Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Saudade e vontade
Choro em frente ao espelho
saudade, vontade e vaidade.

Hora de dormir eu abro a janela
a lua cheia me lembra ela.

Antes de dormir vou escrever
e que onde estiver você possa ler.

A letra esta feia e as mãos tremidas
nas folhas destacam
minhas lagrimas escorridas.

Inserida por hiperflavio

CEREBELO

Felicidade temporária
Que diz pra sempre me amar
é sempre me enganando
que me faz acreditar

e na imperfeição dos
tempos perdidos
se encontra nas lagrimas
a sinceridade de um sorriso

Por isso um minuto
de amor é eterno
e viver se torna um prêmio
bem vindo a realidade
Temporária felicidade.

Inserida por Wellgomes

Pensamentos que vem
Mas nunca se vão
Coisas que chega na mente
Te deixa inconsciente
Transforma em uma corrente
Que um dia se quebra no chão
Transformando tudo em solidão

Aí como queria esquecer
Aquilo que um dia me fez sofrer
Pena que "Querer não é poder"
Lembranças do passado
Que quero deixar de lado
Isso tudo é tão complicado
Estou acorrentado..

Um dia vou saber
O verdadeiro motivo de viver
Vou poder descrever
Tudo aquilo que me fez crescer

Vou poder contar
A alegria de se renovar
Com um sorriso no rosto
Todo dia vou acordar
Vou gritar pro mundo todo escutar
Que dessa corrente conseguir me livrar

Inserida por jujusreis

Sem chuva nada cresce,
aprendendo que com
as tempestades da vida,
também se floresce...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

PERDA DE TEMPO (soneto)

A quem me viu além tempo, além vidraça
Da vida, cara a cara, assim, de pertinho
Verás que no tempo e na vida caminho
Graças! E que o tempo no tempo passa!

E por mais que queira, que tudo faça
Implacável é o rumo e tão torvelinho
Aromatizado como o curtido vinho
Se fazendo veloz, como, tal fumaça

Já velho, eu, não busco burburinho
De perda de tempo, ou de chalaça
Se estou jovem ou se sou velhinho

Vivo o tempo, sem tempo de negaça
Mais vale amor no tempo com carinho
Que o valor do tempo que esvoaça...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro, 2017, 05'55"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Dormem na sua cama e já pensam que são donos de tudo - de teus sonhos, de tuas bênçãos, da tua vida...

Ei parem por ai – Pois da minha vida eu sou a personagem central e também o escritor - e ponto final.

Inserida por Jmaljamal

LOMBEIRA (soneto)

Tardes do cerrado goiano, lombeira
Tão ressequidas, de tão árida vida
Tardes com a sua lentidão parida
De melancolia à sombra da lobeira

Horas benditas, de demora dormida
Que nas horas se faz hora terceira
Tardes de silêncio, tarde feiticeira
Languidez na languidez desmedida

Olhos serrados, sonho sem fronteira
Tarde muda, do tempo, hora vencida
Na imensidão bem além da porteira

E nesta doce pureza a tarde caída
Que poisa hora serena, por inteira
As tardes, tecendo hora perdida...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Você!!
Que nada faz pelo teu semelhante
Teu egoísmo é a chaga da humanidade.
Na terra, tu reencarnaste
E tudo de ti, na terra vai ficar.
O orgulho, a ganância e a vaidade
Vai para o mesmo endereço..
Ninguém pode se livrar.
Lembre-se!!
A caridade é amor,
é a luz do teu espírito
Quando tu desencarnar.

Inserida por JorgeMaciel

ADVENTO

Vem as aulas
bolsas e malas
com suas salas.

Os professores...
Com seus ensinos
e seus clamores
seguindo esquemas
com suas flores
feitas de pinos
cheias de tremas
em suas novenas.

Quantos tramas!
Para os menino...
Inocentes que amam
todos seus traumas
manipulando o destino
homologando hinos
em seus desatinos.

E o aprendiz?!
Alguém quis
alguém não quis...

O quadro preto...
não consta racismo
e a velha lousa
com todas palavras...
feita de giz,
ali estão frágeis
mas todos felizes.

Vem novo ano
feito de planos
embrulhado a panos
estão as travas,
travando falas!
Já repetidas
em outros anos.

Alguém se cala
alguém se arrasta
dentro dos sonhos
outros resvalam
nos desenganos
que em forma de flecha...
Tropica pra baixo
ou voa pra riba
flechando fulano.

Fulano aprende, ola
sicrano para roubar
as vezes partidas
em seus calhamaços
as vezes janeiro
com miado de março.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SOFRÊNCIA

Depois de você
A vida passou a saber
Como é vasta a imensidão
Da noite com solidão

Que horas são?
Que importância tem
Se minha saudade vai além...

Sem você, também,
Me perdi nos por quês
A angústia ficou à mercê
Depois de ter você
Felicidade é querer em vão
Pela rua migalha a emoção
Sem você!
Tudo é sofrência
Num coração de aparência!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017

Inserida por LucianoSpagnol

ULTIMA MÃE

Prepare-te... Oh minha rainha
que eu estou indo pra ficar
deixarei saudades aqui
e com tudo lá, eu vou chegar
eu, não sei de onde vim
mas para os teus braços...
Sim, sim! Eu vou voltar.

Estou apto de minhas vontades
oh!’ terra bela majestosa
me leva com rimas e prosa
rainha fera bondosa
saiba, que vou sem intimidade
gananciosa mãe... Gulosa.

Eu vou, mas... Pelo teu querer
me adentrar nesse teu leito
tu!’ queres todos após morrer
nessa insaciável fome de você
com defeito, ou sem defeito.

