Poemas de Janela
Dia de Chuva
A chuva branda continua a cair,
vejo pela janela do quarto.
Ao som de baladas antigas
escrevo, digo, pelejo
alguns versos.
Dias chuvosos, cinzentos
feito minha mente.
Acinzentada de dúvidas,
tormentas existenciais.
Nada parece fazer muito sentido
nestes caminhos da vida;
até me perco, por vezes, na estrada.
Nessa chuva me resta mesmo
ouvir canções antigas.
Eu Olho pela janela o dia esta tão escuro
O sol se foi com o seu lindo sorriso
Porque que eu vivo nesse absurdo?
Encontrei meu erro nesse meu egoísmo
Essa madrugada acordei observei que minha janela
Estava batendo com o toque suave do vento
Levantei para fechar e olhei para o céu
A ausencia de luz deixava ele escuro e alguns
Ponto de luz, chamado de estrelas
Por mais algum tempo fiquei olhando e vi
Que no meio daqueles pontos de luz
Existe outro ponto mais forte a lua
Passei olhar mais para ela e cheguei a uma
Conclusão que tamanha beleza não é nada
Comparado aos homens, qual é o seu objetivo no espaço
Aonde ela poderia chegar, nós somos capazes de construir
Chegar até a lua e ela chegará até nós.
Distante de tudo...
Distante de você...
Pensamentos atravessam cada janela do meu ser.
Onde andarás, aquele que um dia me fez sorrir...
Mesmo distante eu fico a pensar, que essa saudade
aos poucos pode se acabar.
TEIM CABROCHA ISPERANU NA JANELA
Ocê, qui pois anunciu
Pramodi arrumá maridu
Num si importi cum as beleza
Elas é tudo passagêra
O importanti nas realidadi
É sê muié di verdadi
E num precisa mostrá as coisa prus otrô
Pra chamá as atenção
Mais as veiz inté qué bão
Virá us zõios pras perna grossa
E prus decoti das cabrocha!
Se ocê é moça dereita
Mais sabi tameim usá a isquerda
Nas precisão du ladu
Pru modi fazê chamegu
Inté u homi gemê sem senti dô
Ocê deve di sê mêmu
Muié di grandi valô
Que chega divagarim
Nu mexi-mexi di fazê amô
Óia sinhá, muié prendada
Pelu quê ocê diz
Ta prontinha pra casá
Intão vamu procurá
Um homi pra ocê no arraiá
Pruque cabôca jeitosa
Morena fogosa, facêra e cherosa
Num podi ficá sortêra
Ansim, pelas vida intêra
Muié das mió qualidadi
Promodi fazê cafuné
Cumida no fugão di lenha
E cuidá di bichu di pé
Qual homi num qué?
Inté cum as garantia registrada
Ocê é muié pra si gostá
Ta prontinha mêmu pra modi si casá
Aqui no arraiá
Pessoá tem arguém aí pra si candidatá?
Tem uma cabrocha prendada
Dando sôpa no arraiá
Eu já tô inroladu
Num posso mi assanhá
Nesta semana
Nininha mais iêu
Vâmu si casá
Inté, intão!
HORIZONTES.
Quantas vezes abro a janela,
E pergunto o que olhar?
O que ver?Sei lá porquê?
É que o horizonte parece distante.
Não vivo do ontem,
É que do ontem,
Tenho tão pouco a lembrar.
É que do ontem,
Não quero falar,
É que o ontem,
Só me fez chorar.
Lembro de ti,
De quando sorrias pra mim,
De quando eu morava,
Bem perto,
Dentro de ti.
Abro a Janela,
E não tenho o que ver,
Não que não haja horizonte,
É que quando a abro,
Só busco você,
E você está longe,
Distante.
Impossível será avistá-la,
Da janela que abro,
É que abro a janela,
Do meu coração,
E à minha vista,
Não vejo você,
Porque está ausente,
Distante,
Porque também não me vê.
(Direitos Autorais Reservados)
E ao abrires a tua janela para mundo
A colher amor de qualquer flor perdida
Vai escutar a musica que vem do oceano
Que será sempre, sinfonia inacabada de nós dois
Cora...
... Que mulher é essa, tão bela e sincera...
Debruçada na janela, compõem seus versos...
Divina inspiração, da voz ao coração, aflorando o sentimento...
O que se passa por dentro, num breve momento, vira lamento...
A expressão do rosto, revela o desgosto de viver na solidão...
O olhar distante, segue errante, perdido no tempo...
Navegando no nada, permanece calada a espera do vento...
As ondas nascem no horizonte, e de trás dos montes vem o chamamento...
A voz... Tão meiga e macia, logo anuncia, o fim do tormento...
Dedico esse poema a minha poetisa preferida: Cora Coralina
“A decadência de um poeta”
Hoje ao acordar abri minha já combalida janela e fui observar o belo campo florido que avistava todos os dias ao pé da colina, ao invés disto percebi que agora meus olhos me mostravam apenas flores e nada mais sentia.
Meu velho tic-tac deixou de ser melodioso; sem minutos esperar o café que fui tomar passou a ser insidioso.
Minhas rimas já não são profundas, não consiguo mais sonhar, fértil loucura, e meu sono é incapaz de te encantar.
Ontem á noite percebi minha mente querendo descansar, o pequeno girassol fora arrancado, morta a candura; a lua se escondeu, as estrelas se envergonharam, o seu canto também emudeceu, a brisa não me trouxe nada, de fato, tudo se perdeu.
