Poemas sobre Ruas

Cerca de 1759 poemas sobre Ruas

Final de tarde
Ruas
Carros sobem
Descem
Meu olhar gela
A poucos metros de mim
Passa...
Quem sabe de onde vem !
Atravesso calçadas
Sigo
Já nem ligo mais...
Não esqueci teu número
Não deletei !
Só perdi a coragem
Ouvir tua voz
Fria, distante...
Me fez por fim entender
É como se diz;
Quem ama dá um jeito
Arranja tempo
Se mostra, se joga...
Como eu sempre fiz !
Se não tentou
Se não se deu
Não se mostrou
Não se jogou
É que nuca quis.
Sozinha comigo
Perdida
Jogada...
Rabiscando sonhos
Lembranças
Só
Eu e a saudade
Lembrando nós !
26/04/2017

Inserida por LeoniaTeixeira

AÇOITE DE UMA NOITE

Em dia de feriado
e em fim de semana
zanza gente pelas ruas
dando uma de bacana...

Embrenham-se em suas hipnose
com seu cheiros, agulhas e dose
e como foguetes pelas ruas
descontrolam-se na velocidade
demarcando com as peles suas
os asfaltos das cidades.

Veículos se tornam ameaças...
Pelas mãos das suas burrices
em momento, todas alegrias
em segundos... Mundo triste,
o choro agora é tardio
o descuido é só um pavio
para a vida que não existe.

Se vai o custo de alguns anos
no preço poker de uma noite
se vai o viver de muitos planos
no cachê do plano torpe.

agora, cadê fulano...
Tornou o piscar em foice
a saúde ficou na lembrança
do seu tempo de açoite.

O futura agora é lagrima
vestindo suas vestes branca
a confiança esta nas farmácias
poupança, da sua herança.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Aqui neste lugar distante a noite cobriu com seu manto escuro as ruas da cidade.
E eu, no desejo de encontrar o lugar onde todos sofrem, percorri ruas, vielas e alamedas para te levar algum conforto.
Seus dias e os meus deslumbravam-se em meus pensamentos.
Sorrisos, prazeres e até aquela sensação gostosa de saber que você gostava de mim foram aos poucos tomando-me até brotarem as lágrimas pela proximidade da despedida.
Que sua alma seja confortada no além, aqui fica alguém que sempre te quis bem e sempre te amou.

Ofereço a minha tia Margarida.

Inserida por amicha

Tributos ao Sr. José
Quinta passada vi um homem é seu andar,
vagando de ruas em ruas procurando onde repousar.
De mãos e pés sujos e tristeza no olhar
talvez sem esperança,
que um dia foi menino e hj sonha como criança.
Por um momento parei, tive compaixão desse olhar,
talvez por dor, amor, pena... sei lá.
De roupas simples, sem hesitar.
Hesitar da dor de caminhar sozinho
de nao ter aconchego e nem carinho
marcado pelo labor,
tendo o sol como único calor,
sendo julgado de sem valor.
Uma petição foi me requerida,
algo que cobrisse o seus pés
algo q confortasse essa vida sofrida.
Se me fosse dado o dom de sondar, iria mais além,
veria quem é esse alguem,
descobriria seus desejo os mais profundos,
além de simples meias, sapatos para seus pés imundos.
imundo de uma solidão,
onde sempre foi visto com mais olhares e menos coração.

Inserida por daniel_ferreira_1

A noite me conduz ao silêncio
Embarco numa viagem com destino ao meu interior

Ruas na penumbra
Paisagens desertas
Estações em variáveis
Escalas de cinza.

Prossigo em minha viagem
Vejo a chuva cair
Meu rosto molha,
Lágrima rola.

As ruas somem
A paisagem se funde num azul escuro que se mescla com o violeta
Não presto mais atenção
Somente continuo a viajar

Destino à frente
Começo a desacelerar
Nuvens prateadas correm com o vento
Lua e estrela tentam resplandecer
Luar viajar sonhar e chorar
Somos sempre passageiros solitários quando o destino é o nosso interior

