Poemas Melancólicos
toda pessoa que passa pela nossa vida,
nos faz aprender alguma coisa
você foi aquela que me ensinou
a forma de como não amar.
- o amadurecimento
Estou farto desta vida
Dos sentimentos das pessoas
Da apatia de muitos
Do sorriso mordaz.
Mais
Mais
Mais!
Sempre estão pedindo o meu máximo
& eu
Não consigo fazer o mínimo.
Eu já morri tantas vezes
Já experimentei esta sensação
O cheiro da morte
O medo de viver
O receio das consequências
Eu já morri!
Queria viver sem pensar
Errar o alvo
Perder as metas!
Quais metas?
Eu não mirei…
Eu pensei muito.
Enxerto
“Deixe queimar” “vem com fogo” suplicam com as mãos no peito, chorando e pedindo misericórdia por seus pecados. Observo a todos com um sorriso irônico. Rogam com tanta veracidade que parecem esquecer qual a real utilidade do fogo, mas de fato não teria como lembrar de algo que nunca experimentaram.
O fogo representa um processo químico de transformação, e é isso que procuram certo? Transformação. Buscam por uma intervenção divina que mude suas vidas e dessa forma os transformem em “Santos”. Definitivamente não faço parte disso.
A utilidade do fogo que cantam pode estar de acordo com a definição de transformação, mas não com sua real aplicabilidade. O fogo que tanto imploram é o mesmo que, durante grande parte da história, determinaram como punição a outros grupos? Como as mulheres que vocês não podiam dominar ou os homens tão corajosos e ironicamente “livres ” que sentiam o amor/desejo tão puro por outros homens.
Efetivamente são transformações com resultados diferentes. Enquanto são queimados de forma hipotéticas, ateiam de forma pura e sem pudor por acreditar corrigir o errado.
E… bom, aqui estou eu, graças a sua sentença me vejo obrigada a fazer enxertos para cobrir as marcas. Corto pedaços de meu próprio corpo para cobrir outras com o tecido degradado.
Essa transformação parece meio injusta não concordam? Vocês são os justos né, são os únicos que enxergam a tal verdade, os donos do conhecimento, então por que não enxergam isso ?.
Não pedi pelo tal fogo e o recebi, várias e várias vezes. E depois de tantas tochas cravadas em minha pele, não resta mais nada. Agora não existe mais enxerto, é necessário criar uma pele totalmente sintética para cobrir a queimada.
Uma vez eu mesmo me perguntei: o que é amar?
Amar é colocar os sentimentos dos outros acima dos seus.
É quando você está ciente dos defeitos mas só enxerga as qualidades.
É sorrir sem nenhum motivo aparente, e logo em seguida ficar triste do nada.
Ficar feliz só por estar perto do seu amor, mesmo sabendo que nunca nada de fato irá rolar.
É sentir-se solitário no meio da multidão.
E achar que nada nunca vai fazer sentido se não for com ela.
É pensar que sua vida jamais será suficiente, e você definitivamente não é a pessoa certa para ela.
Ter comumente um ciúme sem sentido, e sempre desejar um carinho.
É sonhar com ela todas as noites, desejando que existisse uma realidade na qual pudéssemos ficar juntos.
"É abraçar com certeza e beijar com vontade"
Além de tudo, amar é saber que mesmo que doa, uma hora você vai ter que deixa-la ir.
Vejo verdade em vidas sofridas
A sinceridade de dizer que é infeliz
Vejo beleza em toda a angústia
Em dizer que não rima
Não sente
Não combina
O que sinto por você
Estar a me sufocar
Só te quero por perto
Respirar o mesmo ar
Química perfeita
Melodia aos meus ouvidos
Toda vez que te vejo
Sem querer aflora todos os meus sentidos
É você só você que faz isso comigo
Esse teu jeitinho de pidão
Que sempre o que quer consegue
Tô apaixonado nesse meninão
E não há quem Negue
não tenho culpa do que sinto
Mas às vezes se torna doloroso pra mim
Não ter a certeza se é recíproco
Não quero atropelar você,
Não quero estragar o que já tenho
Mesmo sem ter
Estou me doando ao máximo
e dando o melhor de mim
pra não te perder🤍
Estou cansada de tentar escrever e simplesmente não sair mas nada na aleatoriedade da minha cabeça.
Meus olhos doem, minha cabeça pesa e sinto sono mas nao consigo dormir. Os grilos cantam, marido ronca, nenêm tosse dormindo naquele quarto claro, e eu no escuro. Acabei de tirar uma foto e ficou perfeita mesmo nessa tremenda melancolia das 20.
