Coleção pessoal de HiastLiz

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C
Seu riso, disperso,
Am7
inquieto, florido.
C Em
Não combinou comigo.

C
Sorriso bonito,
Am7
Menina Camila
C Em Em Am7
Não rima com minha solidão.

F Em F Em

F Em
Talvez você, nunca esteve aqui
F Em
Talvez você, nunca perto de mim
F Am7 Em
Talvez você, nem por um segundo
C Em Am7
Sentiu um amor tão forte no mundo

Em Am7 Em Am7

C
Seu riso, disperso,
Am7
inquieto, florido.
C Em
Não combinou comigo.

C
Sorriso bonito
Am7
Menina camila
C Em Em Am7
Não rima com...

Hiast Liz
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vejo a vida caindo por la
adianta tentar mudar?
selva de pedras vem devorar
toda leveza que o mundo nos dá

quando sento na varanda
e o vento vem visitar
lembro que o mal repele
a paciência que eu devia andar
mas tudo calmo então fica claro
a mansidão dentro do olhar

fugir pra alcançar
parar para continuar
veja dentro de si
o paradoxo transversal
a juventude transviada
no eterno singular

o mundo só precisa se respeitar
não censure a vida alheia
ferir seu semelhante
não vai adiantar

2x
no mundo há tanta fome
para se matar
então por que julgar o homem
sendo tu também errante
qual é o teu lugar
dentro do singular?

fugir pra alcançar
parar para continuar
veja dentro de si
o paradoxo transversal
a juventude transviada
no eterno singular

o mundo precisa se respeitar
não censure a vida alheia
ferir seu semelhante
não vai adiantar

2x
no mundo há tanta fome
para se matar
então por que julgar o homem
sendo tu também errante
qual é o teu lugar
dentro do singular?

Am Dm G ( C G/B )
Am Dm G
Am Dm

Hiast Liz
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Você já foi uma mala

Eu sigo levando tudo,
Na mala cabe um absurdo
Não entendo porquê
Tudo o que preciso para sobreviver
É de mim mas não funciona assim.

Na mala cabe tudo, tudo o que faz viver
Tudo que faz doer,
saudades, lembranças e andanças
Na mala cabe tudo
Curvas, caminhos, distâncias,
Presença, ausência, arrogância

Na mala cabe tudo, não sei como levar
Mas nessa mala ninguém pode tocar
Essa mala sou eu
Tudo, tudo, tudo
Tudo o que me tem
Tudo, tudo, tudo
Tudo, meu bem

Nessa mala cabe tudo, cabe você e cabe eu
Cabe meus pais, minha familia
Cabe tudo, tudo, tudo
Cabe o que foi, cabe o que será
Cabe tudo de mim cabe, cabe de você
Cabe o que foi, cabe o que será
Não posso deixar você levar
Essa mala sou eu.

Hiast Liz
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Eu sei você precisa conversar
com alguém
que não seja eu
Então vai

Parece que não te entendo mais
Não me julgue meu amor
Não sei o que fazer
Não consigo ver você sentindo dor

Então vai
Lá fora há um belo dia
E quando retornar pra casa
Não esqueça jamais
Eu te amo demais

Meu amor
Não sei o que fazer
Eu não consigo ver você sentindo dor
Meu amor não sei o que fazer
Qual foi a curva que eu perdi você?

Quero te dizer por mais distante que eu esteja nunca sai daqui
Meu amor não sei o que fazer
Não sei te dizer o você precisa ouvir
Meu amor não sei o que fazer
Eu não consigo ver você partir

Então vai...
Não vai...
Então vai.

Hiast Liz
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Na porta da minha casa

Os lares retratam a alma
Nos cômodos da nossa casa
Seu riso fará morada
Não importa por onde irás,

Sei que dentro do retrato não sairás,
A distância não é quilométrica
Acessar a memória é instantâno,
Realço a parte que eu sou a morada

Numa lembrança desgraçada,
Parece que faz pirraça
Mas é tudo que me acalma.

Sem pretextos para sofrer
Abri a porta e rua á fora
Seguirei levando você.

Hiast Liz
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no nosso paladar

manjericão
samambaia
hortelã
cidreira
alecrim
coentro

toda cor e toda pele injere
mesmo tempero mesmo mastigar
todo humano no mesmo mundo
todo mundo no mesmo lugar

Hiast Liz
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a mulher na história
é a peça mais bonita
na Grécia, em Roma
nas fotografias e líricas

hei de sempre se destacar
pelo locomover ou pelo respirar
intrínsecos detalhes á observar
para abrir os olhos e nela enxergar


foi quando seu cheiro soprou
os lírios do jardim chamado solidão
que em meus olhos pairou novamente a mansidão.

enchendo de emoção esse duro coração, não há nada mais profundo para expressar essa gratidão
além dessa canção.

