Poemas e Poesias
Vazios
Em todas as cartas que me lembro, escrevi apenas vazios de você.
Nos poemas estão claros os espaços brancos,vazios de você.
Foram poucas as crônicas que cometi,
e em todas elas está a presença inevitável dos vazios de você.
Ainda assim, tentarei agora um romance.
Cheio de nós dois.
Jaak Bosmans
Dor menor
Minha poesia é toda sua
Permissiva e sem conceito
Se gera angústia, me pertence
Sonhos traduzidos, revelados e desfeitos
Alma apedrejada, mas sorrindo de tanta dor.
Confundo as emoções, quando dilacera todos os enganos.
Porque sempre se torna despedida da realidade,
Brilhando em fantasias!
Jaak Bosmans
Na Natural Seleção
Mãe Natura é Implacável
Se não puser coração
Poesia fica impraticável
Pedro Gonzalez
Belezas ao léu se vão
Só um deserto se ceva,
Se não restar mais paixão...
Respeito à ordem primeva!
Ana Maria Gazzaneo
Paixão?! Chama que abrasa,
Pra me queimar, venha logo
Escancaro a porta de casa
Com ou sem chama, chama fogo...
Pedro Gonzalez
E teu treino com bombeiros?
Tá querendo desafio?
Paixões são fogos morteiros...
Paixão? Arranco o pavio!
Ana Maria Gazzaneo
O estopim já aceso
"nada segura o Sansara"
um beijo de contrapeso
e a colher a seara!
Pedro Gonzalez
Céus desnudos, tudo aclara...
Já não penso mais em nada...
Puro amor que se escancara?
Fico a sonhar na sacada!
Ana Maria Gazzaneo
( ..."nada segura o samsara")
Da sacada ao chão duro
são poucos metros de queda
mas da sacada ao céu puro
é o Cosmo que me enreda!
Pedro Gonzalez
(...Tua altivez, minha estela...)
Quedo-me ao chão, voo espaço...
Tenho as asas da alegria.
De sacada em ti me acho...
Descortinada a poesia...
Ana Maria Gazzaneo
Voo alto, asas ou vinho...
Acrobacias ou tropeços...
Na sacada do vizinho,
Um olhar... Será o começo?
Pedro Gonzalez
Mais em cima, mais embaixo...
Mais do lado, acerto o passo.
Verso truncado ao capricho?
Deixa disso, aperta o laço!
Ana Maria Gazzaneo
Laço apertado, gravata?
Passo apertado, ladeira?
Punho apertado, bravata?
E ela se diverte, faceira!
Pedro Gonzalez
Ele enfim já compreende
De tudo a grande beleza
Diversão que se dispende
Palavrinhas sobre a mesa...
Ana Maria Gazzaneo
Nada se Revela
Ane Franco
Eu rabisquei em poucas linhas um poema
Deitei a pena consagrada da emoção
O seu olhar reflete a luz das duras penas
Pra descrever coisas que traz o coração
Mas eu falei de um pranto triste
De um acaso...
E escrevi sobre a saudade e solidão
Deixei o pranto derrar sobre os meus olhos
Pra não lembrar de quem me da inspiração
E fiz um verso com gostinho de esperança
Com um pedaço do azul celestial
A lua nova divagou sobre a lembrança
Com tanta inveja se escondeu num manto astral
Dos tantos sonhos eu te dei o mais bonito
E refleti minha paixão sobre seu mar
A natureza consagrou em poesia
Na autoria com direito de amar
E hoje é vão, pois nem um sonho se revela
Em tempestades que fraquejam sem ousar
De tanta espera eu rabisco um poema
Atormentado como as ondas a gritar
Sem palavras...
acá cansada estou
e fazer poesia hj não vou,
mas não sei o q me passa...
dizem q até uva-passa!
do vento que vem e vai
ecoando as notas de meu passa-tempo
sem querer
as palavras saem
e me ponho a escrever
aqui e agora...
- Nilya -
Sede de Poesia
Eu tenho Sede de Poesia
O que é preciso para evoluir?
