Poemas Góticos de Amor
Encontro de almas
Do chão que de repente se abre
bem embaixo de ti.
Na frequência do silêncio estridente
que invade tua alma.
Da guerra travada consigo mesmo
todos os dias
desde a manhã
até o anoitecer.
Guerra donde és cativo desde sempre:
- Alistado – uniformizado – com fuzil em punho
e a espera do inimigo
abrigado no front de teu peito.
Rindo o teu riso
bebendo o teu vinho
e brindando
a tua alma.
Da chama que cresce dentro de ti
e alimenta-se da sua tristeza
feito um cão faminto e mendicante
as três horas da manhã.
Círculo vicioso
de vida
de morte
de sorte - (todo tipo).
No vazio encontro de almas distantes
perdidas no encanto dos trinta
colhendo o vento plantado na vida-
-em outras vidas.
Nascido tardiamente
Útero –
fórceps –
dor.
Obrigado a viver só
no vazio instante que lhe restou.
Feito uma ilha
plantada em alto mar.
Bem debaixo do céu azul
e de nuvens cinza
escondidas por detrás dos olhos
e bem debaixo do nariz.
No vazio que lhe restou
a cura para a dor que sentes desde sempre.
Desde a saída do útero
até o brilho do último raio de sol de hoje.
Meu Silêncio
Meu Silêncio Daffé
Porque, tem que ser assim
Se eu pra beijar você
Você tem que gostar de mim
Não sei
O que vou fazer
Olhando teu gesto frágil
Falei palavras sem sair de mim
Eu posso me arrepender
Do que eu disse
Menos do meu silêncio
Transo com a lua pensando em vc
Sob a luz de um insenso
Não sei, o que vou fazer
Nâo quero é mais falar
segredos como a dor
Que carrego em mim
O amor é uma ilusão sem a qual
Não podemos viver.
Eu tenho marcas do silêncio
A saudade é em mim tatuada
Fiz planos...desenganos
Sonhos perdidos,
Palavras jogadas.
Jogo, perdidas pedras
Vencida !
escravos do silêncio
somos vistos por eles,
ditos como mortos,
ainda falaste como escravagista,
senti a dor carrego,
sabes o passo diante a escuridão,
sois mais conhecedora de minha vida,
que os mortos revelam o destino,
escrava das acensões do teu templo,
tantas mascaras que cobrem teu coração,
sem sentenças tão mortas quanto teu coração,
Olhe no espelho verá todos seus crimes,
sinta tudo passou, valeu a pena?
e se valeu descanse em paz na sua cova rasa.
Que sinfonia é essa?
Ó voz que não cala
Palavras distorcidas
Grito no silêncio
Desapego
Por quê ainda
não acontece?
Teimosia...
Desalento...
Vai deixe eu passar
Não me arraste
para esse saltério.
O tempo passa
Não vês que não
quero essa Relíquia
É no silêncio que minha alma fala
A noite eu me entrego ao meu eu
Em sussurros meu coração grita
Em doces palavras me entrego
E o que parecia solidão, já não existe mais
Aqui encontro a companhia da qual preciso
Vou deixando fluir essa energia que contagia
Brincando com as palavras vou me divertindo
Vou contando um pouquinho de mim
E até mesmo quem está longe pode sentir
Navegando por lugares que jamais vi
Os meus sonhos de menina pude sentir
Muitas vezes viajei
Entre sonhos me peguei
Nas páginas mais belas
Com figuras eu brinquei
Hoje vejo tão pouco disso
No sorriso da criança
Que não sabe da magia
Que se acha na esperança
Na tecnologia se perdem
E se esquecem da infância
Pobres, adultos frustados
Que não teve uma infância.
Silêncio...
Há tantos sonhos guardados
não revelados
e dentro de mim,
silenciados.
Não foram perdidos,
tampouco, esquecidos,
dormem ainda
no silêncio
que o tempo os guardou.
erotildes vittoria (editado) em 30 de agosto de 2014
Em meio a tantas gentes, a tantas vozes, mais se evidencia o meu silêncio.
Ali, todos tentando impor, ao elevar o tom, as suas verdades.
Ninguém ouve ninguém. Ninguém mais se ouve.
Houve quem tentasse. Em vão. E entre vãos escorrem o bom tom e a gentileza, essenciais para uma convivência saudável.
Silêncio.
É no vazio que nos encontramos!
Um diálogo profundo,
entre o querer e o sentir.
Nada se ouve.
Tudo se escuta!
O eco de frases ditas.
As mentiras em que acreditas.
A penumbra da tua saudade.
O rasto da tua vaidade.
E assim te ficas...
Entre as palavras ditas e não ditas.
