Poemas sobre Ruas

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Às vezes, acordo sentindo o ar rarefeito da liberdade que todos proclamam. Caminho pelas ruas de concreto, smartphone na mão, curtindo posts que ditam o que devo desejar. Sou livre? Rio alto, mas o eco é um sussurro preso. As correntes sociais são invisíveis, tecidas de olhares julgadores, algoritmos que moldam meu feed como um deus caprichoso, normas que sussurram: "Seja assim, consuma aquilo, ame desse jeito".
Elas se enroscam no peito, essas algemas de expectativas. A família cobra herdeiro perfeito; o trabalho, lealdade eterna; as redes, pose impecável. Eu corro, mas para onde? A ilusão de escolha é o maior truque: vote, compre, poste, repita. No fundo, somos marionetes em um teatro coletivo, fios puxados por medos ancestrais e modas passageiras.
Quebrar isso exige coragem nua: silenciar o ruído, abraçar o desconforto do autêntico. Só então a verdadeira liberdade respira, frágil, mas real. E você, sente essas correntes?

Façam calçadas!
Asfaltem as ruas!
Cimentem os quintais!


Derrubem árvores
aqui e ali,
até que o “ali” não exista mais.


Invadam serras e matas
com condomínios luxuosos
ou barracas medíocres,
a ganância,
não distingue acabamento.


Aterrem manguezais,
beiras de rios,
lagunas e lagoas!


Avancem até a beira
dos mares e dos oceanos,
como se a maré obedecesse
escritura humana.


Mas lembrem-se:
a terra precisa respirar.
A água precisa fluir.


Não reclamem
quando a água visitar a sua sala
sem pedir licença.


Não reclamem
quando a terra,
cansada de sustentar excessos,
desmoronar sobre os seus projetos.


Você não viu.
Você não se importou.
Você derrubou,
aterrrou e invadiu.


Um dia
a Natureza reaverá
cada centímetro desapropriado.


A Natureza tem leis.
O ser humano as infringe
até que a sentença chegue.


E nessa hora
não há Santo,
não há Deus,
não há Jesus
que dê conta
de tanta insensatez.


O ser humano é insaciável
e irresponsável.
A Força da Natureza
é implacável.


✍©️@MiriamDaCosta

"Andei pelas ruas tentando não pensar em você
Estava tudo vazio, num domingo, e eu queria tanto te ver
e os minutos nunca passavam das horas.
O tempo parou com sua face soprando na minha alma a sua memória."

10:34 11 de setembro de 2024


"Sonhei andando de bicicleta com meu esposo, em ruas muito largas e bem desertas, parecia um lugar muito longínquo, onde já estivemos antes, mas o cenário estava bem diferente. Eu estava perguntando ao meu esposo, para qual estrada eu deveria ir, para chegar no local onde eu queria, que era outro estado e estava muito longe de casa, eu segui sozinha pela grande avenida, muito larga, havia montanhas no horizonte dela e áreas verdes, eu segui pedalando, mas com muito medo de entrar em uma estrada errada, porque eram avenidas muito largas, desertas e bifurcadas, que direcionavam á vários lugares diferentes"

Nômade

A vida passa e o incompreendido chora
Pelas ruas o andarilho some
Intensamente busca o que perdeu
Sem saber que achou.

Nada entenderá sem ser compreendido
Compreendendo se perderá
Nas buscas e buscas exteriores
Como nômade pairando nos cantos do mundo.

O incompreendido chora
À inexistência do palpável
Pela terra escorrem entre os dedos
Os sonhos perdidos pela lembrança...

Forget the bad days

encha seu coração
de esperança e emoção,
saia pra caminhar,
pelas ruas perambular...
navegue nas ondas do mar,
ouça uma bela canção,
mergulhe,
deixe-se levar...
tome um banho no mar,
sinta o vento soprar,
das flores o aroma no ar...
permita-se bailar.

Lembre-se de que os
dias maus
estão aí pra lembrar,
contrastar,
só assim os dias bons você vai notar...
esperar,
buscar,
encontrar,
aproveitar.

