Coleção pessoal de anaferreira

1 - 20 do total de 249 pensamentos na coleção de anaferreira

Amar é como uma droga. No princípio vem a sensação de euforia, de total entrega. Depois, no dia seguinte, tu queres mais. Ainda não te viciaste, mas gostaste da sensação e achas que podes mantê-la sobre controlo. Pensas durante dois minutos nela e esqueces por três horas.
Mas aos poucos, acostumas-te com aquela pessoa, e passas a depender completamente dela. Então pensas por três horas e esqueces por dois minutos. Se ela não está por perto, experimentas as mesmas sensações que os viciados têm quando não conseguem arranjar droga. Nesse momento, assim como os viciados roubam e se humilham para conseguir o que precisam, tu estás disposto a fazer qualquer coisa pelo amor.

Paulo Coelho
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CARPE DIEM

Sorver da vida a primitiva essência
é dentre todas a maior ciência...
Breve, breve serás antepassado,
mas antes disso deixa o teu recado,
pois, bem sabes, tens obrigação
de demonstrar que não vieste em vão.
Faça cada minuto do teu dia
de muito amor e muita ousadia:
Só assim, então terás vivido
sem sentires de nada arrependido.
somente nos arrependeremos
de quanto nos foi dado e não vivemos!
Colha os frutos na beira da estrada,
sinta os carinhos da pessoa amada,
transforme cada sonho em realidade,
vivendo tua vida de verdade.
Os dias serão belos e floridos
se os viveres em todos os sentidos.
Por que perder a oportunidade,
ficando para sempre na saudade,
se a vida te sorri exuberante
a ter ofertado surpresa a cada instante?
Como filho d’águia, altivo e forte,
busca as alturas sem pensar na morte,
que algum dia virá, pois é sabido,
Mas até Lá, então, terás vivido...

José Maria Pessoa
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Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Augusto Cury
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"No decorrer desta vida, o prazer,
a alegria, a tristeza, a dor, o amor
desfilam em nossa alma e em nosso
coração, deixando diferentes marcas.
São essas marcas combinadas que
formam a riqueza da nossa caminhada.
A vida é curta, mas as emoções que
podemos deixar duram uma eternidade!"

Scarlett Kaur

MINHA AMIGA

Deus, na sabedoria, criou a amiga, alguém em que se possa confiar, uma amiga fiel que nos compreenda, e nos estenda sempre a mão para ajudar.

Ele sentiu que precisaríamos de alguém, que nos confortasse quando estivéssemos tristes,
cuja especial ternura e sorriso feliz, nos fizesse sentir que vale a pena viver.

Alguém com quem dar um passeio, compartilhar um livro ou um segredo.

Bater-papo ao telefone, no MSN agora , mas que também, perceba nossa necessidade de estar algum momento a sós.

Em resumo, Deus criou a amiga para ser alguém que sempre nos alegramos em rever.

Existem poucas coisas que Deus possa nos dar que signifiquem tanto como uma boa amiga.

DESEJO A TI UMA LINDA SEMANA ...E QUE VC MINHA AMIGA NÃO ´´E LEMBRADA APENAS NO DIA DO AMIGO E SIM TODOS OS DIAS.... E QUE EU ADORO VC DE MONTAOOOOOOOOOOO....

BJSS CARINHOSOS

Desconhecido

Amar você

Sentir é simples,
difícil é demonstrar
o que sinto.

Pensar é simples,
difícil é transformar
o que penso em ato.

Agir é simples
difícil é assumir
a conseqüência do que faço.

Sentir, pensar, agir
difícil é a arte
de aprender a viver,
o segredo é amar assim,
assim como amo você.

Desconhecido

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.

Mary Cholmondeley
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Tento encontrar o meu destino;
Chego a viajar em pensamentos;
Espero ser um sonho, uma realidade em mim.
Nem sempre sei, apenas sinto,
E as vezes sem razões ou motivos;
Logo descubro que é amor.
Sinto algo inesplicavelmente inesquecível.
Assim percebo o amor como um instinto;
Que simplesmente acontece.
Como se tudo fosse premeditado
Como se tudo estivesse ali..
Escrito nas estrelas.

Desconhecido

BRINCADERA DI RIMÁ

Vâmu brincá di fazê versu e rimá?
É só fazê versu e rimá, acumpanhandu us versu di trais, us anteriô!
Se ocê num sabê iscrevê im caipirêis, num faiz má ... O importanti é brincá!