No silêncio.
Meditas...
Anabela Pacheco
No silêncio.
Entre cada fracção de tempo.
Entre cada pedaço de nada.
Entre cada vazio.
No limiar da estrada.
Por vezes forte.
Outras tantas destroçada.
Perdida, apagada.
Ali jaz.
Condenada.
Num eterno pranto.
Carente de amor.
De tão belo canto!
Resistente.
Não acredita.
Pressente.
Que tamanho sentimento,
no peito pendente,
não pode ser dor.
Não acredita.
Pressente.
Espera.
Dormente.
Por um grande Amor!
Anabela Pacheco
Escuta o silêncio. O eco que transporta a doce melodia da minha voz. Sente. É o teu nome que grita!
Não tentes decifrar o enigma que te assola. Cruza os caminhos que te irão levar a sítio algum. É onde irei estar, à tua espera. Na névoa que te beija. Na brisa que te aconchega. No último raio de sol que te afaga o rosto. Sereno. Sonhador. Observa o vazio. Está pleno de mim!
Anabela Pacheco
Senhor
Procuro-te no silêncio das árvores
Entre os seus ramos dobrados.
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No silêncio, continuo no meu mundo de lembranças,
como uma chuva, que cai de mansinho a me
preencher de mim mesma, por toda a minha vida...
As lembranças moram em mim e, ainda bem, pois,
são incompreendidas pelos mortais...
Continuo, sigo em meu mundo de lembranças,
elas são alucinadas como eu, ninguém, nem mesmo
os solitários, não deixam de ter lembranças perfeitas
do passado...
Marilina Baccarat no livro "Viajando nas Lembranças"
Grito do silêncio
Ouço bem a voz do silêncio dentro de mim
Assediando-me a soltá-la num estrondoso grito
Seu desespero, reflexo de uma ardência sem fim
De um pobre coração triste cansando e oprimido
Olho a minha volta e não vejo ninguém
Penso então, cometer essa loucura
Gritar e não ser ouvido - Ainda bem!
Pois a voz do silêncio ninguém escuta
A natureza quebra o silêncio quando quer falar
Relâmpagos maremotos terremotos e vendavais
São sinais de quem está querendo se comunicar
Aprendi que só grita quem está sentindo dor
Eu estou sentindo muita dor - Eu vou gritar!
Socorro! Eu fui abandonado pelo meu amor.
Esse teu silêncio
Esse meu sufoco
Esse nó na garganta
Essa fria sentença
Esse vazio de esperança
Essa imensa incerteza
Esse buraco existente
Esse eco de uma tortura gritante
Essa sensação de agonia constante
Essa dor insistente e desgastante
Esse dissabor enorme amargando
e martirizando meu peito...
Só tem feito de mim
uma refém da tua fria indiferença e
do teu total desprezo.
ouço despedidas e
elas não me cabem
a não ser
quando o avesso me assalta
a voz do silêncio.
e sempre dói
ah, como dói
mas quando escuto
a voz do vento
afasto-me dessa vontade
velejo sem vaidade
timoneio meu barco
insano sem alarde.
e me permito suave
a novos voos
a novos rumos
a novos ares .
todos inda sãos
todos inda livres
todos inda meus
todos inda aves .
UM SILÊNCIO COMPREENDIDO
Quando lhe faltar palavras
Deixe o silêncio falar
A música tocar
As cores irradiar
A flor desabrochar
O perfume exalar
A paixão aquecer
Carícias afagar
Lágrimas rolar
O sorriso contagiar
Olhares unirem-se
Braços entrelaçarem-se
Os beijos adoçar
A pele roçar
O amor fluir.
Quando o amor fluir...
Tudo estará completo
No silêncio dois corações escritos
Numa só alma
Sob os desígnios
Pensamentos decifrados
Desejos compreendidos
Eloquência dos sentidos
Um silêncio compreendido.
CASULO
Quero silêncio ...céu ... vento ... solidão ... meu mundo ...
As vezes sinto a vida passar muito depressa !
Quisera ver a cor do invisível
quase muda
vestindo minha alma
de azul .
Quisera esquecer de todo
o resto e aqui no
meu casulo ...
Não ouvir mais nenhum
barulho .
Quisera um voou bonito
no céu do meu
silêncio ...
Onde dormente e
na mente
a paz beijasse infindo
minha alma .
Quisera ser um nada ...um vento ... um sopro ... uma brisa ...
E no profundo do pensamento
Não sentir frio
Não sentir vazio
Não sentir mais nada
Só me encontrar extasiada .
As vezes penso que o anonimato
parou aqui dentro .
Tenho sede de sereno e
ânsia pelo que tarda .
