Poemas Góticos de Amor
Antes da morte, um beijo,
Deixa-me ver este mundo
De arco íris,
Onde certamente te verei sorrir novamente,
Deus leva contigo este desejo,
O meu amor coloco teu leito,
Além dos abismo nas trevas só
Teu cetro governa acima dos meus medos
Os vícios são sombras que dançam ao redor,
Enquanto a vida, imensa serpente, se estende sem pressa.
Para domar essa fera, é preciso segurar as rédeas do coração.
São as emoções, correntes invisíveis, que os alimentam
E também o fogo que mantém sua chama acesa.
Viver é navegar nas marés do sentir, mesmo que apenas um sussurro.
Mergulhe fundo, traga à tona, e se entregue ao vício sublime de existir."
K.B.
A Estação de Nós Dois
Quero despir tuas sombras com a ternura do amanhecer,
fazer do teu corpo o jardim onde o tempo esquece de passar.
Quero tocar-te de um jeito tão fundo e calmo
que até o teu silêncio aprenda a cantar.
Quero ser a chuva mansa que acorda a tua terra,
o calor solícito que faz a flor romper o chão.
Quero vestir-te de luz quando a noite for escura
e desarmar, uma a uma, as guardas do teu coração.
Quero transformar nosso toque em mistério e milagre,
como o sol que converte o orvalho em brilho no ar.
Quero ver o teu riso florescer sem nenhum receio,
e fazer da tua vida o lugar mais bonito para se habitar.
Quero inventar uma estação que pertença apenas a nós dois,
onde cada abraço renove a promessa do que há de vir.
Quero fazer contigo o que a luz faz com o dia:
chegar mansamente, aquecer tudo... e te fazer florir.
A tristeza na vida de todo artista,
é fazer sua arte para amenizar tanta dor,
nas vidas humanas e nem mesmo
ser reconhecido !
Deus é a própria morte.
Metaforicamente, Deus é, na verdade, a própria morte...
Por que Deus é a morte?
A morte é onipresente, onipotente, onisciente; ou seja, está em todo lugar, é invisível, imortal, presente, eterna, é o nada — e, por ser o nada, conhece tudo; é o fim — e, por ser o fim, conhece todo o início.
A morte é justiça e, por ser justa, não tem pobre nem rico, nem inferior nem superior; tanto humano como inseto, sem exceção, cedo ou tarde, todos são condenados, todos morrem.
A morte é a reflexão mais profunda; é o que nos faz pensar, agir, mudar; é o que nos incentiva a viver, a fazer, a compartilhar e a deixar.
A morte é encontro; é para onde todos caminham, independentemente dos infinitos caminhos — o destino é o mesmo para todos; é onde todas as almas se encontram, na morte.
A morte é amor; é onde nos sacrificamos pelo próximo; é onde deixamos o legado, a ideia, o propósito; é o que fazemos pela nossa família, amigos, sociedade, natureza; é o que servimos e deixamos para o mundo antes de morrer.
A morte é o pai, é a mãe de todas as coisas; é o que veio antes de tudo existir; é o que veio antes do “bem e do mal”, do “paraíso e do inferno”, da “luz e da escuridão”; é o que veio antes do “nascimento”, da “vida”, do “Big Bang”, do “universo”; é o que veio antes de tudo existir, porque já existia e estava lá; é o que chamam de “vácuo”, “nada”, “inexistência” — é a morte, o próprio Deus.
O nascimento é o surgimento da existência, e a morte é o fim dessa existência.
A vida é um loop eterno entre esses dois lados.
O nascimento e a morte são duas ilusões, pois o que prevalece e é eterno é a vida. A vida nada mais é do que uma consequência constante entre o nascimento e a morte.
O fim é o início, e o início é o fim. Nascemos para morrer, e nascemos da morte. A vida é eterna.
A vida não acaba com a sua morte, ela continua.
Você não tem apenas 80 anos, você tem bilhões de anos, porque a vida é algo que transcende o tempo e o espaço.
Eu morro, mas continuo aqui. Estou sempre aqui, porque não sou apenas um corpo, uma matéria. Sou a vida que habita dentro deste corpo e dentro de bilhões de outros corpos. A vida é uma força contínua, e enquanto houver vida, ela continuará. Eu sou a vida se multiplicando, se renovando, se transformando em diferentes corpos ao longo do planeta e do universo.
A vida é um fluxo eterno, e eu sou uma parte desse fluxo que nunca se acaba.
A morte nos ensina a verdadeira igualdade; ninguém é rico diante dela.
Ela nos lembra que, no fim, ninguém leva nada.
A morte nos mostra que ninguém é melhor que ninguém.
Ela nos ensina que ninguém é perfeito.
E, acima de tudo, a morte nos revela a igualdade fundamental: ela vem para todos, sem exceção.
Para o mal, tudo é fácil, o mal quer acabar, destruir, eliminar, o mal é filho da morte.
Para o bem, tudo é difícil, o bem quer iniciar, construir, acrescentar, o bem é filho do nascimento.
E ambos são necessários para o equilíbrio das suas escolhas.
O mal não existe, o mal só existe quando você nega o bem.
Quando está triste, é porque evita a alegria;
Quando está com ódio, é porque rejeita o amor;
Quando está angustiado, é porque resiste à paz.