Intáo?! Vâmu brincá!
********************************************
Sô o primêru a iscrevê
E os versu dexá
Queru iTô gostanu di acumpanhá
As rima du pessoá
Tá ficanu muitu ingraçadu
Vê ocis tudo rimá

Mais tá fartânu muita gente
Que faiz parte dessi lugá
Ocêis intão cunvida os amigu
Pra vim brincá di rimántão vê voismicê
Meus iscritus acompanhá
***********************
Vâmu iscrevê uma história
Há quantas mão aguentá
Ela cumeça com a lua
E seu lindu brilhá
**********************
Bão sinhá Rachel
Seje beim-vinda no Recantu
Se achegue mêmu di mansinhu
E cum nois podi ficânu

Abri intão seu coração
E di presenti dê pra nóis
Uns versinhu, uma melodia
Umas rima e umas canção

Inté e um beju nu seu coração!
*********************************
Bão Pessoá?!
(Cumpadi Caipirinha)

Bão pessoá, que sodade de ocêis
Tive passanu pruns bão apertu
Mais num me deixei se intregá
E to aqui otraveiz

Num sô homi de pedi arrego
Nas hora apertada que Deus me dá
Num corro das provação
Memu que seja pesado meu jacá

Nas andança da vida se aprendi
Que o Pai num dá pra nois peso maió
Que os lombo consegue carregá
Intão esse peso foi fácil suportá

To de vorta pra cá
Adispois de descançá
Aos pouco vou inté
Uns causo novo contá

A oceis tudo iêu agradeçu
Pelas preocupação e carinhu
Nunca se senti sozinho
Andanu no meu caminho

Intão, intão e um abraçu
Beim apertadinho
Do cumpadi Caipirinha
*******************************

Caipirinha - O poetinha da roça
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PRECURANU UM AMÔ!

Fui au incontro da noiti
Vaguemu pelas madrugada
Preguntei a todas as instrelas
Ondi anda minha amada?

A lua num me disse nada
As pedra da rua neim me arrespondero
As fulô, tudu drumindu naquea hora
Ansim me arresorvi vim simbora

Intão ao raiá da orora
Cum o sór imprranu a noiti
Preguntei: aqueceu meu amô?
E eli neim uma palavra falô!

Intão seguind minha istrada
Infeitada de árvuris e fulô
Cuns passarinhu em revuada
Preguntei se viru meu amô

A rosa, toda facêra
Oiô pra margarida e falô
Esse tá tãum perdidu
Que neim sabi du seu amô

U pé di piqui todu prosa
Se balançanu pro de jambu rosa
Sorrisu matrêru comentô
Esse Caipirinha num percebeu
Seu amô num si perdeu!

A coruja inteligenti
Se arresorveu cunversá
Caipirinha venhá cá
Que vô lhe preguntá!
Já procurô u seu amô
Aondi ele devi di tá?

Tenhu certeza que não!
Ocê lá num procurô
Seu amô há di istá
Onde ocê o dexô!

Tá certu dona coruja!
Intão pra lá vô vortá
Vô prega nu sonu
E continuá a sonhá!

Caipirinha - O poetinha da roça
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AINDA QUERO SI CASÁ

Muitus passus eu dei
Pra incontrá uma sinhá
Que pudessi mi amá
E mais iêu se casá

Mais num tive sorti
De uma cabrocha incontrá
Pra nois dois si incantá
E da vida se aproveitá

Intão tô aqui
Sozinhu e seim carinhu
Quero logo uma cabrocha incontrá
Pra morá mais iêu nu meu cantinho

Tânia Mara Camargo

CAUSU DU CASAMENTO QUE DEU XABÚ
(Poeta Caipirinha)

O Caipirinha ia se casá cum a sinhá Mariquinha, tava tudo já prontu pra modi o casóru aconticê, mais dispois de uns disincontro a Mariquinha sumiu, disaparecêu seim dexá notícia e pista arguma!

Intão, o Caipirinha qui não é homi di ficá sozinhu, logu cunheceu a sinha Nininha, por ela si apaxonô e marcaru casamentu nas festa junina nas vespera de São Juão!

Tava tudo prontu e arrumadu. Tavão lá o cumpadi Juão Netu e as sinhás Craudeti, Tânha Voigt, Jô Tauil, Tânha Cardosu, Cunceição Lemus e a mãe do padre Jorge, sinhá Stella, que veiu cum procuração pramodi casá iêu mais Nininha.

Intão, quanu fui pro currá, pramodi tirá água du juelhu, chegô o cumpadi Zéduscorrêiu cum carta da sinhá Mariquinha dizênu que tava prenha di iêu e isperânu um Joquinha prus mêis di agostu.

