Poemas Góticos de Amor
O Céu Pode Esperar
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Quando a morte vier me buscar,
não acenderei nenhuma vela,
não rezarei por salvação,
nem implorarei por um lugar entre os santos.
Que os anjos chamem.
Que os portões do paraíso se abram.
Que o infinito me ofereça suas estrelas.
Eu ainda direi não.
Porque o que é o céu
quando seus olhos não estão lá?
Que valor existe na eternidade
se nela eu tiver que esquecer o som da sua voz?
Então, se a morte me levar,
eu atravessarei seus corredores escuros
com seu nome preso entre os dentes,
como uma última oração.
E se Deus me perguntar
por que abandonei o paraíso,
eu responderei:
“Porque ela ficou para trás.”
E voltarei.
Mesmo que seja tarde.
Mesmo que eu tenha que atravessar o inferno.
Mesmo que meus ossos se desfaçam
e minha alma seja condenada a vagar.
Eu voltarei.
Porque há amores
que não pertencem ao céu.
Há amores que nasceram no escuro,
cresceram entre feridas
e aprenderam a chamar a eternidade
de lar.
E se para ficar ao seu lado
eu tiver que morrer mil vezes,
então que a morte tenha paciência.
O céu pode esperar.
NÃO DESANIME
De onde vem as lágrimas de seus olhos?
Por que essa tristeza que te lança no desânimo?
Onde estão aqueles que estavam do seu lado?
Cadê os que disseram estar em todos momentos?
Que na alegria e fartura
Quantos com você juravam amizade
Agora sumiram como fantasmas.
Mas um novo dia vai acontecer
Seu choro pode durar um tempo
Mas vem o tempo de Deus
Que está olhando sempre por nós
E jamais abandona seus filhos
Que acreditam e lutam mesmo na dor
Que mesmo entre fracassos e lágrimas
Não perdem a fe ou se desviam do amor
Por não acreditar no milagre
Que vem somente do Senhor.
Todos podem ter abandonado você
Mas nunca se esqueça que mesmo Jesus
Pregado e sangrado na Cruz
Morreu para salvar e nos dar vida eterna.
Não desanime pois somos filhos de Deus!
Suas lágrimas serão enxugadas
Sua dor e feridas serão curadas
Pois o tempo virou a seu favor
Deus está contigo todo momento
Ele sabe de todos seus sofrimentos.
Então levante os olhos ao céu
Abra as janelas e deixe a luz entrar
Sua vida vai começar a mudar
Pois existe um Deus que sempre vai te amar!
QUANDO O TEMPO
Quando o tempo embalar minhas sombras
Entre as madrugadas frias
e chuva fina caindo...
Na memória percorrendo o tempo vivido
Como flash num
circuito muito veloz...
Quando o vento soprar novamente
Meu rosto sombrio, feito estátua
Meus olhos já não vertem lágrimas
Somente o vazio percorrendo o horizonte
Por momentos o coração parece parar
Fixado corpo sem nenhum movimento
Sem emoções que possam me envolver
Somente o vazio pairando no ar
Fecho meus olhos entre paredes vazias
Entrego meu corpo esparramado no chão
Deixando para trás as paixões tão sofridas
E sucumbir por latrinas da própria sorte
Quando o tempo soprar calado ao vento
Eu possa estar flutuando outro espaço
Entre lacunas que já foram transcritas
No destino passado que já fora vivido!
NÃO VACILE
Na sombra do mal
Tem gente esperando você cair
No calar da noite
Ou mesmo durante o dia
Fique atento , não vacile
Pois a inveja de alguns
Pode estar tramando contra ti
O que seu coração não enxerga
Pois ele busca pela verdade
Faça o bem e a caridade
Não olhe para as coisas do mundo
Faça você um mundo melhor
Com amor , humildade e harmonia
Vale a pena buscar a felicidade
No caminho certo onde ha luz
Pois sabe que onde tem verdade
Com certeza existe JESUS!
JOÃO BATISTA BARBOSA
POESIAS E PENSAMENTOS
DEPRESSÃO
Ah essa dor que no vai e vem
Se esconde como convém
Uma tristeza que corrói devagar
Faz até o tempo parar
Pois o relógio do vento
Gira um grande sofrimento
Ah essa dor que não cessa
Parece que nada impeça
Pois o vazio invade o peito
E nada parece ter jeito
Pra levar embora essa dor
Que faz virar um horror
Cada momento é sem sorte
Um pulsar assim tão forte
Que parece não valer a pena
Que nada nada engrena
E nem existem lágrimas
Não existe mais forças
Nenhum canto pra querer
E até bate vontade de morrer...
Dessa forma sofre alguém
Que não sente falta de ninguém
Uma força negativa
E caso não haja tentativa
Onde alguém insista ajudar
Pra que a vida volte a brilhar
Caso não haja compreensão
De quem entenda a depressão
E poder segurar pela mão
Esse alguém perdendo o coração
Possa recuperar a estima
E compor uma nova rima
Pois somente entende tal dor
Sabe que a única cura é através do amor !
