Coleção pessoal de RenataSaturnino

1 - 20 do total de 40 pensamentos na coleção de RenataSaturnino

Até quando permanecerás assim?
Vivendo um passo de mim?
Até quando me deixarás,
entrelaçada ao pensamento?
Ao relento da tua vontade...
Até quando ficarei relendo?
Crendo na ilusão plantada...
Impreguinada: na história que não termina...
Até quando a memória suportará?
Resistirá a paixão incompleta...
Até quando à noite rejeitará o dia?
Alquimia se renova a cada descoberta...
Preciso estar contigo!
Nem que seja até quando?
Porque o até quando?
Será até quando o amor durar...

Renata Saturnino
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A tua presença brinda os olhos...
Por onde desagua: o cálice quente do amor...
O calor brota da emoção...
Em erupção; o vulgão entra em ação!
Na fração do segundo;
em que o mundo?
Corre em câmera lenta...
São cenas da história que se eterniza...
A poetiza?
Enfatiza o prazer das rimas,
obra prima transcedental...
Imortal como o sentimento que nos une.
Imune a dor do adeus!
Eu te chamo?
Você atende...
Não te vejo; mais você me sente!
Novamente me volto para ti,
afim de ouvir o teu pensamento...
Saciar a ausência:
Do passado que não passou...
O presente aflora...
Vai embora à noite. e o dia amanhece...
O sol enfraquece o frio que a madrugada deixou...
O vento que te levou não volta mais...
No recanto da ilusão?
Nasce a devoção ao ser amado !
Enraizada na terra que um dia:
Ele arou...
Plantou...
E colheu...
Esse é um jardim mágico!
Nostálgico, mas encantador...
O tempo passou !
O inverno chegou...
O sol se apagou...
O rio secou...
Nada sobrou...
Apenas o amor sobreviveu...

Renata Saturnino
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"Em noite de eclipse lunar,
vistes o amor chegar...
Fostes fiel ao sinal de alerta.
Despertates a poeta,
que em horas incertas,
revela o signo da alma...
Defendestes o coração,
quando a perfeição já não existia...
Com o brilho do olhar fizestes acordar,
aquela cuja a vida adormecia...
Coroastes a rainha, roubando-lhe o reinado...
Desarmastes o exército,
sem conquistar a guerra.
Tornastes a espera dolorida,
enquanto a alegria se calava...
Embalada no sonho que não terminou...
Porque o amor ainda impera... "

Renata Saturnino
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O poema de um amor só
É como sol:
Reluzente, forte e quente.
Ele é fênix!
Renasce das cinzas...
Ressucita: o espírito a alma e a mente...
Quebra correntes e desata nós...
Inconseqüente e sem dó?
O poema de um amor só traz consigo?
Um sorriso escondido, o suspiro abafado,
um olhar calado e distante...
Errante, esse sentimento não termina;
segue a sina de adorar um ser único e transcedental...
Habitamos na dimenção da
criatura e do criador...
Onde não existe dor, nem partida...
Tudo tão mágico...
Tudo tão lindo!
Será obra do acaso?
Ou façanha do destino?
Conhecemos o universo,
onde a compreenção é livre:
A traição humana não machuca quem ama...
É a onde vivemos,
amanhecemos e anoitecemos juntos...
Onde sou tua inspiração e você o meu poeta...
Essa a eternidade desejada pelos amantes
que sofrem na terra...
Já no mundo mortal, finito e imperfeito.
O natural deseja chegar mais perto...
Lapidar o incorreto...
Ser refém do presente e condenado pelo futuro.
Viver juntos a unicidade do amor...
Cuja a flor se chama: verdade
Não há calor que ela não suporte
nem tempestade que a sufoque...
A verdade: é a essência da virtude...
Ela não ilude e nem engana...
Qualidades de quem ama sem máculas,
nem rancor...
Meu amor,
Sinta a canção:
O coração compõem o refrão!
Pra gente sorrir;
Explodir de alegria;
Colorir a fantasia apagada.
Rasgada na caminhada,
que nos trouxe até aqui...
Cumprir-se a missão,
dada deste a concepção das nossas almas...
Desejo sentir a sensação:
Da pupila dilatar o coração disparar,
diante da eloqüência de lhe ver e te tocar...
A onde iremos chegar ?
Ainda não sei?
O deserto passou...
Agora resta atravessar o mar...
No horizonte esperado?
Quisera desaguar o corpo molhado,
enfadado em teus braços...
Porque o que afoga,
não é o medo e sim a saudade...
Ô príncipe amado...
Quero somente estar ao seu lado...
Saltar do mundo encantado e viver a realidade...
Não importa a "onde" nem " quando",
se juras viver me amando ...
Estou chamando.
Escute o vento soprando, nele sentirás
o som de alguém refém dos teus encantos...
Para os outros sou rainha
Para ti apenas a tua lindinha...
É assim que respondes com afeição:
Ao poema de um amor só...
Que despresa as imperfeições do homem e revela o
caráter de Deus... O AMOR !

