Poemas Famosos de Criança
Afago Divino
Sons que se espalham
Que afago Divino
Que delicadeza teu sopro
Minhas fibras voam... voam
Sinto o tempo o vento, roçar minha alma
Tudo se ajusta e se complementa
Sinto os seres e a vida se estendendo...
Sinto teu hálito e face me tocar
E todo o humano sorridente, inocente a vibrar
De fato homem, criança, anjo, gente
Num só ato despertar, sorrir, e amar,
E ser, simplesmente ser no humano
Desfilo, deslizo de um mar ao outro
De um plano ao outro
Entro e saio em corações
Bailo, danço, desmancho qualquer dor ou aflições...
Deleito-me de um sol ao outro
E uma vez que sou só som e alegria flutuo,
Misturo, separo, acolho e às vezes amparo
Porque leve e livre sou,
Danço nas mais variadas formas e esferas
Muito além e aquém de ti e de mim
Infinitamente, navego estrelas, sóis,
Bem longe da tua compreensão
E nada importa...
Até tocar um a um
Vislumbro-me e amo olhar um ser no humano
Eus, outros
E todos
Na mesma benção e possibilidade
Alegrias e simplicidade nata e pura somente
Deus
Afago Divino
Tua doçura me toca, me afaga
Desembaraça, desfaz qualquer marca...
De graça nos enlaça, encanta e abraça
São teus sons
São teus tons
Que nos cobrem
Curam-nos, e, nos envolvem
Embalando nossas Almas num viver bom
Num despertar amigo e ameno
E recebemos de ti tanta fartura
E através dos seus toques e puros sons
Aqui na nossa matéria
Realizas sempre e agora tantas e muitas
Lindas, doces e suaves curas!
Abri os olhos e lá estava ela
O tempo começou a passar pra mim
Antes disso não sei o que era
Cresci e nem percebi
Senti o doce de ser criança
Vivi, brinquei, cresci...
Vi chegar a mudança
Mas também vi o partir
Aconteceu o inevitável
Novamente cresci e em meio às mudanças
Vi meu destino maleável
Vi que quem nem existia hoje se tornou criança
Cresci e vi essas crianças partindo
Cheias de esperança saindo
Vi minha família indo
Pra onde eu não sei ainda
Nessa hora que pensei
Que loucura aconteceu
Desde que comecei
Olha o tempo que você perdeu
Tempo que não volta mais
Tempo que me traz
Lembranças de mais
Dos meus tempos de paz
Já velho fico pensando
Que tão rápido quanto esse texto
Foi minha vida se acabando
Que essa corrida toda, era apenas um pretexto
Corrida pra chegar onde?
Onde ninguém quer chegar
Tem gente que vai de bonde
Tem gente que já tá lá
Minha vez já tá na porta
Minha vista já não suporta
Tanta gente que acha que vive
Mas não passa de gente morta
Essa vista se escurece
Só fico com minha prece
Esperando alguém chegar
Pra poder vir me buscar.
Paz Pesada
O verão levou minha paz naquele lar de Ipanema. Ou ela fugiu com o pôr do sol do Arpoador? Ainda não descobri!
Teve um domingo que eu não imaginava que o efeito imã daquele olhar ia me hipnotizar, a paz ainda estava lá, quis se perder entre as fumaças de um cigarro de palha, mas eu a impedi. Sou péssima nisso!
Teve outro domingo que a mesma paz permaneceu inquieta, se distanciou, quis ser levada em pensamentos por um barquinho, junto com os fragmentos da lua cheia que foram espalhados na estrada em quilômetros rodados e minutos somados.
Lembrei de uma pedra que já se encontrava fragmentada e de enormes raízes desregradas que apareciam na areia, queriam chamar atenção. Mas a força e o balanço do cipó, trouxeram outro tipo de paz, estampada num olhar puro entre gargalhadas desinibidas, daquelas que encontramos facilmente nos lábios de alguma criança, me senti uma. Brinquei de estourar bolinhas!
E nos próximos dias minhas mãos ficarão mais macias, terei intimidade com a espuma e a água fria.
Todos nós nascemos puros...
Portanto, ninguém nasce mau...
Crianças não possuem corações duros...
Mas, com o tempo, pioramos degrau a degrau...
Que agora renasça, em nossos corações, uma criança... aos pulos!
Pedro Marcos
CRIANÇAS, LEMBRANÇAS
"Naquela calçada tinha um formigueiro.
E crianças brincando e gente passando o dia inteiro.
Na pracinha em frente, todos os dias eu via um jardineiro.
Do outro lado da rua, um bar,
no balcão um "portuga" sorridente, hospitaleiro.