Hiast Liz
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A7M
a vida te trouxe
Bm7
e não dá pra entender
C#m7 Em7
foi tão sutil te conhecer
AM7
e andar pelas calçadas
Bm7
de almas dadas
C#m7 Bm7
sem medo de perder

A7M
falando sobre tudo
C#m7
sol ou chuva
Bm7
luz ou escuro
Em7
teu riso em meu caminho
A7M
faz feito o luar
Bm7 C#m7
enquanto houver vida
Bm7 C#m7
quero te carregar
A7M.
pelas calçadas
Bm7
de almas dadas
C#m7
sem medo de perder
Bm7
sem medo de errar

A7M
nós vamos andar
Bm7
pelas calçadas
C#m7
de almas dadas
A7M
falando sobre tudo
Bm7
até sem dizendo nada
C#m7. Bm7
o amor é pra quem tem almas laçadas

Hiast Liz
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Fala

Numa janela cheia de janelas
Há quem toma um café olhando para elas,
Há quem não resista, então entra e sai por cada uma delas,
Há quem entra e fica na que julgou ser a mais bela.


(...)


Janelas, janelas, janelas
Há as que se se abrem,
Há as que se fecham,
Há as que emperram,
Há as que se quebram.

A vida é ela,
Uma janela cheia de janelas.
Qualquer que seja a escolha,
A vida é ela,
Tu é quem faz dela.
Janelas, janelas, janelas


Por ela vejo o sol nascer
Por ela vejo o sol se pôr
Janelas... Janelas... Janelas
Por ela passou meu amor
Por ela vejo a minha dor.

Assisto a esse espetáculo
E entendo que nada acabou
Preciso abrir a janela
E contemplar de novo a cor
Janelas, janelas, janelas
Lá vem de novo o amor.

Hiast Liz
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Todos os meus pensamentos parecem estar enraizados naqueles instantes, é como um melodia triste que não tem fim. Então me pergunto para onde tudo isso irá me levar? A dor no peito, o riso na lembrança, as noites de insônia e os dias sem explicação, depois do fim é como ligar um piloto automático, até que o corpo crie fôlego e saia das profundezas dos sentimentos -ainda não cheguei nessa parte- e só assim, fora do mar, volta-se a respirar. Me pega pelos braços as lembranças nos momentos mais inimagináveis do meu dia-a-dia. Nada tem um fim real porque já foi, já foi e não se toca, não se muda, enquanto todos os sentidos do corpo falam, o coração emudece; não tem mais autonomia, não há mais possibilidades, como todo fim. Não sei aonde estarei ao buscar meu eu, a luta diária me faz perceber que eu não sei exatamente o porque de estar aqui, mas com peito apertado consigo sentir que não haveria lugar melhor para estar além da infeliz oportunidade de viver no mundo psicológico, o material é pura diversão, tudo está a sua volta, eu sou completa. Entretanto a escolha pelo mundo psicológico, a cruel escolha pelo sentir, te joga diante dos seus demônios e te deixa sem argumentos. O que pode ser feito? eu quem designei cada um desses demônios psicológicos, agora é hora de começar rege-los.

Hiast Liz
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Toda vez que olho
em teus olhos que amável
eu não sou... na _ da além
do momento que vem,
instante que me tem
leve como o sereno
toca a pele que toca ao vento

os dias e o sol se expõe,
imitando a tua íris
carregando profundez.

Em instantes de embriaguez
Me entrego, olhando em teus olhos sinceros
Percorro todo o pluriverso de uma só vez!

Toda vez que olho
em teus olhos que amável
eu não sou... na _ da além
do momento que vem.

Em instantes de embriaguez
Me entrego, olhando em teus olhos sinceros
Percorro todo o pluriverso de uma só vez!

Egoísmo seria querer-te só pra mim
que louco esse esforço de viver e não ter fim
preciso te dizer, toda vez que olho
nesses amáveis olhos, sou egoísta sim.

Hiast Liz
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Saudade "sem-horas".

Esse suspiro, aperta, maltrata,
Me faz de uma enorme piada.
Meus nervos todos, defasa.
No meu mundo, tortura ingrata.

Trazendo o despeito do dia
Deixando tristeza e alegria,
A mente que não sente, sofria,
Potencialmente ela sorria e ia.

Viver o sentir é gesto corajoso
Ninguém diz que a piada é feia,
Saudade é bicho tenebroso,

Mas nesse universo duvidoso
Qualquer alma que ama anseia,
Desse bicho que também é afetuoso.