Renata Saturnino
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Plante a semente das "possibilidades".
Cuide da terra...
Sinta o cheiro.
Dela nasce a vida;
a energia que alimenta o planeta.
Surge uma nova era a cada primavera.
Menos triste e mais bela.
Tudo se revela, quando se deseja mudar;
Inovar propagar o novo...
Transforme as experiências em "possibilidades."
Somos capazes, apenas não descobrimos a capacidade de ir mais longe...
Porque muitos se escondem!
Isolados em castelos imaginários.
Solitários e sem cor.
Lá a espera é infinita e dolorida...
A alma grita, enquanto o espírito sente dor...
Manifeste o desejo...
Lute sem medo!
Sigas encorajado, pois fostes criado a semelhança de Deus.
No universo da benevolência celestial...
Eres um ser imortal, perfeito e único...
O criador fez de ti sua obra prima...
Não se reprima, apenas contemple as"possibilidades."
Seja o protagonista dessa história...
Sinta a vitória, a gloria de viver, resplandecer a luz da felicidade.
Cujo o princípio é a simplicidade, que de tão simples:
É ignorada por muitos.
Sem atitude não existe "possibilidades".
Abra os olhos contemple a natureza.
A grandeza de colher o bem que se planta...
O universo conspira a favor daqueles que semeiam o amor.
Então?
Ame mais!
Cobice menos...
Abrace mais, rejeite menos...
A colheita sagrada é abençoada se for adubada com"amor."
Essa é a razão da perfeição humana.
Esquecida, perdida, deturpada.
Violada pelo egoísmo: onde o "ter" vale mais que o "ser."
Só perdemos aquilo que não aproveitamos.
Extraia a essência das" possibilidades."
Em algum momento essa “porção” se manifesta.
A favor de ti ou daquele que te cerca.
Esqueça os poréns, os porquês e os para quês...
Apenas floreça...
Transforme a semente da perda: em um jardim repleto de"possibilidades".
Esqueça as lembranças que impedem do sol de brilhar na sua vida...

Renata Saturnino
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Quando a dor transborda...
Sobrepõem o amor...
A paixão sem validade.
Sem rótulo e nem maquiagem.
Essa é a realidade do poeta:
Nú diante do sentimento de alerta.
Que aquece, aperta e machuca..
Rebelde, maluco , intelectual, anormal...
Este ser transcendental: precisa apenas verbalizar:
emoções, provocar risos, plantar lágrimas, criar rimas.
Essa é a cina desse amante a moda antiga.
Plantônico, anônimo, isolado, solitário.
O que importa?
A expressão é o que move o coração do poeta.
Meu amor?
Eres a vida, que da vida a este ser.
Continuo me arrastando pela vida.
Em cada canto sem saida, espero te encontrar.
Essa fortaleza quase inabalável,
busca de forma incansável por ti.
De quem é este poema?
Meu? Seu?
De todos aqueles que acreditam na força do amor.
Sem rancor, mágoa ou mentira.
Quem gosta vive da certeza:
De amar, respeitar,
vibrar com a chegada,
sofrer com a partida.
Cadê você meu bem.?
Querido.
Preciso te ver sorrindo.
Cumprindo o destino que nos trouxe até aqui.
Essa é a aliança.
A herança do presente contestando com o futuro.
Incerto mas repleto de sonhos.
Venha me resgatar.
Alegrar o meu dia.
O mundo lá fora desaba!
Mas aqui dentro: sou eu e você.
Se vamos sobreviver, quem saberá?
Mas quero que entenda?
Que o amor não é sinônimo da perfeição, mas é a razão:
Do passado, do presente e do futuro.
Vivo uma era sem poesia.
Mas jamais sem amor...

