Poemas Góticos de Amor
Dentro de mim moram dois sussurros:
um busca a luz, outro abraça a sombra.
Entre a razão e a loucura,
caminho sendo o próprio conflito que me habita.
A morte perguntou: _Quantas almas irei ceifar para poder trocar de Cargo ?
Cronos disse: _Um ano apenas depois aumentamos seu salário!
Enquanto o desespero consumia tua alma
e a morte já estendia o véu sobre teu caminho,
tu tremias diante da escuridão.
Eu, porém, dancei com ela.
Fitei seus olhos sem desviar o meu,
atravessei seu silêncio
e a distraí o bastante para arrancar-te de seus braços.
Hoje, proclamas tuas vitórias
como se jamais tivesses caído.
Mas nunca venceste a morte;
apenas sobreviveste porque alguém
teve a coragem de bailar com ela
enquanto tu te desesperavas.
A Dor da Luz
Antes da forma, havia a luz.
Mas luz sem sombra não possui rosto.
Brilhava infinita, indivisível,
e nada podia ser visto dentro dela.
Então a inteligência despertou
no silêncio da eternidade.
E desejou conhecer.
Para conhecer,
afastou-se da unidade.
E nesse afastamento nasceu o limite.
O limite deu contorno ao infinito.
O tempo começou a respirar.
E Saturno ergueu seus muros de pedra
para que a consciência tivesse onde caminhar.
Pois sem limites não existe percepção,
e sem oposição não existe visão.
Assim a inteligência aceitou a dor,
não como punição,
mas como preço da liberdade.
Porque sem liberdade não há erro,
e sem erro não há aprendizado.
A queda abriu os olhos da consciência.
A sombra desenhou o rosto da luz.
E o universo surgiu como um espelho
onde o espírito poderia reconhecer a si mesmo.
A forma é a luz interrompida.
A matéria é a pausa do infinito.
E no coração da experiência
a inteligência aprende lentamente
que a escuridão não destrói a luz,
apenas revela seu contorno.
Assim caminha o ser:
da unidade inconsciente,
à queda na dualidade,
até o retorno consciente à origem.
Pois a jornada da consciência
não é fugir da sombra,
mas atravessá-la.
E quando finalmente retorna à luz,
traz consigo aquilo que antes não existia:
sabedoria.
Porque Deus cria a luz.
Mas é a experiência que ensina
a vê-la.
São José dos Pinhais, 05 de março de 2026.
Mago Trimegista
PERGUNTA NÃO INDAGA
O que há atrás das uvas
Dos pés descalços
Das tristezas
Da espera
Da esperança?
O que é essa sombra da água
Do vento que para
Da nuvem que ensaia chuva
Do vento que nada leva?
Como secar o que água não molha?
Há algo que exista,
Que resida e resista
na pessoa de alma molhada?
O que tem essa bendita fruta de pés descalços?
O que eu tenho?
O que há, portanto, ó sacrossanto?
Porque eu sou essa indagação de ontem?
Téia Alves
Não trago riqueza ou bens materiais,
não trago beleza ou tristeza,
mas sei e tenho certeza,
que o ar que eu respiro tem oxigênio e amor.
“Há dores que não foram feitas para destruir você. Foram feitas para alertar você. Há tristezas que não são condenação; são convite. Há silêncios que não são abandono; são purificação. E há confrontos que não são falta de amor; são cirurgia. Deus não cura o homem com frases suaves quando o homem está morrendo por dentro. Deus cura com luz. E luz, às vezes, dói.”
— O Segredo Entre Mim, Deus e o Diabo
Um domingo triste!
