Poesia ou Texto Amigo Professor

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⁠Processos e Minutas


Como passou depressa o tempo
Como mudou a poesia
Uma gota de chuva
A mais,e o ventre grávido
Estremeceu a terra.

Depois foi só. O amor era mais nada
Sentiu-se pobre e triste como Jó
Um cão, sarnento e de rua
Mas não de todas as ruas

Veio lamber-lhe a mão
Espantado, parou.
Depois foi só

Inserida por samuelfortes

⁠Em concordância a Fernando Pessoa, a quem, por só essa poesia, já considero um gênio – Autopsicografia – O Poeta é um fingidor.

Poema concordante

O poeta é fingidor sim, Fernando, que finge ser coerente
Quando coloca em suas rimas, palavras que não tão quentes
E de palavras tão belas, que o peito transbordou
Chegam emocionar coração que nunca jamais um dia te amou
Sente a dor e a transmite, de uma forma diferente
Não dor de remédio ou ais, vinda em momento carente
Mas dor que só se enternece, por um momento envolvente
Lágrima que sempre revela, por tão alegre emoção
Nem por lida nem sentida, mas que lhe surge da mão
Por leitura não tão formada, em que se fecha a razão
Dores lidas e escondidas, surge em terceira visão
Duas doem que só lidas, deram tristes ares n´autor
Mas só terceira escolhida, mostra em leitura sentida
Aquela na qual descobriu, havia uma versão não sentida,
A versão que fabricou.
Não finge com sentimento nem com representação
Mas em palavras surgidas também fruto inspiração
E segue o comboio de corda agradando sempre o feitor
Dando voltas ilusórias em busca de um sonhador
Qual cantante se alegra em troca, troca tão somente de amor
E rodando a calha de rodas nas águas puras sem cor.
Caso se prove em verdade tudo o que o poeta não diz
Que a mentira se declare, já que se forma em raiz
Êta, dor! Que se declara, por emoções sem as ter
Só um poeta tem fala, da qual a ninguém entender
Poema se interpreta em nuvens e foi feito pra brindar
Não adianta entender o que foi feito para amar
Veja agora, estou brincando, com as palavras jogar
E se escreve fingimentos sem a verdade querer
Se escreve também das verdades, escondidas sem saber
Verdadeiramente ou fingido, só vendo em seu coração
Volta e meia incontido volta e meia um vilão
E mesmo que esteja ao vivo, mas se declara silente
A dor que não sente dor é a dor que mais ele sente.
OSFigueiredo

⁠O Sol faz poesia junto ao mar.
Talvez seja a causa, e não o tempo,
a principal característica do Universo.
Talvez não exista o tempo.
Talvez eu não exista neste instante aqui.
Talvez nunca me encontres,
pois talvez não exista o tempo de eu existir.
Talvez. Mas, o Sol faz poesia neste lugar,
num tempo que talvez não exista.

Inserida por ana_cachide_pedroso

⁠Apenas uma poesia
Era o primeiro pensamento do dia
O último ao anoitecer
Era o desejo mais doce e profundo
Estar em seus braços todos os dias
E assim eram todos os dias tão perto do coração e tão distante
Todos seus pensamentos e desejos são que ele não demore pra vir ao seu encontro
Porque a vida passa tão rápido pra perder tempo sem amor
Duas almas que o destino apresentou
E que agora está pro universo unir e quando isso acontecer
Vou abraçar tão forte a ponto de estarmos tão seguros que jamais partiremos nem pra longe nem nossos corações.

Inserida por TatianaFaria

Perdi a Poesia.

Recentemente,
Talvez de forma displicente,
Perdi a poesia,
Literalmente,

Não se tratava de uma grande obra,
Mesmo porque dessa não sou capaz
Era um fato presente,
Frequente,

Uma simples impressão de um ocaso
Vespertino, dolente
Nada extraordinário, especial, ele, o ocaso
Trazia a noite fria, outonal,

Fiquei sem poesia,
O espelho não revela mais, medonho
Um olhar vivo, atento, vibrante,
Apenas monótono e tristonho.

