Poemas de Janela
Nosso tempo
É da janela da alma que se conta o tempo
São de conchas e grãos
Os caminhos que que contei minhas pegadas no chão
É da vida voltar um retrocesso aventureiro
Recomeçaria pelo começo
Bom dia
O sol já saiu
Na falta de tentar
Peguei para mim seu retrato
Na falta de futuro. Caminhei ao passado
A melhor chance está em viver oportunidades
Todo marasmo é inimigo do avanço
Que venha a dita ação
Toda desculpa é precedido de um erro
Então que se perdoe em profusão
Para que na falta de palavras fique as marcas que deixei
Que o coração reaja acima da razão
Não temos razão nenhuma de perder tempo
Que toda forma de mistério tenha seu dom necessário
Explicar o inexplicável
Confundir o indecifrável
Dar-me-ei conselhos bons
Que dos que sei já contei todos
DE PORTAS ABERTAS
Nunca sonhei
morar em castelos
prefiro morar numa casa
onde portas e janelas
vivam sempre abertas
e nunca precisem
de trancas, maçanetas
de chaves, fechaduras.
As paredes feitas
de livros, discos, revistas
dispensam estantes
e é tal sua envergadura
que não lembro sequer
de pendurar contratempos
problemas, dissabores
porque o próprio vento
rodopiando limpa, cura e
e se encarrega de desinfetar
as mazelas de uma possível
intriga ou desventura!
Na janela um novo horizonte
Sem fim
Como outro qualquer
E no céu
Que não é o da sua boca
Eu conto as estrelas
Que se apagaram
Desde a noite
Em que o nosso amor morreu
AMANHECER
Abra a janela dos teus olhos,
preze a maravilha
do amanhecer.
É a vida renascendo, cantante,
bela,
No seu fugaz instante.
É preciso ir além, da cancela...
Acreditar,
tudo é constante,
quando existe o admirar...
Da dor faça um mirante
pra ver a alegria
contemplar.
Sorria! É mais um dia...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
"Man...
A gente abre a janela pro mundo. Dá-se liberdade pras pessoas, é uma aventura interessante.
Se o fulano(a) não souber usa, a gente tira.
Simples. Works."
Hoje, ao acordar olhei o mundo lá fora através de minha janela...
Percebi que está tudo tão igual, mas me senti tão diferente, distante de tudo que está ao meu redor...Sinto que meu coração bate diferente, e posso ouvir até minha alma suspirando...
O mundo é o mesmo, mas meu olhar talvez tenha mudado...
Hoje, acordei com um desejo sei lá do que, uma saudade inexplicável de algo ou alguém que não tenho em minhas lembranças...
Olhei o mundo, me silenciei...Mas dentro de mim um barulho imenso.
O dia está nublado...O sol parece não querer acordar... Lá fora o único som é do vento gelado que sopra...Mas aqui dentro de mim bate um coração angustiado...Hoje sou uma alma buscando por lembranças perdidas... Memórias que talvez foram apagadas...Mas ainda ficou fragmentos de algo impregnado em mim...Hoje não dá pra tentar fugir dessa sensação de buscar por algo desconhecido, mas que tende a despertar uma saudade do inexplicável...Hoje, minha alma também amanheceu nublada... Não vejo através de mim...Hoje o meu
é quem grita e explode tentando achar as palavras certas para traduzir o que estou sentindo."
Roseane Rodrigues
Amanheceu!
É primavera!
Pássaros fazem festa na minha janela
O céu vestiu-se de lindo azul
Para receber o sol
Todo amarelinho que nem um girassol
Montanhas todas verdinhas
Coloriu-se de esperança
Como sinal de bonança
Crisântemos, columbines e tulipas
De todo se amarelou
E o amor-perfeito feliz
Todo amarelinho ficou
A brisa fresca e suave
Nos meus ouvidos sussurra
Trago comigo o perfume
Das rosas, cravos, de todo o jardim
E o tapete de pétalas
Para que nunca se esqueça de mim
Oh linda estação!