Num pudi mais casá. Saí di fininhu pra modi se arresorvê os pobrema e fui pra minha roça, dexânu Nininha prantada no artá, isperanu pra mais iêu se casá. Ficaru tu lá isperânu, inté a madrugada chegá.

Na semana seguinte fômu iêu mais Mariquinha pra modi fazê o tár do DNA, pois nóis num se alembrava di nada, muitu quentão e vinhu na cabeça, nóis se perdêmu dus aconticido que se passáru na festa da cumadri Tonha.

Intão cum as nova tecnologia fizeru tirá sangui do Joquinha que tava di sete mêis, tudo apertadu nas barriga taméim apertada da Mariquinha. Tiraru sangui meu mais Mariquinha e num sei o que a tár da cumadi Honestina, aquéia que os homi dava tudo insima tava fazênu lá taméim ...

Passáru os tempo e fômu pegá os resurtado.

Resurtado: Positivu... sô pai do minino mêmu!

Intão fômu sentá e conversá cum o cumpadi Camargu, pai da Mariquinha.

... continua

- Bão cumpadi Camargu?... Bão taméim!... Possu me entrá?
- Acabe di entrá cabra, sente e vâmu cunversá mais iêu... Tome uma branquinha pra modi isquentá as palavra!
- Num bebu em serviçu, cumpadi!
- Ara!... Ocê num vêiu a serviçu homi!... Ocê veiu é pidi a mão da minha fia em casamentu e já tá dada!... E num tem vorta, num quero minha fia carreganu mininu nas costa sortêra não vici!... Prefiru ela viúva de ocê!... E ocê? O que acha cabra!?
- Uái!... Já que as proposta são essa e num tenhu braganha ... o jeitu é casá!... Num quero vê o Joquinha órfão di pai não!
- Pois é!... Intão vô chamá a Mariquinha pra ocêis se arresorvê cum as data que quero pra já!... E sem festa!... Num quero o povo falanu da minha fía casânu buchuda, prenha não!

Então o cumpadi Camargu mandô chamá a Mariquinha e nois se arresorvemu casá no sábadu, em casa mêmu e era só mandá chamá o dotô iscrivão du Cartório e pronto.

Mas a Mariquinha veio também cum otra situação ... que me dexô isquisitu ...

- Caipirinha, ocê num se alembra nadinha du quê aconticeu?
- Num se alembru di nada, Mariquinha!... Só se alembro que nóis tava lá nas páia de mío nu paiol, iêu, ocê mais a sinha Honestina!
- Pois ói homi, safadu!... Ocê bulinô cum nóis duas vici!... Emprenhou iêu mais a cumadi Honestina!... Ela proveitô e feiz taméim o tár do exame de DNA e ocê é pai do Zequinha taméim!
-Zequinha?!... Iêeeeeeu!
- Ocê memu, cão disgramentu!... Que emprenhô duas no mesmu dia!
- Iêuuuuuuuu!!
- Ocê sim!... Agora é que as coisa vão ficá preta pru seu ladu vici!... Ocê vai casá cum eu e ela vai morá mais nóis!... Ô cá!... Ô lá na sua roça!... Mais casá, casá só mais iêu!... Já tá tudo se acombinadu... Iêu mais cumadi Honestina já se acertamu e ela só qué que ocê cuide dela e du fiu di ocêis, num qué casá nem brigá!... Intão, o que você arresorve!

... continua
Ocêis já tão tudo cas combinação ajeitada?
- Já, cabra safadu!
- Uái, num tenhu iscapatória!... Vâmu tudo pra minha roça que cuido do Joquinha e do Zequinha ... Vai sê inté bão uma dupra caipira na famía!... oquinha da viola e Zequinha da sanfona ...

Intão foi isso que aconticeu... Num se alembro de nada, Mas que devi di tê sido bão, ah!... Isso devi!
.
Agora tenhu que cuidá das muié, que pro mêis us mininu tão paridu ...

Nininha me adescurpe, mais num tive comu casá mais ocê!

Pessoá, me adescurpe taméim, promodi dexá ocêis tudo isperanu e procuranu iêu!

Inté, intão!... Que a vida vai sê difíci cum duas muié em casa, tudu prenha, isperânu dois mininu pru méis que veim!

Mais vô a vida levânu, chorânu cum a viola e puxânu o fole da sanfona. Insaianu as música pra fazê mininu drumi e duas muié pra dá conta.

