Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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MANIPULAÇÃO TEMPLÁRIA

Finda o dia e a noite desce,
na casa simples tela aparece...
Olhares abobalhados param
sobre suas novelas.
Entre uma tomada e outra
tal como política, tudo se repete
... Uma mistura de roubo traição,
provoca... Felicidades e sorrisos
escapam do peito, e os olhares
marejam, suas ingênuas lagrimas.
Mas, em seus quadros como na
esperança tudo, todavia acaba bem.
As cenas servem para apimentar
os sonhos e o sono antecede o real
... O qual deturpado pelo laços do
tempo e ao cansaço da labuta,
submerge ao fundo ao esquecimento.
O sono mestre da manipulação
templária... Antecipam a matemática
dos planos e tudo se dissipa
ao amanhecer.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Céu infinito
que dá cordas
no meu coração
e azuleja
a minha alma
por favor
acerta os ponteiros
do tempo
do verbo
"pluriamar" .

Inserida por elisangelabankersen

(Forças)
Eu falei que ia chegar
Onde ninguém poderia imaginar
Mas Deus sabia que chegaria
Só pra mostrar os inimigos de quem eles estavam rindo
Forças até o fim
Forças onde mantive
Pra mostrar pra eles que minha rima vive
Absolutamente viva
Pra mostrar que vida
Foi mas uma poesia

Inserida por Queirozmaryana29

Em versos criados
ventos horizontes
nos dias inventados
caminhos, pontes...
A água descendo do morro
teu canto infinito no espaço
em brancos dias...

Voa, pássaro...

Inserida por karolinenogueira

Dias em doses pequenas
A terra tão vermelha
Carreguei no amarelo do vento
Cantos, junto, posto,
Em cama, nas ramas
Uma centelha de tempo perdida
Um cemitério de intenções
A salvo, no alto
A imagem perfeita
Reina absoluta
Como se não fosse treva, imunda
Querer-te aos passos
No azul dos ideais
o infinito turbilhão de porcelana
a calma trincando ruídos
em sons esvoaçantes

Inserida por karolinenogueira

Passei algum tempo na chuva
interceptando o fluxo da água
que escapa da sarjeta danificada
A rodada temperada
gotas suspensas no jardim
Aquelas que se ligam num momento solto
no final dos ramos
ao longo da planta
olhos que capturam e transformam
imagens sob campanulas azuis

Inserida por karolinenogueira

O mundo – vertigem ascendente
Queda, barreira, fundo do mar
Estrada de pedras, pesado portão
... dois leões
O mormaço petrificado
A porta fechada
Bater? A intenção derrete nos dedos
A esteira vazia no canto da sala
A televisão ligada – a viagem de amanhã
Eu não vou chegar.
Não há tempo, só mormaço.

Inserida por karolinenogueira

Floricultura

Mais cachorros que pessoas passando na calçada, bicicletas, o som das jovens vozes no ginásio da outra quadra. A orquídea que perfuma tudo pra chamar atenção, o vento, a brisa calma: vão fazer falta no verão.
Da porta vejo escadas, no alto, janelas refletoras de sonhos...
Uma promoção, um suco gelado, uma vontade de falar com alguém.
O telefone toca, uma voz amiga do outro lado do mundo - Que vontade de chorar. Queria ser pássaro, pássaro não, vento: pra chegar mais rápido.
Vou conhecendo a pequena floricultura com a chegada do sol, com a promessa da primavera - Piso num chão de sombras de folhas douradas...
Tudo na cidadezinha é devagar, o tempo, o homem, o olhar, o sorriso. Quando se pensa em sorrir, a vida já deu dois passos, e uma parte de mim nunca olha pra trás.
Vendo flores, vasos, sonhos, uns sorrisos, surpresas, amores e contentamento.
O quase perfume de criar um jardim entre quatro paredes de concreto.
Nada num jardim é concreto, nada permanece, mesmo as esculturas de pedra.
Esse é um desses negócios que além da beleza e do prazer vende renovação, nutrição, recomeço... Algumas recomendações, o desejo que vinga, o cuidado de um novo alguém, um novo lar, e se ninguém cuidar?
As tardes de conversa jogada fora com insetos e folhas... Entre podas drásticas ou carinhosas, percebo que preciso de espaço. Um escritório debaixo do pé de caju, quem sabe?
Alguns metros quadrados a mais pra cultivar as flores de vento, borboletas!
O caminho não é mais o mesmo, ainda tem um campo de girassóis antes de chegar em casa, ainda tem o mar, a vila, mas é o barquinho azul, parado na lembrança que ensina a olhar pro que se quer mesmo quando não se quer nada.
Os dias de sol trazem coragem, os de céu branco ditam o ritmo da espera.
Vou pintar o vento no tronco de uma árvore...