Recebe tudo que te pertence
sem distinção de cor ou raça
religião, nação, credo ou ser
tanto faz, crer ou não crer
se chega o tempo... Você traça.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

AGRURA

Tanta fumaça!
Nesse quadrado de lembrança...
enquanto a ausência se faz alvo
A saudade chicoteia o presente.

As lagrimas por certo...
Tentam em vão um aclive reto
e, em deslavo dos pensamentos,
o umedecer do incrível deserto.

E, essa flecha de pontiaguda lembrança
mira em tudo que esta longe
transferindo e ferindo tudo que esta perto.

Nesse ínterim...
O oásis é apenas, miragem de sentimentos
e os sonhos vagam por...
trote desgovernado de ferraduras
e por pedregulhos íngreme de pesadelos.

Por mais uma vez, o encharco do ser
é a única maneira de alvorecer
para logo, despencar no esquecido
e ver a cabeça doer sob o amanhecer.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ALVORECE DE NOVO NO CERRADO

Alvorece de novo o alvorecer no cerrado
Em cada manhã nasce um novo amanhecer
Num novo dia, outra vez de novo, a haver
De um renovo do velho pro novo, airado

E nesse amanhecer de um novo romper
Quero ser o novo, e do velho desanuviado
Dos gestos gastos deixá-los no passado
Desabrochando o ser prum novo querer

Assim, nesta festa do novo engrinaldado
Deste cada novo amanhecer... o reviver
Em botão, florescendo, amor engalanado

Então, quero crer, no novo, ao amanhecer
Metamorfoseando a vida no novo denodado
Onde amanhece o novo a nos surpreender

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Talvez a gente se esbarre
Numa destas confusões do sentimento
Onde o tempo no tempo nos agarre
E nos carregue nos olhares do pensamento

Luciano spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

DISSOLUTO

Como balão, flutuou pelo ar
espatifou-se no chão,
e assim, que debruçou-se
sobre o leito da mãe natureza...
Saiu escorregando da poça d'água
e molhado... Com cara de cachorro,
como se tivesse caído do caminhão...
Foi até o barranco da margem da estrada
e ali se sentou remoendo, como bode
baforando bafos de fogo invisível
como se fosse um dragão.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

PLÁCITO

Tu se lembra, de quando nos conhecemos?!
Tantas juras! Tantas promessas!
Éramos tão felizes!
Você me prometeu, tantas coisas...
Me prometeu estrelas
e eu brilhei com seu cintilar
Me prometeu a lua
e eu, deslumbrei com sua prata,
você me prometeu o arco-íres
e eu, me perdi na tonalidade de sua cor.
Fizeste promessas,
juras de verdades
enquanto eu me saciava de felicidade.

Tantas juras bacanas!
Que pena...
Que pena terem sido todas de: porcelanas
hoje quebradas, eu vejo apenas,
lagrimas desses olhos de promessas,
E esses olhos meus, que antes eram antenas,
e faziam procissão pelas suas promessas
hoje opacos...
Choram por todas as noites de solidão
e por todos os sonhos,
desse abandonado coração.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CORTINA

Olhos, olhares
quantos olhos que me olham!
Que me ipungna,
que me mira,
e que me admira,
me faz sorrir, e me castiga.

Olhares de lagrimas,
que lava a alma
ou que deslava o ser.

Olhares do mundo
ou de você
olhares que tem que ver...
Só para crer.

Olhares d'aquele ser inocente,
tristes, cheio de fome
causados pelas ganâncias do home
olhares que só de ver...
Nos consome.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

A FILA

Lá vai a fila...
No rosto esta a tristeza
no peito a esperança
o plano carrega o futuro
burlando a confiança.

Os olhares d'essa fila
carregam lá suas duvidas...
Nas aglomeradas e procissões
a vida quase perdida
e os corações já sem vida.

Lá vai a fila...
As lagrimas até secaram
de tanto choro sem ouvir
os filhos abandonados
os frutos secos minguado
e água longe daqui.

É fila para saúde
que a doença aglomerou
e das ganâncias dos homens
a onde a fome esbanjou
é fila pra vidas futuras
na secura do amor.

Lá vai a fila...
Para passagens das alturas
já estão vendendo ingresso
para uma vida segura
toda cheia de confesso...
A salvação esta a venda
na fila do grande progresso.

Já tem fila para a fé
pagando o além do além
se pagar mais, salva a mulher
filhos avos nora e um bem
se não pagar vai para baixo
padecer pelo fiasco
e nunca mais será alguém.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

OBSOLETO

As vezes me pergunto...
Para onde vou?
Por quem, venho sendo levado?
E porque fico mais velho
a cada novo dia?!

Bem que o tempo, podia ser meu amigo
... Me esquecer ou fingir,
só para eu renovar contigo.

Mas o tempo, tem lá seus segredos
e a cada ano, me mete...
Mais e mais medo.

Não adianta eu acordar sedo
não adianta eu saldar o novo ano
pois a cada tempo...
Eu me engano, me emperro
eu me desespero com essas rugas
o tempo passa, me deixando velho
e eu, acordo no tempo...
Com meus calados berros.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Em nome de Deus...


Sou semente de milagre milenar
Brotada criança do ventre de mãe forte
Menino somado de verbo e esperança
Que a sorte desdenha e a dor já não alcança

Sou filho de muitas aldeias
E de todos os mundos
Trago no peito todas crenças
E no sangue frágil, um sonho que teima

Não tomo a fome por inimiga
Nem o sol, por castigo
Das defesas, que me são poucas
A tez é a de mais orgulho e valia

Meu melhor emana de meu olhar
É ele que fere de vida qualquer morte
É ele que leva o perdão que entrego
Aos dias da infância que não visitei

Inserida por MucioBruck