Agora ansim, preciso das gemada du cumpadi Juão Netu, dos ovo de pata e da garrafada du cumpadi Jorge LInhaça.

Inté, intão!... Mais meu amô du coração, tá na morena do meu sertão! Nininha num fique triste. Vô dá um jeitu di casá mais ocê um dia!

Um abraçu du cumpadi Caipirinha, que si metêu numa confusão!!! To num matu seim cachorru, cheiu di onça pintada e parda!

Poeta Caipirinha
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SONHANDO COM NININHA
(Poeta Caipirinha)

Gostu di vê u sol nu amanhecê
Brilhanu nu seu oiá
Gostu di tê seu beju na manhazinha
Em cada veis que acordá
Senti seu coração batenu mansinhu nas minha mão

A paxão é as mais pura razão qui me amarra a ocê
É as mágica, us sonhu, us prazê
Qui existi dentru di iêu, pru voismicê

Só sei dizê que as craridadi das emoção brilhô entri iêu mais ocê
Só sei dizê qui em nossu coração é iguá o amô
Amô que chegô querenu que nois si ajunte
Pra vivê um pru otro pra vida toda

Ocê, sinhá, é minha luz, minha fuguera e meu quentão
Qui mi dá paz, alegria e emoção
Sonhá com ocê, sinhá, faiz beim ao meu coração

Inté, intão!

Amo ocê, treeeimmmmm!!!

Seu Joca Caipirinha
Que tá prontinhu pra casá mais ocê

Poeta Caipirinha

TEIM CABROCHA ISPERANU NA JANELA

Ocê, qui pois anunciu
Pramodi arrumá maridu
Num si importi cum as beleza
Elas é tudo passagêra
O importanti nas realidadi
É sê muié di verdadi

E num precisa mostrá as coisa prus otrô
Pra chamá as atenção
Mais as veiz inté qué bão
Virá us zõios pras perna grossa
E prus decoti das cabrocha!

Se ocê é moça dereita
Mais sabi tameim usá a isquerda
Nas precisão du ladu
Pru modi fazê chamegu
Inté u homi gemê sem senti dô
Ocê deve di sê mêmu
Muié di grandi valô
Que chega divagarim
Nu mexi-mexi di fazê amô

Óia sinhá, muié prendada
Pelu quê ocê diz
Ta prontinha pra casá
Intão vamu procurá
Um homi pra ocê no arraiá

Pruque cabôca jeitosa
Morena fogosa, facêra e cherosa
Num podi ficá sortêra
Ansim, pelas vida intêra

Muié das mió qualidadi
Promodi fazê cafuné
Cumida no fugão di lenha
E cuidá di bichu di pé
Qual homi num qué?

Inté cum as garantia registrada
Ocê é muié pra si gostá
Ta prontinha mêmu pra modi si casá
Aqui no arraiá

Pessoá tem arguém aí pra si candidatá?
Tem uma cabrocha prendada
Dando sôpa no arraiá
Eu já tô inroladu
Num posso mi assanhá
Nesta semana
Nininha mais iêu
Vâmu si casá

Inté, intão!

Poeta Caipirinha
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MODI RUMÁ MARIDU
Por Genaura Tormin(*)

Num sô feia nem bunita,
Mais sô muié de verdade.
Num usu essas coisa feia
Das muié lá da cidade.
Deus me livre, credo in cruiz
Mostrá minhas coisa pus ôto!!!
Issu num faço naum!

Seu moçu eu sô direita,
Tenho vergonha na cara!
Mais sei tombeim sê muié
Qui sabi fazê chamego
Inté o home gemê.
Num é pru senti uma dô,
É prumodi o meu calô
Que inspáia divagarim
Nos balançu do amô.

Si ocê tá pricisano
Duma cabôca jeitosa,
Morena fogosa, faceira
Pramodi fazê cafuné
E uma comida gostosa,
Eu tô prontinha procê.

Eu agaranto, seu môçu,
Qui ocê di eu vai gostá.
Nóis casa aqui no Arraiá,
Muitos fio vamo tê
Pra no roçado ajudá,
Fazê muita fartura,
E inté do gado cuidá.


Brigadu sinhá poeta Genaura!
Um beju du Caipirinha

(*)Genaura Tormin. amiga, poeta e escritora.
Autora dos livros Apenas uma flor (poesias) e Pássaro sem asas (romance-biografia)

Genaura Tormin.