Ao lado, a Casa de Carnes do Expedito Açougueiro.
Mais adiante, a banquinha do "Seu" João Jornaleiro
e a oficina, do Paulo Funileiro.
Vez ou outra eu via passando,
alegre a cantarolar, o Zequita do Pandeiro,
que era primo do Nestor Marceneiro,
que era neto do "Seu" Waldomiro Barbeiro.
Vou ficando por aqui, feliz e altaneiro,
tenho gratas lembranças,
de fevereiro a janeiro."
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
(...) Marcados demais para a ingenuidade
Sozinhos demais para o acolhimento
Apunhalados demais para a confiança.
Esquecido que só vale o que causa
Ansiedade
Enrugada demais para ser de momento.
Que dure até enquanto
pudermos ser
crianças.
Quando eu era pequeno sempre me perguntavam o que eu queria ser quando crescer. Na minha inocência de criança, eu sempre respondia quero ser nada. Desconversava e rapidamente voltava a brincar. Agora que sou adulto fico pensado. Que naquele tempo já sábia mesmo sem saber o que eu viria a ser. Pois quando respondia aquela pergunta o nada era a resposta muito mais profunda, expressa em uma única palavra.
Nada de preocupação com o futuro...
Nada de deixar o agora para o amanhã...
Nada é a resposta certa para aquela pergunta errada.
Vejo que naquela época era justamente isso que eu queria e o mais incrível é que ainda contínuo querendo.
Eu queria ser nada. Pois bem, um nada me tornei.
Sendo assim posso voltar a brincar?
FOLHAS DE PAPEL
Os meus olhos de menina
Enxergavam arco-íris através de cacos de vidro
Viam gafanhotos vestidos à rigor
Eles estavam sempre prontos pra festa
Em meus sonhos de menina os personagens dos livros ganhavam vida
Era possível sentar para um chá
Dividir uma toalha de piquenique
Em minhas mãos de menina as folhas de papel se transformavam
Em gaivotas que ganhavam os céus
Viravam barquinhos que navegavam em poças d’água deixadas pela chuva
Em minhas mãos de mulher
Basta pena e papel
Pra guardar a vida em poemas.
Às vezes penso em ser mãe de novo
mas daí escuto chorando a filha da vizinha
e me lembro das noites que eu mal dormia e repenso, é melhor adotar um cachorro.
04/06/2018
A vida pode ser mais leve.
Mais lúdica.
Se eu não brincasse, enlouqueceria.
Não posso nem sei ser essa imagem que tanta gente congelou a respeito do que é ser adulto.
Passo longe desse freezer.
Quero o calor da vida.
Quero o sonho e a realidade melhor que ele puder gerar.
Quero alguma inocência que não seja maculada.
Quero descobrir coisas que não suspeito existirem e,
que para minha surpresa, têm significado para o meu coração.
Adulta, quero caminhar de mãos dadas, vida afora,
com a criança que me habita: curiosa, arteira, espontânea.
( Ana Jácomo)
Quantas crianças brincando de matar,
Sem compreender porque tem que lutar,
Sua esperança tem gatilho e cospe fogo.
Toda noite faz sua oração, pra matar e não morrer!
Livros
Oh! Livros de tanto conhecimento,
Grandes E Pequenos Duros e Moles
Pode Conter Terror ou Amizade,
Aventura ou tristeza, Alegria e Doença
Ah! E Não Temos Nem Que Notar As Aventuras sombrias,
Todos Os Tipos Nesse Mundo, Todo o Conhecimento,
Sem Eles não Existiriam Adaptações, Essa Linda palavra com origem dos Livros
Pequenos Grandes, Infantis, Juvenis, Adolescentes E Adultos,
De História Ou Lição, De Alegria E Compaixão.
Eu Juro os Proteger
Na Saúde e na doença, Na Alegria e Na Tristeza
Eu Me Declaro o Homem Que Mais Gosta De Livros Na História Da Terra
Não Leio por Obrigação, E Sim Por Diversão
Pois Como Costumo Dizer,
O Cérebro tem um tamanho O Que Cabe Nele Não !
A falta que um filho faz
Sentindo a sua falta, sem saber onde está.
Meu coração sangra, por não conseguir mais chorar.
Volta, filho, volta,
Pois minha esperança é voltar a te abraçar.
Quão chato seria esse mundo sem as crianças!