Gato mia, carro passa na rua, vizinho conversa rindo, cachorros se alteram e na minha cabeça apareceu uma luzinha e eu me encontro nela.
Por incrível que pareça, era para eu ter escrito isso. E eu escrevi, pois estava com saco de tudo e esse tudo virou uma crônica que achei incrível. Mesmo nessa melancolia das 20.
Saudade é sentimento
e não importa a definição.
É lembrança da ausência,
sem solidão ou nostalgia,
como olhar para uma flor
e lembrar de alguém.
Saudade não é melancolia,
nem incompletude,
é colocar essa pessoa
dentro da nossa vida.
Passamos pelas coisas sem as ver...
Se alguém nos pede amor não nos fazemos amar...
Como passamos pelas flores numa calçada...
Sem as notar...
Somos agora mais lentos...
Nem tudo é novidade...
Passamos pelo tempo...
Chega a velhice...
Não aproveitamos a mocidade...
Em noites inclinadas de melancolia...
Não percebemos a lua...
As estrelas que nos fazem companhia...
De palavra em palavra...
Dia após dia...
Finda-se a vida...
Não percebemos...
Já não transborda o cálice em alegrias...
Onde a luz é feliz...
Ela se demora...
Vivamos imensamente...
A fuga das horas...
Hoje e agora...
Sandro Paschoal Nogueira
...
Existem situações que nos levam a uma saudade imensurável, e aí vemos o Universo parar no tempo. Se melancolia remete a coisas não experimentadas, nostalgia é a lembrança vivida na prática.
Ontem senti uma agrura psicológica e quis ser 36 anos mais novo. Balbuciei uma juventude de barba e cabelos brancos.
O que resta?
O que resta escrever? Senão aquilo
que é o que não deve ser?
Porque o coração ainda
bate mas não sinto ferver
E o olhar que tinha já
não é possível manter
O que resta pensar? Que eu vivi uma
enganação onde eu queria estar?
Onde um conto de fadas é melhor
do que nada para contar
Onde os sentimentos existem mas
não é possível expressar?
O que resta falar? Pois as palavras
estão machucando em vez de curar
Quando a expectativa de acabar é
maior do que a de ficar.
Seria a distância a
única a nos ajudar?
O que resta chorar? As lágrimas de
um covarde que preferiu não olhar?
Que se quebrou em tantas partes
apenas para poder provar
Que eu era o suficiente mas
não sabia como te amar
Subjetividade
Minha alma morreu
O que tinha pra doer
Já doeu
Lembranças boas do meu eu
se perdeu
Coração frio
Pensamentos sombrios
Ausência de sentimentos
Dias extenuantes
Um nativago qualquer a espreitar a morte
Sem rumo, perdido entre o sul e norte
Recôndito a empatia alheia
Com a esperança resumida
As ruínas de um castelo de areia
Condenado a própria sorte
Vivo minha depressão
Vendo a cada segundo
Minha lenta morte
Eu não quero ser o smartphone, a bota, a bolsa da tal marca, o Hi-Ban, o penteado clichê. Eu gostaria de me sentir bela e importante para o mundo. Gostaria de fazer às pazes comigo mesma e acreditar que ainda há muitas pessoas legais que priorizam a essência e não a aparência, nem que elas sejam minoria. Ninguém vai levar nada disso para o caixão, então por que estão deixando de lado a essência do amor? Namorar não é usar aliança, postar as fotos dos chocolates, das rosas, não é se aliar porque pode tirar proveito. O amor fica triste com essa banalização. O mundo está virado de cabeça para baixo e é triste constatar que a maioria não vê nada de errado, apenas eu.
A Governanta Webnovela
Acabei de acordar estou pensando como fazer para lhe esquecer
a noite foi longa despertei agora
com entorpecimento na alma no corpo
minhas pernas tremem os olhos estão pesados aqui do meu lado esta a solidão companheira inseparável das madrugadas,
Madrugadas longas com dias curtos lembranças que dói cortando o peito fazendo de mim amante da tristeza,
não quero viver por mais tempo essa pesada falta de vocẽ, não quero mais ter lá em meus braços jurando amor falso me deixando na cama namorando a melancolia.
DO DESEJAMENTO
Alguns são feitos de um desejamento dilacerado.
Desse querer aflorado, não receio.
Nele me introduzo. E me ponho a ver o não dito.
Como quando me enamorei por uma moça.
Ela tinha um nome no meu peito escavado.
Chegava-me nas noites em que a buscava.