Inserida por ivan_miranda

Nas casas, nos lares, nas ruas. A vida segue. O coração pulsa. A mente raciocina. Até quando? Pergunta que não importa. Segue a vida e seguimos até o quando-será. Os dedos digitam. As mãos cogitam. No ritmo frenético da produção há vida. No silêncio da mente há vida. Nos campos. Nas indústrias. No comércio. E somos muitos. E somos vários. E passaremos, quando a cada instante passamos. Convém sorver a vida, quando somos pela vida sorvidos. O relógio fraciona os instantes. Os instantes ignoram nossa cronometragem. E somos otimistas. E somos pessimistas. E somos nada. E somos tudo. Somos imagem no espelho. Somos imagem do tempo. Somos cosmopolitas. Somos rurais. Somos índio. Branco. Negro. Amarelo. Um ser sem cor. Somos palavras que respondem. Palavras que ignoram. Somos o tempo que demora. E passa rápido. Somos a carne no açougue, cortada em fatias. Somos a verdura do corpo que se crê saudável. Legumes e frutas. Queijos e laticínios. Somos a rosa, com ou sem espinhos. Somos tão vários. E somos tão o mesmo. Sumos de cores variadas. Espectros de luz dos mais diferentes primas. Somos a sede. De vida. Para além das rimas. Somos o ser que fizemos, quando nos fizeram. Somos essa manhã de sol que nos lembra que ontem foi noite. Somos cinza, fluorescente. No pulsar de um neurônio que se acende.

Monalisa Ogliari

Inserida por monalisa_ogliari

O SILÊNCIO
POR: José Luiz Mak.
No anoitecer encontro o silêncio das ruas, o barulho tímido das folhas e o som distante da cachoeira, que cobre com um véu de espuma branca as mais escuras pedras do lago.
O silêncio da noite me faz lembrar as muitas em que passei a tua procura, passos largos enfrentando a chuva e o frio.
O vento no rosto corta como uma navalha me tirando a paz, aquele lenço guardado no bolso do jeans molhado com a cor do seu batom, manchado de inúmeras carícias em seus lábios.
As estrelas aparecem tímidas ao céu, um pequeno filete de luz da lua me envolve o rosto tomando a parte mais bela.
Os olhos já encharcados pedem desesperadamente por sua silhueta próxima ao meu peito.
Por dentro meu coração arrebentando, como uma orquestra no auge de sua maior nota em uma sinfonia tocada para uma multidão.
Sentimentos envolvem o encontro das almas frias já decompostas pelo tempo.
Cigarras caluniando o orvalho que toma conta das folhas já cansadas do vento.
Fingindo ter vida, a solidão me toma por completo, olho ao redor vejo o final da rua e você não vem.
Abri mão da própria vida, fui cúmplice de meus próprios erros, doei o que deveria receber.
Fui refém da esperança e percebi que estava cada vez mais distante.
Durmo todas as noites com seu nome em minha mente, esperando acordar e poder sentir o teu perfume em minhas entranhas.
Olho o quarto vazio, meia luz em um tom romântico lembra o suor de nossos corpos.
O silêncio da noite me trás as lágrimas e a certeza do final da música em minha garganta.

Inserida por JoseLuizMak

Queria

Queria pelas ruas,junto a ti andar,
de mãos dadas, pelas calçadas
caminhar.
Olhar o céu, as estrelas contar.
Em frestas de portões espiar,
ser criança, pois criança sabe amar,
sem se preocupar com o que os outros
possam vir a falar.
Abraçar-te em plena luz da lua,
voltar no tempo,lembrar a infância
sentir que a vida sempre se renova,
como o viver, o amar e a esperança.
Em tua cintura firme segurar,
e beijar tua boca, em plena rua.

Roldão Aires


Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E

Inserida por RoldaoAires

Caminho tranquilamente
até altas horas da noite,
desarmado e despreocupado,
pelas ruas do pensamento.

Inserida por Antonio_Costta

Ruas

Ruas da vida sendo percorridas
no dia a dia que temos.
Ruas das dores sofridas,
ruas das falsas verdades,
ruas de alegrias já tidas
em momentos que deixaram saudades.
Ruas dos amores vividos,
de momentos que nunca serão
esquecidos.
Ruas, ainda tantas existem.
Será que ainda andaremos todas?
Sei que por elas passando,certezas
tenho, dentro de mim,
quem sabe ainda caminharemos
e certo o faremos, passar por ruas
que nos conduzam ao fim.


Roldão Aires

Membro da Academia de Letras Cabista de Letras Ciências e Artes
Membro da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E

Inserida por RoldaoAires

Quero caminhar tranquilho pelas ruas
Quero olhar em seus olhos
E encontrar a verdade.
Eu não perdi a esperança
Quando o sol foi embora
Tenho Luz em minha Vida
Mesmo quando a noite Cai.
Eu sei que a história não acaba aqui
Eu sei que esse não é o fim.

(2009)

Inserida por LeonardoCabral

A Peneira do Tempo

Agudas lembranças: cheiros de ruas, praças, marés, brinquedos.
Lembrança de ter sido herói, filho, menino-pai e pai-menino, é o que fica
Pra ter teu passo, pra andar junto e, sendo feliz, não pousar. Fortalecem-se as asas
O tempo não deixa esmaecer o que houve de significância, cravando nos atos
As nossas graças, a nossa infância e a nossa maturidade
Porque na peneira do tempo nem turvo, nem maldade
Revele-se infinitamente, resplandecentemente, felicidade

Sobre Juliana.