DIA DI SANTU ANTONHU

Na igreja de Santu Antonhu
Ondi iêu teimava rezá
Adispois a missa do dia
A procissão fui acompanhá

Era um dia tão bunitu
Aquea tardi quenti e brilhanti
Acompanhandu u santinhu casamentêro
Nem pensava em si casá

Mais prum velho ditadu populá
U futuru Deus dará
Aqueli era um dia marcadu
Que minha vida ia mudá

Si incontrei cum us zóio viradu
Uma moça bem du meu ladu
Era a fía mais di cobiçada
Du maió fazendêro da região
Mi zóiava tuda animada
Sorrinu mi istendeu as mão

A moça muitu da prendada i educada
Morava na cidade grande e longe
Vinha todu anu nessi mesmu dia
Pagá promessa cum sua mãe

Naquela tardi, varamu a noite
Trocamu jura i namoramu
Si aprometêmu pro ano si encontrá
Segui de mãos dada a procissão
Juramo que sempre ficaria juntu
E um dia inté si casá

Hoje, dia de Santu Antonhu
Ficu triste a pensá
U santu qui mi juntô
Nunca mais me ajudô

Inté hoji a procissão é tristi
Choru du começo inté o finá
A minha moça nunca mais vortô
Um Santu mi ajudô
Outro santo mi trapaiô
E tudu di mim levô

Inté, intão!
Sodade da Mariinha
A primêra moça di minha vida.

Tânia Regina Voigt - Escritora e Poeta
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RECORDAÇÃ0

Comu é bão lembrá da roça
Tê sodade dus tempu di mininu
Brincava com a carroça
I ficava di castigu

Comia bolu di míu
Rapadura cum farinha di mandioca
Meladu cum banana
Garapa cum tapioca

Adispois eu fui crescenu
Intendendu das prantação
Fazia mata-burro i portêra
Impricava cum as minina matrêra

Levava as minina pro matu
Pra modi catá cavacu
Ingambelava elas tudo
Pra brincá di namoradu

Nas noite di São Juão
Vixe! Cumu era bão!
Ficava todo assanhadu
A discurpa era us quentão

Pulava as fuguêra, seim queimá us fundilhu
Istorava us rojão e sortava inté balão
Brincava cum as istrelinha
Jogava istalinhu pelu chão

Pegava as minina pelas cintura
Pra modi dançá o bailão
Us bati-coxa i méla-cuiéca
As música acabava, mais iêu não

Dispois tinha as quadrilha
Dançava sempre cum a Mariinha
Meu primêro amo di verdadi
Que si transformô im sodade

Mas hoji tudo é lembrança
Quem dera podê revivê
I vortá nu passadu
Vivê comu antigamenti
Na roça qui mi viu crecê

Tudo era tão simplis i singelu
O sol si escondendu tão belu
A noite Iluminada pela lua
Us vagalume parecenu istrela
Uma curuja pianu na portêra

Êta sodade!
Ê sodade!

Tânia Regina Voigt - Escritora e Poeta
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NAMORADA

Veju, sinhazinha, nu seu sorrisu iluminadu
Disputanu cum a lua u seu reinadu
Trazenu alegria a esse caipira apaxonadu
Quereno com voismicê
Só avivê momentus incantadus

Meu coração totarmenti di ocê ocurpado
Bati forti só im oiá u seu retratu
Quasi qui ixplodi sentinu longi u perfume da sinhá
Imagine como haveria di sê, cum ocê du meu ladu?

Tô por ocê doidamenti apaxonadu
Feliz e inté meio abobadu
Por ter incontradu ocê pelus caminhu
Agora num queru mais avivê sozinhu

Ocê, sinhá, virô meu mió mutivu
As mais linda das razão
Os únicu sentidus meu
Di vivê cum tantas emoção

Sinhazinha, abelinha linda
Qui tantu mi faiz filiz
Qui na sua vida eu seja bão
Comu aquele seu zangão

Queria di infeitá ocê di fulô
Transforma ocê nu meu jardim
Juntanu prefume i côr
Demonstranu u meu amô

Im tudu u que óio mi trais ocê
O sol, a lua inté as istrelas se transforma im poesia
Os passaru e seus cantu, se atransforma im aligria
O retratu da sinhá, si transforma im sodade
O amô, a paxão i us carinho, se transforma im verdade
O ar que iêu respiru, si transforma im vida

Intão num tenhu mais u qui pensá
Cum ocê, sinhá, queru mi casá
Juntá nossus coração pra modi vivê
Pertinhu di mim e iêu di ocê

Filiz dia dus namoradu!
Sinhazinha!

