Poemas da Terra
Eu vejo a pele da terra
está velha e sem vida
eu não sei ver isso
sem chorar
sem sentir a dor que se faz sentir
hoje penso que só há um fim de mundo
é quando um homem decide que quer mais dinheiro
ele mata, desmata, queima, rouba, engana, faz sofrer
e sem alma consegue
extirpar do solo
a beleza da vida
a natureza!
Como a terra
posso acolher
Como a terra,
tremer
Como o fogo
posso aquecer
Como o fogo,
queimar
Como a água
posso acalmar
Como a água,
destruir
Como o vento
posso ser brisa
Como o vento,
ventania.
SUBIDA
Acumulado o bem da terra
Onde fics o depósito
Que me arranjáo
Os admirados por ti.
Separado o bom do triste
Quais as posições que que devo orientar
A frente do sol
Um bom lugar para os primeiros
Ou para os derradeiros?
Ouvi de minha mãs
E do sofrimento do Próprio Cristo
que os últimos seriam
Um dia os primeiros.
Mas qual a frente que dá para a frente.
E qual os enfileirados
Que devem esparar o suspenso caminho
Acalmar-se no chão
E as plantas furarem seus lugares
Como se o mundo todo naascesse de novo
São esses os que estão guardando
Os limites do meio.
Os mistérios dos homens
Quando nos se põe a realidade de fazer?
Que subida sinuosa e longe
Havemos de subir nos ombros, nos galhos
Que só pelos pés, porque não temos
As azas dos anjos
Com nosso adereço pesado demais.
Não trago mágoas e não levarei restos de nada.
Eu vivo numa Terra que tem cheiro de mar, de rio e de lago!
Eu moro no canto, perto do mato fechado ao lado do Shopping Norte.
Eu me deito numa rede no final de tarde para pensar.
Eu voou de bicicleta regozijada do outro lado da rua na casa de mainha, pra comer beiju quentinho e te dá um beijo na testa, na hora de voltar.
Na saída encontro Clarinha, minha sobrinha linda da idade de ninar...no colo de seu pai, meu irmão sanguíneo.
Hoje eu cantei o amor te mandei uma flor que não tem cheiro pra teu coração alegrar... Me arrumei fiquei perfumada e fui deitar.
Azul e Verde.
Terra viva que nos cerca
infinidade de angústias e sorrisos
sinfônia de cores vibrantes
que nos faz querer flutuar no fundo de um posso sem fim..
Terra quente, amarga e doce
cheia de guerra, paz e música
brinca de planeta pendurada pelas cordas do universo
energia branca, preta e colorida...
Não se decide entre o bem e o mal
usufrui dos espinhos do amor e das pétalas do ódio
pequeno ponto azul e verde
células afetadas que lutam contra o espelho do céu..
Terra viva, quase morta
reflexo do que somos
inverso ao que sentimos!
Fuga em azul menor
O meu rosto de terra
ficará aqui mesmo
no mar ou no horizonte.
Ficará defronte
à casa onde morei.
Mas o meu rosto azul,
O meu rosto de viagem,
esse, irá pra onde irei.
Todo o mundo físico
que gorjeia lá fora
não me procure agora.
Embarquei numa nuvem
por um vão de janela
dos meus cinco sentidos.
E que adianta a alegria
dizer que estou presente
com o meu rosto de terra
se não estou em casa?
Inútil insistência.
Cortei em mim a cauda
das formas e das cores.
(A abstração é uma forma
de se inventar a ausência)
e estou longe de mim
nesta viagem abstrata
sem horizonte e fim.
Um dia voltarei
qual pássaro marítimo,
numa tarde bem mansa
à hora do sol posto.
Então, loura criança,
Ouvirás o meu ritmo
e me perguntarás:
quem és tu, pobre ser?
Mas, eu vim de tão longe
e tão azul de rosto
que não me podes ver.
A graça de quem mora
no país da ausência
certo consiste nisto:
ficar azul de rosto
pra não poder ser visto.
se eu fosse uma lua.. te iluminaria por todos os seus caminhos obscuros....
se eu fosse a terra... lhe acomodaria do frio quando vc fosse dormir....
CONTINUA
CANÇÃO DO EXÍLIO (Adaptação)
Minha terra tem amigos
Amigos de montão,
Mas este mundo é para aqueles
Poetas em construção.