Renata Saturnino
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Magoar o ser amado.
É como enfrentar um dia nublado.
Sentir o ar carregado...
Viver isolado do mundo.
Cair no abismo profundo;
correndo o risco de não se encontrar.
É como se tudo estivesse errado:
Sentimentos revirados, sonhos quebrados,
emoções sofridas, iluções perdidas.
A lágrima caída?
Dói mais em quem colhe, do em quem planta...
Quem ama não entristece...
Enaltece o ser amado.
Senta do lado.
Segura a mão.
Abre o coração.
Cria poesia.
Morre de alegria,
Supera a raiva.
Quem ama?
Simplesmente perdoa.
Como verbalizar esse dicionário com tantos significados?
Perto ou longe?
Basta apenas uma palavra.
Pra feição mudar...
O coração saltar...
A mão esfriar...
O olho brilhar...
O choro cessar...
Amar?
É estar longe amando igual ou mais do que se estivesse perto.
Mesmo que o coração sofra e a esperança se cale.
Não há nada que supere essa sensação.
Amar?
É estar mudo se afogando em palavras.
Olhar pro nada pensando em tudo.
Tudo?
Que leve até ao ser amado.
Porque o amor é assim:
Essência divina.
Obra prima do: sentir, querer, desejar,
aceitar erros, guardar segredos, superar medos.
É desejar o melhor, sem dó, nem piedade.
Não existe dor nem rancor que não seja superado.
O amor revela o caráter de Deus .
Que ao doar “O SEU”, concebeu a essência de tudo
que mais desejamos na vida.
Essa é a magia idealizada pelos poetas.
Que mesmo solitários vivem a plenitude: do amor...

Renata Saturnino
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Quero ter alguém do lado,
sem ser refém da minha própria ausência.
Dar gargalhada sem ser recriminada.
Respirar o silêncio imprimindo a palavra.
Ser poeta sem hora marcada.
Ser lembrada, quando não estiver mais aqui.
Quero resgatar a infância.
Libertar a criança;
Sem dar explicações.
Dar vazão a emoções acumuladas.
Guardadas na gaveta do armário.
Quero viver o cenário de um grande amor.
Sentido o calor de uma nova vida;
Mais polida e sem dor.
Com mais ação e menos ilusão..
Na proporção que o sentimento se abre.
Invade espaços a serem conquistados.
Idealizados na trajetória do ser...
Porque o querer é a razão do sentir.

Renata Saturnino
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Tags: primeira pessoa

Da janela a Bela venera:
O Eclipse da madrugada serena, sublime e eterna...
Realidade do sonho almejado, do desejo guardado em segredo...
O destino em sua ironia destila a fantasia...
A alegria do encontro inesperado...
Da janela a Bela contempla:
O horizonte infinito.
Onde caminhos que se cruzam, seguem rumos diferentes...
Seja como for?
Deus em seu esplendor, sempre mostra à direção certa...
A descoberta?
É uma condição natural e individual da vida...
Da janela a Bela sorri:
Olhando para ti com os olhos da verdade.
Desafiando a capacidade de entender o ser incompreendido.
Escondido em um lugar, onde muitos tentaram, mas poucos conseguiram encontrar...
Mas esqueceste a brecha por onde entrei:
No teu olhar contemplei a essência...
A irreverência da tua vaidade...
A ansiedade de ser feliz...
Tudo que você sempre quis?
Está em suas mãos...
Escute o coração!
Esqueça a razão que por vezes te machuca...
Permita ao homem implacável, tornar-se vulnerável a poesia.
Com as diferenças aprendemos a reconhecer o valor da nossa existência;
Que para muitos não vale nada...
Hoje a Bela, que entrou na sua vida pela janela,sem pedir licença e nem explicação?
Te deseja de coração muitas felicidades...
Que o Deus que vive em mim, derrame sobre ti a porção dobrada:
da paz, da saúde do amor e da prosperidade...
E que ele esteja contigo não só hoje, mas por toda a eternidade...

Renata Saturnino
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Posso tocar-te com o pensando...
Saltar do teu inconsciente onde vivo a tua espera...
Atravessar a janela do tempo que nos separa...
Respirar o ar úmido carregado de nostalgia...
Sentir a brisa fria acalmando o fogo da ansiedade.
Revelando a fragilidade dos sonhos erguidos na areia...
Porque se não estás aqui?
Te sinto tão perto...
É certo?
Como o lamento da tua ausência.
Freqüência da inspiração poética;
manifestada por aqueles que se entregam ao amor;
sem rancor nem magoa...
Vivo embriagada pela necessidade de viver,
de renascer em palavras; plantadas na alma...
Porque sugas de mim?
O que não tenho mais para dar!
Preciso descansar!
Me calar diante do teu chamado.
Porque o teu corpo está ausente!
Mas o teu intimo me acompanha...
Mesmo não estando comigo?
Estás protegido pela minha oração...
Porque se não estás aqui?
Te sinto tão perto!
O coração semeia o que a mente planta!
O fruto que dele nasce é duvidoso.
Ele pressente o que a razão ignora...
O sofrimento da ausência se manifesta, quando na vida sobra espaço...

