Poemas Melancólicos

Cerca de 16772 poemas Melancólicos

⁠O que resta?
O que resta escrever? Senão aquilo
que é o que não deve ser?
Porque o coração ainda
bate mas não sinto ferver
E o olhar que tinha já
não é possível manter

O que resta pensar? Que eu vivi uma
enganação onde eu queria estar?
Onde um conto de fadas é melhor
do que nada para contar
Onde os sentimentos existem mas
não é possível expressar?

O que resta falar? Pois as palavras
estão machucando em vez de curar
Quando a expectativa de acabar é
maior do que a de ficar.
Seria a distância a
única a nos ajudar?

O que resta chorar? As lágrimas de
um covarde que preferiu não olhar?
Que se quebrou em tantas partes
apenas para poder provar
Que eu era o suficiente mas
não sabia como te amar

Inserida por Denay

⁠Subjetividade

⁠Minha alma morreu
O que tinha pra doer
Já doeu

Lembranças boas do meu eu
se perdeu
Coração frio
Pensamentos sombrios

Ausência de sentimentos
Dias extenuantes
Um nativago qualquer a espreitar a morte
Sem rumo, perdido entre o sul e norte

Recôndito a empatia alheia
Com a esperança resumida
As ruínas de um castelo de areia

Condenado a própria sorte
Vivo minha depressão
Vendo a cada segundo
Minha lenta morte

Inserida por EderPioli1986

Eu não quero ser o smartphone, a bota, a bolsa da tal marca, o Hi-Ban, o penteado clichê. Eu gostaria de me sentir bela e importante para o mundo. Gostaria de fazer às pazes comigo mesma e acreditar que ainda há muitas pessoas legais que priorizam a essência e não a aparência, nem que elas sejam minoria. Ninguém vai levar nada disso para o caixão, então por que estão deixando de lado a essência do amor? Namorar não é usar aliança, postar as fotos dos chocolates, das rosas, não é se aliar porque pode tirar proveito. O amor fica triste com essa banalização. O mundo está virado de cabeça para baixo e é triste constatar que a maioria não vê nada de errado, apenas eu.

A Governanta Webnovela

Inserida por marylalinha

Quem dera
Se o amor, fosse paralelo a dor.
Se a planta virasse flor
Quem dera...
Ser flor por dentro e por fora.
Quem dera poder tocá-la, sem se ferir nos seus espinhos.
Quem dera se o amor não trouxesse tanta dor.
Tanta melancolia em seu esplendor.
Quem dera...

- Uma flor machucada

Inserida por Sarinhahh

⁠O que sinto por você
Estar a me sufocar
Só te quero por perto
Respirar o mesmo ar

Química perfeita
Melodia aos meus ouvidos
Toda vez que te vejo
Sem querer aflora todos os meus sentidos
É você só você que faz isso comigo

Esse teu jeitinho de pidão
Que sempre o que quer consegue
Tô apaixonado nesse meninão
E não há quem Negue

não tenho culpa do que sinto
Mas às vezes se torna doloroso pra mim
Não ter a certeza se é recíproco

Não quero atropelar você,
Não quero estragar o que já tenho
Mesmo sem ter
Estou me doando ao máximo
e dando o melhor de mim
pra não te perder🤍

Inserida por Laisv09

⁠Estou cansada de tentar escrever e simplesmente não sair mas nada na aleatoriedade da minha cabeça.

Meus olhos doem, minha cabeça pesa e sinto sono mas nao consigo dormir. Os grilos cantam, marido ronca, nenêm tosse dormindo naquele quarto claro, e eu no escuro. Acabei de tirar uma foto e ficou perfeita mesmo nessa tremenda melancolia das 20.

Gato mia, carro passa na rua, vizinho conversa rindo, cachorros se alteram e na minha cabeça apareceu uma luzinha e eu me encontro nela.

Por incrível que pareça, era para eu ter escrito isso. E eu escrevi, pois estava com saco de tudo e esse tudo virou uma crônica que achei incrível. Mesmo nessa melancolia das 20.

Inserida por Regianevieira

Acabei de acordar estou pensando como fazer para lhe esquecer
a noite foi longa despertei agora
com entorpecimento na alma no corpo

minhas pernas tremem os olhos estão pesados aqui do meu lado esta a solidão companheira inseparável das madrugadas,

Madrugadas longas com dias curtos lembranças que dói cortando o peito fazendo de mim amante da tristeza,

não quero viver por mais tempo essa pesada falta de vocẽ, não quero mais ter lá em meus braços jurando amor falso me deixando na cama namorando a melancolia.