Quero abrir os olhos e ver que minha arte não foi embora junto da florada, pedir o fim desta heresia...
Amor, veja bem, o Sol entrou pela janela e invadiu os móveis.
Consegues perceber que hoje não há esperanças?
Amor, o dia está no começo e estes olhos já insistem em se fechar.
Não há vazão, nem ao menos razão para esses olhos tais que nada querem enchergar de luz..
Preste atenção, Amor, ficarei de cama hoje como se o Sol não houvesse aparecido em meu quarto, enquanto você se perde de mim nos primeiros segundos de um novo dia.
Hoje resolvi não compor no palor do meu quarto,
Mas abri a janela,
Entrou um raio de sol,
Ele compôs para mim.
Não quero música nem poesia,
Ouvi um simples pardal,
Quão perfeita Melodia.
Me ensinou o ordinário passarim.
Não se surpreenda se um pássaro alimentar o filhote na sua janela.
Não se surpreenda se uma criança na rua sorrir a você.
Não se surpreenda se o vento desenhar uma flor na areia da praia.
Não se surpreenda...
A vida nos reserva algo belo mesmo nos momentos mais sombrios.
Tão Belo
Da minha janela eu olho para o céu, e vejo o quanto és belo.
Como não amar um céu tão lindo, rodeado de estrelas.
Como não amar o criador dele,o qual nos permitiu que pudéssemos ter uma imensa direção há qual podemos admirar todos os dias.
Faça sol ou chuva,ele estarás belo.
Com a claridade do dia ou a escuridão da noite,ele ainda continuará belo.
Como é bom ter um pedaço de nossa casa em nossas vistas, e poder imaginar e dizer um dia eu estarei lá junto com meu Eterno Pai.
Fala
Numa janela cheia de janelas
Há quem toma um café olhando para elas,
Há quem não resista, então entra e sai por cada uma delas,
Há quem entra e fica na que julgou ser a mais bela.
(...)
Janelas, janelas, janelas
Há as que se se abrem,
Há as que se fecham,
Há as que emperram,
Há as que se quebram.
A vida é ela,
Uma janela cheia de janelas.
Qualquer que seja a escolha,
A vida é ela,
Tu é quem faz dela.
Janelas, janelas, janelas
Por ela vejo o sol nascer
Por ela vejo o sol se pôr
Janelas... Janelas... Janelas
Por ela passou meu amor
Por ela vejo a minha dor.
Assisto a esse espetáculo
E entendo que nada acabou
Preciso abrir a janela
E contemplar de novo a cor
Janelas, janelas, janelas
Lá vem de novo o amor.
passado o tempo, a incerteza no caminhar
vejo pela janela grandes palmeiras a balançar
no coração o amargo de não ter conseguido
a dor de não ter vencido
uma luz que brilha no longe
tudo pode mudar
ouço o soar dos sinos e o pássaro a cantar
amanheceu um novo dia
é hora de levantar
não deixe morrer a esperança
é ela que te faz lutar
A xícara de porcelana
Na janela entreaberta,
A xícara de porcelana acomoda-se
E, nas gotas de chá
O pôr do sol cintila...
Vanice Zimerman
Viver a vida
Anos que passam, pela janela de nossas vidas...
Convidam-nos constantemente a viver...
Uma vida ativa, uma vida com paixão,
Às vezes uma vida difícil, mas sempre vida.
Uma vida sem expectativas,
É uma vida sem Razão...
Precisamos sempre ter metas,
E a determinação de persegui-las...
Não tenho duvidas, que em muitos momentos nos sentimos frágeis,
Por vezes nem queremos nos levantar da cama,
Todos nós levamos os nossos revezes,
Mas a vida tem que ser vivida em toda a sua abrangência...
Sergio Skarbnik- Agosto de 2012
Todas as manhãs são iguais
Todo dia quando acordo
Olho pela janela do meu quarto
Sem querer olho o céu e o sol
Vejo tudo em que passo os olhos
Tua face, teu semblante...
Teu rosto, tua imagem e a lembrança
De um beijo vem...
Lembrança de um regalo
Com afagos de carinho e solidão
Então fica a pairar no ar
Como sinos a badalar
Corações, não conseguem esquecer
De uma flor que ficou fechada
Para o amor que não desabrochou
Ficou fechada para o amor
Que quando se quis desabrochar
Viu seus sentimentos
No reflexo do espelho e teve medo
- A estrela cadente
Vá até a janela do seu quarto...
E olhe o céu...
Aviste uma estrela...
Há no mínimo uma dezena a vista, certo?
Escolha uma estrela para observar...
Escolheu?
Agora medite nela...
Meditou?
Você acha que ela está longe de você?
Ou será que acha que ela está muito longe?
Ou talvez, muito, muito, muito longe?
É; está.
Então ela é grande certo?
Ops, muito, muito, muito grande, certo?
Você sabia que existem mais estrelas do que “todos” os bilhões, bilhões e bilhões de seres humanos que já pisaram nesta terra onde você mora?
Comparando o planeta terra com a vastidão da criação, criada pela existência intelectual e eterna, fora do tempo, que cria e ama, resumido em: Deus, o planeta terra é um grão de areia.
Se a imensidão que é pra você o planeta terra é um grão de areia, então você e eu somos o que?
Eu diria que somos um “nada”.
Só somos alguma coisa, quando realizamos o que Deus é.
Deus te ama; estude astronomia e as sagradas escrituras, enquanto há tempo, entenda e viva!
