Poemas Profundo
Estou
Fragilizada
Num escuro
Profundo
Me arrasto
Esfolo meus
Joelhos e mãos
Não tenho
Vontade de erguer
Meus olhos
Para a lua
A dor consome
Meu coração
Que também
Está
Despedaçado
De tanto amor
Amor
Não aceito
Incompreendido
Recusado
Choro
Para essa dor acabar
Não estou aguentando
Não sei o que fazer
Sei que o amor
Ensina
Mas não compreendo
Era tudo tão perfeito
Acho que só eu amei
Nunca fui amada
Como não percebi
Tanto desamor
Lua lua lua
Me consola
Me ampara
“Ao caminhar na chuva
Levo um vazio profundo
Em passos largos
Descubro um riacho
Dizem não ter fundo
Me atiro e procuro
Encontro o momento
Porém não é perfeito
Apenas digo o que vejo
La dentro tem sentimento”
Me pergunto o que faço nesse mundo
Não tenho resposta e assim tomo um susto
Muito profundo e ainda mais fundo
Ainda assim procuro e me ajudo
Tudo está fora do lugar e quero arrumar
Será que vou para lá ou para cá?
A minha culpa, a minha intransigência
Peço o olhar do mundo.
Cobro de um jeito profundo.
Ter à atenção.
Ganhar compaixão.
Oh pai.
Como sou incapaz e egoísta.
Como sou pequeno e arrogante.
Não que eu seja depreciador de mim.
Mas a natureza que habita em mim.
É assim.
Febril.
Medonha.
Vergonha.
Acanhada.
Pecaminosa e exagerada.
Oh quão pequeno.
Não consigo vencer a barreira da intransigência.
Porque exijo mais que dou.
Porque quero mais que sou.
Porque não venço a velocidade da língua.
Porque minha força míngua.
Porque ferozmente me tomo de malícia.
Oh corrupto e enganoso coração humano.
Sou eu este cruel insano.
Se sonho e se busco.
Equilíbrio que me ofuscou.
Não sei.
Não sou.
Não estou.
Aliás sim
Essa triste questão em mim.
Sofro.
Sofri.
Mais um dia que morri.
Coragem eu.
Coragem tu.
Somos um produto comum.
Nascer.
Coragem de ressurgir.
Fênix.
Não, não.
Simplesmente eu e você.
Que precisa esvaziar do pecado.
Deixar o espírito nascer.
Do gozo.
Da vida.
Da fé
Da esperança.
Enxugar as lágrimas.
Cessar o pranto.
É.
Nada mais.
Nascer e viver.
Giovane Silva Santos
O que é Meditar?
Me editar. Retirar tudo o que não é seu de você. Um estudo profundo sobre si próprio. Uma auto-observação de si. Acima de tudo é um mergulho dentro do próprio ser, onde o indivíduo busca um encontro consigo mesmo, com sua essência, com o seu divino. Meditação é uma lapidação do ser. É uma desconstrução e uma reconstrução do ser.
E um dos maiores medos dos seres humanos é justamente perder aquilo que não lhe pertence, perder tudo aquilo que ele construiu sobre si mas não é. No fundo é uma perda do ego. É sair do mental para um outro estado de consciência.
Abraço
Abraço o profundo abismo do teu corpo.
Deitada pões a cabeça sobre meu peito,
e eu em um ligeiro movimento antes de me
beijares , com uma das mãos colocada em
qualquer parte tua, sinto dele o calor,
a maciez e o perfume que tem.
Estamos mais intimamente ligados um com
o outro, o carinho em seu cabelo, o beijo
em tua face, outro mais demorado na boca.
Então como em um sonho, no precipício caio
e beijo teu corpo inteiro , sinto que estremeces
começas a me apertar , tua mão procura o
meu corpo, nos achamos em outro beijo.
As línguas se juntam nossos corpos se unem.
Junto a ti fico, me prendes com os braços,
e as bocas unidas ali permanecem na troca de
um beijo longo até que , nossos corpos sentem
que deles é tirado a seiva, de um lindo ato de
amor trocado
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. (Aclac)
Membro Honorário da A.L.B/ São José do Rio Preto - SP
Membro Honorário da A.L.B/ Votuporanga - SP
Membro da U.B.E
Esta noite
Quero dormir
O sono mais profundo
Que eu conseguir
Sonhar com o infinito
Amor que sinto
Quero descansar
O corpo e a mente
Repousar o coração
E a alma sonhadora
Esquecer por algumas horas
Que existe vida
Lembrar que estou
Cada vez mais próxima
Da partida
E para isto me basta
Simplesmente
Fechar os olhos!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Das águas
...dos elementos que mais nos envolvem em presença
das águas tenho profundo gostar e respeito
sempre nelas e com elas
a me ensinar desde o pequeno ser
nem imaginado seria meu Ir..com a e mais a...há
...Das águas a Rainha envolvente
mas não lhe é permitido confusa viver
tem que ter em si entrementes
e de sábia que é nem vive o escolher
SIMPLESMENTE VIVE COM A EMPATIA DE SER
piu
O meu modo metódico é muito metódico e chato, ordenador, profundo e quer domínio. É demais para os outros. É difícil de implantar no mundo. não sabe sambar.