Sim, perdi a poesia.

Procurando a coisa perdida,
Mais que uma poesia, talvez a vida,
Enquanto passam outras tantas,
Despercebidas,

E eu, impassível e ao todo indiferente
Procuro pela poesia loucamente.


Inserida por EduardoChiarini

⁠Soneto do Despertar

De tudo, quem me dera ser a poesia homérica
Ser o amor entumecido, não muito raro, esquecido
Nos porões do coração, em um deserto insociável,
Mas tornei-me um miserável, por apetência de amor

Me desprendestes da inocência, no despertar da consciência,
Por cada estrofe, cada verso, por cada rima entusiasmada,
Na mais florida das estradas, foste a mais redolente essência

Ah quão doce és tu poesia!
Na súplica do coração, deveras entristecido
Ser o cume desta fé, seja homem ou mulher
Em resposta a muitas preces, que a inquietude, seja breve

Pois, escreverte-ei, em todos os momentos,
Por teus versos, encantem-se os pensamentos,
Para que muitas almas despertem!

Autor: Roberto Junior
16.03.2021

Inserida por roberto_junior_8

⁠Poesia Macabra

Nascemos para morrer;
No intervalo do nascimento e da morte, vivemos.
Vivemos e crescemos ;
Vivemos diminuindo o tempo de vida;
Usamos a vida para irmos ao encontro da morte;
E a morte nunca despreza o fim da vida ;
Vivemos crendo que suportaremos tudo
Vivemos com coragem acreditando em superar todos os desafios
Vivemos investindo toda força na lida
Toda fé na vida
Acreditando em vencer um dia
E a morte nos encontra no fim da linha
Luz que se apaga
Fantasia que impacta
Flor que murcha
Ilusão é os dias
Morte minha vida.

Inserida por AdemilsonPedro

Ao poetar, o poeta deixa sua alma dizer o que sente...

A POESIA FALA DA ALMA DO POETA
Marcial Salaverry

Ao escrever uma poesia,
o poeta desnuda sua alma...
Essa é a mais pura e total verdade,
o amor da poesia tem necessidade,
e a poesia no amor encontra a felicidade...
Dando vida à alma poetal, interligam-se,
e na verdade, interdependem-se...
Com certeza, acima de tudo,
o que comanda, é a doce emoção
que envolve o coração...
A poesia tenta o amor explicar,
e o amor faz o poeta poetar...
O poeta escreve a poesia para falar de amor,
e o amor é o que faz o poeta escrever com calor...
Uma poesia de amor... Um amor numa poesia...
Para um poeta poetar todo dia...

Marcial Salaverry

Inserida por Marcial1Salaverry

⁠O Sim...?
Ou o Não..?



Uma poesia me fez pensar,
E fui adentrando em canteiro de flores,
Chegando lá,
Morri por fora e vivi por dentro,
Penoitei com as estrelas,
Visitei a lua e desmaiei,
Ao acordar percebi,
Para ser o que eu sou hoje,
Tive que dormir sem saber onde eu dormia,
Para sorrir como já sorri,
Tive que dar risadas atoa,
Para chorar como já chorei,
Tive que arrancar dor de onde não tinha,
Para compor uma música,
Tive que fechar os olhos e sonhar acordado sem saber o que escreveria,
O tempo passou
E foi durante uma inspiração que veio uma luz em minha mente,
Em algumas Onomatopeias da vida,
Muitas são confusas em meu paraíso grifal,
Descobri frases opostas da minha imaginação,
Me abati contrariando o mundo da minha ilusão poética,
Virei dos avessos tudo que tinha vivido até naquele momento,
Algumas frases,
Alguns olhares,
Entre todos os gestos que já presenciei,
Existem um auto clamor, temor e destruição,
Por mais mudo ou oculto que seja,
Sempre haverá um grito de dor ou alegria,
Sempre haverá uma raiz para se arrancar,
Sempre haverá uma semente para semear,
Aí,
Lembrei dos das dores e dos porres que obrigatoriamente tive que conviver,
E tive uma conclusão,
Não é a doença ou a bebida alcoólica que faz pessoas caírem e se rastejarem
E sim,
É a própria mente que deixa se elevar ao extremo de um Sim,
Ou um Não....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠ Cinesia da vida

Vivo entre o caos e a poesia
Navegando entre a tormenta e a maresia
Ontem eu era noite, hoje sou dia
Mas amanhã quem sabe? Eu seja uma heresia
Servindo à vida com cortesia
Aproveitando a euforia e a ousadia
Enquanto aguardo o fim da minha estadia
Nesse mundo, meio fantasia.

