Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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É SIMPLES!

Anda!
Vem calar a saudade,
vem encurtar o tempo que foge.

Corre!
Contra os contratempos,
contra o sentido da rosa dos ventos.

Foge!
Deixa o lugar habitual,
deixa pra trás a vida sem sal.

Embarque!
Nas nuvens de minha estação,
nas quimeras dormentes da ilusão.

Anda!
Contra os contratempos,
contra o sentido da rosa dos ventos.

Corre!
Deixa o lugar habitual,
deixa pra trás a vida sem sal.

Foge!
Nas nuvens de minha estação,
nas quimeras dormentes da ilusão.

Embarque!
Vem calar a saudade,
vem encurtar o tempo que foge.

Anda!
Deixa o lugar habitual,
deixa pra trás a vida sem sal.

Corre!
Nas nuvens de minha estação,
nas quimeras dormentes da ilusão.

Foge!
Contra os contratempos,
contra o sentido da rosa dos ventos.

Embarque!
Deixa o lugar habitual,
deixa pra trás a vida sem sal.

Anda!
Nas nuvens de minha estação,
nas quimeras dormentes da ilusão.

Corre!
Contra os contratempos,
contra o sentido da rosa dos ventos.

Foge!
Deixa o lugar habitual,
deixa pra trás a vida sem sal.

Embarque!
Vem calar a saudade,
vem encurtar o tempo que foge.

Inserida por PersioMendonca

Tenho idade de um tempo qualquer
Vivo menino, jovem ou sou senhor
Neste olhar, tenho o olhar do amor
Embalado, às vezes, no o que vier

Luciano Spagnol
cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Inocência perdida

"Na varanda onde me encontro, me vejo enfastiado e risonho
Olhando para o chão onde as crianças brincam e se sujam
Na ladeira a beira da rua movimentada pelo caos
De ladrões, facções, revoltas, lâminas e oitões

Cena nada bonita para uma criança e nem mesmo para um adulto
O mais incrível disso tudo é que todas as crianças enxergam as flores
As aves e o seu próprio reflexo no esgoto
Ou na poça de sangue

Quebram janelas com suas faltas batidas no futebol
Perdem-se em meios os becos no esconde-esconde
E o sentimento nostálgico faz-me contestar
Onde esta toda a minha inocência de antes?

Se foi quando?
Quando estava dormindo e tento mais um pesadelo?
Quando estava alisando o travesseiro e imaginando seu cabelo?
Quando estava mordendo a toalha e imaginando o pescoço de alguém

Quando?
Será que se foi quando eu traguei você
e a matei dentro de meus pulmões para que eu possa
Respirar o seu ar, e inalar o seu doce veneno?

Pode ser que ela tenha saído
Na noite em que me disse não
e virei um caminhão de uma bebida
Inflamável

Bem, não sei quando foi
Sei que como você
eu a quero de volta
De volta
Volta?

Volta, porque não aguento mais a desesperança
Da dor da lembrança, da inocência e manhas
Que tinha quando era criança
Quero voltar a ser como antes e ver meu reflexo na poça de sangue! "

Inserida por TiiagoDaniell

COM A LUA

Com a lua
outra noite eu fiz com giz
o nome d’ela nas estrelas
E só para vela e ser feliz
bordei uma serenata pra ela.

Ela da janela
Eu, na calçada de uma noite crua
ao lado, todo ouriçado de um,
poste com arandela, portando...
Uma meiga luz amarela.

O vento...
despejava brisa, atiçava vontade.

Ofertei um ramalhete de flor
e paixão, era aquela...
Toda carregada de amor!

Era assim, tanto amor!
tanto amar!
Que o tempo nos deixou
mas o meu amor...
nunca há de se acabar!

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

COMO SORRIR

Farras da vida
tempo que finda
terras aos ventos...
Para cobrir a sua tenda.

Olhos com vendas
não mais contendas...
Seu blue,
seu verde
que falta lhes fará água
se não és mais o dono da sede?

Farol sem luz
torre sem vale
de que vale o universo
se seu corpo debruçou!

Se o mundo aos seus pés
não existe...
Como sorri
como sorrir...
depois que o amor mingou?
Sorria para o hoje
que o ontem se foi
momentos passados... Acabou.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CONTRA GOSTO

Era tarde de agosto
tive gosto na farinha
mas veio o vento e me levou.

E com cara de desamor
na brisa d’aquela tardinha
meu olhar triste chorou.

Eu? Eu fiquei de contra gosto
com aquela migalha de troco
entre sopapo e assopro.

Barriga, seca em alvoroço
pequeno tempo tão pouco!
E a marmita seca no toco.

E a fome? No contra vapor
tremia a carne e as vistas
criava-se assim aquela dor.

O vento? A esse treiteiro
rodopiou pelo terreiro
e flertou ao mundo inteiro.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Doce Roma, infinita
Vê o inimigo triunfar
Gloriosa Sé Petrina
Voltará a se ocupar.

A impiedade de teus filhos
É o meu descontentamento
Eles ousam profanar
Tão Sublime Sacramento.

Doce Roma, infinita
Contra ti alguém pecou,
O certo aboliu,
E o errado adotou.

Estarão no passado
Tuas lutas e vitórias,
E todas as histórias
Que me deixam impressionado.

Inserida por danielribeirog

LINHA DA VIDA (soneto)

A linha da vida, na vida é sinuosa
Da partida a emaranhada chegada
Quimera criada e felicidade caçada
Já a morte... Ah! A morte é teimosa

E nesta estrada, a sorte misturada
Certeza e surpresa bem manhosa
Mas tudo com uma pitada furiosa
De cor e sabor, se bem aproveitada

Tal qual uma poesia em sua tosa
Irresoluta é a linha a ser traçada
Porém, é elaborada na sua prosa

E no tem tudo e no não tem nada
Há saída, entrada, espinho e rosa
Como corredeiras (vida) não fica parada...

Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A linha da vida, na vida é sinuosa
Da partida a emaranhada chegada
Quimera criada e felicidade caçada
Já a morte... Ah! A morte é teimosa

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O medo que senti, foi eu nunca mais te ver
então criei coragem, e fui falar com você
foi como magia, um show bis de sedução
amor hoje é seu meu coraçao

Inserida por Asca

Assim que chegar a aurora
Iluminando novo dia
Assim tu estarás acordada
Para alegrar minha vida
Ao Criador peço a dádiva
Que pelo resto da vida espero ter
Estar ao seu lado
Em cada novo amanhecer.

Inserida por danielribeirog

ENFADO (soneto)

O quarto penumbroso e triste. Meu viver!
Um silêncio na alma que ela parece morta
Eu num olhar vago, uma pujança absorta
Não tenho ânimo, nem uma reação sequer

Rabisco gestos pálidos que a nada importa
O mundo lá fora a passos largos. Ouço dizer
O meu aqui dento de solidão põe a embeber
O vazio lânguido, num isolamento que corta

E neste enfado, no enfado inquieto do ser
Que é que me interessa além desta porta?
Se sempre é o mesmo, o mesmo parecer

Aqui neste útero meu sonho se transporta
Que diga a sorte, e o destino o que quiser
Aqui poeto quimera, que abre comporta... (do meu envelhecer!)

Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Permita então que eu te beije, pois a saudade da sua boca e meu veneno, mas a sua saliva é meu remédio.
Charles Valente

Inserida por CharlesValente

A FAIXA

O verde da faixa dos pedestres,
em um piscar, esta lá, todo verde...
Movida a água, secando de sede.

No alto do poste, piscando não cansa
ali, abre alas em seu enfoque...
O tempo todo, demarcando a esperança.

Esperança de um sonho alado, sonhado
que esta do outro lado ao imaginar...
Tudo aquilo, que se pode encontrar.

Ali, sobre o solo, tintas no asfalto...
Em duas cores como se fosse zebra
demarcando os rumos dos seus passos.

Se passa em falso... Em cores erradas
zás! Decisão, inconsequente imatura,
e a conseqüência nem sempre, terá cura.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

DESENCRAVA

Palavras apenas
serenas pequenas
em tema condena
antiga arriba
decida ofensa
fala o que pensa
ouve voz tensa
xingo, reticencias.

Palavras lava,
lava a cara
leva o tapa
lavra vergonha
desentala
move a bala
move a cara
desencrava
desembala
com palavra
na senzala.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

DOIS PERUS

Dois perus... Glu, glu
pássaros novos...
Pelados embaixo do céu azul.

Lá vem o tempo,
tempão...
Nuvens carregadas d’água...
Levadas por ventos
relâmpagos
trovão.

É hoje que água cai...
Cai liquida molhada,
correndo enxurradas
apagando poeira
fazendo sementes nascer.

Cai pra mim,cai pra você
cai para amar, cai para se vê
Peru, vasa! Vasa! Lá vem a chuva
cuidado com o natal
vamos correr.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CHANURA

Lua cheia sobre as telhas
poço no rio, peixe na fileira
a cumeeira tem lá a sua coruja.

Luz baixa sobre a curva turva
apito de um sentido, sentimentos
grito... Uma falha no tempo.

Se solte, solte a sua vontade
mas não deixe a euforia
entornar as suas verdades.

Nem todo dia é dia de acerto
se segure, segure o seu cesto
não coloque seu plano no espeto.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

MINHA PESSOA (soneto )

Eu sou o do fio da meada perdido
O que poeta devaneio e quimera
Verão ou inverno é só primavera
Neste fado, sonhar, é permitido

Emaranhado, pensado, eu quisera
Em exequível gratulação ter vivido
Mas olhar amargo me foi servido
E tal refutado, tive sorte megera

Aos olhares um quase despercebido
Impelido pra muito além da biosfera
Espírito enlutado, dum senso sofrido

Nas tiranias, choro, sou pessoa sincera
Áspero, sem ser, de amor sou provido
E no querer mais, me tenho em espera

Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Quando te habitei
Removi teu teto
Para observares as estrelas
Retirei as tuas janelas
Para aumentar teus horizontes
Desmanchei tuas paredes
Para ampliar teus limites
E quando desnuda
Andavas pelo mundo
Te trouxe para morar em mim.

Inserida por rudimarzimmer

GATO E PÁSSARO

O gato e o pássaro, lá de casa
o dia inteiro o gato pula
o pássaro vasa...
Voa e arrasa, com suas asas.

O gato com sua gula...
Extravasa! Todo sorrateiro
esgueira-se pelo canteiro
por detrás do capim santo
se esconde no seu canto
E fica ali o dia, inteiro.

E o pássaro?
O pássaro voa ligeiro
E lá do alto, voando
visualiza o mundo inteiro.

O gato com o saco se espanta
e se arranca em disparada carreira
levanta poeira
sem eira sem beira
e com sua mansidão
sai na escuridão, para roubar
mais um peixe na feira.

O pássaro?
O pássaro levanta-se do chão
se propagando pelo tempo
com sua vida costumeira
e segue desfrutando do sol
pela descida da comprida ladeira.

O gato e o pássaro...
Sempre apostos a se mirar
Não se amam
mas nunca param de se olhar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes