Poemas Góticos de Amor

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Por trás de qual máscara a morte esconde sua face?


Muitas vezes, a morte ingressa em nossa vida de maneira sorrateira, abrupta, súbita.


É despejo sem aviso.


Golpe sem chance de defesa.


Decreto de efeito imediato.

É quando a morte se avizinha como uma inimiga dissimulada:


Caminha com uma cortina de fumaça. Até o último fio, pode nos iludir, até que decida se revelar (implacável).


É mestre dos disfarces. Passo na ponta do pé. Som no volume baixo.

Quando tudo parecer derrota, iremos nos reerguer, ainda que feridos.


Haverá tristeza, mas não será um monólogo: forçaremos que ela dialogue com a alegria, e elas se alternarão.


Se a saudade nos cortar com a ausência, devolveremos a ela a presença embrulhada em forma de lembranças.


Quando a dor descolorir o nosso dia, derramaremos novos potes de tintas sobre a tela.


Para cada último suspiro em uma cama de hospital, uma forte puxada de ar do outro lado da cidade.


Sejamos, portanto, igualmente implacáveis com a morte: adversário à sua altura. Essa é nossa única reviravolta possível.


Assim, deixemos que ela se vista de escuridão para nos confundir.

Em resposta, nós nos vestiremos de vida para envergonhá-la.

A melancolia dispõe de mecanismos únicos que nos permitem uma compreensão maior de quem somos e do que sentimos.


E, por menos vibrante que esse humor pareça, ele entrega uma quota valiosa de contribuição na sociedade.


Basta pensar o que seria da Grécia sem Homero, da Inglaterra sem Shakespeare ou do Brasil sem Guimarães Rosa?


Por isso, há que se valorizar os autores que, corajosamente, se dedicaram a explorar mais a fundo o fator humano.


Essas narrações são pedaços genéticos da constituição da sociedade ao longo do trânsito humano.


Assim, é admirável ver o poder da ficção que se origina do nosso impulso cognitivo.

O estado melancólico nos transporta para um lugar diferente:


É um lugar que é mais propenso às meditações íntimas.


Durante a experiência melancólica, realizamos um mergulho mais profundo.


Nele, somos capazes de acessar substratos que somente se encontram nessas regiões.


Os resíduos que são encontrados neste estado são as pulsões mais significativas que temos em nosso interior.

Na travessia dos humores, a representante da bile negra, a melancolia, é forte canalizadora de inspiração literária ao longo da história.


Padecimento após uma perda. Nostalgia dilacerante. Lamento sobre uma má sorte. Desencanto persistente.


São muitas manifestações possíveis...

A morte será sempre aquela visita indesejada.


E não há mudança de endereço que escape da sua senda. Ela sempre nos encontrará.


Diante da morte, nossa impotência é grafada em letras garrafais. De mãos atadas, acatamos o inaceitável.

Brincante


Fez-se luz onde era sombra
Fez-se festa onde era tédio
Foi um lapso de esperança
Que brotou em meio à seca
Feito riso de criança




(Fernanda Santoro)

Passos curtos, na noite fria
Uma luz que me guia
Sombra e som, na mesma estrada
Na batida acelerada
Te sinto chegar, sinto a pressão
É a voz da Lina na tua mente
Dominando o teu coração


Ecoa na alma, bate no peito
Nesse grave, que é perfeito
Efeitos no espaço, sons que vão girar
Estéreo puro pra te dominar
Sente a Lina cantar ...
Ecoa, ecoa, sente o grave bater
Sente a Lina cantar
No estéreo, até o amanhecer


Frequência alta, mente aberta
Essa é a hora certa
Acordes que grudam e não vão sair
Efeitos especiais pra nos conduzir
Sussurros que vêm e vão
Lina comanda essa pulsação




Ecoa na alma, bate no peito
Nesse grave que é perfeito
Efeitos no espaço, sons que vão girar
Estéreo puro pra te dominar
Sente a Lina cantar
Ecoa, ecoa, sente o grave bater
Sente a Lina cantar
No estéreo, até o amanhecer


Vozes se perdem no infinito
O grave mais bonito
Efeitos finais...
Estéreo...
Linaaaaaaaaaa aaaaaaa

Afirmar que uma operação com mais de 100 mortes é um sucesso... É no mínimo deficiência cognitiva somada à puro sadismo caracterial ...


Assim como dizer que criticar as dezenas de mortes é defender criminoso... que os mortos foram poucos... que todo mês deveria ter uma operação como essa... é sinônimo de sociopatia ... um distúrbio da psique humana , muito atual nessa sociedade gravemente doente...


Usar a inteligência , desde o combate ao crime até a interpretação do nefasto resultado... não é prerrogativa de uma sociedade cada vez mais longe do entendimento de si mesma e de seus deveres e direitos... que chamá-la de sociedade chega à ser um insulto ao significado do termo...


Mas... quem sou eu para criticar ou julgar os críticos e juízes de plantão...que só enxergam as leis dentro de meio palmo do próprio raciocínio... muito limitado .


Fiquem em paz 🕊 Sejam paz 🕊
✍©️@MiriamDaCosta

É terrível ver
tantos seguidores
da ignorância.
É triste ver
tanta cafonice
cultural.