A tristeza dá-se pela a ausências do abraço, do cumprimento ao próximo, do bate papo com os amigos, do confinamento em nossas próprias casas. A dor que sinto é oriunda da incerteza e da sensação de impotência que emana do ser humano diante de um ser tão minúsculo , invisível, poderia dizer insignificante diante das extraordinários avanços que o homem já conquistou, mas somos frágeis e isso serve para que possamos retirar dessa experiência que não somos deuses, que a arrogância nada significa na presença da insignificância de um ser diminuto, que o dinheiro pode lhe proporcionar melhores tratamentos e profissionais de saúde, mas não evita-o de se curvar diante dele. Esse momento é importante para refletirmos que a ideia do capital é erronea, que o homem perfeito é um erro, que a mulher impecável é uma fantasia, que o dinheiro não compra tudo. A evolução do ser quanto humano é oriunda da aprendizagem que ele faz de suas experiencias vividas, mas que tipo humano somos nós que não conseguimos abstrair desses momentos atuais, tão difíceis para todos, ensinamentos que nos transforme???
Tenham um bom domingo e não esqueçam que uma de nossas caracteristica é adaptar-se às mais diversas formas de vida e o amanhã é a soluçao de todos os problemas, mas é importante sabermos aprender com o dia que passou.
Luz nos Meus Passos
Devagar eu vou subindo,
mas não ando nas sombras.
Preciso da luz que vem do Alto
para não tropeçar nas pedras.
O mundo fala de força própria,
eu falo da força de Quem me fez.
A cada degrau dessa vida,
é a mão do Criador que me sustenta outra vez.
Sem a Tua luz, eu me perderia;
com a Tua luz, até a subida é vitória.
As Lágrimas que Não Caem
Já sentiu a tristeza chegar sem fazer alarde,
como a noite abraçando o fim de uma tarde?
Ela entra sem pedir licença ou perdão,
faz morada no peito e silêncio no coração.
Há dias em que tudo parece pesar,
e a alma só deseja o direito de chorar.
Mas meus olhos aprenderam o idioma das secas,
como rios perdidos entre lembranças desertas.
Não sei por que sou assim, tão fechada em mim,
nem quando o silêncio passou a morar aqui.
Talvez eu tenha aprendido, sem sequer perceber,
que algumas dores sobrevivem sem nunca dizer.
Não sei o que sinto, nem sei explicar,
só sei que há um vazio difícil de nomear.
É um aperto no peito, um nó na respiração,
uma ferida invisível sangrando o coração.
Dentro de mim, tempestades rompem o horizonte,
mas o céu dos meus olhos jamais se desmonta.
O pranto se perde antes mesmo de nascer,
como se até as lágrimas tivessem medo de viver.
Quis chorar...
Mas até o choro parece ter me esquecido.
Enquanto o mundo pergunta se está tudo bem,
eu visto um sorriso e respondo baixinho: "sim".
Ninguém escuta o barulho do que desaba por dentro.
E talvez o mais cruel não seja a tristeza,
mas querer desabar e permanecer de pé;
sentir a alma implorando por alívio,
enquanto o peito aprende, em silêncio, a sofrer.
Então sigo...
Carregando um oceano inteiro preso nos olhos,
uma tempestade acorrentada na alma,
um inverno escondido entre os meus versos
e um coração que descobriu, tarde demais,
que existem lágrimas que nunca tocam o chão.
Elas escorrem por dentro,
afogam o que ainda resta de luz,
fazem da esperança um sussurro distante
e da saudade uma morada.
Porque nem todo choro molha o rosto.
Há lágrimas que escolhem o silêncio.
E são justamente essas...
as que mais doem.
Amigos falsos são como sombras...
Somem quando a luz se vai.
Mas quem é verdadeiro permanece,
Mesmo quando o mundo inteiro cai.
MORIBUNDA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Nas frestas do ser, tecido em sombra e peste, dorme a carne, e a alma se reveste de ferrugem, pó e lama vil;
sou fruto putrefato de um solo hostil.
No ventre úmido do tempo triste e agreste, minh'alma enferma e macilenta investe, num sonho tosco, em busca do porvir; mas tudo é vão.
O osso, o mofo, o verme persistem. E neste palco de miséria e desatino, represento o triste destino de um bicho que sonhou sentir.
E ama, e chora, e continua a perecer.