Seja rico
Ou seja, pobre!
Seja plebeu
Ou seja, nobre!
Não importa a sua condição
O importante é ser poeta,
E poeta em construção!
Direitos Autorais: Eliud Oliveira (Ely Poeta)
As Artes contentes eu canto o canto da terra
Brilhante de longe ela vem com traços predefinidos
Que encanta ao conto é arte feliz ,pois ela cedeu
Com brilhos e brilhos nos pinceis procuro o encanto.
Aos olhos e ouvidos, sementes.
À terra, o germinar.
E à flor, florescer.
Conexões invisíveis, mas essenciais,
movimentos ignorados, não visíveis,
mas vivos e presentes aos que sentem!
Tenho dias de chuva e dias de sol.
Dias de terra úmida e dias de seca.
Dias de fogo e dias de vento.
Nos dias de neve, sou serena.
Mais um dia se encerra
Aqui na minha terra
Tudo se completa
A cidade é repleta de luz
Meu caminho me conduz
E lá na frente sua voz doce me seduz
E eu observo lento
É meu passatempo
Viver a minha vida, curtir o momento
Abres para mim e abaixa tua palha
As palavras cortam como uma navalha
E se minha mente não falha
Já estive aqui
Não quero partir
Nem eu me vejo mais bem longe de ti
Eu já fui areia, pó da estrada. Eu já fui tão pisada que me tornei terra batida, socada.
Hoje sou pedra!
Hoje sou rocha!
BRASIL.
Visto verde e amarelo
desta terra sou raiz
cada casa é um castelo
toda boca é um juiz
copas que se perca mil
mas eu quero um Brasil
onde eu possa ser feliz.
ÁGUA MORTA EM TERRA BOA
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Água morta, em terra boa,
não é lago, nem lagoa,
mas é vida na barragem...
Quando o vento sopra à toa,
tudo passa e tudo voa,
mas a terra é mais que aragem!
Água morta, nevoeiro...
Berço eterno e derradeiro,
nas entranhas do meu chão...
Vai-se o tempo, tão ligeiro,
como as águas dum ribeiro,
mas a minha terra não!
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16/09/2014
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in "MAR REVERSO (Ecos da Terra, do Mar e da Vida)", 2015
📜© Pedro Abreu Simões - Poetautor ✍
facebook.com/pedro.abreu.simoes
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O unico que parou o próprio coração, e deixou de respirar por 3 dias, nessa terra.
Amou incondicionalmente toda humanidade.
Resucitou, nos amando com a mesma intensidade e magnitude de quando foi morto por nos,
Numa cruz.
"Peregrinos
Êxodo de nós mesmos para Deus, no qual nos adentramos em terra estranha, despojados dos suportes usuais da existência, desprovidos de todo amparo que não seja o da caridade...”
Tellechea Idógoras
PARIDA TERRA 🌹
Parida terra onde ficam as palavras
Vazias de sonhos que se esfumaçam
Entre as dunas suspensas de sombras
Dos olhos que ofuscam a beleza da luz
Parida sofrida ventre rasgado de dor
Jardim seco de velhas rosas do fascínio
Rio subterrâneo no deserto de assimetrias
Pelo descanso de não querer existir sozinho
Deserto lágrimas colhidas em coloridas cores
Espectros de raízes no agreste ventre meu
Despido de morte entre os fortes ventos
Inesgotável terra paisagem de perfumada saudade
Que envelhece enchendo-se de coragem
Na parida terra 🌹
Vida de Navegante
A cabine é teu lugar sagrado
Terra firme já não é o seu lar
Pelo oceano estás apaixonado
Sentido só há no partir e retornar
Vida repleta de tanta aventura
Tiveste prazer com mulheres de todas as cores
Cada qual com sua história e cultura
Deixando em cada porto lágrimas e amores
Como a Estrela Polaris eu queria ser
Para você meu Capitão em mim se encontrar
Mas de ilusão não posso viver
Convicta sou de que serei mais uma a chorar.
Enquanto o navio não parte
Vamos brindar, dançar e sorrir
Atiçar essa chama que em meu peito arde
Armazenando memórias pra minha alma nutrir.
SOPRO!
Aqui a seca avassala
no raiar do azul celeste
o cheiro da terra exala
o perfume que me deste
mesmo se a vida apunhala
quanto mais o povo fala
mais eu amo meu nordeste.
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