É difícil identificar quem é cristão nas ruas
e nos relacionamentos; mas em nossas atitudes, falase comportamentos podemos
fazer toda a diferença.

Onde Anda Você


Onde anda você?
Te procuro pelas ruas da cidade,
com meu Polo seguindo caminhos que já conhecem o seu nome.
Entre semáforos, esquinas e avenidas, meu olhar insiste em encontrar o seu.


As luzes da noite se refletem no vidro,
e cada rua parece guardar um pedaço da nossa história.
O vento entra pela janela trazendo lembranças,
como se ainda pudesse
ouvir a sua voz ao meu lado.


Enquanto o motor segue seu destino, meu coração permanece
perdido em você.
Os quilômetros passam,
mas a saudade não fica para trás.
E entre tantas ruas que cruzam a cidade, continuo acreditando que,
em alguma delas,
o acaso ainda vai
me levar de volta ao seu abraço.

A gente tropeça com tanta gente nas ruas da vida.
Algumas a gente guarda na memória, com outras a gente faz história.
Algumas são momentos, outras são eternas.
Algumas ficam na terra, outras a gente leva para o céu!
Haredita Angel
07.-09.25

Homem que reza para um pneu é mesmo que esta nas ruas fazendo passeatas e marchando na frente de quarteis.
Homens que criam seus Deus para engrandecer o político.
Homem vive por sua falsa fé dentro do sistema de alienação intelectual.
Os dízimos e ofertas feitas para paradoxo do enriquecimento.
As flores mortas pelo destino e vendidas por sua fé.
Deus está em todo universo menos nessa casa de Deus.
Santo seja aquele salva vidas...
Mais profundo sentido entramos num abismo social

O silêncio tecnológico e alienação motora.


Não mais um bom dia nas ruas
Pessoa bots... Pessoa assim então...
Vizinho te ignora como foste um fantasma.
Ser tem ter sentido sensorial ativo,
Mas,
É um bot humano...
A hora do almoço chega parece que estou sozinho na cidade...
Todos conectados nos celulares.
Os fones de ouvido no máximo . ..
Enquanto os livros se tornam um fenômeno do realismo a batida da música sem ritmo ou letra toca ao fundo...
Anoitece na cidade o metrô cheio pessoa com olhar cansado e vazio...
As luzes são artificiais e também as pessoas são apagados como consumidores de mundo complexo deixado pela feudo tecnológico.

Nas ruas o calor devasta.
O clima enlouquece por convivência do ser humano.
O laços que fazem a chuva desabafar...
O bicho chamado homem devasta e polui.
Nada é realizado apenas acometido e assim vemos o abismo continuar
O calor, a seca, a falta de vergonha na cara...

​O Eco do Vale
​Nas ruas vazias em ruínas, o frio traduz o sentimento que ganha forma e contorno.
O frio cedo, quase rarefeito com neblina, rebobina o sono quase preguiçoso.
Nos desejos, apenas o cansaço da noite, como a ressaca do sono.
​O chuveiro resolve qualquer problema, mas o frio contrasta com a feira de rua:
Pessoas passam com pressa em suas prisões mentais.
O barulho do vento contrasta com o desejo de ver o pôr do sol,
Mas a fome parece sair de uma ficção científica.
​A luz tímida do tempo nublado mistura-se ao frio cortante.
Cachorros latem e dão eco no vale, como na planície em outras horas no passado.
​Vejo notícias e vejo também modinhas, que se traduzem como algo insípido...
Pois quem entende o que os humanos fazem?
Deepfakes mostram um novo aliado: o ar de beleza exposta em um cenário caótico.
​Política dentro do final de semana parece cerveja quente sem álcool...
E ainda com sabor de frutas.
​O cheiro de churrasco definha meus pensamentos.
Ao longe, barulhentos rumores de chuva; a música barata tira o silêncio.
​Até os pássaros têm frio.
Por Celso Roberto Nadilo
O rio sujo ar pesado fumaça das fábricas é simplicidade o final de semana.

Entre ruas e memórias


Eu não te levaria para Barcelona.
Te levaria para conhecer a Itália,
o país pelo qual nós dois temos uma fascinação em comum.