O meu modo caótico é caótico demais. bagunçado, é bagunçado demais. Abstrato e sem lei. é orgia.
Ai um problema central: não posso ser um gestor, um lider, um chefe. para outros, apenas para mim mesmo.
O meu modo comedido, é frio, é blasé. é o não se importar. não esquentar a cabeça em ter que mediar o metódico e o caótico. é o deixa pra lá. e não deixar se tocar. alheio. e apenas obediente.
“Enfurnada”
Sou subtraída do profundo das águas calcárias e cristalinas de Furnas
Enfurnada entre montanhas Alinhadas de pés de café.
Lugar de cheiro doce
Da floragem cafeeira vestida de noiva do moka
Que se enfeitam de flores brancas e sementeiras vermelhas
Ano a ano Dia pós dias
Sou as sacas cheias da safra
Que despolpa líquida nas xícaras E cobre o paladar e os ares
Sou das minas verdes Sul de Minas Perfurmada Aromatizada
Cheiro de café Ser gerado
Das Minas Gerais
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Tô mal de mim
Tô mal do mundo
E essa dor que eu sinto
Machuca profundo
Eu não sei o que
Eu não sei de onde vem
Só não quero estar
Nem falar com ninguém
Me abandone aqui
Nesse quarto escuro
Não quero incomodar
Assim é mais seguro
Vou chorar baixinho
Até cair no sono
E esquecer quem sou
Quem sabe assim
De mim
Eu volto a ser dono
DOR INFINDA
Já no sumido aquele afeto profundo
Só eu, ó pieguice, só eu me lembro
Das noites e dias secos de setembro
Maçadas, e o meu amor moribundo
Desde esse dia, eu ermo no mundo
Atado a solidão e sem deslembro
De ti, e do falto um azedo membro
Não houve fôlego por um segundo
Quando, ainda cria... - hoje perdido
E lastimando no leito a desventura
Tenho a sensação de já ter morrido
Ah! saudade, que a vasca mistura
No peito, e ao aperto tão sofrido...
Dor infinda... e cheia de amargura!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Setembro, 06/2020, 05’46” – Triângulo Mineiro
Me encontro no mudo
naquele silencio mais profundo
mas só assim, me introspecto
E assim, simplesmente floresço
me abro para o mundo
Mesmo que pareço estar no mudo
Quando escrevo, falo tudo
Sem rodeios, traduzo as sensações
cada um dos sentimentos
(DiCello, 29/05/2019)
Se existe amor maior no mundo
Só minha mãe pode me falar
Afinal ela sabe o quão profundo
É preterir o receber ao doar.
O desejo liberta a alma
resta teu sonho
até que o silêncio seja
o beijo profundo
em teu coração
tenha sido o último momento
sendo o último suspiro,
além de tudo que já vivemos.
Meu labirinto
Não me atentei em minha ausência
Mal residente em plena essência
Profundo e enigmático
Na tormenta aflora, vai à forra
Se me há perdido
É provável que em mim também me perdi
E como máquina a escavar
Arrisco-me sem saber o que irei encontrar
Se me há perdido
Em mim me perdi
Estarei profundo
Entre canetas e papéis não eis de me encontrar
Mergulhe
Eu às vezes mergulho profundo,
E me deixo cair sem medo,
Me reencontro com passados de meu mundo,
Entro e saio do meu degredo.
Para o amor encontrar,
É necessário ter muita coragem,
Mergulhar bem fundo e acreditar,
Prestar atenção em toda a viagem.
Existem minúsculos detalhes,
Implícito nas rochas da sabedoria,
Necessário ter um olhar que não falhe,
Na captação da beleza e da alegria.
Mergulhe e observe,
Analise o que foi captado,
Retenha e conserve,
Se algo bom foi detectado.
Se detectado, guarde-o no coração,
Cuide e o conserve com carinho,
Pode ser um rubi ou uma jóia da paixão,
Jóia que expulsa todos os espinhos.
Espinhos de passados mortos,
Onde se acreditava em palavras de amor,
Nessa estrada de caminhos tortos,
Caminhos que levavam ao sofrimento e dor.
Então mergulhe fundo e sem medo,
Se jogue de corpo e alma,
Encontre o teu amor no poço dos desejos,
E viva tal amor com sabedoria e calma.
Lourival Alves
A triste realidade deste mundo,
Um desamor tão profundo,
Obscuro orgulho,
Maduro,
Coração impuro,
Não se compraz,
Lágrimas para ele,
São como pingos de chuva,
Inodoros, insípidos e sem cor,
Usa pessoas como objetos,
Se finge de amor,
Causando a mais imensa dor,
Sem pedir desculpas,
Pois, não há consciência,
Num eu tão grande que causa dormência,
Anestésico pesado,
Alucinógeno desse mundo,
Escuro e profundo,
Sem precedentes,
Destruição de muitos,
Aprendizado à astutos.
Mergulhe sua raiva desferida no mais profundo silêncio,
pausa necessária para uma inflexão de volta a razão.
As respostas virão á tona como bolhas libertas pelo alívio,
refletidas como olhos marejados pela dor da emoção.