Somos responsáveis por nossas crianças e devemos oferecer-lhes a possibilidade para criarem as bases de suas estruturas e se tornarem pessoas normais. Uma criança que recebe uma infância feliz se torna um adulto feliz, é uma recíproca de valores e um ato de amor fundamental na vida dos pequenos, algo tão relevante que reflete boa influência em nossas vidas. É realmente gratificante coexistir com uma criança, pois elas têm tanto a nos ensinar, se prestarmos mais atenção no comportamento infantil, podemos notar que aquela pequena criatura abunda em conhecimento, inocência e amor natos, algo que vai muito além da nossa compreensão. Portanto é realmente importante para os adultos a interação com as crianças, sobretudo o desprendimento sentimental, que gera a ligação entre duas pessoas, fato que para as crianças é algo extremamente natural, uma vez que para elas, embora pais, tios, irmãos ou avós somos os seus benfeitores. Em nossa vida adulta lidamos com inúmeros problemas, alguns transcendem e invadem o mundo das crianças, logo, isso não deve acontecer, uma vez que podem gerar transtornos psicológicos irreversíveis, mas com uma boa dose de bom-senso podemos evitar que isso ocorra, afinal, na condição de benfeitor cabe a nós a responsabilidade de um protetor. Já pensou se nascêssemos todos adultos, quão chato seria esse mundo sem as crianças!
Suco de maracujá
A década era de 1980, o ano não lembro ao certo, eu era acordado por minha mãe todas as manhãs com o intuito de ir à escola, época de prova acordava mais cedo pra estudar. Meio que no automático eu levantava e ia para a mesa tomar meu café, me servia de café com leite e pão caseiro com margarina, na época chamava de manteiga, não tinha noção que a verdadeira manteiga era mais cara. Dificilmente aguentava tomar um banho que preste, quando somos crianças sentimos tanto frio, meio que só molhava o cabelo e vestia a farda azul da escola Instituto José de Anchieta de Bragança, pegava a merendeira e nunca sabia ao certo qual seria o lanche daquela manhã.
Junto com meus irmãos, já prontos, também seguíamos em caminhada com destino à escola, eu nunca fui só para a escola, já que fui o segundo filho a nascer, sempre tive a companhia do meu irmão mais velho nessa caminhada. Os demais irmãos se juntavam assim que alcançavam a idade de estudar.
O caminho pra escola era seguido de algumas brigas e brincadeiras. Cada parte do caminho tinha para a gente uma conotação especial. Chegado à escola nos dirigíamos as nossas respectivas salas. Ainda lembro das primeiras letras que consegui fazer e sempre ficava muito feliz com cada coisa nova que aprendia. Na hora do intervalo, todos as crianças tiravam de sua lancheira os lanches e faziam sua refeição, ali mesmo sentados na mesma mesa a qual estavam estudando. Naquele dia minha mãe colocara alguns biscoitos e suco de maracujá, após o termino do intervalo recomeçava a aula, o pensamento as vezes voava longe, dando asas à imaginação e dando continuidade àquilo que a professora acabara de falar. O término das aulas era anunciado, me juntava aos meus irmãos e fazíamos o caminho de volta, com as mesma estórias, as mesmas brigas, com o pensamento longe e a imaginação fértil, imaginação que apenas as crianças podem ter...
A ciranda da vida
Lá vem a ciranda, ciranda do amor,
lá vem a ciranda, ciranda da dor.
Hora vem, hora vai, ciranda da paz.
A roda não para, ela segue adiante,
hora vem, hora vai, ciranda da paz.
Que criança mimada, não sai do lugar,
hora vem, hora vai, ciranda da paz.
Letrinhas no céu
Um menino achou um livro,
Sem entender as letras, fez uso das folhas de acordo a sua realidade. A inocência de criança, brincou, e fez um monte de pipa.
Corria, corria e feliz gritava, olha as letrinhas no céu!
Um menino achou um livro!
Rica Almada
Quanto mais o tempo passa
mais fácil perceber o quanto
mais temos a aprender
do que ensinar às crianças.
Um sopro, onde o vento não passa...
Há dias, em que a África mora aqui
Em outros, fica logo ali, depois do jardim
É e foi sempre e sempre assim
Seja sob a lua, sob o sol, sob a chuva
Não é difícil de se aperceber ou encontrá-la
Basta tirar do horizonte o olhar e mirar
Nas crianças nordestinas: anjos sem asas!
Nascidas guerreiras, já quase em partida
Encolhidas em colos, sedentas de vida
Nostalgia
Hoje bateu saudades...
Veio em um pensamento, de maldade,
Me agonizar.
Como se o féu dessas lembranças,
tornasse a verdade de criança,
tempo que não pudesse resgatar.
E se, nos sonhos de meus filhos,
porventura reencontrar
Sonhar-los-ei mais intensos
Para a lembrança, féu, não criar
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