Inserida por EduardoCGoncalves

⁠Quem Ela É?

Ela é a própria inspiração.
A personificação da poesia.
Ritmo e estrofes da canção...
Uma progressão de acordes,
Um loop de bateria!

Ela é o bailar dos dançantes,
O pousar da pena sobre o papel,
Ela é o verdadeiro azul do céu.
A mão que ostenta o anel
e um pote cheio de mel.

Ela é o amanhecer
após uma noite tempestuosa.
Ela é o entardecer,
E a noite de lua cheia
Na praia de Itapuã.

Ela é o renascer
E o nascer do sol.
Ela é a brisa da manhã,
E a vontade de viver
O ontem , o hoje e o amanhã.


Edson Luiz Elo

24 de Março de 2021

Inserida por ProfessorEdson

⁠O DIA EM QUE A POESIA ME DEU VIDA

Nasci de forma lenta e inesperada,
A cada dia da minha vida inexistente.
A cada letra, palavra, verso lido da
Esplendorosa Poesia,
Eu me criava um pouco mais.

Todas aquelas palavras
Quebravam as barreiras
Do meu limitado intelecto
E fraca resistência emocional.

A Poesia brigava com qualquer limite
Que o mundo queria impor sobre ela,
Passava por cima da própria língua
E mostrava com simplicidade,
Quem mandava nas palavras.

Nesse mundo de resistência poética,
Me sentia novo a cada vez que acordava,
Nascia!
Sentia um agradável ardor na pele,
Como se um sol me desse vida.
Sentia meu sangue correr
Cheio de vitalidade pelas artérias,
E meu coração começou a bater descompassado,
Sempre ansioso pela vida.
Nascia!

E depois de nascer eu descobri,
Que esse nascimento não foi por acaso,
Foi a poesia que mostrou que a vida
É esmeralda,
Que sai de forma bruta do chão
E é necessário lapidar.
Descobri que a poesia é uma flor,
Que nasce entre as pedras e ferro
Da cidade.
Rebelde, corajosa, cheia de vida.

Depois de nascer...
Vivi pela Poesia.

Inserida por escritormatheusjose

⁠Poesia Pandêmica

Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.

Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.

Não conheceu os teus amores,
Não conheceu as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama lutadora a flamejar.

Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.

Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.

Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.

Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.

Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.

Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.

Inserida por michelfm

⁠⁠Quem sou eu?
Sou poesia,
Legitimando o sentir
Expressa com ousadia
Em versos a fluir
Com um toque de fantasia
Para com palavras colorir
Toda essa monocromia
Que além de nos reprimir
Nos asfixia

Sou poesia que se cria
Só de existir
Sou rimas em sincronia
Sou apenas esse emitir
Do meu eu particular
Sou esse sentir
Esse amar,
Esse sorrir,
Esse transbordar,
Me permitindo transmitir
E rimar
O meu eu
Que aqui se descreveu


Princesa Diamante

Inserida por stella_marques

⁠Manhãs de garoa
Manhã chuvosa e fria
está refletindo meu coração
coloco meus sentimentos em poesia
para não me afogar em emoção.
Milhares de sentimentos silenciosos
que a alma até choraminga
são tantas saudades amorosas
nesta manhã triste de domingo.
Essa garoa insistente e fria
é como as minhas lembranças
não me deixam nem um dia
cheias das minhas desesperanças.
Contemplo da janela o portão
ouço tua voz me chamando
mas é apenas uma ilusão
da alma e da saudade te reclamando.
Nem sei se são muitas tristezas
ou o vazio de algo interrompido
levou todas a nossas belezas
minha luz e alegria foram recolhidas.
Genelucia Dalpiaz

Inserida por Genelucia


Hoje não há poesia que resolva.
Sem Minâncora, Mertiolate ou Mercúrio.
Estamos sem remédios para o tempo e
temos morrido irremediavelmente.
Feito de corações
o monumento se ergue.
Mais uma recordação em luto
outra guerra perdida.
E essa vida segue sem ser vida,
com a gente morrendo sem morrer.
Respirando enquanto pode.