Inserida por karolinenogueira

Aproximei-me do ar salgado, que respiram as gaivotas
um gato brincando com novelos de ondas
Sou novamente eu no lago oceano
na areia da praia e nos balaustres da baía
Olhando os alvos barcos de papel
Marinheiros tocam bandolim
Nunca longe, levo minha casa para salas de concerto e teatro
mar esquivo... eu finalmente encontrei os olhos

Inserida por karolinenogueira

Estirpes no final do campo
madeira morta
folhas de hera entrelaçadas
musgo, cogumelos

cheio de água, solo
deixa.
Pântanos inconstantes

Em torno dessas cepas,
eu sonhava
em fachadas de edifícios pequenos
pernas elegantes
garras, mezaninos
asas de pássaro.

Inserida por karolinenogueira

ESPELHO DA PIA

De manhã cedo ao acordar...
O espelho da minha pia, me espia
... Me espia mostrando-me
a pilha da minha insônia
as rugas medonha da minha idade
e a casa da minha vergonha.

Me espia, mostrando-me...
A juventude guardada na saudade
o tempo que não vejo
os segredos dos meus desejos
as mentiras inclusas da verdade.

De manhã cedo ao acordar...
Como se fosse um bedelho
o espelho da pia mostra-me...
Os sonhos velhos de festas
a planície na minha testa
os buracos do meu amanhã
a queda dos cabelos...
e as duvidas do meu divã.

Esse espelho da minha pia,
é mesmo...
O refletor da minha agonia
... A peia do meu acordar,
o chicote do meu dia.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

VELHO TRAPO

O velho trapo agora aposentado
só serve para cama do gato...
Gato velho sorrateiro desconfiado
esta sempre sonolento, sobre o velho trapo e
deitado. O velho trapo um dia já foi bandeira
e como tal, bandeirou o vento sobre o varal e
assinalou a direção das aeronaves da capital.
O velho trapo já foi enxugador de prato,
marcador de direção em beira de estrada,
sob encruzilhadas e também já serviu como
assombração em noite de farras sob o luar
e o silencio da escuridão.
Já bandeirou sob janela de trens e de veículos
deu recado, editou os seus versículos....
Acenou adeus flutuando sob suas lagrimas
e as retinas dos olhos meus.
Velho trapo que um dia foi mastro e bandeirinha
de futebol, já foi arrogo de um povo, fralda de
menino novo... Foi espantalho de passarinhos,
agora abandonado no canto seco e sem pranto...
Não passa de aconchego de gatos e gatinhos.
É meu velho trapo... Eu admiro o seu uso!
Que mesmo velho sob desuso...
Nunca ficou sozinho.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Tanta gente,
nestes tempos duros,
com própria e pura verdade
de tudo sabe.
De verdade tanta e imprópria,
pura mesmo é a falsidade!

Inserida por OsicranAkdov

SENTIMENTOS

Às vezes deitado em meu quarto,
Penso e penso solitário.
Como é triste a saudade,
Saudade de tudo,
Saudade de todos.