É terrível
ver a ignorância
com tantos fiéis.
É triste
ver a cultura
reduzida ao raso.
✍@MiriamDaCosta

A incompetência
veste-se de desculpas,
erige muralhas
contra a própria sombra,
e espalha culpas alheias
como quem semeia pedras
para jamais colher frutos...
✍©️@MiriamDaCosta

Ameaçar alguém de morte é crime no Brasil.
A conduta é enquadrada no Artigo 147 do Código Penal, que tipifica o crime de ameaça e se aplica a intimidações feitas por palavras, escritos, gestos ou qualquer outro meio.
Fonte: Jusbrasil
PS: Faça um (BO) na Internet ou Pessoalmente na Delegacia.

Se você foi vítima de fofocas, intrigas, calúnia, não fique triste, nem revoltado, a VERDADE pode demorar, mas um dia vem a tona, e o caluniador vai pagar por isso, confie!!!


PS: Todos que tentaram me derrubar caíram, eu estou aqui de pé, com minha honra lavada!!!!

Desisto


Quanta tristeza
há nesta vida,
quando a esperança se esconde
atrás da última janela
e o silêncio veste
a cor das despedidas.


Só incerteza
caminha comigo,
feito sombra sem nome,
feito chuva que não termina
sobre os ombros cansados
de quem já não sabe esperar.


Não há portas de entrada,
apenas corredores estreitos
conduzindo ao adeus.
E sigo,
descalço, pés sangrando,
pisando os cacos dos sonhos
que um dia chamei de lar.


Cada passo dói,
mas ainda é passo.
Cada lágrima cai
como semente invisível
na terra escura do peito.


Talvez, além da noite,
exista uma manhã.
Talvez o mundo guarde
uma fresta de luz
para quem insiste em respirar.


E, mesmo perdido,
mesmo ferido,
levanto os olhos ao céu:
há tristeza em minha voz,
mas ainda pulsa,
teimoso e frágil,
um coração que não aprendeu
a desistir.

É triste estar nisso o tempo todo
Mas acho que a tristeza está em mim como um todo
Acho que devemos fazer algo
Do contrário, estaremos como
Grãos dentro da parede

⁠Triste época essa nossa de amores líquidos, e sentimentos descartáveis.
Pessoas frágeis e inseguras, temerosas em estreitar laços, ama-se e desama-se na velocidade da luz.
A tal modernidade trouxe tantas opções basta escolher, as redes sociais são inúmeras, Facebook, Whatsapp, Instagram, Tinder, etc.
Uns se aproximam por carência, outros por solidão, e tem aqueles que vêem amor onde não tem.
Afinal hoje tudo é fácil, é só não se apegar, se não estiver bom, descarta, bloqueia, deleta, simples assim.
Mas o principal, que deve ser sempre lembrado, é que do outro lado da tela, existe um ser humano, que tem um coração, sentimentos, então pense mil vezes antes de machucar alguém, não faça com o outro, o que não deseja pra si mesmo.
Pra você o Amor pode ser líquido, mas pro outro, o sentimento pode ser real e Sólido.
Fica a dica: Antes de magoar um coração, cuidado, você pode estar dentro dele.

Se o bem ou mal existem eu não posso responder, más, talvez o véu que rompa a morte possa transcender.


_KANGAL

Onde a Sombra Faz Morada




Há vidas que parecem atravessar o mundo sob um céu que nunca amanheceu.


O destino lhes rouba nomes, abraços e futuros, e lhes da remédios para ser um Porto seguro ,
até que a memória se torne um cemitério onde o vento aprende a sussurrar.


Quem contempla tantas despedidas deveria entender
que toda existência é apenas um sopro, passa tão rapido,
uma chama vacilante que com o menor descuido o tempo se apaga.


Mas nem toda dor gera luz.


Há sofrimentos que, quando alimentados pelo vaidade,
deixam de ser cicatrizes e se tornam correntes;
aprisionam a alma, endurecem a voz
e transformam o julgamento em um altar de esquizofrenia.


É um paradoxo cruel.


Quanto mais a morte revela o valor da vida,
mais alguns insistem em desperdiçá-la medindo as falhas alheias dos outros, para Camuflarem às suas.


Esquecem que nenhum tribunal humano resiste ao relógio,
que toda sentença pronunciada hoje
amanhã será apenas poeira, palavras ao vento repousando sobre o cemitério de silêncio.


A maior tragédia nunca foi aquilo que o destino levou.


Foi permitir que cada perda apagasse, pouco a pouco,
a última centelha de lembranças de amor e, misericórdia vividas


Porque há um abismo mais profundo que o luto:


é sobreviver a tantas apocalipses
e, ainda assim, não aprender a ser guarda-chuva para quem também caminha sob a chuva.

Há um irmão cuja força rivaliza com a minha, mas que fez das sombras seu único refúgio. Não atravessa o caminho que leva até mim, não pronuncia meu nome, nem ousa romper o silêncio que ergueu entre nós. Ainda assim, sua voz encontra outra estrada: alcança os ouvidos de meu pai.


Ignoro quais palavras derrama. Talvez sejam preces, talvez veneno; talvez verdades mutiladas vestidas de luz. Apenas sei que, enquanto evita meus olhos, conversa com os fantasmas da minha ausência.


E nas noites em que o vento parece carregar segredos, pergunto-me se é a culpa que o oculta nas trevas... ou se as próprias trevas já aprenderam a chamá-lo de filho.