Deitava sua ternura sobre minha espera.
Acariciava as palavras que o silêncio esculpia.
Ela era tão docemente tingida de inteireza,
Tão despida de melancolia e incerteza.
Que apenas eu a via, andarejando ao meu lado,
Com suas mãos encravadas em minha ausência.
E eu já então, descabidamente encantado,
Apenas me sabia, ao traduzir-me fecundado,
Que mesmo a passar a só, a esperar a moça que viria,
Ela com o coração entreaberto de mim não partia.
Carlos Daniel Dojja
Quem dera
Se o amor, fosse paralelo a dor.
Se a planta virasse flor
Quem dera...
Ser flor por dentro e por fora.
Quem dera poder tocá-la, sem se ferir nos seus espinhos.
Quem dera se o amor não trouxesse tanta dor.
Tanta melancolia em seu esplendor.
Quem dera...
- Uma flor machucada
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo II
— O Amor que Ninguém Vê.
“Há dores que têm nome de silêncio. Há amores que desfalecem no escuro.” Camille Monfort.
Ela ainda estava lá.
Não no tempo, nem na fotografia que amareleceu sobre o piano que já não toca mas em mim.
Nas dobras encharcadas da memória, onde até hoje a musselina da tua ausência dança, viva, como um véu de névoa sobre a ferida que não cicatrizou.
Teu nome, Camille, é agora um sussurro que me rasga por dentro —
e não há mais quem o ouça,
senão os fantasmas que deixaste quando partiste.
Nunca soube se foste amor ou febre.
Talvez um delírio.
Ou o último lampejo de beleza antes do colapso.
Tua presença era feita de sombra líquida, de olhos que atravessavam as paredes do mundo e diziam coisas que minha razão jamais soube traduzir.
Na tua boca morava um lamento antigo, como quem tivesse amado demais noutra vida e voltasse para cobrar os restos.
E eu —
tão sóbrio, tão lógico, tão homem —
me vi desfeito no avesso da razão.
Como se tua aparição tivesse escancarado em mim uma porta que dava não para o céu, mas para o porão da minha própria alma.
E lá, entre espelhos rachados e cartas nunca enviadas, te reconheci:
não como um anjo —
mas como a mulher espectro que me revelou tudo o que eu escondia de mim.
Foi amor.
Mas desses que ninguém vê.
Porque amar-te era uma doença sem nome,
um ritual sem altar,
uma febre que só ardia quando a cidade dormia.
Não, Camille, tu não foste feita para os olhos do dia.
Tu eras para ser lembrança,
para ser poema escrito com sangue no diário de quem nunca será lido.
E por isso permaneces viva —
não na realidade que nos negou,
mas nos reconditos mais obscuros de mim, onde ainda habita o menino que chorou quando você não veio.
O que mais dói não é o amor que acaba.
É o amor que ninguém viu ou sentiu nascer.
“Deixando-o achar que pessoas agem de acordo com o que recebe. Aprendi depois de muitos anos que o máximo que posso exigir de uma pessoa é o respeito. Aprendi a Conviver com minhas ausências, lembranças, menos com a saudade. Essa ainda tenho que aprender a tragar. Uma vez ou outra ela resolve aparecer para deixar as minhas noites mais melancólicas e minhas manhãs melodrámaticas. Também aprendi que a coisa mais valiosa é o Amor que se possa ter e sentir. Ele é algo que pra ser conquistado-valorado. Exirge um esforço, dedicação, paciência e compreensão. E é recompensado e se não for?... não cobre, nem pede, tampouco implore."
—By Coelhinha
Há quem diz, que seu eterno inverno um dia já foi verão. Que suas melancolias, são apenas tristes lembranças de alguém que um dia ousou derreter seu gelo, lembranças de alguém que não ousou ficar. Há quem diz, que seus lamentos não passam de histórias, e que a verdade, nem ela mesmo sabe, ou entende, o que se passa nas suas estações. Há quem diz, que seu mundo é pequeno, resumido em palavras escritas ou pensadas, nunca ditadas. Há quem diz que essa garota pensa. Pensa tanto que esquece de falar, de viver, de se arriscar. Há quem diz que ela já se foi, que nenhuma parte sua lhe resta…Há tanta gente que diz, há tanta gente não diz… Há garotas que são decifráveis… E há garotas como ela. Há garotas como ela. Não mentira. Há garotas, e há ela.
A saudade não mata, mas sabe torturar lentamente até deixarmos melancólicos e desolados, saudade companheira de quem não tem companhia!