Você traz tudo que eu amo
Primavera de flôr em flôr
E um convite ao amor!
Alguns dias atrás eu estava observando pela janela uma arvore que guardava dentro de suas folhagens, algumas folhas velhas e secas, Porém, alguns dias depois veio uma grande tempestade, que fez com que aquela arvore balança-se e conforme ela balançava, com a força daquela tempestade, as suas velhas folhas e toda a sujeira que havia nela caíram. E então logo após essa tempestade, ela ficou linda somente com suas folhas verdes e sem poeira. Totalmente limpa, mostrando toda a sua beleza.
E então Deus começou a ministrar em meu Espírito, que nós somos essa arvore, e conforme os dias, semanas e anos passam, nós acumulamos “folhas secas”, “sujeiras”, dentro de nós. Coisas que não nos acrescentam nada e só tiram nossa beleza.
Sabe, as tempestades são necessárias, pois elas nos mostram se nossas raízes estão bem firmadas. A tempestade nos chacoalha e tira de nós as impurezas que o tempo nos acumulou.
Não veja as provações(tempestade) como um castigo de Deus. Deixe que Deus faça uma tempestade no seu interior e tire toda sequidão, toda sujeira, para que você possa mostrar sua beleza.
E lembre-se, somente as arvores fortes e bem arraigadas permanecem de pé após uma tempestade.
Esperança
Olhar para a janela fechada, com trincos enferrujados
e saber sobre quem persegue a sintonia do não acontecer,da justiça perdida;
e os soluços em vão?
das corridas amargas
e sonhos findados?
perder a esperança por conta de apenas um trinco,
uma janela?
é sair da luta sem tentar novamente
Era um fim de tarde frio
Ela olhava pela janela
Naquela terça de abril
Enquanto ele caminhava em direção a ela
O sol descia deixando um último brilho naquele momento
Era um fim de tarde e dois pensamentos
Aonde a lembrança se misturava com a saudade
E assim era desde o dia em que ele se foi
Naquele fim de tarde
Pingos na Janela
Estava eu olhando pro nada
Pensando no tudo
Enquanto os pingos caiam na janela molhada pela chuva
Das inúmeras bobagens que pela minha mente passavam
Ela era a minha única certeza
A inspiração brilhava com ela
A cada gota de água que caia
Vinham na minha mente lembranças de momentos com ela vividos
Em meios dessas lembranças tive mais outra certeza
Aquele olhar dela, por mim nunca seria esquecido
Se abrires a janela
E encontrares a poesia,
Em todas as janelas que abrires
Vais encontrar um pouco dela.
Alegria de recomeçar
Hoje os dias estão mais alegres
Já bate em minha janela o vento trazendo um novo dia
e eu, quem diria,
com uma nova e inesperada alegria.
Já se passaram dias difíceis
Onde nem se pensava em nascer o sol
Só um rude vento e a escuridão
Que penetrava em meu lençol
Hoje, já posso abrir os olhos e ver
que o dia se abre para mim
Já consigo ver que um novo começo
Pode nascer a partir dum fim.A
Tudo apagado, tudo tão escuro e negro, ao olhar na janela ouço apenas sons pelas ruas, neste momento falta energia na casa também. As pessoas se apavoraram, uns voltam com medo, outros vão em busca de sei lá o que e onde, eles curtem essa história de andar no escuro, outros evitam por medo. Não me falta luz, essa inspiradora que por vezes dá voltas dentro de mim, enquanto ela estiver acessa como a simples chama da vela que me acompanha neste escrito, eu não temerei.
Agora me bateu um medo, pois olhei para a vela, e isso me deu medo, percebi que mesmo essa luz linda tem fim. Mas não é de seu fim que tenho medo, tenho outras velas aqui ao lado, e agora temo apenas em saber que se a chama da vela tem seu fim na última gota de cera, o que farei com a chama que há dentro de mim, será que há muita cera a envolvendo, será que apagará com o tempo. Agora temo esse dia chegar.