Inserida por RaymeSoares

Comumente Só
Caminho pelas ruas ,viro esquinas.
A tua procura, em rosto qualquer.
Tão cansada, extremadas colinas.
E em languidez, momento requer.

Quando a noite chega, o dia cansa.
Estendido sol, uma distante calçada.
Solto meu olhar, onde ele te alcança.
Depois recolho, em desesperançada.

Em minha janela, comumente só.
Vejo transeunte, que vêm e vão.
Repetindo saudade, apertado nó.
Sem pena espreme meu coração.

Tuas palavras silenciosas, e sinto.
Falta de uma conversa informal.
Quanto meu amor, jamais minto.
Meu coração, tão teimoso afinal.

Resistindo meus argumentos reais.
Olvidando as dores, e tanto já senti.
E tão ressentido, buscando-te mais.
Pois dentro dele, reservado só a ti.

Inserida por izildinha

A ganância leva os homens
para as frias ruas do egoísmo...
Devasta o amor, a paz, a solidariedade,
empurra a bondade para o abismo.

Caminha indiferente aos apelos,
pisa os que se interpõem em seu caminho,
esmaga a tantos em seus atropelos,
perfura a todos com seus espinhos.

A ganância caminha sem compaixão,
destrói convivência pacífica, sonhos, encarna Caim,
leva em seu cerne indiferença sem fim
e no final do caminho mergulha num lago de solidão.

A ganância é um poço sem fundo,
inimigo-mor que destrói a perfeição,
na sua voracidade esvazia e destrói o mundo,
faz da vida um palco em confusão!

Inserida por ROBERTOCARREIRA

Por ruas esquinas e becos eu tentei encontrar
Mas não estava la
Aonde você estava
Certamente nem uma dos tipos de anestesias me fez esquecer
A dor de quando você não estava la
isso me fez perder a cabeça e o controle de meus atos
A única coisa que eu quis
Fosse que você e não qualquer outra estivese lá
Foi desaparecer
Anetesieme por favor
As minhas maos não achei e não funcionaram mais

Inserida por lucas_fialho_cardoso

Perturba o meu sono
todo esse silêncio das ruas
todo esse momento vazio
toda essa burrice acadêmica
que chega e me assalta
alta madrugada...”

Inserida por ElenilsonNascimento

Doa-se urgentemente um bom coração nas ruas sem saída, nas calçadas da tristeza. Um bom coração que foi cortado em pedaços por uma paixão que pensava ser verdadeira. Um coração que não sabe em quem confiar, um coração que acha que as pessoas não têm mais solidariedade, um coração que procura - se loucamente por um amor.

Inserida por marne_targino

Se o ar faltar, faço balanço com a brisa...
Danço mudo pelas ruas...
Dou nó na correnteza e me atiro nas nuvens desse abismo em pedras, em flores!

Inserida por SiResende

as ruas estão cheias de pessoas vazias e cabeças dementes
nos bares as mentes estão ocas
eles procuram palavras para vomitar de suas bocas
eles encontram a bebida e se afogam nela
eles se comunicam entre olhares, indiretamente
eles mergulham nas mais belas pernas paradas ali, eles pensam que são más e não resistem
eles se escondem na inércia da sua própria existência
a hipocrisia se infiltra no corpo como prego na madeira depois de muitas marteladas
o corpo se cansa, e eles pedem,
pedem pra parar
eles percebem que a maior diversão que encontram não estão lá e
se dão conta que não está em nenhum lugar e isso tudo não passa de uma mentira incubada numa verdade.
eles fingem dar risada
eles fingem,
eles dão risada.
eles escondem suas tristezas quando saem de casa
eles deixam suas angustias e dores e sofrimento na cama quando partem
eles se envergonham do seu desespero contínuo
eles se esquecem de que todos sofrem e fazem a mesma coisa
ninguém se mostra de verdade por medo da sua verdade
eles não demonstram fraqueza ou sequer algum incômodo
eles mentem como ninguém
eles mentem como alguém no mundo mente
e assim eles vão vivendo
como se o dia de hoje fosse o único para morrer

Inserida por Barbaraquinta

o destino tem caminhos cruéis,
todas a ruas que seguimos tem buracos,
ate mesmo cacos de vidro,
embora todo caminho tenha direções diferentes,
aprendi a olhar o futuro com outros olhos,
a sentir meus pés no chão, no presente...
e não esperar nada do passado.
a não ser levado pela emoção...
e sim movido pela razão.
por celso roberto nadilo

Inserida por celsonadilo