Saudade do que vivi,
De pessoas que convivi.
Saudade dos momentos,
Momentos bons, momentos ruins.
Simplesmente momentos.

A cada momento,
Sentimentos diferentes.
Sentimento de dor,
Sentimento de ódio,
Sentimento de amor.
Ai como dói ter sentimentos!

Poderiam ser levados ao vento,
Como se fossem poeira.
Pois mesmo que fique marcas,
Mas quando vem outro vento,
Simplesmente tudo se apaga.
Ah, saudade, saudade, saudade.

- JP RODRIGUES

Inserida por PoetaJPRodrigues

CONTRA CONTA

A conta que você conta
essa matemática tonta
é uma afronta...
Uma afronta que apronta
essa conta tonta aponta
as pontas desse afronta.

Mas essa conta desbanca
a carranca e a retranca
e trespassa além da conta
na contra pela barranca.

A conta que faz de conta...
Conta, conta contra gotas
gotas brancas gotas pingam
na moringa, cacimba pote
no enfoque que nos arriba.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ARRASTÃO

Arrasta o pé, arrasta a poeira
noite inteira, lá do salão
arrasta morena fandangueira
p'ra conquistar seu coração.

Forro no passo e compasso
cada quadro vai na fé
abraços mulher e macho
no arrasta -pé, no pé a pé.

Arrasta o boi e a boiada
pelos trilhos do sertão...
O voar de asas da passarada
água enxurrada, ribeirão.

Ródia lenha, moringa e pote
na cabeça com seus desfechos
no interior de sul ao norte
os fracos arrastam os eixos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

MEIO PELO MEIO

Se no meio do deserto, desando
... Eu arredondo, arredondo
os grãos de areias com meus pés.
Se em meio ao desespero
fico, sem oásis
tudo longe, tudo incerto...
Me seguro aos desejos
os quais, desconhecem a despedida.
Não estenda as mãos, ao adeus
nem duvide do futuro da vida.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SOBRE A CARTA DE ROWAN A GARCIA


Procure-se uma alavanca que faça mover
uma bússola para orientar
qualquer outro instrumento que faça parar,
que sirva de travão a tudo
quanto de ruim está a acontecer.

Uma alavanca que sirva para despregar
erguer
mover
arrancar...

Uma alavanca que arranque
tudo quanto está a atravancar
e a impedir
de crescer.

Outro instrumento qualquer
que sirva de travão e faça parar
o mal que impede o bem-pensar
como em proveito universal agir.

Uma alavanca que arranque
tudo
de ruim - mas mesmo tudo.

Se a alavanca vai fazer mover
o que está parado
pela preguiça de pensar
e falta de vontade em ser um dia...

...que o travão pare
o absolutamente inútil e fútil.

E que a bússola da responsabilidade
oriente e faça agir
como em Rowan para levar a carta a Garcia.

(in TRIPLO V)

Inserida por alvarogiesta

MEUS VERSOS (soneto)

Meus versos, o vento no cerrado ganindo
A angústia da alma vozeando melancolia
O silêncio fraguando rimas na monotonia
Duma solidão, da saudade indo e vindo

São a trilha do fado escrevendo romaria
Desatinadas, o meu próprio eu saindo
Das palavras de ansiedade, intervindo
Com minha voz sufocada, do dia a dia

Meus versos são a migalha cá luzindo
Na sequidão do vazio que me angustia
Que há entre a quimera e o real infindo

Meus versos são colisão com a ironia
Do choro e da alegria no peito latindo
Meus versos, minha voz, minha valia

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

“Enquanto os meus sonhos
permanecem guardados no meu coração.
Você diz ter lembrado de algumas saudades.
Enquanto eu sentia todas as saudades.
Você fez a poesia
nas espumas das ondas do mar.
Enquanto eu espero a poetisa voltar.”

Inserida por DirceuKommers