Oras, não vou cruzar os braços, pois se é que ela poderá apagar por falta de cera não será, vou à rua, vou a luta, vou aos amores, vou arrodear me desses que tem sido minha cera, vou buscar as mais densas. Os amores mais firmes, as amizades mais companheiras, o trabalho mais árduo e também seus antônimos nas pessoas das decepções, dos falsos, são as inspirações que não permitem minha chama apagar. Here I Go, por que o pavio está aqui dentro de mim, é meu coração e esse anda quente demais para permitir apagar.
Da janela o ônibus vejo as pessoas
vejo-as como árvores
Enraizadas
em suas cidades
seus empregos
famílias
SOLIDÃO
O sol penetra pela janela da sala
Desejo que ele alcance minha cama
Mas não ele pousa nos livros
Os livros não precisam de sol tanto quanto eu nesse momento.
O frio foi feito para os sadios não para os doentes.
Já falei sobre o desejo de deixar esse estado e ir para outro onde o calor nunca acaba e o sol nunca se põe?
São 8:19, o relógio anda ligeiro, eu não preciso me apresar para mais nada.
Para que olhos? Para não ver mais nada?
Olhos sensíveis, mas sensíveis a quê?
Vocês compreendem, não é, que estamos sós.
Sós e aprisionados numa tela de computador.
Está me censurando? Claro, você tem ao seu lado aquela natureza jovem, saudável, aquela inteligência que desperta, cheia de promessas... É para a sua amizade que eu apelo.
Fale!
O Sol Poente
Quando tudo parecia não ter mais graça
Olho pela janela...
Uma bola de fogo
Com um jogo de cores vibrantes,
Uma mistura de magia
Descendo no horizonte.
Quando tudo parecia não ter mais graça
Vejo algo lindo por natureza
Deixando para trás a minha tristeza
Dei um sorriso contente
Para a bola de fogo
Que ai rumo ao Ocidente.
É tão bom acordar todas as manhãs,
Abrir a Janela e ver o céu tão azul,
O sol iluminando nossas vidas
Saber, que por mais que o céu
esteja cinza, sem cor e sem vida
Acreditar que há por trás dele,
Um sol que irá brilhar,
Assim que a nuvem passar
É apenas coisa de momento,
E na vida tudo há suas razões!
Sol brilhante,
nuvens escuras.
vento na janela...
Algo me diz que esse dia
Está para melhorar ainda...
Sem querer, me distraio com o vento
brincando com os galhos da árvore
que vejo através da janela,
e ele me diz:
"Vem... brinca comigo! Porque eu não tenho pressa."
E então, nós dois de mãos dadas
fomos passear, pelas terras da longa estrada.
Da qual não tinhamos hora para voltar
e nem com o que nos preocupar.
Mas logo tivemos que retornar,
para a realidade, então enfrentar.
Mas quando aqui chegamos,
descpbro que estava tudo a melhorar,
E que não precisávamos nos preocupar
com aquilo que tinhamos acabado de deixar.
Pois descobrimos que a felicidade
tinha caminhado ao nosso lado
o tempo todo.
O TEMPO E A SAUDADE
O dia rasteja em frente a minha janela,
E o tempo sem pena, me sorri cinicamente.
O vento que sopra em meu rosto, me faz lembrar aquela tela,
A pintura de um beijo registrado em minha mente.
Horas passam e a rua sempre igual,
Nem a chuva em desaviso, me desperta dessa lembrança.
Ainda não sei se me faz bem ou me faz mal,
Essa paixão que me encantou feito criança.
Anoitece e nada muda a minha frente.
Nem o sol e nem a lua, me traz um sorriso sequer.
Há uma saudade que pra tudo, me faz indiferente,
E por dentro desejos ocultos de mulher.
Meu calendário tem marcas diferentes,
Minhas horas são dias, e meus dias impossíveis de contar.
O que quero é a surpresa, o de repente,
A alegria de poder te ver chegar.
Esse tempo inimigo dos meus sonhos,
Parece escalar montanhas impossíveis de alcançar.
Dá um passo para frente e dois pra trás,
Me enganando e brincando de passar.
