Poemas sobre Ruas
Outono
Os raios já esmaecidos do sol dão um tom de poesia, as ruas e vielas sombrias repletas de folhas secas.
"SOMOS SOMOS"
Vagueio pelas ruas, nas noites desertas
Da aldeia, o silêncio é total
Sinto-me como um lobo, uma sombra
À procura da presa, sozinha e indefesa
Vejo-te ao longe e começo a cercar-te
Sinto as tuas mãos quentes, no meu rosto
O teu corpo que arde nesta madrugada fresca
Como o orvalho que refresca os nossos corpos
Que ardem no fogo da paixão, somos amigos
Somos amantes, cúmplices na vida e no amor
Vagueamos pelas ruas, desertas, vazias, agarrados à vida
À família, andamos à noite de mãos dadas
A ver as estrelas a lua, sentimos a liberdade da noite
Das ruas desertas na aldeia.
Alentado amor meu
Nessas ruas amor não há;
perfuras espinhos;
essa noite o sangue cessará;
em minha casa roubo tranquilo;
aquelas histórias contigo;
levadas ao jardim;
sofrida terra destes o fim;
dessa infame peleja;
almejas tempo pelo frio;
nos seus longos fios de cabelo;
encontro as flores do desamarro;
libertas-me tua sútil beleza;
eis-me aqui desapego da tristeza.
Eu sempre te vejo, amor...
Nas esquinas..
Nas paredes do meu quarto.. Na ruas vazias...
E...
Dentro de mim.
Avenidas,
Passarelas
Ruas,
Pessoas que vão
Que voltam
Histórias repetidas
Não vividas,
Canção
Bandolins
Violão
Perdidos,
Amores.
Já é madrugada
Já é madrugada e o sono não vem
Já é madrugada e não tenho vintém
As ruas desertas, a brisa tão leve, o luar... aquém?
Delírios eu tenho ao lembrar de meu bem
Quisera ter você em meus braços, te fazer afagos, te beijar além
Jurar-te amor eterno, declamar os meus versos, para o meu mundo te chamo: vem?
Já é madrugada e não tenho vintém
Já é madrugada e o sono não vem
Luzes
“Luzes luziam iluminando
Ligeiramente os lindos lírios
Nas margens das ruas postes com luzes
Iluminam inquietos às vidas alheias
No mar faróis liberam luz para
Guiar as embarcações límpidas como linho
Ao longe luzes com lampejos atraem
Libélulas e mariposas e convidam-nas
Para dançar em meio à noite iluminada pelo luar.”
Seu sorriso
Com batom vermelho,
Ilumina por onde passa com seu brilho.
Pequena, bela
Das ruas você faz passarela,
Sem querer rouba olhares e atenções,
E assim ganha vários corações,
Sem contar com preocupações e lamentações.
Pequena, dona de problemas e dilemas
Que nas madrugadas mal viradas
Sonha com o aquilo acabar.
conforme-se
com forme a forma
forme-se
com as estreitas ruas de sua vida
conforme-se
contra forma.. forme
conforme-se
......com
.............forme
.......................se
com a forma da fôrma do forno
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~de aço galvanizado
conforme estabelecido a 300 graus
conforme-se com a vida que lhe deram
é apenas um espetáculo, no último ato de uma quimera
vida conforme está conformidade estabelecida e determinada
conforme-se.
Você teve uma joia em casa
mas preferio pegar pedras
das ruas, parabens isto prova
que você não foi digna dessa joia.
boa sorte.
A poesia está ali no canto
Invisível ao olho arrogante
A poesia está ali nas ruas
Sozinha, triste e vagando
A poesia está ali no beco
Sem ninguém que acalme seu medo
A poesia morreu no banco
Mas no céu virou encanto!
Os lugares que passei não se lembram de mim, as ruas não conservaram o barulho dos meus passos.
Por isso peço,
Falem sobre mim,
Contem minha historia,
falem da minha terra, da minha familia,
contem o que fiz de bom e sobre meus erros,
falem sobre o que não consegui fazer por ser pequeno demais para a vida que é tão grande.
FELIZ E PONTO
Eu só quero andar pelas ruas
Sem lembrar você
Eu quero um monte de presente
do infinito
Que a sorte triunfe no final
No começo, todo sempre
Que eu seja feliz e ponto
"OUTONO"
Outono, outono meu...