Inserida por MarcosGuedes

Não há antídoto para a alma atormentada, não há substância ou filosofia que preencha o vazio do peito – o vazio de sentir demais num mundo que valoriza o desapego, o vazio de amar e não ser amado, o vazio de sentir saudades de momentos e sensações que se perderam para sempre.

Trecho do eBook 'Pílulas de Esquecimento'

Inserida por heberluciano

UTOPIA⁠

revê-la depois desta longa separação
e encontrar, intactas, a conexão e a ternura
dos velhos tempos, feito alguém que
se depara com uma música na rádio
após vários anos sem escutá-la
e percebe que ainda a sabe de cor
e sente a avassaladora emoção da descoberta
no ato de redescobrir.

Inserida por heberluciano

⁠DO DESEJAMENTO
Alguns são feitos de um desejamento dilacerado.
Desse querer aflorado, não receio.
Nele me introduzo. E me ponho a ver o não dito.
Como quando me enamorei por uma moça.

Ela tinha um nome no meu peito escavado.
Chegava-me nas noites em que a buscava.
Deitava sua ternura sobre minha espera.
Acariciava as palavras que o silêncio esculpia.

Ela era tão docemente tingida de inteireza,
Tão despida de melancolia e incerteza.
Que apenas eu a via, andarejando ao meu lado,
Com suas mãos encravadas em minha ausência.

E eu já então, descabidamente encantado,
Apenas me sabia, ao traduzir-me fecundado,
Que mesmo a passar a só, a esperar a moça que viria,
Ela com o coração entreaberto de mim não partia.

Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Passamos pelas coisas sem as ver...
Se alguém nos pede amor não nos fazemos amar...
Como passamos pelas flores numa calçada...
Sem as notar...

Somos agora mais lentos...
Nem tudo é novidade...
Passamos pelo tempo...
Chega a velhice...
Não aproveitamos a mocidade...

Em noites inclinadas de melancolia...
Não percebemos a lua...
As estrelas que nos fazem companhia...

De palavra em palavra...
Dia após dia...
Finda-se a vida...
Não percebemos...
Já não transborda o cálice em alegrias...

Onde a luz é feliz...
Ela se demora...
Vivamos imensamente...
A fuga das horas...
Hoje e agora...

Sandro Paschoal Nogueira

Enfeitei minha alma de margaridas...
E descobri o meu próprio jardim...
De meus sonhos...
Construí minha realidade...
Descobri que o horizonte não tem fim...

Sou aquele que chora de melancolia...
Que não aguenta se segurar por dentro...
Que descobriu em fração de horas...
Que viver é só um momento...

Sou presença de amor profundo...
Revirando caminho que traço...
Olhar arisco em olho terno...
Destino bordado no tempo...

Criança de alma pura...
Que a Deus conta em murmúrios...
Suas felicidades ...
Suas amarguras...

Sou simples assim...
Tais quais as margaridas do meu jardim...

Sandro Paschoal Nogueira

“Deixando-o achar que pessoas agem de acordo com o que recebe. Aprendi depois de muitos anos que o máximo que posso exigir de uma pessoa é o respeito. Aprendi a Conviver com minhas ausências, lembranças, menos com a saudade. Essa ainda tenho que aprender a tragar. Uma vez ou outra ela resolve aparecer para deixar as minhas noites mais melancólicas e minhas manhãs melodrámaticas. Também aprendi que a coisa mais valiosa é o Amor que se possa ter e sentir. Ele é algo que pra ser conquistado-valorado. Exirge um esforço, dedicação, paciência e compreensão. E é recompensado e se não for?... não cobre, nem pede, tampouco implore."

—By Coelhinha

Inserida por ByCoelhinha

⁠Sempre foi por você;
Por seus olhos lindos e tristes como uma poesia de Castro Alves;
Por seu olhar aleatório para qualquer lugar, a fim de disfarçar sua timidez;
Por seu jeito doce de tratar as pessoas.
Por sua fé e sua paz que deixa qualquer lugar mais leve;
Por seu sorriso lindo que se mostra mais lindo quando está ao encontro do meu.