Caminharíamos por ruas que atravessaram séculos, admirando cada detalhe como quem descobre um novo mundo.


Te levaria para ver o Coliseu,
onde o tempo parece ter parado,
e para contemplar as mais belas obras de arte,
porque algumas delas só podem ser compreendidas quando vistas com o coração.


Também te levaria
ao país onde a sua cantora favorita
empresta a voz a canções
que atravessam tantos corações,
e onde a língua soa como poesia,
tão sedutora
que até o silêncio parece ter sotaque.


Faríamos questão de nos perder
pelas pequenas ruas de pedra,
tomar um café em uma praça qualquer,
ver o pôr do sol colorindo os telhados antigos
e descobrir que as melhores lembranças
nascem dos momentos que não estavam nos planos.


Mas, para falar a verdade...


O meu lugar favorito nunca seria um país.


Seria qualquer canto do mundo
onde eu pudesse segurar a sua mão,
ver o brilho dos seus olhos diante de algo novo
e guardar, em silêncio,
a felicidade de estar vivendo aquilo ao seu lado.


Porque existem lugares inesquecíveis,
obras que desafiam o tempo
e paisagens que roubam o fôlego.


Mas nenhuma delas
seria mais bonita
do que a expressão do seu rosto
ao viver tudo isso pela primeira vez.


No fim,
eu não te levaria apenas para conhecer a Itália.


Eu te levaria
para colecionarmos memórias
que nem o tempo
seria capaz de apagar.

"Um dia seu nome será apenas memória no vento das ruas…
mas suas atitudes continuarão caminhando invisíveis,
como passos que o tempo nunca conseguiu apagar.”

Chuva! Chuva... Alagou tudo,
fez esquecer sua falta, causou tristeza,
Alagou as ruas, mas segundo a televisão,
nem chegou na represa...

Nas esquinas das ruas
e das nossas memórias,
fazia sol o chuva,
O sorriso era gratuito
até quando íamos buscar
o prêmio escrito no palito.


Sempre debaixo do guarda-sol
para carrinho de picolé,
vendendo sorvetes ou balas,
Era ponto de orientação
para voltar para casa:
tudo muda, o tempo passa...


Vendo gerações crescer
ou até mesmo se casar,
Nunca mais vi nenhum
por onde tive de passar,
O sorveteiro virou história
para muita gente lembrar.

Degusto um bom vinho,
em uma taça antiga,
que me lembra as antigas ruas de Viena,
lembrando-me, por algum acaso, do brilho das doces moças das peles claras e olhos claros,
sem ter nada contra, é claro, das índias brasileiras, doces também, de fato.

Escrevo com delicadeza, estas letras sensíveis,
para que teus olhares, as vendo, sejam puros e delicados,
como um fino papel, não resistente a nem uma gota de mísera chuva,
e muito menos, as lágrimas de uma moça vítima de adultério.

Sonho em apenas imaginar teus olhares emaranhados em minhas linhas neste poema,
linhas singelas que pretendem alterar seus sentimentos somente para te tê-la em meus braços,
delicada donzela,
dona de meus pensamentos, mesmo que esteja lúcido ou com os olhos fechados,
pois mesmo assim, estarei ligado e sonhando com ti.

Inserida por danilofina

Olhe em minha Face
Olhe em minha Alma se possível
Olhe meu andar pelas Ruas
E pergunte pra Deus o porque estou assim tão triste
E ele te respondera:"Olhe o amor da sua vida
não deixe ele passar.Pois obstáculos
e brigas sempre haverá
Mas grande é o amor que permanecera".

Inserida por Werveton-Almeida

"...Estrelas caem ao meu redor e sua luz quente incendeia as ruas com seu fogo dourado e vermelho. Derrepente eu sinto um irônico frio apesar do fogo e sinto um tremor incontrolável em minhas pernas. Meus olhos hesitam a se abrir. O meu coração começa a bater mais rápido do que eu acreditava ser possível,num ritimo desgovernado e involuntário..."

(Eu e a minha velha mania de tentar descrever o indescritível, algo como a sensação de ser beijada por voce)

Inserida por Isa-bel