Inserida por emiliano_lima_araujo

⁠‪Intensamente escrevo meus versos, sentimentos de cristal a mais rica poesia‬ ‪
Sábio o homem que desvenda o coração da mulher ‬ ‪
Sorrindo segue a vida, espalhando flores‬
‪Pura poesia‬ ‪
Mulheres prontas a amar possuem ‬ ‪Intensidade no olhar‬
‪No sentir...‬
‪No viver...‬ ‪

Inserida por VanessaLoureiro

⁠Tudo se fez canto
Tudo se fez poesia
Melodias envolvem sonhos
Rimas ricas e pobres o eternizam.
Vidas que se nutrem
De sons, palavras, pensamentos e métricas.
Almas abandonadas em
Busca da solidão.
Aquele momento certo
Que o universo conspire
Contra o real e a favor
Dos sonhos.
Dois mundos distantes
pesados a ouro.
O metal precioso
Que encontramos ao
Quebrar as rochas
E extrair esse vil metal,
Enriquecendo dois corações
De vontades, desejos e
Esperanças.
Amanhã é um outro dia
E o sol é para todos.

Jaci Parvati

⁠O Poeta e o seu bonde



Para escrever uma poesia,
Para mim,
É muito simples,
Não sei o que os outros pensam,
Mas aqui falarei como eu faço,
Porém,
Não é uma regra,
Para cada uma eu crio um tipo,
Ou uma para muitas,
É mais ou menos assim!

Primeiro passo eu me abro para a vida,
Segundo passo,
Vou expulsando a morte,
Após isso,
Entro no meu bonde,
E para bem longe eu sigo em um trilho,
Acreditem ou não,
No cabo em que o meu ilusório bonde percorre,
Existe uma energia que me alimenta,
Nessa jornada vejo os caminhos da vida,
Ninguém chega até aonde eu vou,
E não me permito ninguém me acompanhar,
Somente sozinho eu escrevo,
Pois não desfazendo dos membros da família e nem dos amigos,
E muito menos dos inimigos,
É na solidão que eu me encontro,
Pois ela me faz ter o que tenho e ser quem eu sou,
Esses trilhos energizados,
As vezes eles ficam sem corrente elétrica,
Mas como inspirador,
Me recarrego com a luz do Sol,
Com energia solar em meu coração,
Não permito falhas nesse campo magnético,
Fazendo isso,
O poema e a poesia se encontram,
Fim da trilha ?
Ou acabou a trilha ?
Não,
Não é tão simples assim não,
É aí onde começa o terceiro passo da minha ilusão,
Ou melhor dizendo!
Terceira fase de qualquer inspiração,
A prova viva e a olho nu,
É que encontro no profundo ser de quem sou,
Subo na rampa,
Porque os degraus quebram,
Pois amando a vida,
E detestando a morte,
É que começo e termino uma ou centenas de poesias,

Simples não !



Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠*pOeSiA falando mal de você*
***
(Inspirado na música "Eu quis fazer uma canção falando mal de você"_ de Moacir Franco)
***
Eu quis fazer
Uma pOeSiA falando
Mal de você...
Mas que tolice
Eu escrever
vErSoS dizendo
Coisas ruins de você...
*
Eu quis escrever
Uma pOeSiA
Com raiva de você
Mas que tolice...
Quando fui ler
Só havia frases falando
De um bem querer
Aquele ser
Maravilhoso que é só amor.
Sim, que só fala de amor,
E que me ama e tem temor
De me perder...

Inserida por ostra