Inserida por EvaCordeiro

MUNDO INSANO

Mundo insano, contraditório por si mesmo.
O que se jura, esquecessem-se os juramentos.
E a quem nada se promete, compromete-se até a alma. A quem nada se deve, entrega-se tudo...
E a quem tudo se deve nada se faz.
A quem se conhece hoje, oferece-se o melhor,
aos velhos amigos traze-lhes os restos.
Nega-se abraços, beijos e cortejos a quem se jurou amar;
a quem nada merece, entrega-se em paixão.
Abraça-se, beija-se e se corteja a desconhecidos e transeuntes nas ruas.
A quem se deve companhia, afasta-se,
e a quem se deve tudo que é e tem, nada se celebra.
Ao lado de quem se dorme seguro, cria-se um pesadelo,
Acordado é de quem diz se ter medo.
Onde se deveria construir pontes, faz-se muralhas.
A quem se deve beijar, nenhum gesto de carinho,
e se cospe no rosto, nega-se um simples abraço.
A quem merece flores, dar-se coroa de espinhos e morte de cruz.
A quem se deve amar, odeia-se.
Apaixona-se pelo que mata, e ao que lhe ama rejeita-se.
Depois que se perde o relevante é que se chora...
A quem se reconquista, logo se esquece dos motivos, devaneia-se... Minha melancolia tem causa, espanta-me e me tira o sono.
Vivo num mundo de tolos que se acham sábios.

Inserida por regismeireles

⁠NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.

Capítulo II

— O Amor que Ninguém Vê.

“Há dores que têm nome de silêncio. Há amores que desfalecem no escuro.” Camille Monfort.

Ela ainda estava lá.
Não no tempo, nem na fotografia que amareleceu sobre o piano que já não toca mas em mim.
Nas dobras encharcadas da memória, onde até hoje a musselina da tua ausência dança, viva, como um véu de névoa sobre a ferida que não cicatrizou.
Teu nome, Camille, é agora um sussurro que me rasga por dentro —
e não há mais quem o ouça,
senão os fantasmas que deixaste quando partiste.

Nunca soube se foste amor ou febre.
Talvez um delírio.
Ou o último lampejo de beleza antes do colapso.
Tua presença era feita de sombra líquida, de olhos que atravessavam as paredes do mundo e diziam coisas que minha razão jamais soube traduzir.
Na tua boca morava um lamento antigo, como quem tivesse amado demais noutra vida e voltasse para cobrar os restos.

E eu —
tão sóbrio, tão lógico, tão homem —
me vi desfeito no avesso da razão.
Como se tua aparição tivesse escancarado em mim uma porta que dava não para o céu, mas para o porão da minha própria alma.
E lá, entre espelhos rachados e cartas nunca enviadas, te reconheci:
não como um anjo —
mas como a mulher espectro que me revelou tudo o que eu escondia de mim.

Foi amor.
Mas desses que ninguém vê.
Porque amar-te era uma doença sem nome,
um ritual sem altar,
uma febre que só ardia quando a cidade dormia.

Não, Camille, tu não foste feita para os olhos do dia.
Tu eras para ser lembrança,
para ser poema escrito com sangue no diário de quem nunca será lido.
E por isso permaneces viva —
não na realidade que nos negou,
mas nos reconditos mais obscuros de mim, onde ainda habita o menino que chorou quando você não veio.

O que mais dói não é o amor que acaba.
É o amor que ninguém viu ou sentiu nascer.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Há quem diz, que seu eterno inverno um dia já foi verão. Que suas melancolias, são apenas tristes lembranças de alguém que um dia ousou derreter seu gelo, lembranças de alguém que não ousou ficar. Há quem diz, que seus lamentos não passam de histórias, e que a verdade, nem ela mesmo sabe, ou entende, o que se passa nas suas estações. Há quem diz, que seu mundo é pequeno, resumido em palavras escritas ou pensadas, nunca ditadas. Há quem diz que essa garota pensa. Pensa tanto que esquece de falar, de viver, de se arriscar. Há quem diz que ela já se foi, que nenhuma parte sua lhe resta…Há tanta gente que diz, há tanta gente não diz… Há garotas que são decifráveis… E há garotas como ela. Há garotas como ela. Não mentira. Há garotas, e há ela.

A saudade não mata, mas sabe torturar lentamente até deixarmos melancólicos e desolados, saudade companheira de quem não tem companhia!

como fruta doce, crescia no meu peito a melancolia e é como se fosse, qualquer coisa que nunca soube, ou será que sabia?! não sei se fiz mal ou bem só sei que amei, sem pertencer a ninguém...

“Todas as mudanças, mesmo aquelas pelas quais ansiamos, tem sua melancolia. O que deixamos pra trás é uma parte de nós mesmos. Precisamos morrer em uma vida antes de entrarmos em outra.”