando de esperança.

Inserida por GVM

"A seca:

Distancia as pessoas de você,
Evapora a água de seu poço;
Trinca o seu solo,
E te deixa sem alimentos."

Inserida por BARBOSAThiago

Seca

Entrei na toca enfeitiçada
de meus pesadelos ocultos
E sem nenhum zelo
Mandou-me partir

Meus olhos cheios de terra
Com água salgada lavou
Logo sumiu, tão seca estava
A água salgada logo parou

Segurei firme em meu anjo
mas a seca vingou
Meu anjo partiu
Nem seu rastro deixou

Inserida por ketlenCastro

Ir e vir.

O nordestino vai embora
com medo da solidão
da seca que lhe devora
que maltrata a plantação
expulsa... bota pra fora
mas ele não vê a hora
de voltar para o sertão.

Inserida por GVM

Destino!

A seca é um desatino
que não perdoa ninguém
um chuvisco repentino
por essas bandas não vem
não maltrate o nordestino
os maus-tratos do destino
já faz isso muito bem.

Inserida por GVM

A tinta fresca só sujará
Quem não tocá-la quando ela estiver seca
Então amigo, tenhamos paciência para tomar decisões,
Pois a pressa é prejudicial para quem busca a perfeição.

Inserida por Conrado1256

Ter fé!

A seca é bicho danado
tangeu-me a outro lugar
disseram olha um coitado
xingaram até meu falar
mas Deus está do meu lado
pois eu sofri um bocado
mas eu voltei pro meu lar.

Inserida por GVM

A SECA

Andando pelo meu roçado
Cabisbaixo e desanimado
Vejo a semente que não germinou
Porque a chuva não chegou.

Você aí que mora na cidade
Não sabe nem a metade
Do que é sofrer calado
Vendo este chão esturricado.

Sem a chuva não se planta
Dá secura na garganta
Até o bichinho do mato
Procura um novo regato.

Também não vem comida na mesa
Nem na minha ou da realeza
Pior ainda é que a água do quintal
Vai faltar mesmo sendo vital.

Senhor moço preste atenção
Nos clamores deste chão
A poeira é lágrima-seca-sentida
Desta terra que chora ressequida...

mel - ((*_*))02/09/14

Inserida por MelaniaLudwig

A indústria da seca é um termo utilizado para designar a estratégia de alguns políticos, também conhecidos como "coronéis da água", que aproveitam a tragédia da seca na região nordeste do Brasil para ganho próprio. O termo começou a ser usado na década de 60 por Antônio Callado.

"Vidas Secas" de Graciliano Ramos demonstra a exploração do indivíduo nesse contexto.

Inserida por FMDR