Quero entregar-te os meus delírios.
Nas ruas do nosso outono
Onde os nossos passos vão ficar
Folhas do abandono pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Os nossos olhos verão tudo a mudar
E eu escreveria um livro só para te ver chegar
Se eu te fosse contar, antes de te encontrar
Subiria os montes, desceria as ladeiras
Enfrentaria perigos, sentiria a força vento
A romper a fúria de uma tormenta
Molharia o corpo neste mar profundo
Dormiria com o teu olhar, perderia a noção das horas
Se as ruas do nosso outono pudessem
Despiriam as vestes da hipocrisia em folhas
Peixe fora d’água
Sai de casa e habita quaisquer ruas
De uma cidade que agora é violenta
Observa a juventude sem propósito
Pensa no que dizer, mas nem tenta
Há feridas que tornam-se tatuagens
E há marcas de batom em seu corpo
Contemplando informações inúteis
Faltando muito para chegar ao topo
Conhece a música, a arte e a poesia
Ouve falar de chatice, tédio e rotina
Sabiamente deixa o relógio trabalhar
Uma hora a conversa fiada termina
Só Deus sabe o que irá lhe encantar
Tem uma moreninha metropolitana
Seu futuro ainda não foi descoberto
Sendo as mãos lidas por uma cigana
Ainda persegue a rota de esperança
Alternativamente o moçoilo acredita
Entre inúmeros indivíduos descrentes
Se ele é peixe fora d’água, que resista.
DEIXE-ME
Deixe-me andar pelas ruas,
deixe-me olhar para o outro.
Deixe-me voar para a lua,
deixe-me brincar entre as estrelas.
Deixe-me sonhar com um castelo,
deixe-me bailar com as princesas.
Deixe-me ser uma borboleta,
deixe-me livre pelos jardins.
Deixe-me sorrir em todos os momentos,
deixe que meu sorriso invada teu ser...
mel - ((*_*))
Há como eu queria
Voltar a ser menina
Correr nas ruas descalças
Sem medo de brincar
Na em noite de luar
La não havia perigo
Eramos todos pequenos
Nas ruas dos subúrbios,
Eu ria e cantarolava
Brincava com pedrinhas
Cada um pegava 5
E nós ali na inocência
Se esquecia da hora
Depois passava o anel
Nas mão de cada um
Era brincadeira inocente
Que sempre me vem a mente
Tempos felizes eram aqueles
Que já não voltam mais
É impressionante a quantidade de cães vira-latas abandonados nas ruas das grandes cidades, cães enganados por seus donos com o discurso de "vamos passear" e sem desconfiarem; pois diferente dos seres humanos, os cães são fiéis e não mentem sentir o que não sentem; são despachados como uma bituca de cigarro para fora dos carros. Quantos cães desorientados, perdidos e sem saber dos perigos que os aguardam vagam pelas ruas, farejando uma forma de encontrar seus antigos lares, com fome, com sede, exaustos de uma jornada inútil, sem um destino real.
Muitos cães morrem durante essa viagem sem volta, cães anônimos, sem voz para gritarem, sem forças para se manifestarem. E a culpa dessa chacina que acontece todos os dias, não é de um típico assassino com uma arma na mão, se engana o cidadão que acredita na falsa ideia de Pôncio Pilatus do "lavo minhas mãos", pois é impossível se isentar dessa responsabilidade levando em conta que atrás de todo cão abandonado, sempre existe um ser humano desumano e cruel que analogamente os leva para um matadouro.
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Oração
Ela reza por mim enquanto eu ainda ando pelas ruas escuras da cidade, mas nem sempre vai ser assim. E o vento gelado já não me afeta mais, as cores perderam a intensidade e os sons não se definem quando ela não esta aqui. O tempo passa e eu fico olhando para longe esperando ver o sorriso dela vindo ao meu encontro, mas hoje ela não volta. As pessoas me olham e eu sei que nada vai mudar, elas que esperam esperançosas por alguma reação, por menor que seja, que eu fale, grite, ame ou esvazie uma garrafa, e eu sei que nem sempre ela vai me amar. Apenas vesti a farda da sociedade e aceitei viver por ela, ou viver esperando outro dia bom com ela.