Renata Saturnino
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Antes do sol cair?
Você vai surgir, para eu sentir,
que ainda existo ...
Te receberei sorrindo!
Fingindo não lamentar a ausência.
A carencia saturada.
Desidratada: como capim seco ...
As gargalhadas?
Fazem parte da máscara que escolhi,
para encobrir a saudade...
A ansiedade de te ver sorrir ...
Antes da noite chegar?
Contemplarei a chuva deslizar ...
Atravessar a janela, aonde te espero ...
A tormenta seguirá lavando!
Desbravando o caminho, que eu não consigo enxergar ...
Sinto no ar: o cheiro da terra molhada ...
Embriagada pelo néctar da vida ...
A água que cai lá fora?
É diferente da que cai aqui dentro!
Porque essa?
Desce carregada de sentimento ...
É quente e salgada ...
Haverá uma estrada;
onde iremos nos encontrar...
Para conquistar?
O sonho: que não vivemos ...
O poema que não escrevemos ...
A canção que escolhemos ...
O beijo que nunca demos ...
O filme que perdemos, porque você não estava aqui!
Insisto em dizer!
Antes do sol se apagar?
O mundo saberá!
Que você ainda pensa em mim ...

Renata Saturnino
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A felicidade está mergulhada no cálice de licor de menta...

É doce forte e queima...
Como fogo que atravessa o olhar...
Sem contestar: motivos, inimigos e sonhos...
É a paz reinando, contagiando aqueles que não posso tocar....
Como interpretar a sensação de amar sem motivo...
A entrega ao abstrato; ao retrato esquecido na gaveta...
Que por vezes olhei, mas não imaginei sentir tão perto...
É o instinto aflorando, brincando de ser feliz...
É a raiz que o olho não vê mas o coração sente...
É a mente contornando o espaço...
O encontro do acaso com a realidade;
com a necessidade de ser feliz...

Renata Saturnino
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Rouba o sentido...
Dança comigo: na ciranda do riso...
Silencia o suspiro da ansiedade...
Ascende a vaidade do desejo...
Desvenda o segredo do sonho destilado...
Encorpado: como vinho que te espera na adega...
A eternidade?
É o presente que consola...
Manda embora a razão que nos separa...
Absorve a essência da paixão...
Segura a mão, que acaricia o teu rosto...
O sabor do desgosto?
Hoje é doce e fugaz...
Dança comigo: a valsa da afinidade...
Contempla a veracidade do poema.
O romance encantado exala elegância...
A fragância do beijo encantado ...
Idealizado...
Reverenciado pelo destino...
Dança comigo...
Ao son das rimas saltitantes;
penetrantes, como o olhar que lanças ao meu encontro...
A ternura enfeita o cenário...
O abc dário está completo...
O momento é o centro da emoção...
Na força da atração?
A nostalgia quebrada;
transforma a fada em rainha.
A alquimia enfim é desvendada...
O segredo da felicidade;
é a cumplicidade que nos une.
O perfume do amor é a tua permanencia ...

Renata Saturnino
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Tags: Dança Comigo..

A perfeição: não é uma condição e sim um aprendizado...
Não fomos preparados para exercê-la. A vida é como você espera que ela seja!
Mesmo que a vontade caminhe em sentido contrario? É uma condição do ser: Exercer o poder de mudar a situação. Os desafios são o sal da vitória. É o que da a ela: um sabor mais que especial!

Renata Saturnino
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Quando o amor se vai?
Cerram-se as comportas da emoção...
A dor impera...
A alma intristece...
O sorriso enfraquece.
O mundo recolhido?
É traduzido em canções!
Frações do tempo que se refaz...
O agora?
Já não importa mais...
Somos mortais em busca de sinais.
Fatos reais, que nos façam viver a plenitude da sobrevivencia...
Não existe coerência entre: desejo e fantasia...
A paixão erradia a liberdade.
Os acordes da afinidade: não se rompem jamais...
O passado?
É o instante que parte, sem olhar para trás .
Fabulas perdidas...
Ilusões esquecidas...
Sentimento guardado...
Sofrimento provado...
Alegrias findadas...
Páginas viradas...
Enfim: o caminho é longo...
"O presente é a razão...
O futuro é o que coração espera".