João Batista Barbosa
Poesias e pensamentos
PRESSÁGIO DA MORTE!
Não reflito
Nos conflitos
Não reajo
No pedágio
Da escrita
Tão bendita
Ou maldita!
O poeta em sua alma
Resvala seus traumas
Chora seus pecados
Entre amores e desamores...
Outras vezes castigado
Sem merecimento
Numa cultura mística
Enredo de política
Mistérios dos poderes
Ou de podres prazeres
No meio de lama escura...
Não reflito não reajo
Na cartilha dos hipócritas
Prefiro minha solidão
Calado , sem reflexão
Presságio da própria morte!
AUTOR -= JOÃO BATISTA BARBOSA
POESIA
"Não tenho medo da morte, eu tenho medo da vida. Vocês escolheram a garota errada."
- Fora do Universo: Eles se encontraram
A solidão não é triste...
Na maioria das vezes ela é nossa única companhia e até melhor que muita gente ....
A solidão se tornou minha melhor amiga e nunca fui embora... Quando eu chorava , quando eu sofria, adivinha quem estava lá? Sempre ela... Minha fiel escudeira... A solidão não é vazia... Ao contrário , ela tem muita história pra contar de coisas que não falamos pra nenhuma pessoa...
A melancolia é o eco silencioso das histórias que nossa alma esqueceu de contar — e que insiste em sussurrar nas noites vazias.
EduardoSantiago
"A cada golpe das sombras aumenta o som do aço sobre mim. A lâmina que me corta, me afia mais e mais."
- Insistência, Vida e Poesia
A Eliot
O poeta ressurge das cinzas das horas
do niilismo absurdo, da sombra do mundo,
no fim da aurora.
Canoa virada, naufrágio profundo
do centro do abismo,
sem forma ou lirismo, anuncia o futuro.
Se pensa desiste, monólogo tão triste
enfado e desânimo.
Descansa do verso,
é um santo professo na prosa frugal
recita Homero, arrisca um refrão
desprezo fatal.
Não bebe mais vinho, não é abstêmio
sempre foi boêmio na noite discreta
amou sua musa, na lua minguante
não foi bom amante,
mas foi bom poeta.
Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi
Não posso sucumbir à melancolia — esse monstro noturno que nos vigia sem descanso, esperando o mínimo gesto de fraqueza para invadir o que ainda resta inteiro em nós. Sei que ele ronda. Sei que respira atrás de mim quando caminho pela casa silenciosa. Mas não lhe devo reverência. A melancolia exige joelhos; eu ofereço coluna.
E há dias em que o desespero se insinua no corpo como febre: o amanhã se esconde, o dia seguinte perde o rosto, a existência inteira parece um quarto escuro. Mas sigo. Não por esperança — essa palavra envernizada — mas por teimosia. Por força. Por desafio. O futuro não precisa prometer nada para que eu avance. Basta que exista.
Poeta ou homem comum, não importa: todos carregamos a mesma condenação. A consciência — essa lâmina autônoma que nos enfrenta sem pedido, sem permissão, sem dó. Ela não nos observa: nos disseca. E cobra de nós o sentido que nunca lhe devemos.
Ela pergunta, com insolência: por que continuar? Onde repousa a coragem humana? O que sustenta o passo no meio do caos?
E a resposta não está no conforto, nem na fé, nem em algum alicerce secreto. Está no movimento. Na recusa em tombar. No ato bruto e insubordinado de permanecer, mesmo quando nada, absolutamente nada, garante o chão.
O caos é vasto. A consciência é cruel.
Ainda assim, eu existo.
Isso basta. Isso é tudo.
Há muito tempo perdi o medo de encarar a vida, de desafiar a sorte, de olhar a morte com a cara suja após um pesadelo. Ao nascer, perdi-me no corredor da vida. Pouco me importam a cadeira elétrica, a injeção letal, a sentença do juiz, o golpe fatal do carrasco ou a lenta caminhada até o cadafalso.
Pouco me importa a espada de fogo à porta do paraíso. Eu quero a alegria desta vida. Quero o sorriso infante e a embriaguez dos delinquentes. Quero a alma aquecida na fogueira ardente que consome a esperança. Quero o risco e a vertigem de estar vivo. Quero encarar o medo com o espanto doce de uma criança.
Quando a morte vier, que me encontre de pé, ainda com a poeira do caminho no rosto e o coração em brasa. Para quem estreou neste palco de loucos, a única vergonha é não ter vivido.
"O momentos felizes
um dia serão saudades
mas, o maus momentos
serão tristes lembranças
Criem bons momentos"
Chuva! Chuva... Alagou tudo,
fez esquecer sua falta, causou tristeza,
Alagou as ruas, mas segundo a televisão,
nem chegou na represa...