Meus olhos, duas candeias já sem brilho, pendem cansados para o chão senil;
a vida foge, fria, sutil,
e só me resta o gosto vil da dúvida que rói todo o perfil.
Sinto no peito um breu sem consolo,
um poço sem fundo, um verso sem solo.
E nesta agonia, um réquiem vago a vida entoa, zombando do meu pranto que ainda condoa.
Sou barro e lodo, sombra e lama, verme que deseja chama, mas só sabe se arrastar.
E, ermo em vão, me vou sem norte,
levando no peito a própria morte,
que vive a sussurrar. Assim... num mundo vão
me desfaço e me consumi, num riso amargo e vão que não sorri.
E a noite é tudo o que sei e serei e senti.
ESMERALDAS DE SOMBRAS.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Ah… teus olhos.
Teus olhos esmeraldinos — não simples gemas, mas abismos translúcidos onde a razão vacila e o verbo morre. Como desejaria eu colhê-los, não com a volúpia do desejo vulgar, mas com a devoção de um monge alquebrado que recolhe as relíquias de sua santa. Tê-los… não em meu peito, mas suspensos num relicário de silêncios, entre as páginas que ainda choram por ti.
Mas tu sabes…
Sabes que eu te amo — e em mim esse amor é um espólio de lâminas cravadas por deuses mudos. Ser atravessado por mil espadas seria um refrigério frente ao que sinto ao ouvir teu nome no mármore frio do esquecimento. O teu nome, Camille, dilacera-me com a precisão de uma nota errada no adágio final de um maestro enlouquecido.
É mister, sim, dormir — dormir não para esquecer, mas para habitar os interstícios oníricos onde tu ainda existes sem dor. Nessas infinitas noites de ti e em ti, faço do teu perfume um incenso que queima devagar nos altares escurecidos da minha alma.
Porque tu sabes —
Sabes que meus olhos só foram feitos para contemplar o teu universo pairante, esse cosmos que se verte do teu semblante com a serenidade trágica de uma musa condenada a existir apenas nas entrelinhas. Viver, criar e pairar sobre mim — pobre poeta das sombras, órfão de sol e exilado da tua claridade.
E eu permaneço — espectro lírico e infecundo, sobrevivente do teu último olhar, compondo com palavras rarefeitas a sinfonia muda da tua ausência.
Joseph Bevoiur.
O Canto do Galo e a hora sagrada.
Na sombra fria rompeu a alvorada,
Cantou o galo à terra consternada;
E Pedro, a face em pranto consumida,
Viu sua fé por si mesma ferida.
Negou três vezes o Mestre querido,
Com voz de medo e coração vencido;
Mas cada som do galo anunciava
A luz que a culpa em lágrimas lavava.
O céu calou... Jesus não o ferira;
Somente o olhou com santa e doce lira.
Naquele olhar, sem ira nem censura,
Nasceu a flor da eterna compostura.
Cantou o galo. O mundo estremeceu.
O homem caiu... mas Deus não o esqueceu.
Quem chora o erro, ao bem torna outra vez,
Pois a humildade é filha da altivez.
Ó galo humilde, arauto da verdade,
Que despertaste a humana enfermidade,
Teu canto foi mais forte que o açoite,
Rasgando em luz a escuridão da noite.
Pedro caiu para melhor subir;
Quem sabe amar também sabe carpir.
E o Cristo, manso, ao ver sua aflição,
Fez do remorso um hino ao coração.
Assim, quando o pecado nos alcançar,
Que o galo torne em nós a despertar;
Porque a alma que aprende a se curvar
É a mesma que Deus torna a levantar.
POESIA E TRISTEZA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Minha poesia não floresce nos jardins.
Minha poesia corta.
Não possui a delicadeza das rosas nem a mansidão dos campos adormecidos sob o crepúsculo.
Ela nasce onde a terra rachou.
Onde os ventos deixaram de cantar e passaram a lamentar.
É lágrima de sangue escorrendo pelas faces da memória.
É riacho seco em pleno deserto, conservando no leito estéril a lembrança longínqua das águas que um dia o atravessaram.