Renata Saturnino
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Tags: renata saturnino

CUIDA DE MIM:
Como o lírio que floresce no deserto...
Como jóia resgatada no oceano ...
Como Águia ferida...
Como quem ama sem medida...
Como criança perdida, pedindo socorro...
Porque não sou eu quem escrevo! É a inspiração que fala por si...
Que horas chora e outras sorri;
ao sentir o desejo de partir...
Porque aqui, não é o meu lugar...
Ao me deparar com um mundo:
Onde mentir é mais certo que a própria verdade...
Onde a felicidade é fingida e não vivida...
Onde o que pode mais! É o que ama menos...
Onde o afeto não é doado e sim comprado...
Onde corremos feito loucos, sem saber porque e nem para que...
Pode parecer anormal , mas é natural me sentir ausente; descrente do universo que eu não desejo...
Porque conheci o amor...
A entrega sem retorno...
O sofrimento de resistir,
de reconstruir o que muitos tentaram destruir...
De persistir até conseguir a vitória...
De ir embora sem jamais me despedir...
Porque não sou eu quem escrevo! É a inspiração que fala por si:
Cuida do meu beijo como algo perfeito.
Como guardas o teu leito ao dormir.
Ao sentir a paz afagando o espírito cansado;
molestado pelo engano...
Porque vive em mim a sensibilidade dos poetas:
Que morreram de paixão;
Se doaram a ilusão;
A emoção sem limite;
Ao passado e ao presente;
Porque não sou eu quem escrevo! São palavras da inspiração que vive em mim. E que seja assim, até a eternidade...

Renata Saturnino
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" Não há como definir a ausência...
A carência que invade o ser...
Solidão é espaço que não se mede...
Transcede a alma indiferente á ilusão...
À percepção isolada do mundo...
Onde cada segundo tem um significado;
resignado ao mundo das incertezas...
Pode parecer irreal, mas para muitos é natural sentir-se só...
Por menor que seja a razão a sempre uma decisão
a ser tomada...
Melhor que sentir? É viver a mudança...
De mãos atadas e boca fechada nada acontece...
O espírito envelhece, a alma entristece e o pensamento se isola...
Ao abandonar os ideais nós tornamos simples mortais,
a espera da morte...
Ser forte é vencer a própria natureza...
Sem matar a pureza da existência...
Seja como for;
o encontro com o EU é inevitável...
Sem platéia e nem aplausos...
O silêncio é a razão da palavra, quando não há
mais nada o que dizer...
Todo momento é eterno enquanto a felicidade existe"...

Renata Saturnino
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MEU POETA:
No lago profundo da tua sensibilidade...
Sinto a plenitude da poesia: da saudade acompanhada,
que descreves com paixão a quem não conheci...
Posso ouvir:
O colibri sorrindo, conduzindo o enredo solitário...
Cenário contemplado por aqueles que te veneram...
Maestro rege os versos que a ti dedico...
Não se perca em risos ao perceber a fragilidade inocente...
Carente de amor, do calor que aquece os corpos na madrugada...
São palavras cultivadas no passado que vive em mim...
Porque é assim que me sinto:
Tocada pela emoção que por vezes me faz chorar...
Ao viver a ilusão dos poetas...
Quem me dera ser a razão da tua inspiração, como eres para mim agora...
Viver na tua memória como vives na minha...
Porque trocamos poesias em silêncio...
Vivemos o amor que sonhamos; mas não sentimos o amor que desejamos...
Ao admitir a saudade de um passado que não passou...
Ao recusar um presente que nos machuca...
E não ver o futuro que nos espera...
É assim que descreves a saudade ao compor a tua obra prima...
Uma das muitas que me facina...
Confesso a admiração que a outros não revelei...
Aqui deixarei a homenagem a meu poeta amado... PABLO NERUDA

Renata Saturnino
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Tags: plabo neruda

"Magia inesperada alimenta sensações...
Emoções a flor da pele...
Que repele e impulsiona...
Aquece e emociona o coração...
Como definir a atração fulminante...
Intensa e contagiante entre os seres...
Como ser coerente diante do sentido envolvente...
Inconsequente e sem explicação..."

Renata Saturnino
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Palavra que une e separa...
Que alegra e entristece tanto...
Palavra que rouba o sentido da existência, tornando a sobrevivência
dolorosa...
Palavra que produz à lagrima, acelera a emoção, compondo a canção inacabada.
Palavra que faz o coração bater forte, resgatando à vida da morte...
Magia que contagia, transformando alegria em desejo...
Alimento que sacia a agonia, tranquiliza à alma e refrigera o espírito aflito...
Como lidar com essa arma mortal; capaz de salvar e ao mesmo tempo matar os sonhos...
De onde vem esse poder;
diminuindo a distância e renovando a esperança perdida.
Assim segue a vida, refém dos verbos silenciados pela força da palavra.
Não resta mais nada, a não ser entregar-me a esse universo infinito...
A essa alquimia que faz da poesia um mito;
revelando a pureza da alma, traduzida em palavras...

Renata Saturnino
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