Hiast Liz
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Um mar de epiléticos

Você bem que podia morar do outro lado
Da calçada, da rua ou do bairro,
Para que sempre que eu quisesse te ver
Pudesse piscar os olhos e olho no olho estaria eu diante do teu ser.
Poderia até dançar esse jazz, quem sabe da noite fazer cartaz para avisar a saudade que ela não mais vai vencer... Mesmo diante disso eu confesso que a vontade é mar de epiléticos nadando com força nesse viver, sentir tua saudade, até que é boa, por isso te faço essa garoa de palavras que samba entre eu e você.

Hiast Liz
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Mói morcego

Todo mundo mói
O amor, a ausência,
A saudade, a presença,
Mói o que foi,
Mói o que será,
Mói o que seria.

Todo mundo mói, todo moer dói,
Todo muído é um mundo vivido,
Tem até moer pros perdidos
que àquilo deixou de viver.

Todo moer é morcego
ataca ao quarto ou ao peito,
que seja nas longas noites
que seja nos belos dias,
o morcego só não pousa
naquelas almas vazias.

O exercício de moer é o viver e aprender,
Moer é preciso para espantar o inimigo
Dentre todos ele é o mais perigoso,
tal qual que dorme e acorda contigo.

Moer é deitar a culpa na cama,
É suspirar a saudade em lembrança
É repensar o ato concebido
E também o discurso não dito,
É entender que triste de quem não mói
nesse mundo tão feroz, será ele maldito.

Moer é ir ao fundo do poço,
É segurar as rédeas e não surtar,
É dedicar-se ao que não dá para explicar,
É o exercício de sanar, e o ‘agora’ explorar.

Hiast Liz
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Pensamento cão

Tudo nunca foi o acaso.
Tudo está explicado.
Todo preenchimento vago.
Todo oposto ou fato.
Tudo está conectado.
Tudo, num instante calado.

Dentro desse estado
chamado solidão,
ataca ao homem seu próprio cão
criado e treinado para dissertação,
do meio, do medo, do ato, inato.

Calma,
sossega a alma,
tudo, tudo, tudo
se passa em vão
se não for o homem
e seu próprio cão.

Hiast Liz
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Seca e cortante, é como as foices do sentir me sondam,
Não há mal no amar, não há mal no viver.
É preciso ter força para se sobressair
mas é preciso sanidade para não se perder.
Quem disse que aquelas pernas irão me enganar mais uma vez?
Meditando o sossego da existência
é a única utopia que ando alimentando.
Ora, vês! quem diria, logo esse mar de sensibilidade que fui.
Ora, vês! eu diria, sou por mim o sentimento mais inconstante, amanhã direi que de nada disso sabia.

Hiast Liz
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Pela janela do quarto,
Sossego intacto do gato
Me rouba a cena e os fatos
Que no desassossego inventado,
Não há de ser encontrado
A essência inata dos atos.

Hiast Liz
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Contemporâneo envaidecido sou.

É que tem tanta coisa que eu engulo
que até mesmo as sinapses choram,
pedindo que tudo apenas passe
e essa vida seja minha amiga.

De toda estrada, a história torta sigo.
há sempre curvas do envaidecer
que seja ego ou a ‘responsa’ de
buscar caminhos mornos e ser.

Sem dias de aconchego tudo que se sente
é muito quente ou muito frio.
percorro o caminho em extremidades desumanas.
Qual a canção que arrebentou minha alma?

Aonde sossega essa mente, amiga?
e o potente latejar do peito.
quem escondeu toda a ternura diga,
em que curva findou o verso.

O dialeto da esquina é curto
é o –obrigado- é o - volte sempre-
em dias rotineiros sofro
o empedramento da essência tênue.

A realidade é muito mais crua
não cura muito buscar-se ser,
por meio dessa ‘modernia’ louca
contemporâneo envaidecido sou.

Hiast Liz
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Das luzes

Foco no que claro fica
Na imensidão amiga,
Raios solares
Que brilham
Trepidantes ditam:
Olhem as luzes que de dentro para fora gritam.

Hiast Liz
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Esgueirar-se

A cabeça meio na lua sonhando alto sem fazer piadas,
olhar distante do aqui com o coração cheio do agora,
refazendo um novo eu, não esquecendo todos os velhos,
quem se faz presente é como um presente,
quem se faz da falta é o silêncio da saudade.
Um mar de lembranças e vida, um mar de perspectivas.
Frente ao futuro que no hoje se adoça, cheio do aqui e do agora.

Hiast Liz
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