Escrevo com os fragmentos daquilo que não sobreviveu.
Com os escombros dos afetos sepultados.
Com as cinzas dos horizontes que incendiaram-se antes da chegada da aurora.
Minha poesia não pede abrigo.
Ela caminha descalça sobre os espinhos da existência.
Habita cemitérios interiores.
Conversa com fantasmas que a razão preferiria esquecer.
E contempla, sem desviar os olhos, as feridas que a maioria dos homens cobre com os véus da distração.
Há nela algo das árvores mortas que permanecem de pé durante décadas, desafiando os ventos e a decomposição.
Algo das catedrais abandonadas onde o silêncio adquiriu a solenidade de uma oração.
Algo dos abismos que não desejam ser preenchidos.
Porque certos vazios possuem uma dignidade própria.
Minha poesia não busca consolar.
Busca revelar.
Revelar que existem dores tão profundas que se transformam em paisagens.
Ausências tão vastas que se convertem em continentes.
E tristezas tão antigas que parecem ter sido esculpidas na própria arquitetura da alma.
Por isso escrevo.
Não para fugir da noite.
Mas para escutá-la.
Não para apagar as cicatrizes.
Mas para compreender a língua secreta que elas aprenderam a falar.
Minha poesia é uma fonte sem água, um céu sem alvorada e um coração que continua pulsando mesmo depois de ter sido atravessado pelo inverno.
O último estro do Esquecido.
Nas sombras frias do destino, tombado,
Fiquei na estrada, só, abandonado;
E os olhos pálidos, sem luz, sem claridade,
Negaram ver minha última verdade.
Chamaram silêncio aquilo que era pranto;
Vestiram de gelo o mais sincero encanto.
Quem tanto amei passou indiferente,
Como se eu nunca houvesse sido gente.
Sob lápides erguidas de ingratidão,
Sepultaram meu nome e minha afeição;
Restou-me apenas o abraço da memória,
Última vela da esquecida história.
As flores murcham sobre o peito inerte,
Enquanto ri, triunfante, a falsa sorte;
Mas toda cinza que o desprezo espalha
É semente oculta da divina batalha.
Ó ingratos! Vossos olhos já sem brilho
Perderam para sempre o antigo trilho;
Quem abandona um coração leal
Constrói, em si, o próprio funeral.
Quando a noite vestir o mundo de neblina,
E a consciência romper vossa cortina,
O eco da minha dor vos chamará,
E nenhum esquecimento vos salvará.
Dormirei, enfim, na paz dos esquecidos,
Longe dos falsos, frios e fingidos;
Pois quem morre fiel ao próprio amor
Jamais é vencido pelo desamor.
E, se um dia chorardes sobre minha ausência,
Será tardia a vossa penitência;
Porque o túmulo fecha, em seu negror,
O que não ressuscita: a confiança e o amor.
TRISTEZA.
Há uma tristeza antiga, obscura e fria,
que desce sobre a tarde, lentamente,
como um sino perdido, cuja agonia
se dissolve no espaço inutilmente.
Não sei de onde ela vem, talvez do chão
onde repousam mortos esquecidos,
ou desse imenso e fúnebre sertão
que guarda os sonhos todos sepultados.
A noite cresce. O céu, desabitado,
derrama sobre a terra um véu profundo;
e o vento, entre os ciprestes fatigados,
parece prantear o fim do mundo.
Há vozes que não chegam aos meus ouvidos,
mas vivem na penumbra da memória;
são nomes, rostos, amores já perdidos,
cinzas errantes de uma antiga história.
E a lua, espectral, sobre o ermo,
contempla a solidão dos caminhos;
seu clarão parece um olhar enfermo
vagando entre sepulcros e espinhos.
Oh, morte! Tu, silenciosa soberana,
que igualas rei, mendigo, sábio e incréu,
quando recolhes a matéria humana,
que abismo abres entre a Terra e o céu?
Talvez sejamos apenas poeira
levada pelo vento dos destinos;
talvez a alma, eterna forasteira,
atravesse outros mundos e caminhos.