Seu Joca Caipirinha

Tânia Regina Voigt - Escritora e Poeta
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COMU É BÃO TÊ UM AMÔ!

Sinhazinha ocê num sabi cumu foi bão
Lê ocê sonhandu cum iêu
Queru ti confessá intão
U tamanhu das minha emoção

Coitadu du seu Santu Antoinhu
Faiz tempu qui istava di cabeça pra baxo
Agora inté si mi agradiceu
Dissi que vai dá tudu certo
U casamentu di ocê mais iêu

Seus sonhu cum nossa união
Tambeim a iêu si mostrô
Que nossa união seja prena
Di muita paciença, paiz e amô

Ocê, sinha! Vai sê a muié mais filiz da roça
As otra vão ficá tudo cum inveja
Di sabê que ocê conqustô u coração
Du mais cobiçadu homi da região

Num si apreocurpe cuns infeiti
Di tamanha dicraração
Ocê simplesmenti
Já é dona du meu coração

Das fulô mais bunita
Que Deus pois nu jardim
Tirou di lá i colocô
Bem juntinhu di mim

É ocê, muié das mais cherosa
Só num possu dizê qui é gostosa
Só dispois di si casá
Vô tirá essa prova

Voismicê vai sê a rainha
Aqui du meu roçado
Inté as ladainha
Vai falá da sinhazinha

Prometu intão, meus incantu
Cuidá di ocê com muitu dengu
Fazê ocê a mais filiz
Di tudu quantu é cantu

Inté, intão minha doci paxão
Muié qui Deus mi presentiô
Quero ocê com toda emoção
Guardada sempri nu meu coração


Joca Caipirinha
Seu amô du sertão.


PêÉssi:
Mum possu dizê qui sô fazendêro ricu
Mais tenho terra que somi nas vista
Meus gadu, minha prantação
São tudu meu ganha pão

Tenhu uma viola qui faço chorá
Pra modi cantá pra ocê, sinhá
Uma sanfona pru fole puxá
I nossa vida alegrá

Tenhu u sangui doci
Mais tá tudo dentru dus contròli
Num si preocurpe cum issu
Galu bão, quando perdi as ispora
Si adefendi cuns bicu

Tânia Regina Voigt - Escritora e Poeta
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CARTA PRA SINHAZINHA NININHA

Óia, sinhazinha Nininha! Ocê chegô toda ofericida
Parecênu saquinhu di dôci di São Cosmi e São Damião
Veiu logu si joganu, prus braçu du CaipirInha
Inté me assustô na hora que tava rezânu pra Nossa Sinhora Aparicida

Vois micê toda prendada, cheinha das qualidadi
Intão tenhu qui adimití que mi atiçô as curiosidadi
Já juntei cuns otro currículu qui mi chegô di madrugada
É qui iscrivi nos crassificadu dus jorná lá da cidadi
Que tava precuranu namorada

Intão vô ti mostrá, pra modi ocê mió mi cunhecê
Góstiu di uma boa pinga, pra modi nas tardi pruseá
Puxânu us fole da sanfona ou chorânu as viola
Pra modi a tardi passá, se apreparanu pro jantá
Mais num passa de duas talagada, to jurânu pra sinhá

Intão já tô sabênu, que vâmu formá um belu par
Vâmu levantá puêra, dançanu inté o dia raiá
Mais num si apreocurpe, com o forró Mees
Foi farta di comunicação, o Nérso mi alembrô
Quano hoji mi incontrô

Intão não se apreocurpe cuns tacho da sinhá Martha
Se brigá ou criá confusão, comi diz sê qui neim leôa
Ocê tome cuidadu cum a delegada Genaura
Ela podi ti inquadrá i trancá ocê na jaula

Ocê é donzela prendada. Tá prontinha pra casá
Intendi de tudu que precisu, pra modi nois se ajuntá
Ocê, num pricisa se apreocurpá
U Caipirinha num é homi di chifri nas minina colocá
I pulá as serca, só quanu corta caminhu pros boi fujão pegá

Intão, sinhazinha Nininha!
Num têim nessi mundo mió muié pra modi casá
Tô agora si adeclarânu, cum ocê queru namorá
Ocê, já tá prontinha pra iêu conquistá
Intão vamô tentá si aproximá
Si conhecê mió!

Tô isperânu intão, carta di ocê
E intão nois aus poco si intendê
Um beju respeitosu nas faci di vois micê!
Inté, intão!

Tânia Regina Voigt - Escritora e Poeta
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