Se nega um, o outro toma o lugar. O bem está sempre lá, esperando para ser escolhido.
A morte sussurra no meu ouvido e deixa minha mente bem clara:
"Desse mundo, você não leva absolutamente nada. Eu te tiro tudo: objetos, pessoas, pensamentos, nada que você possa segurar. Você só deixa, e o que você deixa é tudo o que viveu. Então, viva! Porque a única coisa que eu não te tiro é o que você viveu e deixou na vida."
O sentido da vida é a morte. Nascemos para morrer e seguimos em direção a esse destino. Mas o que nos leva até ele são as escolhas que fazemos em vida. Cada escolha gera consequências, e essas consequências se tornam nossas lições.
O que aprendemos ao longo da vida é o que deixamos quando partimos. E, no fim, o que realmente fica não são bens ou conquistas, mas os afetos que espalhamos pelo caminho.
O nascimento é o "bem-vindo" a um novo mundo.
A morte é a "despedida" do mundo que ficou para trás.
E a vida é a passagem entre mundos, onde cada momento vivido é parte de algo maior no universo.
Se a morte realmente existisse, o nascimento não aconteceria… Logo, morte é nascimento, ou seja, é o começo de uma nova transformação.
De uma célula, me transformo em embrião.
De embrião, me transformo em feto.
De feto, me transformo em bebê.
De bebê, me transformo em criança.
De criança, me transformo em adolescente.
De adolescente, me transformo em adulto.
De adulto, me transformo em idoso.
De idoso, me transformo em matéria orgânica.
De matéria orgânica, me transformo em nutrientes para a terra.
Da terra, me transformo na vida que renasce.
Nada termina, tudo se transforma.
Existem vários "EUs" dentro de mim.
Um EU é alegre.
Um EU é triste.
Um EU é paz.
Um EU é angústia.
Um EU é ódio.
Um EU é indiferente.
Um EU é amoroso.
Um EU é frio.
Um EU é sociável.
Um EU é antissocial.
Um EU é atencioso.
Um EU é magoado.
Um EU é arrogante.
Um EU é orgulhoso.
Um EU é vaidoso.
Um EU é solidário.
Um EU é egoísta.
Um EU é frustrado.
Um EU é cansado.
Um EU é ansioso.
Um EU é estressado.
Um EU é agradável.
Um EU é desagradável.
Um EU é normal.
Um EU é louco.
Um EU é lembranças.
Um EU é mudança.
Um EU sou EU.
E cada EU aparece no momento que precisa aparecer.
Cada momento nasce das escolhas que fiz — e das que escolhi não fazer.
Agora, escolho ser quem sou.
E isso é o que estou sendo, neste exato momento.
Não confunda depressão com tristeza por não conseguir agradar aos pais, aos amigos e à sociedade.
Não confunda depressão com a vontade de não fazer nada.
Não confunda depressão com a falta de aceitação de si mesmo.
Não confunda depressão com a invenção de problemas.
Não confunda depressão com a criação de pensamentos negativos.
Não confunda depressão com o sentimento de culpa por algo que não tem razão para ser.
Não confunda depressão com preguiça.
Não confunda depressão com a insatisfação em trabalhar em algo que não se deseja.
Não confunda depressão com o medo do que os outros pensam ou acham.
Não confunda depressão com o abandono de si mesmo.
Não confunda depressão com angústias mal resolvidas.
Não confunda depressão com o sentimento de piedade.
Não confunda depressão com tristezas que vêm e vão naturalmente na vida.
O sentido é compartilhar,
não guardar...
Pois, de qualquer forma,
quando a morte chegar,
em referência,
só vai sobrar
o ar,
para os outros respirarem.
Respirando essa ideia,
além do ar,
que é dar,
tudo o que tenho para acrescentar,
do meu próprio bem-estar,
para os outros usarem,
tudo o que eu tenho para dar.
Dar o que me faz aceitar;
Dar o que me faz observar;
Dar o que me faz expressar;
Dar o que me faz falar;
Dar o que me faz mostrar;
Dar o que me faz informar;
Dar o que me faz ensinar;
Dar o que me faz ajudar;
Dar o que me faz acreditar;
Dar o que me faz realizar;
Dar o que me faz encontrar...
Encontrar o sentido dessa vida,
que é dar tudo o que sou para compartilhar.
Não confunda ser frio com estar em paz.
Não confunda ser triste com negar a alegria.
Não confunda ser fraco com ser excessivamente forte.
Não confunda estar só com estar em boa companhia consigo mesmo.
Não confunda não amar com amar sem saber que ama.
Depois que eu descobri que o sentido da vida, além da morte, é viver compartilhando, compartilho tudo o que sou.
Compartilho o ar que respiro, o sentimento que transmito, a ideia deste pensamento, tudo aquilo que invento... Compartilho minhas reflexões, percepções, emoções, minhas ações... Compartilho tudo o que falo, digo, expresso, demonstro, mostro... Compartilho meus movimentos, por onde passo, o que faço, o que traço, desfaço, satisfaço... Compartilho tudo o que vivo, seja positivo ou negativo, pois tudo o que experimento faz parte de mim.
Evito guardar, prefiro compartilhar, pois, de qualquer forma, a morte levará tudo. Então, escolho deixar no mundo tudo aquilo que sou...