Mas hoje, não. Hoje somente a dor
me fala ao coração com voz soturna;
e até o próprio silêncio, ao meu redor,
parece ter saudade da vida diurna.
Se há depois da morte alguma aurora,
se existe além do túmulo outra estrada,
que a alma encontre aquilo que implora
quando a existência termina desolada.
Enquanto isso, permaneço junto ao nada,
ouvindo a noite em sua imensidão;
e, sobre a terra fria e abandonada,
deposito uma lágrima, e uma oração.
Porque a tristeza, quando é verdadeira,
não grita, não suplica, não reclama:
é como uma árvore derradeira
que morre lentamente dentro da alma.
Não tenho medo da morte
Da fome, da estupidez ou do frio
Destas coisas eu sempre me esquivei
Porquanto, a solução pra todas elas
Podem ser encontradas por mim
Meu medo é não saber achar
Aquelas coisas que independem
da boa vontade da gente
Pois, sem elas
Tudo mais não tem valor algum
E sem elas não se vive uma vida
Sobrevive-se somente
Engole-se diariamente
O gosto amargo das desilusões
O peso da carga que advém
Resultantes do desdém
e da maldade alheia
Não tenho medo de parar meu coração
Eu tenho medo de não conseguir
Estancar o corte ou espantar a dor
Se porventura alguém a quem amar
Me pedir pra curar um corte em seu dedo
Não tenho medo de perder
Nada daquilo
Que novamente vai brotar
Eu tenho medo pelas coisas singulares
Coisa que não se conta
Não se recria, depois que se desmonta
Incomparáveis, sui generis
Coisas sem par
Tudo que eu preciso
é de um singelo sorriso
Não peço ao vento que me traga
Me diga onde está
Que eu vou buscar
Edson Ricardo Paiva
O Paraíso
Tristemente esse lugar existe
E se esconde distante
"Distante" abrange muito mais
Que simplesmente estar longe
Guarda em si a cada laço
Cada passo e cada compromisso
Cada direção oposta
A cada estrada que seguimos
Catando estrelas com rede
Quais fossem
Imaginárias borboletas
Quando se deseja
Arrancar asas aos sonhos
Troféus, carrosséis de ilusão
Coisas que voam
...e que brilham
Clarear do dia
Não há paraísos,
Paz, nem melodia
Borboletas, beija-flores e estrelas
Há palavras escritas
Que resultam num lugar vazio
e pensamentos
que te afastam
muito, muito mais que você pensa
Mas você os pensa muito intensamente
Triste!
O Paraíso está para sempre lá
No voar da abelha
No cair da folha
No voo do pensamento
Universo
Simplicidade
Desenhada em versos
Sem tinta
Sem papel ou comprometimento
Nenhum compromisso cumprido
Firmado com Deus
Com a mente
Com a morte
Só sangue a fluir dos cortes
de sorte
Que felicidade
Se encontra a menos de um passo
Num lugar distante
Que existe lá dentro da gente
Entre a mente e o coração
Escondido
Atrás do mal
Que há nos olhos
Paraíso, Felicidade
O lugar mais distante
Que Deus encontrou para guardar
Por isso
Difícil de achar.
Edson Ricardo Paiva
Ainda não inventaram um jeito certo
de sorrir nos momentos de tristeza
Também não é fácil espantar a vontade
de estar perto, quando a gente gosta
Mas que a vida as insiste em pôr distante
Um dia a gente entende que o melhor
É tentar e tentar e tentar ...
tentar até aprender ...a deixar ir
Pois aquele que quiser permanecer
Ainda que distante , tem saudade no peito
E dá um jeito de mandar aviso
a pedir pra não ser esquecida
Pois não existe um jeito
de viver a vida sem sorrir tristeza
Mas viver de tristeza é arremedo de vida
Pois felicidade é coisa sempre dividida
Ser triste em segredo a gente não precisa
Apenas viver é preciso.
Edson Ricardo Paiva.