Eu tenho fome de Aventura
O que é preciso para descobrir?
Quem é mais forte que o vento do norte?
Frio queima escamas de dragão
Quem é mais lindo que o sopro do vento?
Leve, carrega a nossa criação.
Eu tenho Sede de Poesia
O que é preciso para evoluir?
Eu tenho fome de Aventura
O que é preciso para descobrir?
Quem é mais forte que o vento do norte?
Frio queima escamas de dragão
Quem é mais lindo que o sopro do vento?
Leve, carrega a nossa criação.
Quem é mais forte que o vento do norte?
Frio queima escamas de dragão
Quem é mais lindo que o sopro do vento?
Leve, carrega a nossa criação.
Quem é mais forte que o vento do norte?
Frio queima escamas de dragão
Quem é mais lindo que o sopro do vento?
Leve, carrega a nossa criação.
Quem é mais forte que o vento do norte?
Frio queima escamas de dragão
Quem é mais lindo que o sopro do vento?
Leve, carrega a nossa criação.
Nossa criação...
Nossa criação...
Nossa criação... é...
Nossa criação.
Pensamentos de uma poetisa...
A vezes na vida precisamos de inspiração pra escrever um poema
ela pode vim de uma noite linda e estrelada
de uma lua cheia e brilhante
do som do mar e suave toque de sua brisa
de um dia feliz com coisas especiais
de uma pessoa que nos faz irradiar
As vezes tambem a inspiração pode vim de uma dor
pode vim de uma saudade incontrolavel
de um amor que se foi
de uma musica romantica e nostalgica que nos guia
de um momento de pranto onde o coração fala mais alto
Enfim a inspiração de uma poetisa vem de varias formas
quando falar so nao é resolve criamos verdadeiras formas
de se expressar mesmo que seja em letras escritas
que começam a fazer parte de varias historias de amor de dor
de outras pessoas mas o mais importe é...
Jamais deixar de escrever ...
todo poema meu
tem um dedinho seu
quando eu escrevo
significa muita sensibilidade
tanto na felicidade
quanto na saudade
tristeza
medo
dúvida...
a verdade
é que recupero
minha essência do teu lado
amor sem governo
sem medir
efusão
fervor...
todo poema meu
tem um dedinho seu
POEMAS POR ENCOMENDA
Não se faz poemas por encomenda...
Não se faz poemas só por tristezas e
Não se faz poemas só de amor ou alegria...
Poemas são como lágrimas que vertem
por tristeza ou felicidade,
Mas vertem somente quando a alma quer falar
fluindo como as marés que
dia vão, dia vem...
Não me peça para escrever poemas.
Dá-me teu carinho, tua compreensão
e terás o mais belo poema
no abraço ou no beijo que te der,
se me der o teu amor
haverá sempre um belo poema
em tudo que te disser!
Queria escrever uma poesia para você.
Mas o poeta pensa em tudo...
Nas estrelas, no céu, no mar...
Mas só consigo pensar em seus olhos, seu jeito, como te amo...
/" Que a poesia seja Imutavelmente;e divida
Pelos cantos escuros, dos que curvam os ventos
Dos contentamentos, desta nossa louca vida."
EL ABANDONO
a Graciela Maturo
Poema de Oscar Portela
El cuerpo me abandona lentamente.
Los ardores de fragua del verano.
El tortuoso invierno. La recelosa cobra
Del deseo oculta en madriguera.
Los colores minados por la ausencia
De la piel renovada en staccato de cada primavera.
El oro en las arenas y el sueño, el sueño
De quien entra a la presencia como a un bosque de
Símbolos donde no estabas tú. No es un arca mi cuerpo.
No es chalupa siquiera: siniestrado por las tormentas
Y huracanes, siempre en desiertos, ¿como podría
Salvar algo de lo queda en la memoria de aquel
Pajaro Azul que ayer cantaba en mis ventanas?
Ah, llévame contigo hacia el poniente donde nada
Se pone, traspone el horizonte, piérdete entre las nubes
Más lejanas, atisba entre las cifras donde tal vez
Los ángeles arrullen el silencio de Dios.
¿Volverás a la tierra? Tal vez el pino enhiesto en la colina
Te espere como el rayo y el amor que te abandona ahora
O que nuca tuviste encuentre asilo entre sus ramas
Cuando lo yermo cede y en tus ojos vuelve el lapacho
A florecer serenamente.
Oscar Portela
Ainda que seja
um grão no deserto
o poema é meu lugar
onde tudo arrisco.
Irriga minhas veias
como a chuva à terra
em suas mil línguas.
Antigo, bem antigo,
me anuncia no vale,
me consuma real,
viajante cativo
da solidão solidária.
Sem esse jeito
de ser flor e vento,
sonho e música,
uma coisa só amor,
não há o espanto,
a lágrima, o beijo,
o riso, o epitáfio,
não há o sentido.
[Cyro de Mattos]
O poema VIDA eh mt lindo, mas ele naum eh de Charles Chaplin. Eh de Augusto Branco, poeta do qual sou fã e que infelizmente naum estah sendo reconhecido. Aqui na cidade todos que os conhecem estão revoltados com isso.
Charles Chaplin foi um grande pensador,mas não escreveu VIDA. Acho que o Pensador deve fazer justiça com o poeta brasileiro Augusto Branco e corrigir esse equívoco. Nós vamos começar um movimento pela net pra corrigir isso.
Oh! Como é belo o teu sorriso, teu olhar.
Como é bela a poesia que a mim, você vem a citar.
Como é belo o seu jeito de falar.
Como é bela tua voz a uma música cantar.
Oh! como é belo o seu amor por mim que nunca vai acabar!
Gente fui eu que escreveu esse poema
para desabafar cada coisa que me acontece
essa garotas sao as POP's são as garotas malvadas
aquele filme da quela pop satar famosa
+ voltando ao assunto eu sinceramente tento ser pop na
escola + nao consigo nunca isso e dificio + nunca perco
a fé. e os meus amigos e amigas são os melhores amo eles
então nunca + vou me preocupar com isso pois amo minha vida amigos e família!!!
Poesia do João Batista de Oliveira
Quando ao Festim cheguei,
Preso ao sorriso de certa sombra que me fez entrar,
Pensei radiante: "Aqui é um paraíso,
Jamais há lenda que ouvi contar."
Tudo era bom.
Tudo era pompa e riso.
Muita alegria, muito lindo olhar.
Porém, na porta, este esquisito aviso:
Entra de manso e pisa devagar.
O bem e o mal disseram:
Pode entrar.
Entrei, amei e sofri.
E ao despedir,
Na despedida nem é bom lembrar.
Senti meu coração se dividir:
Entre a alma alegre que me fez entrar
E a triste sombra que me viu sair.
SONETO DOS POEMAS MAL ESCRITOS
Quanta bobagem eu leio em teus poemas
São poemas que, para mim, não dizem nada
Eu prefiro emudecer e não escrever
Se tiver que desenhar tuas vãs palavras
Teus poemas são de fato: inexpressivos
Os teus temas quando lidos: doem ouvidos
Os teus versos são no fundo: mal escritos
E vive-los faz brotar - um mal sentido
Teus poemas são lamentos e tristezas
Lá no fim, só demonstram tua pobreza
Sem contexto, sem paixão, não têm clareza
Então veja e emudeça nas palavras
Teus poemas - mal escritos - causam náusea
Sem vernáculo, sem idéias e sem alma
Sou ou penso ser poeta.
Faço poemas do vento, da chuva, do sol, trago-os ao pensamento.
Assim como quando fecho os olhos e imagino as estrelas no céu, formosas e belas.
Faço poesia do sorriso das crianças, vejo nelas o futuro a bondade da esperança.
Eu não sei se sou poeta ou se sou um sonhador, mas poesia me completa e me inspira para o amor.
Amo tudo de lindo que existi, e aprendi amar também o feio, pois na verdade nada neste mundo é feio e às vezes o olhar que enxerga o feio é muito mais feio do que aquilo que esta vendo.
